Notas iniciais
Boa noite :D
Até que não demorei muito né??? *--*
MUITO OBRIGADA A TODAS AS MENINAS QUE COMENTARAM *--*
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Um beijinho muito especial para as meninas no grupo que me tem motivado muito a escrever esta fic :)
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Capitulo dedicado às minhas divas lindas do grupo e a Lena Cullen que fez 15 aninhos e para a Stephany (Brutus) que tambem fez aninhos ontem :)

Espero que gostem deste capitulo ;)

CAPITULO AINDA NÃO ESTÁ BETADO ME DESCULPEM OS ERROS :S

Pov. Bella


Eu não estava em condições para dirigir minha Ferrari. Eu não estava conseguindo enxergar nada, que não fosse as costas de meus seguranças que me ocultavam até ao carro. Passei a chave de meu carro para Seth, e entrei no banco de trás da van. Meu rosto estava banhado de lágrimas, que não estava conseguindo reter. Porque estava doendo tanto? Porque a dor, a mágoa e a angustia estavam tão presentes? Eu havia me revelado! Eu provei para todos que consegui passar por cima de tudo, que eles estavam errados!

Acordei de minha discussão interna quando a porta foi aberta e percebi que já estávamos estacionados na garagem da mansão. Saí do carro e subi as escadas para a mansão jogando meus sapatos de salto para longe. Corri até meu quarto, tomei um banho quente removendo toda a maquilhagem de meu rosto. Estava me sentindo tonta e com dor de cabeça, provavelmente pelo esforço do choro.

–Filha? – gelei quando percebi que minha mãe estava parada no meio do meu quarto, me encarando com um ar preocupado. Nenhuma palavra estava querendo sair de minha boca. Apenas me joguei nos braços de minha mãe e chorei. Chorei, todas as lágrimas que havia guardado por tantos anos apenas para não a machucar. Lavei toda a dor e ressentimento que eu havia sentido por minha própria mãe não ter feito nada, quando eu mais precisei.

–Me perdoe, filha. Eu não queria que….

–Po…por favor não fale mãe. Só me abrace. – neste momento eu não era Isabella Swan, a poderosa empresária bilionária. Eu era apenas Isabella Dawyer, com todos os seus traumas, pesadelos e dores. Renée não disse mais nada apenas me abraçando, e afagando meu cabelo. Minha mãe me puxou até minha cama e se deitou sem nunca desfazer nosso abraço. Ficámos ali, apenas chorando abraçadas, comigo arruinando a camiseta de minha mãe, e Renée me pedindo desculpas silenciosas beijando minha testa.

–Me perdoe filha… For favor… Eu lamento tanto… — minha mãe me abraçou mais forte. Era apenas isto que eu queria há alguns anos… Talvez se Renée me tivesse abraçado assim me deixando chorar em seu ombro… Talvez nada disto teria acontecido… Forcei os pensamentos ruins para fora de minha mente, apenas aproveitando o calor do abraço. Porque lá no fundo eu já havia perdoado minha mãe há muito tempo…


(…)


Acordei na manhã seguinte, com meus olhos doendo pelo esfoço. Minha mãe saiu para tomar o café da manhã e logo tranquei a porta do quarto. Hoje não iria sair. Não queria ver ninguém, só precisava de ficar sozinha e pensar em tudo. Desliguei o celular ignorando as 40 mensagens de Rose e Alice.

Já eram 16horas, quando Alice e Rose montaram plantão à porta de meu quarto.

–ISABELLA MARIE DAWYER SWAN! SE VOCÊ NÃO ABRIR ESSA PORTA NOS PROXIMOS 2 MINUTOS EU JURO QUE ARREBENTO ESTA PORRA NEM QUE TENHHA DE USAR A ANÃ DE JARDIM PARA ISSO! – Rosalie gritava, seus disparates, me fazendo soltar um risinho. Serio, eu devia ter um grave problema de bipolaridade.

–Hey! Como assim me usar para arrombar a porta?

–Você é cabeça dura mesmo Alice. – Rosalie e Alice já estavam divagando. Suspirei, e abri a porta encarando minhas amigas que logo se calaram me fitando.

–Bella! – a baixinha e Rose se jogaram para cima de mim me abraçando praticamente me jogando no chão.

–Sua estupida! Nunca mais faça uma coisa dessas com a gente! – Rosalie deu um tapa em meu ombro.

–O que foi que eu fiz? – minhas amigas me abraçaram mais forte praticamente me sufocando.

–Dando o maior show de sempre e depois fugir. Ficámos preocupadas com vocês. Nem atendia o celular!

–Me desculpem… Estava apenas precisando de um momento a sós…

–Como está se sentindo? – Alice me olhou com os olhos brilhantes.

–Não sei… Me sinto aliviada por ter jogado tudo na cara daqueles idiotas… Mas estou me sentindo tão mal ao mesmo tempo… — Rose afagou meu ombro.

