A Vingança
9 Segundo dia - Fazendo amigos, e inimigos
Notas iniciais
O segundo dia foi tranquilo, Anne havia se acostumado com seus irmãos, já estava ajudando eles a preparar uma pequena brincadeira. Jôh se acostumara com a solidão e escuridão do seu chalé, e já tinha um amigo legal.
Durante a tarde, no horário livre, Jôh treinava esgrima, pois ela achava que podia melhorar.
– Você esta melhorando. – Ecoou uma voz forte.
A garota virou-se, e lá estava Nico Di Angelo escorado na parede.
– Obrigada.
Ela voltou a treinar, mas sentiu-se pouco a vontade com os olhos do garoto grudado nas suas costas, então resolveu parar um pouco.
– Por que esta aqui? – Perguntou curiosamente e sentando-se.
Ele sentou do lado dela.
– Ver como esta. Não é todo dia que trago uma garota desmaiada para o acampamento. – Sorriu ele de lado.
– Estou ótima, obrigada. – Respondeu, bebericando um pouco de água.
– Como vai à estadia no acampamento? – Perguntou do nada.
– Bem. Já tenho um amigo, e... – Parou pensando o que mais fizera. – E um amigo.
– Você tem um, eu tenho nenhum. – Falou desgostoso, se apoiando nos joelhos.
– Por quê? Você parece ser legal. – Ergueu uma sobrancelha.
– Normalmente as pessoas tem medo de mim. – Apertou os lábios e juntou as sobrancelhas. – Você é a primeira que diz que sou legal.
– Eu não tenho medo de você.
– Então pode se considerar minha amiga. – Diz, ficando ereto, e sorrindo para ela.
Eles conversaram mais um pouco e depois seguiram em seus afazeres matinais.
Isso seria o começo de uma grande amizade.
Anne andava calmamente, pelo acampamento, batucando qualquer coisa na sua perna, quando topou com Leo e uma garota ruiva com feições orientais.
– Oi. – Cumprimentou Anne sorrindo sem jeito.
– Oi. – Cumprimentou Leo sorridente. – Katie, essa é Anne.
A garota acenou entortando o nariz.
– Prazer. – Respondeu Anne gentilmente.
Leo olhou para Katie, como se pedisse algo com o olhar.
– Quer dar uma volta conosco? – Perguntou Leo sorrindo, o que a fez sorrir.
– Claro.
Os três passaram uma tarde legal. Anne não descobriu quem era a mãe ou o pai de Katie, mas algo a incomodava naquela garota, talvez o jeito que olhava em volta quando Leo falava com ela ou a forma que ela sorria como se não quisesse estar lá.
– Vocês são...? – Perguntou Anne confusa.
– Amigos, apenas amigos. – Respondeu Katie rapidamente.
Leo ficou com as orelhas vermelhas e entortou o nariz.
– Humm. – Viu que não era um bom assunto, então resolveu trocar. – Vocês são filhos de quem? Com toda a confusão da minha vinda para cá nem perguntei para você Leo. — Anne sorriu.
– Nêmeses. – Respondeu Katie, sorrindo orgulhosa.
– Hefesto. – Dava para ver o orgulho estampado em seus olhos.
– E você, Anne? – Perguntou Katie, curiosa.
– Hermes.
– Um dos deuses mais insignificantes. – Respondeu Katie com um ar superior.
– Como?! – Perguntou, sem saber se seus ouvidos haviam se enganado.
– Você ouviu bem!
Leo limpou a garganta, em um movimento de aliviar a pressão.
Anne achou que era o momento de se retirar, pois Leo parecia querer passar um tempo a sós com a garota, e Anne queria passar o maior tempo possível longe dela.
O resto do dia passou rápido. As meninas, Jôh e Anne, conversaram a noite sobre seu dia, as duas pareciam felizes com o acampamento e pela primeira vez sentiam-se em casa.
– Boa noite, Anne e Noah. – Disse Jôh esfregando os olhos.
– Boa noite. – Responderam os dois em uníssono.
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