A Vingança Divergente [HIATUS]
10 Capitulo 9
Notas iniciais
Desculpe a demora :3
Clarisse
Clarisse tinha que admitir que era realmente uma cidade bastante pequena. Mas o espirito de aventura que ela tinha pedia algumas voltas no lugar desconhecido e ver se tinha algo interessante, era coisa dela. Tinha que fazer.Ela não achou que iam mesmo topar passear por aí, mas foi mais fácil convence-los do que pensou. Agora os quatro caminhavam pelas ruas de terra batida da cidadezinha a procura do tal bar "movimentado" que a recepcionista nanica e sardenta tinha mencionado ter a algumas quadras de distancia. Com certeza não seria difícil achar um bar na menor cidade que Clarisse já tivesse visto na vida. Na verdade, o tal bar ficava a três quadra de distância e não era nem de longe o que ela chamava de "bem movimentado". Clarisse estava acostumada aos bares enormes e boates dignas de gente rica, então aquele pequeno protótipo de bar em uma casa azul com janelas baixas e uma placa escrito "Monarc's Bier" com uma borboleta Monarca como mascote parecia ridículo para ela. É o quem, melhor aproveitar ou ir dormir, pensou ela. E tudo que Clarisse menos queria agora era uma cama. Ela tinha dormido bastante a noite e era melhor se cansar para dormir direito ou parecer um zombie na manhã seguinte porque não conseguiu dormir.–Esse é o tal bar?-perguntou Zeke, apontando discretamente para a placa. –Você está vendo outro, Zeke?-retrucou Quatro de cara feia. Clarisse deu de ombros. –Melhor entrar do que voltar pra pousada agora.-opinou ela.-Já estamos aqui. Qual o problema de entrarmos e darmos uma olhada? Sabe, vai que tem algo legal que não seja uma TV sem sinal e uma vodka nojenta.–Duvido muito que tenha algo diferente disso.-disse Zeke.–Tudo bem, então nós vamos lá e você nos espera aqui. Que tal?-respondeu Clarisse indiferente.Ganhou um toca aqui de Quatro por ter dado essa idéia, alias. –É, tanto faz. Eu fico mesmo!-reclamou Zeke. Clarisse, Quatro e Beatrice foram atravessar a rua quando ouviram o grito de Zeke. -Ei, esperem! Eu vou com vocês.E ele saiu correndo para alcança-los.–Muda de idéia rápido, né Zeke?-perguntou Clarisse com um meio sorriso quando se virou para falar com ele. –Ah, cale a boca.Ela soltou uma risada quando foi caminhando até o bar, mas ela sabia que ele estaria seguindo os três. E ela estava certa mais uma vez. O bar não era lá grande coisa. Decoração rústica, uma mesa de sinuca, alguns fliperamas antigos e alguns caras sentados nas mesas bebendo e conversando. Clarisse apontou discretamente para o balcão do bar onde um senhor fumava um cigarro sentado com um copo de bebida do lado e um barman de barba limpava copos com um pano de pratos olhando entediado para uma TV presa na parede contraria onde passava algum jogo qualquer. Quatro fez uma cara feia para o bar e puxou Beatrice para mais perto. Clarisse apenas tentou esconder o sorriso malicioso que fez quando notou. Ele foi discreto ao se mexer, mas Clarisse era uma garota muito perceptiva que não deixava nada fora de seu conhecimento. Zeke apenas assentiu quando ela apontou e foram se sentar nas cadeiras em frente ao balcão. Infelizmente, Clarisse foi quem teve o azar de se sentar mais perto do senhor esquisito fumante. Ela odiava o cheiro da fumaça de cigarro. Zeke e Quatro pediram cerveja para o barman, ele hesitou por um momento com as sobrancelhas franzidas. Talvez duvidando da idade deles. Logo depois deu de ombros e foi fazer seu serviço. Já Beatrice, como ela imaginava, pediu um copo de água. Talvez não quisesse ficar bêbada. Aí então Quatro perguntou o que fariam no outro dia, como continuariam a viagem e tudo mais e assim passaram um tempo conversando a respeito até decidirem agir como adolescentes normais e falarem sobre coisas banais. Clarisse estava quieta, apenas escutava seus amigos e evitava se intrometer simplesmente porque já estava cansada e deixaria que eles se virassem por um tempo. Pediu ao barman uma porção de batata fritas-porque ela podia ser magra, mas não se importava realmente com calorias- e ficou mordiscando algumas de vez em quando apenas assistindo a conversa de seus amigos. O que ela não estava aguentando era o senhor fumando aquela merda de cigarro por perto. A droga da fumaça ia na sua direção e ela já estava começando a achar aquilo insuportável. Depois de cerca de 30min aturando o cheiro horrível da fumaça e sem falar nada, ela chegou ao seu limite. Definitivamente. –Hey, senhor!