–É normal Bella… Nós estamos aqui com você… Nunca se esqueça disso.

–Não vou esquecer disso. Vocês são meus anjos se lembram disso né? – sorri apenas abraçando minhas amigas.

–Pois é. Nunca vou esquecer o dia em que você nos chamou de anjos em Harvard. – Sorrimos com aquela lembrança. Eu era uma boba mesmo.

–O que você vai fazer amanhã Bella? Quer dizer… Você não vai simplesmente marchar para dentro da empresa como se nada tivesse acontecido… — Rose e Alice, me analisavam meio temerosas. O que eu iria fazer? Bem… na verdade nem eu sabia.

–Não sei… Acho que vou tentar adiar ao máximo meu “reencontro” com meus funcionários. Principalmente com o Edward… — Alice ofegou, e baixou o olhar. A baixinha estava escondendo algo. Eu a conhecia demasiado bem…

–Nem tente Alice. – Alice desviou o olhar para Rose, que apenas assentiu.

–Bom… Acho que Renée tem algo para contar a você…-Alice olhou temerosa para a porta e minha mãe apareceu.

–O que você tem para me contar mãe? – minha mãe estava visivelmente nervosa, mexendo suas mãos nervosamente.

–Eu tentei falar com você, mas você tem me evitado tanto filha, nunca me deixou falar e…

–Mamãe, só não enrole por favor. Diga logo o que está acontecendo. – minha mãe desviou os olhos para Alice e Rose, e agora era eu que estava ficando nervosa.

–Bom… Há quatro anos… — minha mãe suspirou e andou um pouco pelo quarto.

–Há quatro anos, no dia que você foi para Harvard, Edward apareceu em nossa casa. – meu coração falhou uma batida. Como assim Edward apareceu em minha casa? Naquele momento eu estava ficando com medo do que minha mãe me iria contar.

–Ele queria falar com você para pedir desculpas por algo que ele havia dito para você. Foi alguns dias antes de você ir para Harvard que eu li seu diário… Você estava dormindo e quando o vi aberto não resisti e li algumas páginas. Filha, eu sei que foi errado, mas sou sua mãe e não consegui resistir… — minha mãe fez uma pausa em seu discurso me olhando visivelmente arrependida. Eu já sabia que Renée havia lido meu diário… Mas como assim Edward foi a minha casa há quatro anos? Meu coração estava completamente descompassado, e senti meu corpo gelar.

–O que…. O quê? Como assim? – confusa. Seria essa a palavra perfeita para me descrever neste momento. Completamente confusa.

–Edward, foi a nossa casa querendo se desculpar. Mas você já tinha ido embora. Eu o expulsei e meio que disse que lhe esfregaria a cara no asfalto pelo que ele disse para você. – eu não sabia o que pensar. Edward foi pedir desculpas… Desculpas para Isabella Dawyer… Mas e daí? O que isso muda? Não muda rigorosamente nada! Ok, talvez eu tenha sentido um pouco de esperança… Talvez Edward fosse diferente… Mas… Mas ele foi um idiota! Ele me machucou, me humilhou, me desprezou entre muitas outras coisas! Mas… QUE MERDA! Porque estava me sentindo mal? Ele havia merecido tudo o que eu disse! Ele…. Merda… Ok, eu fui talvez um pouco injusta…

–Eu preciso de falar com ele! – peguei meu celular mas logo Alice me deteve.

–Bella… Não vale a pena. O Edward… Ele meio que saiu da cidade… hoje de manhã passou em casa de minha mãe… — o quê? Como assim Edward saiu da cidade?

–O quê? Mas… Mas e o trabalho! Ele não pode sair assim! – eu estava entrando em desespero. Como assim ele foi embora?

–Na verdade ele pode… Ele meio que tirou férias. – Rose falou meio temerosa com minha reacção.

–Bella… Ele deixou isto com minha mãe para você… — Alice tirou uma carta de sua bolsa e me entregou. Uma carta? Que cliché!

Quem eu estava querendo enganar? Eu queria ler logo a porra daquela carta. Alice me entregou a carta e encarei o envelope por um longo tempo.

–Acho melhor você ficar sozinha… — minhas amiga e minha mãe saíram do quarto me deixando sozinha. Abri o envelope e retirei o papel, com a caligrafia perfeita de Edward.


Isabella Swan, ou Isabella Dawyer? Na verdade nem sei como tratar você. Desde o começo não sei quem você é, no fundo não a conheço, mas eu me apaixonei, loucamente por esses olhos chocolate e por essa mulher que tanto me ignorou e chutou depois da melhor noite da minha vida. Naquela noite… Não foi sexo… Eu amei você naquela noite…

Sim, sou culpado por ter humilhado você há quatro anos, sou culpado por não ter insistido com sua mãe para me passar seu endereço para lhe pedir desculpas. Mas sou mais culpado ainda por ter agido como um bobo apaixonado.

