Notas iniciais
Voltei :D É, eu voltei com um capitulo bem grande para vcs :) E antes de mais nada por favor não me matem ok? xD Capitulo dedicado a Ginny Castro e Lanara *--* Muito obrigada pelas recomendações, eu amei mesmo *---* Me deixaram muito feliz com as palavras de vocês :)

Pov Edward.

Depois de ficar por três longas horas dirigindo me senti aliviado por finalmente passar pela grande placa indicando que havia chegado a Forks. Meu coração disparou em ansiedade por algum motivo. Não sabia como iriam correr as coisas, só sabia que não iria ficar correndo que nem um cachorrinho atrás de Bella.

Eu não iria ficar agindo como um idiota apaixonado… Estas duas semanas que fiquei longe, bebendo tudo o que tivesse álcool não me haviam servido de nada. Este maldito sentimento ainda estava bem cravado no fundo de meu peito.

Assim que cheguei ao meu apartamento tomei um longo banho. Respirei fundo várias vezes tentando relaxar um pouco. Como deveria agir quando encontrasse Bella? Ela havia lido minha carta…

Merda, eu estava mais que nervoso...

Assim que terminei meu banho me joguei na cama, deitado de bruços. Sabe aquele momento em que não sabe o que fazer nem no que pensar? É, eu estava tendo um desses momentos. Senti algo vibrar em meu criado mudo e percebi que era meu celular.

—Alô?

—Edward Anthony Masen Cullen! Com assim você não vem me visitar faz duas semanas? – é eu estava ferrado. Mamãe estava com uma voz muito irritada.

—Mãe, eu ia agora mesmo visitar a senhora!

—Nem tente mentir seu folgado. O que foi que eu fiz para ter um filho assim tão ingrato? – revirei os olhos com o drama de dona Esme. É, seja como for eu estava ferrado. Me levantei em um pulo e caçei minha carteira e meus ténis, sem largar o celular.

—Me desculpa mamãe… Eu estou indo já para aí. – eu estava saltitando tentando calçar meu ténis. É, o melhor seria chegar logo antes que levasse um tiro de minha mãe.

—Até já então, filho. – é minha mãe só podia ser bipolar. Há poucos segundos estava me xingando e choramingando. Enfim, mães… Quem vai perceber?

Corri para meu volvo e dirigi até casa de meus pais, me preparando psicologicamente para o ataque de dona Esme. Antes mesmo de sair do carro, mamãe já estava me esperando na porta. Saí, do carro e caminhei confiante até minha mãe lhe dando um forte abraço, que logo foi retribuído.

—Você tem sorte de eu não conseguir ficar brava com você. – é eu era um sortudo mesmo.

—Me desculpa mamãe… Mas eu estava precisando de um tempo sozinho. – Esme afagou suavemente meus cabelos. Aquilo era tão bom. Sim, eu gostava de receber carinhos de minha mãe. Que mal tinha isso?

—É, eu sei de tudo o que aconteceu. – senti uma forte pontada em meu coração. Por favor que minha mãe não tivesse metida naquele esquema…

—Você… você sabia? – naquele momento temi mais que tudo pela resposta.

—Claro que não! Fiquei surpresa quando li aquela noticia sobre Bella no jornal. Foi realmente horrível a forma como tratavam a menina… Bella é uma pessoa tão doce… — me senti aliviado com aquilo.

—Talvez mamãe… Mas ela me mentiu! – senti minha garganta apertar ao falar daquilo.

—Edward… por favor me diz que você nunca fez aquelas coisas horríveis que Alice me contou… — me senti mal ao enxergar o medo nos olhos de minha mãe.

—Não mamãe… Eu nunca a humilhei como os outros… — ao contrário de alivio, o que passou pelos olhos de minha mãe foi desilusão..

—Você fez pior do que eu pensava Edward… — o quê?

—O quê?

