A Vingança Divergente [HIATUS]
4 Capitulo 3
Notas iniciais
Capitulo 3 :
Clarisse
Sábado da Preguiça. O melhor dia da semana.Ela comemorava para si mesma. Passava a semana inteira estudando de manhã e lutando a tarde, e o sábado era o dia em que todos tem dia livre para fazer nada. E geralmente, é o que acontece. A maioria acorda depois das 11h da manhã e passa o dia inteiro sem fazer nada de mais e comendo porcarias.
Mas ela sempre achou que os dias bons mesmo eram quando a piriguete da sobrinha do David não ia para lá com o irmão mais novo pestinha e hiperativo de 11 anos nos finais de semana "visitar o tio e matar a saudade". O que, lendo nas entrelinhas, era: tira-la do sério e bancar a filhinha de papai que não come pizza como todo mundo porque não come carboidratos.
Nita, o nome dela. A garota odiava Clarisse desde os 13 anos. Quando Clarisse conseguia toda a atenção de quem quisesse. Na época, Nita tinha uma queda de criança por Quatro, mas era só Clarisse convida-lo para jogar video-game com ela e Zeke que ela ficava sozinha enquanto os três competiam-se e provocavam entre si no jogo. E é claro que Clarisse sabia muito bem que fazia com que ela se irritasse, mas realmente não se importava com ela. Sempre a odiou tanto quanto Nita a odiava. E gostava de provocar, antes de deixa-la sozinha e com raiva, dava de ombros e piscava como sinal de vitória. Era como se dissesse: Eu ganhei mais uma vez e você nunca vai chegar aos meus pés. Era o que ela pensava.
D qualquer forma, para ela estava ótimo ficar sentada no sofá vendo Zeke perder para seu irmão mais novo no jogo e conversar com as garotas de as vezes. Aí Quatro chegou e ela achou uma forma de se divertir tirando uma com a acara dele. Se bem que ele estava certo sobre a parte do tédio absoluto. Ela só queria ficar quieta lá, uma pena que a campainha tocou.
–Campainha!-gritou.-Quem vai atender?
–Você?-Sugeriu Marlene.
–Não. Tenho preguiça e a porta está tão longe...-reclamou.-Ah, Quatro...Vai você!
–Eu?Não, é a vez do Zeek. Vai lá.-disse e o cutucou no ombro.
–Não, eu fui da última vez.-respondeu.- Além disso, não posso perder aqui.
–Vai sonhando, Zeke. Você já tentou passar dessa fase tipo, umas 5 vezes e continua perdendo feio.-disse Clarisse.
–Cala a boca, sua estraga prazeres.
–Ela está certa. Você é péssimo nisso.-debochou Uriah que levou um tapa na cabeça por rir.
a campainha tocou de novo.
–OK então, seus preguiçosos.-disse Quatro.-Eu vou abrir a droga da porta.
levantou e foi atender quem quer que seja que tenha chegado. Clarisse deu de ombros e Shauna riu da cena. Clarisse estava rindo de Zeke perdendo no jogo estilo Call of Duty.
Era uma pena que não pudessem escutar quem estivesse na porta, porque Clarisse tinha curiosidade e sabia que não era a única que pensava assim. Alguns minutos depois, conseguia ouvir a voz de Quatro reclamando com alguém, e bem alto. Rápida, Rose a cozinheira foi correndo até a sala. Todos esperaram ela recuperar o fôlego para falar, até os garotos pausaram o jogo para ouvir.
–Uma garota.-disse Rose, ainda tendo que parar para respirar.-Ela diz que é importante. Quer entrar, mas o garoto Quatro disse que não deixa ninguém entrar sem todos dizerem que pode, especialmente hoje porque é sábado.
–Quem?Que garota?-Perguntou Uriah.
–Quieto, Uriah.-disse Marlene.
–Eu também não sei.-Falou Rose.
–Tá, sei la. Fala que se for assunto rápido, acho que não tem problema. -disse Clarisse.-O que vocês acham?
–Pode ser. Podemos ficar de olho em todo caso.-concordou Zeke.-Sabe o que ela quer exatamente, Rose?
–Disse que só quer fazer algumas perguntas, depois vai embora.-respondeu.
Se olharam para ter certeza de que todos concordavam, aparentemente sim.