Quis confiar em você, criar um laço de amizade e me aproximar, mas era sempre repelido sem nunca entender a razão para tanta frieza e distância. Tentei ganhar seu coração, tentei mudar a pessoa que sempre fui, ser uma pessoa melhor…

E você? Brincou comigo este tempo todo… Me mentiu e me desprezou quando entreguei meu coração de bandeja para você.

Neste momento estou imaginando tanta coisa, todos os motivos que te levaram a fazer isso Isabella.

Mas…Obrigada!

Sim, hoje eu entendo tudo o que as mulheres que usei e joguei fora estavam sentindo. Se fui um galinha? Sim. Muito. Eu era um moleque, queria festas, bebidas e sexo. Para mim era sexo e ponto, as mulheres eram descartáveis. Hoje entendo o quão fui injusto e idiota, mas você me quebrou e me machucou.

Também te machuquei, mas nunca foi essa minha intenção, e acredite que ver toda a mágoa e infelicidade em seus olhos me partiu o coração.

Mas, errar é humano e eu dou o braço a torcer, reconheço os meus erros e sei que já te fiz sofrer. Lamento por isso. Lamento tudo o que passou.

Estou escrevendo esta carta porque estou saindo de Forks, por algum tempo. Não estou abdicando da empresa nem fugindo de minhas responsabilidades, já tratei de todas as burocracias.

Estou sendo um cobarde? Sim… Não sei como olhar em seus olhos….

Sem confiança uma relação não resiste, o amor não existe, quando mentiste não fiquei zangado, mas triste.

Eu disse que estava apaixonado por você… Abri meu coração…

Os olhos não mentem quando a boca o faz, se ainda não me conhece então nunca conhecerá. Porque nunca menti para você…

Eu li uma das páginas de seu diário… Talvez tenha sido o destino ou mera coincidência em meio de tantas páginas destruídas ter apanhado logo aquela…

Acho que nunca soube o quanto gostei de você… Desde aquele dia que salvei você… *


Tudo podia ter sido diferente se eu não tivesse sido estupido e ambicioso… Não queria começar minha vida na cidade logo sendo humilhado como estava acontecendo. E você entende isso melhor do que ninguém… Eu preciso de crescer, acho que já fui um moleque por tempo demais, mas você também devia pensar nisso. Não se preocupe, eu sei que me odeia… Eu vou esquecer e arrancar você de meu coração. Não vou mais importunar você.

Eu Lamento muito…

Não sei ao certo o que isto é, mas esta realmente é a carta que eu nunca te escrevi.


Edward Cullen.



–Você lamenta uma merda! – joguei a carta para longe, ainda assimilando as palavras de Edward. Ele lamenta? Ele lamenta uma merda! Nada apaga o que eles fizeram comigo! Fui eu que passei fome, fui humilhada, espancada, tratada como se não valesse nada! Fui eu que tive pesadelos, que tentei me matar! E ele diz que lamenta? UMA MERDA! Seu idiota!

Porque tenho de estar apaixonada por esse estupido? Porque ele não podia facilitar minha vida e dizer que apenas queria foder a toda poderosa Swan?! Porquê?! Porra!

Eu não iria chorar por ele! Não! Não iria me importar com nada! Ele… O que ele quer dizer com: “Acho que nunca soube o quanto gostei de você…”?

Porra, porra, porra!


No dia seguinte…


Não havia dormido nada. Minha cabeça estava a ponto de explodir e minha vontade de ir para a empresa era zero no momento. Entrei em minha Ferrari e dirigi até á empresa. Mas quem disse que tinha alguma sorte? Pois é, eu estava ferrada…

Assim que entrei no parque de estacionamento fui atacada por milhares de fotógrafos e jornalistas. Mas que porra era aquela?!

–Isabella! É verdade o que a revista Twilight publicou esta manhã? – o quê? O que a porra daquela revista havia publicado?

–Isabella! É verdade que tentou se matar? – meu coração falhou uma batida e logo tentei fugir dali.

–SETH! – gritei o nome de meu segurança já entrando em desespero com o monte de flashes e perguntas com o qual estava sendo inundada.

–É verdade que sofreu Bullying na escola?

–Isabella! Isabella! Isabella! – Seth afastou todos os repórteres e um de meus outros seguranças quebrou a câmara de um idiota que estava praticamente me cegando com a intensidade do flash.

O que… O que estava acontecendo? Assim que cheguei ao hall da empresa me sentei em um dos cadeirões tentando controlar minha respiração.

–O que está acontecendo? – Seth me olhou com pena nos olhos e eu não estava entendendo nada.

–Acho melhor você ver isto… — Seth me estendeu uma revista e prendi minha respiração assim que vi minha foto estampada na capa.

Isabella Swan, uma das mulheres mais ricas e influente do mundo já tentou se suicidar!

Conheça a história toda, em exclusivo!

Senti todo meu corpo tremer e abri logo a porra da revista, procurando o artigo.