—Você não tentou impedir aquilo. Não foi essa a educação que eu e seu pai demos a você, Edward. – me senti um lixo ouvindo aquilo de minha mãe.

—Eu sei… Eu já disse para Bella que lamento isso. Mas mãe, ela me machucou. Ela me mentiu e partiu meu coração… Por favor mãe, podemos não falar nesse assunto?

—Tudo bem Edward… Mas pelo que sei você também lhe quebrou o coração…

—Ok, mamãe. Podemos só não falar nisso agora? – Esme suspirou mas assentiu.

—Estou preparando o almoço. Porque não vai um pouco para a sala de estar enquanto espera? – minha mãe estava com um brilho estranho nos olhos, me fazendo arquear uma sobrancelha. Mamãe praticamente me empurrou até à porta do salão.

—Seja simpático. – o que ela estava para ali falando? Mamãe me deixou ali sem perceber nada e foi para a cozinha preparar o almoço. Entrei na sala, mas pelos vistos eu não estava sozinho ali. Uma garotinha estava sentada no sofá muito concentrada em um pequeno caderno. Ela parecia estar desenhando… Me aproximei vagarosamente não a querendo assustar, e espiei o desenho por cima de seu ombro. Ela estava desenhando o meu piano… E céus aquilo quase que estava parecendo uma fotografia de tão perfeito.

—UAU. Você pinta mesmo muito bem. – a menina se assustou, e deu um pequeno pulo no sofá, me permitindo uma visão melhor. A menina era bem pequenina comparado com meu 1,89m, seus cabelos eram longos em um tom caramelo com certos tons ruivos, seus olhos eram em uma cor mel muito bonito.

—Ah, me desculpe. Não queria assustar você… Sou o Edward e você? – a menina me analisou cuidadosamente mas não respondeu. Apenas rasgou um sorriso brilhante e voltou a se sentar no sofá.

—Qual o seu nome? – me sentei ao lado da garotinha tentando perceber quem ela era. A menina me olhou, mas não respondeu.

—Não vai me falar seu nome? – a menina estava com uma expressão um pouco envergonhada, fechou seu caderno e me mostrou. Caroline. Era esse o nome que estava escrito na capa do caderno.

—Caroline? — a garotinha assentiu. Será que ela era assim tão envergonhada, ou não conseguia falar?

—Você… Você não fala? – é eu era meio que pouco perspicaz mesmo. Caroline negou com a cabeça me fazendo prender a respiração. Céus a menina era muda? Engoli um pouco de saliva, para evitar minha voz falhar.

—Bom, você desenha mesmo muito bem… Gostou de meu piano? – Caroline me olhou agora com os olhos brilhantes me indicando claramente que ela havia gostado. Me levantei e lhe estendi a mão sorrindo.

—Quer me ouvir tocar um pouco? – a menina logo aceitou minha mão com um sorriso doce e inocente. Por algum motivo aquilo fez meu coração disparar.

Guiei Caroline até meu piano e a ajudei a sentar no banco. Me sentei a seu lado e comecei a tocar, uma de minhas composições. Eu estava maravilhado com a pequena garotinha que sorria e balançava suavemente ao ritmo da musica.

Pov Bella

—Mas que porra! É só eu ficar fora um tempo que isto vira uma bagunça! – eu estava profundamente irritada, tentando organizar os documentos da empresa. Alice, Rosalie e Jasper haviam feito o melhor que podiam, mas infelizmente ninguém podia me substituir.

Passei toda a manhã, falando com meus representantes em Londres, e estava cada vez mais convicta que teria de ir até lá acabar logo com aquela bagunça.

—Senhorita Swan… Já posso sair para meu horário de almoço? – Tanya falou com a voz cansada e meio rouca. A olhei, e eu não estava reconhecendo aquela mulher. Não estava ali a Tanya que tanto me havia humilhado, não estava ali a Tanya líder de torcida, de nariz empinado, cabelo brilhante, sempre com as melhore roupas e manicura perfeita.

