A Vingança De Uma Nerd
17 Maldito diário
Notas iniciais
Bom, tendo em conta as circunstâncias, não demorei nada :)
Antes de mais nada quero dizer que o poximo capitulo será a tão esperada revelação :)
Capitulo dedicado a :
->Larih Cullen Volturi
->Laryssa Vidal
->lana salvatore~
Muito obrigada pelas lindas recomendações *-* Amei cada uma delas :)
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E claro um grande beijinho ao pessoal do grupo que tem me divertido bastante ;D
heheheheheh vocês são umas figuras mesmo :)
Vamos então ao capitulo :)
Pov.Bella
A campainha continuava tocando, incansavelmente e eu estava tremendo da cabeça aos pés. Pois é, eu estava ferrada… Eu bati a porta na cara de minha mãe, e provavelmente minha bunda iria ficar roxa assim que eu abrisse aquela maldita porta.
–ISABELLA MARIE DAWYER SWAN! ABRE ESSA MALDITA PORTA MOCINHA! –oh não…Aquilo não era bom sinal. Me encostei na porta, ainda com medo de abrir.
–Mamãe? Me desculpe… Eu apenas me assustei com a senhora… — minha voz estava trémula.
–O quê? VOCÊ SE ASSUSTOU?! AIBRA IMEDIATAMENTE ESSA PORTA MENINA! EU JURO QUE SUA BUNDINHA MILIONÁRIA IRÁ RECEBER A MAIOR SURRA DA QUAL A HISTÓRIA TENHA CONHECIMENTO! – merda. Minhas mãos pousaram automaticamente em minha bunda, meio temerosa.
–Bella. O Edward já foi embora… — Seth estava ainda de boxers, me encarando com um sorriso divertido. Bom, pelo menos um problema já estava resolvido.
–Seth, será que aquela oferta de dar um tiro em minha mãe ainda está de pé? Acho que neste momento estou em perigo de vida… — Seth apenas gargalhou com minha desgraça.
–ISABELLA! EU OUVI ISSO MOCINHA! AIBRA IMEDIATAMENTE ESSA PORTA OU EU JURO QUE QUEBRO A PORRA DE UMA JANELA! – ok, quando eu achava que não podia piorar…
–Acho melhor ir para meu quarto… Bella, você está ferrada. – Seth gargalhou e logo foi para seu quarto me deixando completamente desprotegida. Mas que merda, sou uma mulher de 22 anos! Não devia ter medo de apanhar de minha mãe… Mas se tratando de dona Renée…OMG O KARMA EXISTE MESMO! Quem manda eu quere deixar Edward de bolas azuis? Agora minha bunda para além de azul ficaria roxa. Oh merda… Abri a porta em um impulso rápido, não querendo criar hipótese de fuga. Renée estava vermelha de raiva batendo o pé, cruzando seus braços.
–Acho melhor você começar por me dar uma explicação do que acabou de acontecer Isabella! – oh merda.
–Hã… Mãe! Que saudades que eu tinha da senhora! Como foi sua viagem? – tentei mudar de assunto, mas acho que fui me ferrar ainda mais já que minha mãe jogou sua mala para um canto com raiva. Em um instinto de sobrevivência recuei vários passos. Sim, sobrevivência, pois Renée estava a ponto de me matar.
–Isabella Dawyer! Senta sua bunda mal criada nesse sofá imediatamente! – ok, me ferrei… Não querendo provocar novamente a fúria da fera me sentei, meio temerosa. Renée se sentou na pequena mesa, em frente do sofá, me analisando da cabeça aos pés.
–E agora vai me contar com quem você anda transando, e porque razão estava tentando esconder isso de mim! – o quê? Mas que #!?%&$!?#$$!?%&% ! Como ela sabe? Fodeu…
–Eu… Eu não transei com ninguém mamãe. – tentei parecer inocente.