“Isabella Swan, uma das mulheres mais ricas de todo o planeta já tentou se matar. O motivo? Isabella foi vitima de Bullying em sua escola.

Antes do encerramento desta edição uma fonte anónima revelou em exclusivo à Twilight que, a poderosa Swan compareceu em uma festa de reencontro de turma revelando para todos sua verdadeira identidade.

Ao que parece, Isabella Swan era conhecida como Isabella Dawyer a maior Nerd de toda a cidade de Forks. A mesma fonte revelou que Isabella era conhecida como a Monstra de Forks, ou Isafeia.

Conseguimos antes do fecho desta edição uma fotografia do anuário de Isabella, e as diferenças são bem visíveis.

Estava uma enorme foto minha de há quatro anos estampada na pagina e logo ao lado uma foto mais recente. Eu … QUEM FOI A PORRA DO FILHO DA PUTA QUE CONTOU ESTA MERDA PARA A IMPRENSA?!

Passei umas páginas á frente.

Mas não é tudo. Segundo um dos participantes do Baile, Isabella deu o maior Show, rasgando as paginas de seu antigo Diário! Apesar do mau estado em que as páginas se encontravam, foi possível a digitalização e recuperação de uma da páginas. Merda! Eles haviam digitalizado uma das páginas de meu diário. E era logo uma das piores em que eu relatava a primeira vez que me havia cortado…

“Ela estava completamente possuída! Começou a rasgar todas as folhas do caderno as jogando para cima de nós.” – declara uma das testemunhas.

“Ela estava visivelmente perturbada, e não entendo como uma pessoa assim tão descontrolada pode gerir uma multinacional.”

“Acho que o que aconteceu esta noite foi um exagero. Isabella está apenas querendo chamar a atenção. Ninguém tem culpa de ela ter sido um Nerd mal amada…” – PUTA QUE PARIU ESTA MERDA! Joguei a porra da revista para longe, peguei meu celular e liguei para Carmen.

–CARMEN! QUERO A MERDA DESSA REVISTA TWILIGHT FORA DAS BANCAS! CONTRATE TODOS OS ADVOGADOS DA PORRA DESTE PLANETA! QUERO ESSA REVISTA NA LAMA! – desliguei o celular sem nem deixar Carmen falar.

Tirei meu cartão magnético dourado de minha bolsa e fui até ao salão de conferências da empresa. Abri o sistema de alarme com meu cartão dourado exclusivo e logo o alarme suou por toda a empresa. Aquilo era só para emergências da empresa, no caso de uma grave crise ou problema. Mas isto era uma emergência né? Em poucos minutos todos os funcionários da Swan’s estavam dentro da sala de conferência sentados com ar de pânico me encarando. Rose e Alice chegaram e logo se juntaram a mim.

–Bella, você leu a revista né? – Rose e Alice me olharam com cara de pena, mas tentei manter meus traços frios e firmes apenas assentindo. Me dirigi até ao centro do palco e peguei o microfone.

–Ora muito bom dia a todos os funcionários da Swan’s. Antes de mais nada, espero que continuem com o bom trabalho que tem feito até agora. É com muito orgulho que posso afirmar que a Swan’s aqui de Forks, está atingindo número muito positivos no que diz respeito ao departamento de moda e informática.

Mas não é por isso que aqui estamos hoje. Infelizmente um dos funcionários da empresa declarou para uma revista de fofocas que não sabia como EU conseguia gerar um monopólio tão grande como a Swan’s!

Antes de mais nada quero deixar bem claro que os problemas pessoais ficam fora da empresa! Não admito a ninguém questionar minhas capacidades! Eu tripliquei em 1 ano a fortuna de meu pai, Charlie Swan!

Provavelmente todos os funcionários tomaram conhecimento do que aconteceu no Sábado passado comigo e com alguns dos funcionários aqui da Swan’s.

Pelos vistos algumas pessoas ainda não aprenderam a se pôr em seu lugarzinho de merda e parar de crer ferrar com minha vida!

Queriam me ver irritada? Ok! Palmas para vocês! – respirei fundo tentando manter minha postura profissional e não alterar demasiado meu tom de voz. Afinal, a empresa tinha mais de 200 trabalhadores aqui em Forks que não tinham nada a ver com o que me havia acontecido.

–Podem voltar ao trabalho! – o silêncio no salão era cortante. Se levantaram e começaram a sair da sala em silêncio. Me despedi de minhas amigas e marchei até minha sala, completamente irritada. Tanya estava sentada em sua secretária na porta de minha sala e logo se levantou em uma postura profissional sussurrando um bom dia silencioso.

–Quero você em minha sala dentro de 2 minutos! – bati a porta sem nem esperar resposta. Joguei minha bolsa para um canto e me sentei em minha enorme poltrona. Hoje não estava com cabeça para analisar gráficos e gritar com idiotas no telefone. Falando em telefone… Peguei meu celular e liguei para o professor Barney já que tinha 2 chamadas perdidas. O professor atendeu no segundo toque.