Eu não estava nem sabendo como descrever o que estava perante meus olhos.

Tanya estava com olheiras enormes, seu cabelo loiro havia perdido todo o brilho e seu rosto estava muito pálido.

—Senhorita Denali está se sentindo bem? – é eu estava preocupada com uma das pessoas que mais me fez sofrer na vida. Mas fazer o quê, né?

Tanya passou a mão pelo rosto suspirando suavemente com os olhos fechados.

—Estou bem senhorita Swan, só estou me sentindo um pouco cansada. – Tanya não estava me parecendo nada bem. Mas fosse como fosse não me dizia respeito mesmo.

—Pode ir almoçar. – falei com indiferença.

Depois de tudo o que havia acontecido, eu simplesmente não sabia como agir. Eu fiz o que queria, provei para todos que estavam errados, dei um grande show, deixei todo mundo de queixo caído. Mas e agora? O que era suposto fazer? Tanya andava estranha, os funcionários da empresa andavam fugindo de mim como o diabo da cruz. Mas o pior, que tudo. As férias de Edward estavam chegando ao fim, e eu não sabia como iria ser nosso reencontro. Em apenas duas semanas minha vida havia dado uma volta de 180 graus. Agora todos sabiam a verdade, minha mãe havia voltado para o cruzeiro com o namorado, me deixando novamente quando mais estava precisando de apoio.

Tentei esvaziar minha mente, e me concentrei novamente em meu trabalho. Queria acabar logo com aquilo, e passar o resto do dia com Caroline.

Meu estômago roncou, e olhei para o relógio. Já passava das três horas. Caroline não foi para a escola, já que havia passado mal a noite passada. Eu odiava aqueles malditos pesadelos… Me partia o coração ver minha garotinha com lágrimas dos olhos chorando e soluçando, com o que certamente seriam lembranças daquela maldita noite em que Elizabeth havia sido morta. Tentei afastar os pensamentos negativos, pegando minha bolsa. Não queria deixar Caroline sozinha na mansão só com os empregados, por isso Esme se havia oferecido para cuidar de Caroline, já que Esme estava mais que ansiosa para conhecer minha filha, aceitei.

Depois da noite passada, meu coração doía só de pensar em minha garotinha triste.

Saí da empresa rapidamente ignorando todo mundo. Hoje não estava simplesmente a fim de me irritar. Entrei em minha ferrari e dirigi rapidamente até à mansão dos Cullen. Estacionei minha Ferrari, e meu coração disparou. Meu estômago deu várias voltas e senti todo meu corpo tremer. Merda… Aquele maldito volvo prata… Edward estava ali… E com Caroline…

Tentei acalmar um pouco meu ritmo cardíaco, mas aquilo estava sendo impossível. Porque tinha de ter me apaixonado por aquele idiota? No momento temi por sua reacção a respeito de Caroline… Edward estava me odiando… E se ele ficasse descontando sua raiva em Caroline? Uma serie de pensamentos negativos passaram por minha mente me deixando cada vez mais nervosa. Saí rapidamente do carro e fui até à mansão. Antes de sequer tocar à campainha, a porta foi aberta por Esme.

—Boa tarde minha querida. – Esme estava com um sorriso radiante, me acalmando um pouco. Esme nunca permitiria que Edward machucasse minha filha.

—Boa tarde Esme… Eu, vinha buscar Caroline… — mordi meu lábio inferior, tentando disfarçar um pouco o tremor.

—Entre querida, Caroline está no salão com o Edward. – meu coração disparou, e meu estômago estava dando trambolhões.

—Eu… — não sabia o que dizer, eu estava simplesmente petrificada.

—Pode ir lá querida, eu tenho de ir ver o meu bolo. – Esme sorriu e desapareceu indo para a cozinha. Porque algo me dizia que aquilo havia sido uma desculpa? Respirei fundo várias vezes e caminhei até ao salão dos Cullen, tentando não fazer barulho com meu saltos.