–Isabella! Eu quero a verdade! Se não fosse o facto de você ser uma péssima mentirosa, esse chupões em seu pescoço não deixam duvida. – merda, tentei esconder meu pescoço onde supostamente estariam os bem ditos chupões. O que eu iria dizer para minha mãe? Merda… Tentei novamente mudar de assunto.
–Mãe, o que está fazendo aqui afinal? Não devia chegar só no próximo més? – minha mãe, suspirou pesadamente, entendendo minha clara mensagem de “eu mão quero ficar falando de minha vida sexual”.
–Ok, eu não vou ficar insistindo mais… Eu vim mais cedo, pois suas amigas ligaram para mim.
–O quê??? – o que aquelas duas andaram aprontando?
–Filha, a culpa disto tudo é minha. Eu nunca devia ter deixado isto chegar a este ponto. – era a primeira vez em toda a vida que via minha mãe séria e nervosa.
–Do que você está falando mãe? – Renée abriu sua enorme bolsa, pegando algo. E PQP! ERA MEU DIÁRIO! Mas… eu havia jogado aquilo fora! Como era possível?! Eu estava em estado choque. Renée não pode ter lido aquele maldito diário!
–Filha, eu lamento muito… Eu já sabia disto antes, mas achava que você conseguiria superar tudo sozinha. Nunca pensei que isto chegasse tão longe e… — não deixei minha mãe terminar e lhe arranquei o diário das mãos.
–VOCÊ SABIA!? VOCÊ FAZ SEQUER A MENOR IDEIA DE TUDO O QUE EU SOFRI??? EU FUI HUMILHADA, DESPREZADA E VIOLENTADA! E VOCÊ VEM ME DIZER QUE LAMENTA?! UMA MERDA! VOCÊ NÃO FEZ NADA! – eu estava morrendo de raiva, nunca em toda minha vida, tinha gritado com Renée. Sempre respeitei minha mãe, e escondia tudo dela para não a deixar preocupada, mas na verdade ela sabia de tudo e nunca fez nada para me ajudar. Lhe arranquei aquele maldito diário das mãos e o joguei contra a parede com toda a força. Aquele maldito diário continha meus mais profundos pesadelos.
–Filha… por favor vamos conversar e…
–NÃO! NÃO HÁ NADA PARA FALAR! –meu sangue latejava percorrendo cada milímetro de meu corpo, em uma explosão de ódio.
–Por favor mãe… Me desculpe ter gritado com você, mas eu preciso de ficar sozinha.
–Bella, mas eu tenho algo para contar sobre esse Edward e…
–Agora não mãe. Por favor, me deixe sozinha. – Renée não ficou insistindo mais comigo, me deixando ir para o quarto. Estava prestes a subir as escadas, quando olhei para meu antigo diário. Não sei ao certo a razão, mas o peguei e levei comigo. Subi até meu quarto e joguei o diário em cima de minha cama, ainda toda desarrumada pela agitação da noite anterior. Fui até ao banheiro fazer minha higiene matinal, tentando relaxar um pouco. Vesti um moletom simples e fui novamente para o quarto. Me aproximei da cama, e olhei para o diário que estava aberto. Me deitei de barriga para baixo em cima da cama e olhei para a página.
23/3/2004
Depois de ter levado mais uma surra de Tanya, senti todos os olhares das pessoas me observando. Não precisava de ouvir nenhum sussurro para saber que estavam a falar da Isafeia ou da Monstra de Forks.
Estava escovando meus cabelos, e pela primeira vez em meses parei para me olhar no espelho. Queria perceber para onde todos ficavam olhando, o que eu tinha de tão diferente e errado para sofrer de tamanha violência.
Não estava conseguindo perceber o que eu tinha de errado. Tinha dois olhos, uma boca, um nariz tudo como os outros.
Eu, era apenas eu. A menina tímida, que amava se perder no mundo perfeito dos livros.
Mas hoje, olhei em meus olhos castanhos tão sem graça e me odiei. Me odiei, tanto ou mais que todos eles me odiavam.
Eles estavam certos, por alguma razão eu merecia ser odiada.