–Bella?

–Bom dia professor. Desculpe não ter atendido antes, mas estava com uns problemas… — estiquei minha pernas tentando relaxar.

–Está se referindo aquela revista de fofocas? – o professor falou meio temeroso.

–Em partes… -suspirei passando a mão pela testa. Eu odiava estas coisas de imprensa.

–Bom, na verdade eu estou ligando para saber se gostaria de fazer a tal visita aqui na escola. Falei com o diretor e ele adorou a ideia de você dar uma pequena palestra aqui na escola. Claro que a palestra é sobre a Swan’s mas eu pessoalmente acho que seria bom você falar um pouco de sua adolescência e de todos os obstáculos, se é que me entende… — sim, eu estava entendendo perfeitamente o que o professor pretendia e sinceramente amei a ideia.

–Claro! Quando posso ir aí? – Tanya entrou em minha sala meio temerosa e fiz sinal com a mão para se sentar na cadeira em frente da minha.

–Bom seria ótimo se pudesse vir hoje. Acho que seria o momento perfeito para por em prática seu projecto Anti-Bullying… — sorri com as palavras de meu professor. Olhei para meu relógio e eram 10 horas.

–Claro! Eu passo aí dentro de uma hora.

–Perfeito! Hoje não tenho aulas mesmo só tenho provas para corrigir posso acompanhar você. E ah, claro que pode almoçar aqui na cantina, seus antigos professores estão ansiosos para rever você. – O professor Barney parecia bem animado, e sinceramente estava ficando contagiada com seu animo.

–Até já professor.

–Até Bella. – desliguei a chamada, e fitei Tanya que estava pálida sentada na cadeira me encarando. Tanya desviou os olhos. Não conseguia distinguir suas emoções. Não enxergava vergonha, medo e muito menos arrependimento. Juntei a mãos e inclinei meu corpo suavemente para a frente.

–Senhorita Denali, não tem nada para me falar? — Tanya me olhou e não havia qualquer expressão ou sentimento claro.

–Não senhorita Swan.- Tanya estava com a voz sufocada parecendo reprimir um soluço.

–Ora essa Tanya, somos velhas conhecidas. Pode me chamar de Isa. Ou prefere Monstra? Talvez Dawyer… — minha voz estava mais que azeda e Tanya me olhou furiosa mas logo seu olhar perdeu novamente a expressão. O que se passava? Era suposto ela revidar, e não ficar me olhando sem nada dizer!

–A senhorita é minha patroa. Isso seria informal de minha parte. – me aconcheguei melhor em minha cadeira ainda em estado de choque. O que estava acontecendo com a vadia que… O que estava acontecendo com Tanya? Estava simplesmente me ignorando!

Bati com força com as mãos na mesa e Tanya me olhou assustada, enquanto me levantei e me inclinei em sua direcção ficando com o rosto a poucos centímetros do seu. Podia jurara que estava sentindo seu coração bater descompassado.

–Foi você que prestou aquelas declarações para aquela revista não foi?! Não chegou tudo o que me fez e ainda tenta manchar minha imagem?! – Tanya ofegou e suas pupilas dilataram.

–Eu… eu… não tenho nada a ver com isso! – Tanya gaguejava se afundando mais na cadeira tentando reduzir nossa proximidade.

–EU NÃO ACREDITO EM VOCÊ! – me exaltei segurando seu pulso com força, a queimando com os olhos.

–Senhorita Swan… Eu juro que não fui eu. – Tanya olhou para o seu pulso que estava preso em minha mão e a soltei rapidamente. Senti todo meu corpo estremecer de raiva. Precisava de me acalmar, não podia simplesmente acusar alguém sem provas, e muito menos violentar um de meus funcionários.

–Se retire. Tenho compromissos fora da empresa, mas quando voltar quero uma triagem de todos os fornecedores hoje em cima de minha mesa. – Tanya arregalou os olhos e se levantou meio atrapalhada.

–Mas… isso é impossível! Precisaria de no mínimo uma semana e… — a interrompi erguendo um dedo.

–Está me questionando senhorita Denali? Tem no máximo até amanhã! Seus momentos de brincadeira acabaram! Se quer seu salário no final do mês tem de trabalhar! Não vou ficar tolerando sua incompetência! Meu dinheiro não é lixo para ser jogado fora! Agora sente essa bunda em sua confortável cadeira e só irá sair quando tiver as triagens e os relatórios feitos! – peguei minha bolsa e minhas chaves do carro saindo de minha sala, não dando tempo a Tanya de me questionar. Assim que saí de minha sala ouvi o estrondo de algo partir e voltei para trás. Olhei ao redor e Tanya havia jogado meu cinzeiro de cristal contra a parede.

–Que fique bem claro que isso será retirado de seu ordenado! E vai limpar essa porcaria toda! – Tanya ficou pálida, e se ajoelhou junto dos cacos de cristal os apanhando. Saí de minha sala e fui até à entrada. Peguei meu celular e liguei para Seth.