Uma musica que logo reconheci como sendo “New York” de Frank Sinatra estava ecoando pelo enorme salão. Abri um pouco a porta e meu coração quase parou. Edward e Caroline estavam dançando pelo salão. Na verdade, Edward estava dançando com Caroline sobre seus pês que estava com um sorriso tão grande em seus lábios como nunca havia visto antes.

—New York, New York! – Edward cantarolava, com cara de bobo fazendo minha filha soltar pequenas gargalhadas. Edward estava tão lindo… Ugh, lindo uma merda, ele continuava sendo um idiota… Mas a poah de um idiota que estava deixando minha menininha feliz… Abri a porta e entrei no salão. Assim que me viu, Caroline se soltou de Edward e correu em minha direção se jogando em meus braços. Com Caroline em meus braços meu coração se acalmou, e ignorei o fato de Edward estar ali petrificado no meio da sala me olhando. Enterrei o rosto no pescoço de Caroline inalando seu doce cheirinho, tentando a todo o custo evitar os olhos verdes de Edward. Caroline se afastou um pouco, sorrindo para mim, mas logo olhou para Edward com os olhos brilhantes. Me levantei e suspirei antes de encarar Edward, que estava com seus olhos fixos no meu.

—Ola Edward…- fiquei feliz por não estar fazendo o nervosismo que estava percorrendo cada pedacinho de meu corpo.

—Ola Isabella.- Edward não me olhou, sua atenção estava fixa em Caroline. O silêncio de apoderou do salão, e aquilo estava sendo bastante constrangedor.

—O que veio fazer aqui? – Edward falou meio indiferente, sem nunca olhar para mim.

—Vim buscar minha filha. – ao falar aquilo, Edward engasgou e pela primeira vez em semanas fixou seus olhos nos meus. A confusão estava bem ali em seus olhos verdes. Edward olhava de mim para Caroline, e de Caroline para mim, provavelmente tentando encontrar alguma semelhança física. O que na verdade até poderia encontrar. Caroline passaria bem por minha filha biológica. Percebi a respiração de Edward se alterar e ele parecia estar fazendo cálculos. Provavelmente percebendo a impossibilidade de Caroline ser minha filha, já que eu teria de ter engravidado com 15 anos.

—F…Filha? Mas…Você? Isso… Isso é impossível…– Edward estava gaguejando, e completamente atrapalhado.

—Não, não é. Caroline é minha filha. – falei firmemente sorrindo para Caroline. O fato de ser adotada era apenas um pequeno detalhe.

—Mas… Onde ela estava? O que… — Edward passou a mão por seus cabelos rebeldes os deixando mais bagunçados. Ah, céus como era possível ser tão gostoso meu deus…

—Caroline não é minha filha de sangue. Eu a adotei. Mas isso é apenas um pequeno detalhe. – Caroline tocou minha mão sorrindo, me mostrando o desenho do piano de Edward que ela havia feito. Me baixei e beijei sua bochecha. Está lindo. Você gostou do piano? – Caroline assentiu com os olhos brilhantes.

—É, ficamos toda a manhã tocando piano. – Edward sorriu para minha filha.

—É… Bom, eu vim só buscar Caroline para irmos para casa. Consegui organizar grande parte da documentação, portanto vim mais cedo. – Edward pareceu estar bem indiferente a minha presença, olhando unicamente para Caroline.

—Ok. Hoje é meu último dia de férias mesmo. Volto amanhã, senhorita Swan. – Edward não fez questão de me olhar e por algum motivo aquilo estava me machucando. Porque no fundo eu gostava de sua amizade e de o ter rastejando com um bobo apaixonado.

—Edward… Eu… — eu não sabia o que dizer. A voz estava falhando e estava sentindo minhas pernas bambas.