–Deixe ela entrar.-falou Lynn pela primeira vez desde que os garotos começaram a jogar.
–Tudo bem.-Falou Rose e deu meia volta em direção a porta.
–Quem você acha que é, Shauna?-questinou Lynn.
–Não sei, mas talvez a pergunta certa seja: O que ela quer e que perguntas ela quer nos fazer.
–Exatamente nisso que eu estava pensando, Shauna.-disse Marlene.
Clarisse estava quieta. Pensando em possibilidades, como sempre fazia nessas situações.Queria ter alguma ideia na cabeça antes de ouvir o som dos passos e as vozes de Rose, Quatro e uma voz baixa de garota aparentemente fazendo muitas perguntas pelo seu tom de voz questionador. Perguntas demais, pensou Clarisse.
Rose passou direto por eles, Quatro acompanhava a garota baixinha. Clarisse supôs que não devia ter muito mais que 1,62m. Loira e de olhos azuis claros, não exatamente bonita. Era magricela demais. E parecia tímida também, como se fossem cães prontos para morder a qualquer movimento brusco. Tinha que segurar a risada antes que a achassem estranha por rir do jeito dela.
Ao contrário dela, Quatro voltou a se sentar no sofá e Shauna decidiu ser legal com a nanica.
–Oi.-disse e se levantou.-Eu sou a Shauna, qual seu nome?
–É Beatrice.-apertou a mão esticada de Shauna.-Desculpa ter aparecido sem avisar e tudo mais, acabei de chegar na cidade e me disseram que vocês poderiam ter as informações que eu procuro.
–É mesmo? que tipo de informações?- perguntou Lynn.
–Espera.-pediu Quatro.-Você disse que acabou de chegar na cidade. Não é daqui? De onde é, então?
–Não sou. Bem não exatamente.
–Não exatamente?-perguntou.
–Bem, não. Eu nasci em Chicago, mas fui embora aos 6 anos. Fui para outra cidade com os meus pais e meu irmão, Nova York. Bem , isso não é importante agora. Eu voltei e quero fazer umas perguntas.
–Que tipo de perguntas?-Clarisse interrompeu antes que Quatro pudesse falar qualquer coisa.-Por que depende do que quer saber. Ninguém aqui tem bolas de cristal para responder todos os segredos do universo.
Lynn e Marlene riram com a piada.
Beatrice olhou ao redor antes de falar.
–Eu posso sentar?-perguntou e apontou para uma das cadeiras da mesa da sala.
–Claro.-falou Shauna.-Pensando bem, porque não conversamos aí? Acho que seria melhor pra todo mundo.
–Vou chamar a Rose para arranjar um lanche para nós.-levantou-se Clarisse.-Querem alguma coisa? Beatrice?
–Ah, um café. Talvez? Se não for incomodo.
–Claro.
Ela foi atrás de Rose enquanto todos se acomodavam ao redor da mesa.
Rose estava limpando o escritório quando a achou, Clarisse a convenceu de limpar o resto depois, pediu que ela levasse um lanche para eles lá na sala e deixou que ela fizesse o que pediu enquanto voltava e se sentava ao lado de Shauna na mesa.
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–Bem, antes que eu faça as minhas perguntas talvez seja melhor eu contar o que me trouxe até aqui hoje. Digo, em Chicago.-falou Beatrice depois de ter tomado um gole de sua xícara de café. Todos ouviam ela falar, sem fazer perguntas. Clarisse escuta tudo comendo os salgadinhos que dividia com Uriah. Beatrice contou tudo. Desde o inicio. O ataque e aqueles que fugiram,a viagem até Nova York, a forma como todos recomeçaram sua vida na nova cidade, sua vinda até aqui depois de todo esse tempo, como chegou até nós.Tudo.-Bem, agora que já sabem vocês podem me ouvir e responder minhas perguntas?
–Claro.-Falou Quatro.-Tenho certeza de que você fala a verdade porque eu também me lembro. O que exatamente você quer saber da gente? Nossa vida aqui não é muito diferente e não muda de rotina tanto, como pode perceber.
–Não é bem isso que quero saber.-disse.
–O que é então?
–Como chegaram aqui? Sabe quem manda nessa cidade?
–Essa é outra longa história, Beatrice.-Falou Quatro.
–Então conte, por favor.-pediu.- É muito importante saber isso.
–Tudo bem.
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