–Seth, preciso de sair.

–Acho melhor sair pelo parque subterrâneo Bella. A entrada da empresa está abarrotada de fotógrafos. – bufei irritada. Teria de me lembrar de perguntar a Carmen como estava essa situação com aquela revistazinha de quinta.

–Ok. – desliguei o celular e me encaminhei até ao parque subterrâneo da empresa. Eu preferia dirigir, e não ficar dependente de nenhum motorista, mas não estava a fim de tentar dirigir a van, já que o carro era blindado e por sua vez bem pesado de se dirigir. Entrei no lugar de passageiro e Seth arrancou. Assim que saímos do parque, senti os flashes da máquinas, mas nem me preocupei em tentar me esconder já que os vidros eram fumados.

–Já disse que odeio a imprensa? Pois odeio! Sou uma empresária e não uma celebridade qualquer. – cruzei os braços ainda meio irritada com aquela palhaçada.

–Você tem dinheiro Bella. E nos dias de hoje basta ter dinheiro e uma cara bonita para se ser famoso. – revirei os olhos ainda indignada com aquilo.

–Não quero ser famosa por futilidade Seth. – meu amigo olhou pelo espelho retrovisor apenas sorrindo para mim.

–Você ainda vai fazer algo de grande e especial, do qual as pessoas vão sempre se lembrar. – eu iria mesmo. Custe o que custar eu vou fazer algo pela vitimas de Bullying.

–Obrigada Seth. – logo Seth parou o carro bem na frente da Escola de Forks. Um de meus seguranças abriu a porta do carro e saí. Mais três seguranças apareceram em seus ternos se posicionando ao meu redor. Sério?

–Seth isto é um absurdo para além de desnecessário! Para quê tanto segurança?

–Bella, você está na capa da revista mais famosa do país! Acha que não será reconhecida na rua? Para além disso vamos entrar em uma escola cheia de garotos na puberdade com as hormônios aos saltos. Não seria prudente deixar uma das mulheres mais bonitas do mundo por aí sozinha.- gargalhei com as palavras de Seth lhe dando um suave tapa.

–Que exagero…-ok, eu estava sendo modesta. Que foi? Quem não gostaria de ser considerada uma das mulheres solteiras mais desejadas do mundo? Pois é… Segundo a revista Gossip eu era mesmo… Sorri, e caminhei até à entrada da enorme escola que tinha edifícios com salas de aulas para alunos desde a primeira serie até ao terceiro ano. Seria aquilo uma boa ideia? Bom, claro que obviamente seria trágico… Qual a ideia de juntar crianças de 7 anos com jovens de 17 e 18 anos? Seth trocou algumas palavras com o porteiro da escola que logo liberou nossa entrada. Entrei no enorme edifício e fui até à sala dos professores sempre acompanhada por meus seguranças. Os corredores estavam vazios por os alunos estarem em aulas. Tudo estava da mesma forma que há 4 anos e logo me arrependi por ter aceite o convite de vir à escola. Porque… Aqueles malditos corredores estavam trazendo memórias que simplesmente pretendia esquecer, mas insistiam em ficar me perseguindo.

Tentei varrer aqueles pensamentos para longe até chegar na sala dos professores. Dei três batidas na porta e um professor Barney sorridente apareceu me cumprimentando.

–Isabella! Você veio mesmo! – o professor me deu um abraço caloroso que logo retribui.

–Claro que sim professor. Eu prometi mesmo. – o professor abriu passagem para mim e meus seguranças. A sala dos professores estava vazia, já que estavam dando aulas. Me sentei em uma mesa junto com o professor Barney e conversamos sobre minha doação para a escola e meu futuro projecto. Sim, eu estava criando um projecto Anti-Bullying na escola de Forks.

–Bella, talvez isso que esteja acontecendo não seja tão mau assim.

–O que quer dizer com isso Barney? – meu antigo professor limpou seus óculos com um pano e me olhou pensativo.

–Segundo o que vi em sites na internet já tem pessoas contando suas histórias de Bullying e criaram vários grupos de apoio a você assim como clube de fãs. – o quê?

–Clube de fãs? Mas eu sou uma empresária!

–Bella minha querida, você não precisa de ser uma estrela de cinema ou da pop para ser famosa. Pelo que vi há milhares de adolescentes amando você. – eu estava meio que chocada. Mais tarde teria de averiguar a situação. O professor decidiu mudar de assunto e me levou a dar um passeio pela escola antes que tocasse para a hora de almoço.

–Bella, já pensou em minha proposta de fazer uma palestra aqui no auditório?