—Eu… Em relação à carta que você me escreveu… Eu só queria dizer que – Edward não me deixou terminar erguendo um dedo.

—Como eu disse, aquela foi a carta que nunca escrevi. O assunto está encerrado. Não precisa de tentar se explicar, eu percebi tudo, e acho que fui bem explicito na carta. – Edward estava com um olhar vazio, e senti medo. Ele ainda me amava? Não… Ele nunca me havia amado… Como ele próprio disse há 4 anos, ele só me salvou de ser atropelada por obrigação. Ele não amava Isabella Dawyer. Ele sentia tesão pela Swan… Ele… Mas que merda. Eu estava querendo me convencer de que eu estava certa. Mas ele pareceu ser tão verdadeiro na carta que escreveu… Ele disse que me amava, mas que iria me esquecer…

—Você já não… — não sabia o que dizer.

—Não. Eu já não amo você. – me senti aliviada e meu coração disparou de felicidade. Ele estava mentindo. Até um cego iria perceber que Edward estava mentindo com todos os dentes que tinha na boca. Sim, eu era egoísta. Eu queria que Edward me amasse. Não queria faze-lo sofrer… Na verdade nem eu estava sabendo o que queria.

—Você … — Edward não conseguiu continuar já que o som estridente de meu celular ecoou por todo o salão. Olhei para o visor de meu Iphone, e franzi a testa.

—Me desculpe, mas vou ter de atender. – atendi logo o celular. O que Rosalie queria?

—Oi Rose?

—BELLA! OH CÉUS! AINDA BEM QUE ATENDEU! – Rosalie estava gritando como uma louca.

—O que aconteceu?!

—TEM DE VIR JÁ PARA A EMPRESA… CÉUS, ISTO É HORRIVEL. – Rose estava visivelmente alterada, meio chorosa. Não estava conseguindo ouvir bem já que estava muito ruido de fundo.

—PORRA, LIGUEM PARA A MERDA DA AMBULÂNCIA JÁ DISSE! – ambulância? O que estava acontecendo na empresa?

—Rose?! O que está acontecendo?!

—Bella, só vem logo por favor. –Rose desligou o celular me deixando preocupada e sem saber o que fazer.

— O que aconteceu? – Edward estava visivelmente preocupado.

—Não sei… Rosalie não especificou, acho que alguém se machucou. Ela estava berrando por uma ambulância.

—Tenho de passar por lá. – olhei para Caroline sem saber ao certo o que fazer.

—Eu vou com vocês. Caroline não pode ficar sozinha… — não tentei nem discutir aquilo e apenas assenti. Nos despedimos rapidamente para fora e entrei em minha Ferrari e logo asselarei. Edward entrou em seu volvo nos seguindo, é ele parece ter gostado de Caroline.

Assim que entrei na rua da empresa avistei a ambulância estacionada na frente da empresa. Merda! O que havia acontecido. Saí rapidamente do carro, e ajudei Caroline a sair.

—Caroline, vou só ali ver o que está acontecendo. Você fica com o Edward. Sim? – Caroline assentiu e logo Edward estava junto a nós.

—Edward não quero Caroline na confusão. Pode por favor cuidar dela? – Edward assentiu e segurou a mão de Caroline. Corri rapidamente para dentro da empresa. Os funcionários estavam todos ali vendo o que os paramédicos estavam fazendo. Eu não estava conseguindo ver nada…

—Rose! – Rosalie estava abraçada a Emmett, mas assim que me viu se apressou para junto de mim.

—Bella! Ainda bem que chegou! – Rosalie estava pálida ainda meio chorosa.

—O que aconteceu?

—Eu não sei… Estava tudo bem… Mas ela começou a gritar e a sangrar muito do nariz e dos ouvidos. Foi horrível…

—Ela quem Rosalie?! – naquele momento senti uma pontada em meu peito. Onde estava Alice?

