Notas iniciais
Finalmente chegou o último capítulo. Meu Deus! Nem parece que fazem quase três anos. Boa leitura!

Dois meses depois...

Era um dia consideravelmente agradável. Jessica estava com Gary ajudando-o a levar alguns protótipos do iglu dele para a EPF. Por enquanto, Jessica dizia que ainda não estava pronta para voltar a agência, mas que queria ajudar seus amigos no que fosse necessário.

Os dois pinguins ficaram tão próximos quanto antes do acidente, como melhores amigos. Gary ajudou Jessica a voltar para o iglu dela e fazer uma faxina e reorganização dos móveis. Gary achou que aquilo foi romântico, talvez, pois é uma coisa que casais fazem.

Jessica não parecia nem um pouco desconfortável com a presença de Gary, o que deixou o pinguim aliviado. Jessica na verdade ficava muito contente em saber que Gary sempre estava lá para ela quando ela precisasse.

Gary estava com Jessica quando a pinguim decidiu cortar seu cabelo curto. Foi Dot quem Jessica procurou para mudar seu visual, e, quando Dot terminou, Gary concluiu que Jessica consegue ficar linda de qualquer jeito.

Jessica realmente queria lembrar do que acontecera antes, mas poucas memórias voltaram. Bom, Gary não podia reclamar, ela estava recuperando-se pouco a pouco.

Gary não quis forçar Jessica a "voltar" com ele, foi aos poucos conquistando a pinguim novamente. Claro, era uma vantagem ele já conhecê-la suficientemente bem pois ele sabia o que fazer e dizer para agradá-la. E estava funcionando.

Gary conseguia fazer Jessica corar tantas vezes que ele não pôde contar. Para ele, era realmente interessante ver tudo de novo. Era como ver um filme pela segunda vez.

Ao voltarem para a EPF com o último protótipo, colocaram-no na sala de Gary. Ao saírem da sala, Jessica e Gary se depararam com algo que os dois não esperavam de jeito nenhum. Não lá.

– Você está vendo o mesmo que eu ou preciso ir ao oftalmologista novamente? – disse Gary.

– Acho que nós dois precisamos ir ao oftalmologista. – respondeu Jessica.

Herbert P. Bear estava lá, na sala principal (de reunião) da agência, tendo uma conversa civilizada com a Diretoria e Dot.

Outros agentes, assim como Gary e Jessica, estavam encarando a cena com olhares chocados e incrédulos.

Até que o olhar de Dot se direcionou aos dois pinguins. Em Jessica, na verdade.

Dot falou algo para Herbert e Diretoria, logo depois os dois voltaram seus olhares para Jessica. A Diretoria deu um sorriso de aprovação.

Herbert ficou surpreso ao ver a pinguim mas logo deu um sorriso; um sorriso verdadeiro, mas assustador para a maioria pois dava para ver os dentes ameaçadores que o urso possui.

– Jessye! – Herbert disse andando em direção a Jessica com os braços abertos.

Vários dos pinguins presentes olharam para a pinguim, deixando-a um pouco nervosa. Jessica olhou para Gary, que tinha um olhar meio preocupado.

– E o nerd – Herbert disse de um jeito desprezível para Gary.

– O que faz aqui, Herbert? – Gary ignorou o comentário anterior do urso.

– Eu vim aqui para conversar com a Jessye, se não se importa – o urso respondeu com um tom irritado ao pinguim.

– Jessye? Seria eu? – Jessica perguntou inocentemente.

– Sim, você. – Herbert suspirou e deu um sorriso fraco. – Eu te dei esse apelido antes de você perder a memória.

– Oh – ela respondeu.