-disse ela se levantando e se dirigindo até o lado do fumante.-Por que você não vai fumar isso, sabe, lá fora? Pra esse cheiro não ficar circulando aqui dentro. Ao menos ela estava tentando ser gentil no seu tom de voz, o que era raro. Ela não queria problemas com velhinhos desconhecidos. –Desculpa, garota!-disse o cara a olhando de cima a baixo com desprezo.-Isso não é meu problema. Os incomodados que se retirem! Não gosta? Dá o fora.Aquilo foi a gota da água para ela. –Ah, mas é seu problema sim!-disse ela praticamente gritando.-Eu não sou e não quero ser obrigada a aturar esse seu cigarro de merda soltando essa fumaça de merda direto na minha cara! Ele deu de ombros e soltou fumaça direto nela, mostrando como sua opinião não surtia nenhum efeito nela. Depois disso ela nem esperou a resposta do cara e puxou o cigarro pela ponta e arrancou da boca do senhor, virando o lado chamuscado na direção do homem e pressionando a ponta chamuscada na sua testa até apagar. –Eu disse: Vai. Fumar. Na. Rua. Seu. Desgraçado.-disse pontuando cada palavra. Olhando para o cara em desafio, atirou o cigarro no chão e esmagou-o contra seus pés com força.
Parece que isso irritou bastante o senhor que já estava se levantando do banco quando Clarisse sentiu uma mão sobre seu ombro e viu que estavam todos só observando a briga se desenrolar. Na verdade, ela já estava irritada. Bastante irritada, e agora iria adorar dar um murro na cara desse senhor mal educado e que foi grosso com ela. Clarisse, nunca, nunca levava desaforo pra casa. –Já chega!-disse Quatro próximo ao seu ouvido, mas alto o suficiente para todos escutarem.-Não queremos brigas. Não é, Clarisse?Ele falou a olhando nos olhos, como para repreende-la.–Na verdade, eu bem que quer...ai.-Ela disse quando sentiu um aperto mais forte no seu ombro e tirou a mão de Quatro do seu braço com força. –Nós não queremos brigas.-repetiu. Clarisse simplesmente permaneceu quieta onde estava. –Eu acho que já na hora de irmos.-disse Zeke, já se afastando do balcão. Clarisse viu que ele entregou uma nota alta para o barman e assentiu.-Fique com o troco. Já está tarde mesmo. Quatro tirou a mão do ombro de Clarisse e se afastou, o que ela agradeceu. Agora ela poderia relaxar, flexionando o braço para disfarçar a pontada de dor que sentiu quando ele apertou com muita força. Clarisse decidiu seguir Zeke até o lado de fora do bar, enquanto Quatro segurava o braço de Beatrice e a puxava porta à fora. Antes de desaparecerem na escuridão, Clarisse deu uma última olhada em direção ao bar. Se virou e constatou que o velhinho do cigarro tinha ficado na porta, de cara feia, os observando irem embora. Tenso, Clarrise cantarolou mentalmente diante da cena. Sentiu uma mão pesada a puxando pelo braço e deixou que Zeke a virasse para voltar a andar. ************************De volta ao hotel, pegaram a chave do quarto na recepção e se dirigiram até seus quartos. Zeke optou por dormir no sofá e simplesmente se atirou sobre ele quando chegou e logo caiu no sono.–Okay.-disse Clarisse olhando-o já começando a roncar.-Eu vou tomar um banho. Pegou uma toalha do hotel e uma muda de roupa na sua mochila indo até a casa que servia como chuveiro e vestiário no outro lado das escadas do hotel. Ela não se demorou muito lá, apenas um banho rápido para se sentir melhor e tirar o cheiro da viagem de seu corpo, mas quando voltou Beatrice já tinha se deitado em uma das camas de solteiro no quarto. Provavelmente já estava dormindo. E Quatro estava do outro lado do chalé, deitado em uma das camas assistindo a TV à sua frente um programa qualquer. Clarisse deu de ombros e foi para o "sótão" do chalé subindo por uma escada transversal ao lado da porta e se arrumou no colchão que havia lá. De certeza que aquele lugar era um quarto improvisado, mas ela sempre gostou da altura e a vista da pequena janela ao lado do chão era incomparável. Ela se deitou virada para ela, adormecendo com o barulho da natureza e os grilos enquanto via a luz da lua atravessar os vidros da janela iluminando um pouco o cômodo escuro em que estava, embalada pelo som da correnteza do rio que descia em meio as arvores e a bela paisagem ao seu redor.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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