—Alice?! Onde está Alice? – eu estava em pânico. Será que foi Alice?

—Ela está bem. Está com Jasper. – suspirei aliviada. Mas nem assim despreocupada.

—Rose fala logo o que aconteceu! – tentei abrir caminho, para tentar ver de quem se tratava. Meus funcionários se afastaram, me cedendo passagem e petrifiquei assim que fi os cabelos louros de Tanya completamente manchados de sangue, assim como todo se rosto. Meu estômago revirou com aquela imagem de Tanya pálida com o rosto sem vida completamente manchado de sangue. Um dos paramédicos lhe espetou uma agulha no braço com um liquido.

—O que ela tem? – falei para um dos paramédicos.

—Não lhe sei dizer senhorita. Mas temos de transportar a senhorita Denali imediatamente para o hospital. Tanya foi transportada para a ambulância, e eu fiquei ali ainda sem perceber o que havia acontecido.

—Jessica! Mas o que raio aconteceu aqui?! – Jessica estava trémula com lágrimas nos olhos.

—Tiffany, mãe de Tanya estava aqui. Eu acho que elas estavam discutindo e do nada… — Jessica, soluçou limpando as lágrimas.

—Ela começou a gritar de dor, e caiu no chão. Eu estava levando um tecido para a senhorita Alice, quando Rosalie veio ver o que estava acontecendo. Tanya estava sangrando do nariz e dos ouvido… Foi horrível… — Jessica continuou sai seção de choro e me abraçou. Eu não sabia o que fazer. Por muito mal que Tanya me tivesse feito, eu não desejava aquilo a ninguém. Eu teria de ir ao hospital, pelo menos saber o que Tanya tinha. Apesar de tudo ela ainda era minha secretária…

Pov. Tanya

Ah, merda de dor de cabeça. Fui até ao banheiro passar um pouco de água pelo rosto. Eu estava com uma cara horrível… Estava me sentindo um lixo.

Respirei fundo algumas vezes, e saí do banheiro. Ainda tinha um monte de merdas para arquivar. Na verdade não podia me queixar de meu emprego. Na verdade até estava me sentindo realizada. Sempre tive um desejo oculto de ir para uma boa faculdade e ser alguém na vida. Devem estar se perguntando: “Mas o que raios essa vadia está para alo falando?” Tanya Denali, a líder de torcida, gostosa e foda que dava para todos queria ir para a faculdade?. É, eu queria mesmo…

“Flashback on” (Forks ano de 1995) Tanya tinha 8 anos

Senti um forte tapa em meu rosto, e logo corri para meu quarto, chorando. Porque meus pais me odiavam tanto?

—TANYA SUA INUTIL SAI JÁ DESSE QUARTO! – Tom Denali, meu dito pai estava batendo com força na porta. Eu não queria abrir… Mas se não abrisse seria pior, ele me mataria… Me levantei de minha cama, já me preparando psicologicamente para a surra que viria em seguida. Assim que abri a porta fui jogada na cama por Tom, que logo tirou o cinto das calças.

—Sua vadiazinha inútil! – tremi violentamente tentando proteger meu corpo da cintada, mas não havia como. Mordi meu travesseiro abafando os gritos de dor. Tom me espancava diariamente. Sim, o famoso advogado da cidade Forks, adorava me bater fosse pelo que fosse. No caso o motivo havia sido o fato de eu ter comido o ultimo cookie. Mas… Ele nem gostava de cooki…

—Me desculpe papai… Eu juro que não sabia que você queria também os cookies… — chorei mais ainda.

—SUA IDIOTA! EU NÃO QUERO VOCÊ COMENDO ESSAS BESTEIRAS! VOCÊ NÃO PODE FICAR GORDA. – eu nunca havia percebido aquela obsessão de meu pai pela minha alimentação… Mas alguns anos mais tarde percebi…

Forks 1999 Tanya tinha 12 anos

—Mãe! Estou sangrando muito! – corri para junto de minha mãe que me olhou assustada. Olhei para o lado e vi que meu pai também estava ali.