Bati meu punho no espelho que se quebrou, com a força de meu soco. Eu estava desesperada. Que desculpa iria inventar para minha mãe por ter quebrado o espelho? Deixei isso para lá, e lavei minhas mãos manchadas de sangue. Talvez tenha sido o facto de estar me sentindo melancólica. Meu cérebro não estava funcionando racionalmente, peguei uma tesoura que tinha ali no banheiro e cravei a ponta da tesoura na carne de meu braço. Todas as palavras de Tanya estavam rondando minha mente. “Você é uma inútil monstra”, “Sua anormal, sempre agarrada a esses livros inúteis.”, “Hey, Dawyer seu pai não compra uns óculos novos para você? Ah pois é, você não tem pai. Sua mãe é uma vadia.”
Senti o sangue quente escorrer por todo meu pulso e meu braço. Não sei o que me machucava mais, as palavras de Tanya ou o corte que fiz em mim própria. O cheiro a ferrugem e sal invadiu minhas narinas me deixando enjoada fazendo meu estômago revirar. Mas nem por isso, amenizei a força que estava fazendo com a tesoura, a cravando cada vez mais fundo. Aquela dor… Aquela dor não estava me machucando mais do que aquelas palavras… Aquela dor… Aquela dor estava sendo gostosa de uma maneira tão errada…
Joguei o diário contra a parede, não aguentava olhar para aquilo nem mais um minuto. Me deixei cair no chão de joelhos, me lembrando perfeitamente do dia em que havia escrito aquelas palavras. Cada palavra, cada ponto e cada maldita vírgula estavam cravadas em meu peito.
Quem eu estava querendo enganar? Por muito que Isabella Swan fosse forte e poderosa, Isabella Dawyer viveria para sempre em sua sombra.
Eu estava precisando de desabafar com alguém. Minha mãe estava fora de questão. Alice e Rosalie não iriam entender… eu precisava… precisava…
“-Não, não têm. Você é uma garota inteligente e linda á sua maneira. Quer saber qual será seu futuro? Você irá para Harvard, irá cursar administração será uma aluna de mérito com é agora e terá muito sucesso no mundo empresarial (…) Não pense que só estou dizendo isto para você se sentir melhor, estou dizendo isto porque já vivi muito. Me cruzo todos os dias com alunos como você e Tanya, e ficaria surpreendida com o que eu vejo”
Era isso! O professor Barney. Me levantei rapidamente e corri para o closet vestindo uma roupa mais formal. Hoje era domingo e o professor Barney não estaria na escola… Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Seth. É essa uma das ventagens de se ter dinheiro. Uma simples mensagem e em pouco minutos teria o endereço do professor Barney, e se quisesse até um relatório do que ele come ao pequeno almoço, ou de quantas vezes vai ao banheiro. Fiz uma maquilhagem leve escondendo os vestígios de minha noite com Edward. Desci as escadas e entrei na garagem, onde meus seguranças já estavam me aguardando prontos para me seguir. Como previsto logo recebi uma mensagem em meu celular com o endereço do professor Barney, e saí da garagem, dirigindo a toda a velocidade. O professor Barney morava bem perto de Forks Higth school o que me facilitou bastante. Sai de minha Ferrari e Seth logo se posicionou a meu lado com uma postura séria. Seth já tinha assimilado meu sentido de humor e não disse nada. Toquei na campainha, e esperei. A porta foi aberta e senti uma enorme vontade de sorrir, ao ver meu antigo professor.
–Bom dia. – o senhor Barney me analisou, e se fixou em Seth que estava com sua postura de “segurança durão” com seu terno ao género de 007.
–Hã… Posso ajudar? – professor Barney não me havia reconhecido…
–Desculpe vir aqui a um domingo professor… Mas eu precisava muito de falar com o senhor…
–E quem deseja? – sorri e lhe estendi minha mão.
–Isabella Marie Dawyer Swan. – os olhos de meu antigo professor se arregalaram e logo um sorriso se formou em seu rosto.