– Jessye, olha... – disse o urso meio nervoso. – Antes de tudo... nós éramos amigos, sabe. Você pode não se lembrar, mas me mostrou tantas coisas. Você sempre teve esperança em mim como ninguém mais teve. Sempre tentou me alegrar, mesmo quando eu estava irritado. Tentava fazer eu me divertir com coisas que eu achava idiota mas eu acabava me divertindo no final das contas. E o Klutzy, pode não parecer mas ele gosta da sua presença. Você me mostrou o lado bom da vida. Nós éramos melhores amigos, Jessye. É engraçado dizer, mas na verdade eu vejo você como uma filha que eu nunca tive. E eu... eu não quero perder isso, nunca. Por isso eu vim aqui pedir pessoalmente para que nós possamos nos ver como antes. E também sinto muito por ter te batido e ter feito você... ficar em coma.

Essas palavras ecoaram pela sala principal da agência. A sala inteira estava em silêncio então todos que estavam presentes conseguiram ouvir tudo sem problema nenhum. E estavam ainda mais chocados do que antes (incluindo Gary).

Jessica estava surpresa, sem palavras. Ela definitivamente não esperava por isso. As palavras do urso pareciam tão sinceras, não tinha como não acreditar. E claro que ela acreditou.

– Poxa, Herbert... – ela riu nervosamente. – Parece que eu realmente mudei você, hein?

– Mudou sim. – Herbert riu. – Mas para melhor.

– Estou vendo! É impressionante. Você me considera como uma filha? Isso é novo para mim. – ela disse animadamente.

– Eu não queria admitir mas sim. – ele respondeu. – Mas e então? Você... não vai parar de falar comigo, vai?

– Absolutamente não. – Jessica deu um sorriso caloroso. – Eu simplesmente não posso parar de falar com alguém que me considera tanto quanto você, Herbert.

– É sério? – Herbert sorriu.

– É muito sério. – ela riu.

O urso então pegou Jessica em seus braços e a abraçou de surpresa.

– Obrigado! – Herbert disse.

– Não foi nada! – a pinguim ria com o afeto.

Herbert colocou Jessica de volta ao chão e olhou para Gary que estava de nadadeiras cruzadas.

– Eu também vim aqui para me desculpar com você, Gary.

– Comigo?! – o pinguim parecia surpreso.

– Sim, sim, com você, nerd – o urso disse sarcástico. – Aquelas coisas que eu falei para você lá na minha caverna não foram muito... legais. Você apenas faz o seu trabalho, que é ajudar a proteger a ilha. Me desculpe por quase te bater aquele dia.

Agora era Gary que estava sem palavras. O pinguim ficou em silêncio por alguns segundos tentando acreditar que o urso realmente disse isso.

– É, eu... – ele tentava dizer. – Eu aprecio muito sua sinceridade, Herbert. É gratificante e surpreendente ver que você mudou desse jeito.

– Então você aceita as minhas desculpas? – o urso perguntou nervoso.

– Afirmativo. – Gary conseguiu dar um sorriso sincero.

– Sem mágoas? – Herbert estendeu sua pata para Gary. O pinguim aceitou.

– Sem mágoas.

Então Herbert, Jessica e Gary sentam-se na mesa da sala principal junto a Dot e a Diretoria para debater alguns assuntos. Herbert propôs que ele seja assistente de Gary pois ele gosta de construir máquinas tanto quanto o pinguim. Gary aprovou a ideia. E assim uma nova história começa para os pinguins e para Herbert.

"Everything stays

Right where you left it.

Everything stays

But it still changes."

E, no final das contas, isso tudo não foi uma vingança de Herbert. Foi a história de uma jovem pinguim órfã que conseguiu mudar a vida de um velho e mal-humorado urso-polar, mostrando que todos merecem uma segunda chance; junto com romance e algumas brigas.

Tudo muda. Mas, mesmo assim, fica do jeito que você deixar.

"Ever so slightly,

Daily and nightly,

In little ways

When everything stays."

Notas finais
AAAAAAAAAA ME DESCULPEM POR ESSE FINAL HORRÍVEL Mas agora quero agradecer a todos que leram até aqui, que aguentaram os hiatos, pois sem vocês eu realmente teria abandonado a fic XD MUITO OBRIGADA! ♥♥♥ Obs: esses trechos que coloquei no final são da música Everything Stays, da minissérie Stakes, sobre a Marceline (Aventure Time). Recomendo ouvirem essa música ao ler o final! X3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!