—Vai buscar um de meus absorventes no banheiro. Agora não tenho tempo para ficar explicando essas coisas para você. Tenho de ir ao Shopping com a Lara. – minha mãe saiu me deixando ali sozinha com Tom, que estava me olhando com um olhar estranho.

—Tanya minha linda menina. A partir de agora você já é uma mulher. – meu pai sorriu.

Eu só não sabia que eu seria a sua mulher…

Forks 2001

—TANYA! VEM JÁ AQUI! – Tom me chamou do porão, e logo senti um arrepio por todo meu corpo. Minha vida era um lixo.

—Vem logo sua puta! – Tom me arrastou pelos cabelos até ao porão me jogando no pequeno colchão onde havia passado os piores momentos de minha vida. Há muito que não chorava, não me serviria de nada mesmo… Ninguém queria saber… Olhei para a porta e percebi que não estávamos sozinhos ali.

—Tio Dereck? – meu coração disparou com o medo. Não… Meu tio não podia ser como meu pai… Por favor não…

—Tanya minha querida! Acho que hoje vamos nos divertir muito os três.

(…)

Flashback off

Tentei afastar as lembranças ruins, mas era impossível esquecer aquilo. Porque era isso que eu era. Foi para isso que eu nasci… Eu deveria ser uma puta, uma vadia que tinha de abrir as pernas para o pai e para o tio.

Sonhos? Eu nunca me havia permitido sonhar fosse com o que fosse. Eu preferia beber para esquecer, ir a festas e ser bem fodida por alguns caras da escola. Escola… O único lugar em que me sentia realmente feliz.

Todos me respeitavam, lá eu era a predadora e não o cordeirinho assustado.

Eu detinha o poder, naquele lugar. Ali era eu que humilhava, era eu que batia e era eu que fazia os outros chorar.

Mas do que aquilo me serviu? Eu era uma mendiga que aparentava ser uma rainha.

Eu fiz Isabella Dawyer, sofrer, chorar, a humilhei, espanquei e mal tratei. Contudo agora, a pequena Nerd agora tem tudo e eu não tenho nada…

Saí do banheiro, mas meu celular tocou.

—Alô?

—Tanya! Onde você está?

—Estou trabalhando Tiffany. O que você quer? – é eu me recusava a chamar aquela senhora de mãe, já fazia muito tempo.

—Estou aqui na empresa. Venha ter comigo aqui perto da cantina. – engoli em seco. Como raios ela havia conseguido entrar na empresa? Caminhei até à cantina e logo a encontrei na entrada, a segurei por um braço e a puxei para o lado.

—O que pensa que está fazendo aqui?! – tentei manter minha voz calma.

—Estou precisando de dinheiro. – mas que merda.

—O que eu tenho a ver com isso? Vá trabalhar! – Tiffany me olhou horrorizada.

—Que merda Tanya! Você é uma idiota sabia? No momento poderia ter tanto dinheiro… — o que aquela louca estava para ali falando?

—O quê?

—Isabella Swan. Você tem noção de quanto as revistas pagariam por uma entrevista exclusiva com você? – Tiffany me olhou com os olhos azuis brilhantes.

—O que… O que você sabe sobre isso? – Tiffany revirou os olhos.

—Claro que sua inteligência não iria chegar a tal conclusão! A revista Twilight me pagou 10 000 dólares pela informação que lhes vendi. – senti meu sangue ferver. Foi minha mãe? Mas… Como ela conseguiu as páginas daquele diário?!

—O que... Mas você nem estava na festa!

—Ora essa. Ao contrário de você sua amiga Lauren tem um pouco de cérebro para chegar a essa conclusão. – merda… A vadia da Lauren…

—Se você conseguiu esse dinheiro porque não paga você o álcool de seu marido idiota?!