–Isabella! Eu não acredito que é mesmo você! –O professor logo abriu passagem para eu entrar, e segurou minha mão me guiando até um enorme sofá.
–Se lembra de mim professor?
–Como poderia me esquecer de minha aluna favorita? Meu deus Isabella. Está tão diferente…
–Pode me chamar de Bella professor.
–Só de me chamar de Barney querida. Mas me conte o que trás você a minha humilde casa? –antes de falar olhei para Seth, que logo entendeu meu recado e saiu. Sorri para meu antigo professor que devia estar com seus 60 anos, mas mantinha seu tão característico sorriso caloroso. Contei para o senhor Barney que havia cursado administração em Harvard tal como ele tinha previsto, que meu pai me tornou uma das mulheres mais ricas do mundo e de minha vingança… O professor ouvia tudo o que eu dizia mas estava visivelmente chocado quando contei tudo o que eu já havia aprontado.
–Bella… Você sabe que vingança não é solução para seus problemas né?
–Sim, eu sei… Mas eu preciso disso professor. O senhor sabe o que eles fizeram comigo! Eles merecem e…
–Não Isabella. Você está tão presa a esse passado que ainda não olhou direito para o presente… Você sempre foi uma garota querida, doce e adorável. Você pode ter mudado o nome, mas isto – o professor pousou sua mão sobre meu peito, onde meu coração estava batendo rápido por conta das emoções. –isto Bella, continua o mesmo. Você vai se machucar minha querida… Você terá seus momentos de glória, mas irá se machucar…
–Acho que vou correr esse risco professor. Eu preciso disso… Tem de entender…
–Eu entendo minha querida… E só me resta apoiar sua decisão. Eu estarei lá na próxima semana, e pelo que você disse que está planeando, irá precisar de minha ajuda. – Barney estava certo. Dentro de 6 dias iria revelar para todos minha verdadeira identidade. Fiquei durante mais algum tempo conversando com o professor Barney e prometi muito em breve fazer uma visita a Forks Hight school. Eu estava criando um projecto da luta contra o Bullying e o professor amou a ideia.
Nos despedimos e voltei para casa, com minha mente rodeando milhares de pensamentos. O que eu faria com Edward? Eu estava ferrada…
Assim que cheguei na mansão, fui até à caixa de correio, e lá estava o tão esperado convite…
Baile de Turma de 2007
Está cordialmente convidado/a para
o baile
de reencontro dos formados de 2007
15/10/2013
E era isso. Aquele pequeno cartão em minha mão, iria ser a cereja no topo do bolo. Minha grande revelação.
Notas finais
O capitulo será bem grande, e já escrevi grande parte... Resumindo, me deixem feliz e apareçam das trevas fantasmas :p
Não gosto de dar sermões nem o bla bla bla do costume.... Vou apenas dizer: EU TAMBEM SEI BRINCAR DE ESCONDE-ESCONDE :-/
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Mas como sou incapaz de prejudicar meus leitores que comentam sempre.... kkkkkkk Vocês já sabem no grupo há sempre muito spoilers, e votações quando estou indecisa com algo do capitulo.... :)
Para quem ainda não é membro do grupo, devia mesmo adicionar :)
O grupo é mais do que um cantinho onde há spoilers, lá podem falar de vossos problemas, partilhar vossas histórias pois infelizmente uma grande percentagem dos leitores de VDN, já foram ou estão sendo vitimas de Bullying ou de outras atrocidades... No grupo podem desabafar sem serem julgados, pois falar com pessoas estranhas de nossos problemas por vezes consegue ser mais facil. Só não mantenha o silêncio.
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E claro lá nos divertimos bastante :) Minhas leitoras me matam de rir, e me inspiram bastante para a fic :)
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Voltando ao que interessa, comentem me digam o que acharam do capitulo, me xinguem e etc. Só não fiquem se escondendo gente :(
Vá bjs e até à "GRANDE REVELAÇÃO" de nossa ex-nerd ;)
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