–Bom, na verdade sim. Você me falou de dar uma palestra por ser uma empresária jovem de sucesso, e depois falar no Bullying, e gostei bastante da ideia. Seria muito bom encaixando isso em meu projecto Anti-Bullying. – caminhámos até à cantina e logo foi ouvido o barulho do sinal tocando para a hora de almoço. Os alunos foram entrando na cantina e logo meus seguranças me rodearam, me guiando até à mesa dos professores. Preciso de dizer que estavam todos me encarando? Pois é… Trágico… Mas quem não ficaria olhando com curiosidade estando eu rodeada de homens de terno que mais pareciam ter saído de algum filme do James Bond. Seth foi buscar um tabuleiro com comida para mim, já que seria “perigoso” eu ir sozinha. Os professores foram se juntando na mesa reservada para professores e me olhavam com curiosidade.

Na verdade nunca tive razões de ficar me queixando dos professores. Ficavam sempre na deles, mas o professor Barney sempre me havia dado apoio psicológico, o que foi muito importante para manter minha estabilidade emocional.

Percebi uma das professoras ficar sacando Seth, e reprimi uma gargalhada, já que meu fiel segurança corou quando a professora lhe piscou o olho.

Passado alguns minutos todos os alunos estavam almoçando normalmente, mas mesmo assim não paravam de olhar para nossa mesa. Algumas meninas tentaram se aproximar se insinuando para meus seguranças, mas desistiram por serem ignoradas. Olhei para todos na cantina e infelizmente nada havia mudado…

Os populares da escola, estavam sentados em um lado nomeadamente meninas da torcida e os jogadores de futebol. Os nerds e os impopulares estavam do outro lado sentados em grupo, se mantendo assim a salvo de possíveis “ataques” dos mais populares. Eu no caso estaria em uma mesa completamente sozinha ou me escondendo no banheiro por não pertencer a nenhum dos dois grupos.

–Bella você está bem? – o professor me olhou meio preocupado.

–Hã… Sim, sim está tudo bem professor. – me concentrei em minha comida ignorando tudo ao meu redor, não me importando em nada com as fotos que os alunos estavam tirando com os celulares.


(…)


O professor Barney passou o inicio da tarde comigo na sala do Director Funck me ajudando a convencer o director a permitir a realização de minha campanha Anti-Bullying. Na verdade não foi preciso muito, bastou prometer doar algum material informático e ponto. Depois da longa conversa com o director, o professor Barney saiu comigo satisfeito me incitando a dar um passeio pela escola. Percorremos os corredores até que o professore entrou dentro da arrecadação, me despertando milhares de recordações.

–Bom, eu acho que você dever quere rever hmmmmm…. Seu esconderijo? – senti meus olhos arregalar. Com… Como ele sabia que ali era…

–Como… Como você…

–Pode dizer-se que sou bem curioso. Me lembro que a meio do ano você havia deixado de aparecer para almoçar na cantina. E um desses dia minha curiosidade foi maior e segui você. – eu estava tentando assimilar as palavras de meu ex-professor. Sempre pensei que era a única que sabia sequer da existência daquele pequeno “sótão” escondido. Na verdade nunca entendi bem como definir aquela pequena divisão que durante muito tempo havia sido meu esconderijo. Era para aqui que eu fugia das surras, era para aqui que vinha escrever meu diário e almoçar… A recordações passaram em minha mente e uma enorme vontade de rever meu pequeno refugio se apoderou de meu corpo. Estiquei meu braço para abrir a pequena porta de madeira mas o professor Barney me deteve, encostando o dedo indicador aos lábios para que eu fizesse silêncio. O olhei reticente, e só depois percebi que meus seguranças não estavam aqui. O professor vagarosamente com gestos delicados empurrou um pouco a porta que estava entreaberta e, assim que um raio de luz apareceu pela pequena fresta, percebi que alguém ali estava. O professor se afastou da porta e fez sinal para que me aproximasse.

Meu coração deu um salto em meu peito e um calefrio passou por minha coluna. Me aproximei silenciosamente e espreitei pela pequena abertura, com meu ritmo cardíaco completamente descontrolado.

Meu pequeno esconderijo estava completamente diferente, a parede do lado direito tinha estava completamente pintada em tons de castanho preto e amarelo. Não era nada desconexo, na verdade era o desenho de uma casa, muito ao género das casas assombradas dos filmes de terror. Mas não era algo feio, muito pelo contrário, as dimensões da pintura a tornavam extremamente gloriosa porém ainda assim sombria. Mas não era aquele desenho, nem todas as telas e tintas espalhadas por todo o pequeno “sótão” que estavam prendendo minha total atenção, mas sim a garotinha que estava de costas voltadas para a porta completamente concentrada em sua pintura. A menina não parecia ter mais de 8 anos, não estava conseguindo enxergar seu rosto apenas seus longos cabelos claros. Eram uma mistura de loiro com cobre muito bonito. A menina estava desenhando o que me pareciam lábios, pincelando com suaves movimentos.