—Eu estava precisando de fazer umas compras…

—VOCÊ GASTOU 10 000 DÓLARES EM COMPRAS? MAS ONDE ESTÁ COM A MERDA DA CABEÇA?! – eu estava possessa. Senti uma forte dor em minha cabeça e algo quente escorrer por meu nariz. A dor em minha cabeça era tão forte que soltei um grito de dor. Passei a mão pelo nariz e estava sangrando . O que…

—Ahhhhh – caí de joelhos. Minha cabeça estava latejando. Deixei de sentir meu corpo e tudo ficou escuro.

(…)

Estava tão escuro. Eu não estava sentindo nada. Estava conseguindo ouvir alguém falar para mim.

—Senhorita Denali… Senhorita Denali está me ouvindo? – consegui forçar meus olhos a se abrirem e encarei o homem vestido com uma bata branca.

—Onde… Onde eu estou?

—Está no hospital. Consegue se lembrar de alguma coisa? – e ali eu me lembrei da dor que senti.

—Sim… Eu estava com dor de cabeça… — o médico estava com uma expressão apreensiva e logo percebi que não poderia esperar boas notícias…

—Eu lamento muito senhorita Denali. – o médico tirou uma folha preta e a ergueu para a luz. Apontando para um ponto negro na imagem.

—Está vendo esta mancha? – assenti que sim.

—É um tumor… Ainda não sabemos dizer há quanto tempo o tem. Mas pelo tamanho aconselharia a começar imediatamente as seções de quimioterapia. – senti as lágrimas se formarem em meus olhos. Eu iria morrer… Algo dentro de mim me dizia isso.

—Eu não quero fazer quimioterapia. – por favor me deixe sozinha. Tentei falar o mais calmo possível. O médico me olhou interrogativo.

—A senhorita está nervosa… É melhor tomar essa decisão com mais calma e…

—Que parte de “não quero fazer quimioterapia” você não percebeu? – o médico estava visivelmente confuso.

—Quer que eu chame algum familiar ou amigo? – família? Amigos? Algo que eu não tinha… Mas…

—Só quero ver, Isabella Swan. – falei com a voz firme e o médico saiu, me deixando sozinha no quarto. Eu estava sentindo minha garganta seca, e minha cabeça doer meu ritmo cardíaco estava sendo controlado por uma maquina, e tinha pelo menos três fios espetados em meu braço com remédios.

Deitei minha cabeça no travesseiro e respirei fundo.

Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar é como morrer de sede no meio do mar e afogar. Nunca ninguém ouviu o grito da minha revolta.

Por dentro sou uma mendiga que aparenta ser uma rainha.

A esperança pouca me resta…

Não sei se a alma existe mas sei que alguém machucou a minha… Às vezes ficava pensando se algum dia seria feliz, mas não… Meu tempo estava chegando ao fim.

Alguém Me Ouviu

Boss AC

(Boss Ac)
Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta
É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que diz…

Notas finais
http://letras.mus.br/boss-ac/1366314/ Devo me esconder? o.O kkkkkkkkk Era este o rumo que achavam que a fic iria tomar? :D É, não sei se alguém percebeu mas Caroline e Tanya são primas u.u — — — — — É, eu sei que as meninas do grupo vão quere me matar já que nos spoilers eu dei a entender que era a Alice que estava com um tumor. xD É... me desculpem mas foram vocês que chegaram a essa conclusão eu teoricamente não disse nada xD — — — — 389 fantasmas? -_- É brincadeira né? -_- Ugh... desculpem ser uma autora resmungona, mas estou frustrada vendo o numero de leitores a aumentar e o numero de reviews a dimunir. — — — Me deixem feliz sim? Podem me xingar nos reviews, me corrigir, dar teorias do proximo e etc. :D bjs e até ao proximo ;)