Não sei ao certo o que aconteceu mas em um momento eu estava espiando a pequena garotinha pela fresta da porta e em outro eu estava a seu lado a observando pintar. A menina me olhou assustada deixando cair seu pincel, se levantando rapidamente de sua cadeira se posicionando protetoramente em frente de sua pintura. Meu coração se aqueceu assim que seus olhinhos cor de mel se encontraram com os meus. Seus olhos estavam arregalados por trás de seus óculos vermelhos de grau e me senti mal por a ter assustado.

–Oi… Me desculpe ter assutado você… — a menina recuou alguns passos, até embater em seu quadro e me afastei lhe querendo dar algum espaço e fiz um fraco movimento com as mãos lhe querendo mostrar que não lhe faria mal.

–Está tudo bem… Me chamo Isabella… Mas todos me chamam de Bella…. – qual era o raio do meu problema? Sério? A menina não pareceu se acalmar nem um pouco, me encarando com seus olhos assutados.

–Qual o seu nome? – a menina não me respondeu, ficando apenas me analisando. Olhei para a porta e o professor Barney, entrou se aproximando da garotinha e lhe depositando um pequeno beijo na testa.

–Caroline, Bella é uma grande amiga minha… Sabe aquela menina que falei que ia ensinar os meninos maus a ficarem bonzinhos? – posso dizer que estava percebendo zero do que o professor Barney estava para ali falando. Caroline não disse nada, apenas rasgou um pequeno sorriso que não lhe chegava aos olhos. E naquele momento eu percebi… Aquela pequena garotinha estava quebrada… Não havia qualquer brilho em seus olhos…

–Está na hora de ir para o orfanato querida, você sabe que a madre Sue não gosta que você chegue tarde. – a menina apenas assentiu, começando a arrumar seu material em sua mochila rosa. Eu estava hipnotizada com cada um de seus movimentos querendo decifrar aquela pequena garotinha. Caroline não disse nada apenas fazendo um pequeno gesto com a cabeça ao professor. A menina caminhou hesitante em direcção á porta parando a meu lado parecendo pensar em algo. Caroline era bem pequena, sendo que sua cabeça ficava pouco a cima de minha cintura.

De tudo o que me estava passando pela cabeça, nada me preparou para o forte abraço que recebi da garotinha. Não durou mais de 10 segundos, mas aquele simples gesto provocou uma explosão de emoções em mim. A menina se afastou e saiu, me deixando petrificada tentando entender o que havia acontecido.

–Uau… Foi, a primeira vez que Caroline abraçou alguém para além de mim ou Sue… — o professor estava com uma expressão indignada, mas eu não estava entendendo nada do que havia acontecido.

–Professor… Quem é esta menina? – a curiosidade e preocupação estava me corroendo. Nunca havia experimentado este tipo de emoções, era algo diferente…

–Caroline… — Barney se sentou na pequena cadeira limpando seus óculos com um lenço. Me aproximei e puxei uma cadeira.

–Caroline é uma menina muito especial Bella…

–Especial como professor? – minha voz demonstrava meu interesse obvio. Barney fez um gesto com a mão direita.

–Olhe á sua volta Bella. – olhei ao redor da sala e estava bem obvio que Caroline tinha talento apesar de tão jovem… Mas todos os seus desenhos eram bem abstractos. Casas, árvores, lábios, olhos vermelhos… Caroline pintava tudo com tons muito escuros, principalmente vermelhos, preto, castanho… Aquilo não era normal para uma criança…

–Ela tem muito talento…

–Sim Bella, a menina tem realmente muito talento… Mas eu diria que Caroline é uma artista um pouco ao género de Van Gogh… A menina tem graves traumas … — senti uma pontada de dor em meu peito.

–Caroline não fala…

–Como assim? Ela é muda? – meus olhos estavam mais que arregalados.

–Não… Caroline não é muda…Ela sofreu um grave trauma e desde os 5 anos que não fala… A história de Caroline é uma história trágica, e o exemplo perfeito do quão cruel e monstruoso o ser humano pode ser.

Você está pronta para ouvir a história desta menininha Bella?– o olhar sombrio com o qual o professor Barney me encarou me deu a certeza de duas coisas.

Primeiro, a dor que vi nos olhos daquela menina me fazia doer na alma e me machucava o coração. E segundo, aquela menina iria mudar para sempre a minha vida.



Notas finais
CARTA DE EDWARD: Baseada nesta musica:
http://www.youtube.com/watch?v=KEfMy-qkWWg
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* (N/A: Tem de ler esta pagina do diário da Bella para perceber.. o que o Edward quis dizer com salvar a vida de Bella na carta....

http://fanfiction.com.br/historia/356367/O_Diario_De_Bella/capitulo/3)

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O QUE ACHARAM?? :D A maioria das leitoras achava que Bella estava grávida, mas como eu já disse gosto de ser diferente e não ir pelo caminho obvio :)
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Alguem vai recomendar a fic? *--*
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Quero saber a opinião de vocês :D E qual acham que é a história da nossa Caroline??? :S

Até ao proximo gente e não deixem de comentar pois isso me motiva muito a escrever :)