Notas iniciais
Boa noite leitoras lindas do meu heart ♥ *--*
E boa noite fantasmas :P

Antes de mais nada quero dedicar este capitulo a :
->Josiele Umpierre Moraes
->Amanda Cullen
->IsabellaSc

Muito obrigado pelas lindas recomendações me fazem a aautora mais feliz do mundo *--*

Um beijinho muito especial para a Shaina que ganhou o concurso VDN no grupo no facebook e betou este capitulo :) obrigada tia Shaina *--*

Pov. Bella


Já fazia uma semana que eu não passava na empresa. Estava focada a cem porcento no projecto anti-bullying da escola e no orfanato, aquilo estava tomando todo meu tempo.

Cartazes estavam sendo distribuídos, estavam passando filmes nas aulas sobre o Bullying e contratei um psicólogo a tempo integral para a escola para as vitimas. Pois é, com dinheiro tudo se pode.

Mas apesar de todo meu esforço era bem visível o desinteresse dos alunos em relação aos cartazes e aos filmes que estavam passando nas aulas. Ninguém havia aparecido no psicólogo provavelmente com vergonha ou com medo de ser zuado por isso.

Pedir ajuda não devia ser algo do qual se tenha vergonha, devemos dar voz aos nossos problemas. Ir ao psicólogo não é sinónimo de se ser louco, mas sim de precisar de ajuda, a ajuda que por vezes não encontramos em mais lado nenhum. Por vezes precisamos apenas de alguém para ouvir e não nos julgar.

Depois de ver que nenhum de meus métodos estava surtindo efeito cheguei à conclusão de que o que faltava era um exemplo real, algo palpável e credível. E eu iria dar isso a eles…

Vesti uma roupa bem escura, peguei as chaves de meu Mini cooper. Infelizmente minha Ferrari atraia muitos paparazzi que nunca mais me haviam largado desde a publicação da noticia daquela maldita revista Twilight.

Meus advogados estavam fazendo de tudo para arrasar com a revista em tribunal, e pelos vistos eu tinha fortes chances de ganhar. No que dependesse de mim eu iria descobrir quem foi o infeliz que fez aquelas declarações estupidas.

Minha cabeça estava uma completa bagunça estes dias… Os problemas na empresa, a campanha, Edward que ainda estava em suas “férias” e Caroline…

A história de Caroline me havia marcado muito...


Flashback on


Depois de conversar com o professor Barney, pedi a Seth que me levasse para casa, mas algo estava me fazendo mudar o rumo.

Algo me puxava em direção ao orfanato de Caroline, eu precisava ter certeza que aquela menininha tão quebrada estava sendo bem tratada no orfanato.

Fui até ao orfanato de Forks, e logo conheci a madre Sue que gentilmente me mostrou as instalações e me falou um pouco de como as coisas funcionavam. Fiquei chocada com as privações com que as crianças viviam.

Havia duas e três crianças dormindo na mesma cama que apesar de ser de casal parecia bem desconfortável, as canalizações estavam mais que degradadas assim como a falta de brinquedos, roupas e livros.

Me senti tão mal presenciando aquilo… Eu sempre fazia várias doações para a Unicef, cruz vermelha e outras ONG’s.

No dia seguinte, tratei de comprar roupas para as crianças, beliches, brinquedos, livros e contratei alguns pedreiros que iriam remodelar completamente o orfanato.

Aquilo estava sendo a melhor sensação do mundo ver os olhinhos brilhantes das crianças, que sorriam e saltitavam felizes.

–Muito obrigada tia Bella! – uma garotinha me abraçou feliz e logo retribui seu abraço, sendo atacada por mais algumas crianças que me abraçavam felizes. Todos estavam ali brincando com seus brinquedos novos e comendo alguns doces que eu havia trazido.

–Você é realmente um anjo Bella. Não sei nem como agradecer por tudo o que tem feito por estas crianças… — Sue limpou algumas lágrimas de seus olhos e sorriu feliz.

–Não precisa agradecer. Estou fazendo isto com todo o prazer. Estas crianças realmente merecem… -Olhei para todos os lados procurando os olhinhos cor de mel que tanto me havia fascinado.

–Ela está no porão… — olhei para Sue meio reticente.

–Quem?

–Caroline… Não precisa tentar disfarçar filha. O professor Barney me falou muito de você. – Sue sorriu amavelmente, afagando meu rosto.

–O que Caroline está fazendo no porão? Ela deveria estar aqui brincando com as outras crianças… – de repente o olha de Sue trasbordaram tristeza.

–Caroline não costuma brincar com as outras crianças… Aquela menina passa os dias naquele porão desenhando… Bom, na verdade eu já não chamaria aquilo de porão, já que Caroline a transformou em algo lindo… — Sue sorriu minimamente.

–É só descer aquelas escadas. Caroline nunca tranca a porta, já que de qualquer forma as crianças nunca vão para lá, afirmando que o bicho papão se esconde no porão. –Olhei para as escadas que levavam até o porão. Claro que Caroline não teria medo de algo como o bicho papão depois de ter olhado diretamente para o fogo do inferno… Sim, porque pelo que o professor Barney me havia contado Caroline não só viu o inferno como esteve diretamente dentro dele junto com o representante do capeta na terra.

–Eu acho que vou lá dar um oi… — meu coração palpitava descompassado em meu peito. O que aquela menininha havia feito comigo? Sue apenas assentiu e sorriu se afastando, indo brincar com as crianças.

Desci as escadas e logo estava em frente da porta velha e ferrugenta. Nada me havia preparado para aquilo… Havia quadros espalhados por toda a parte, havia desenhos lindos, com explosões de cor belíssimas, mas também havia quadros que eram simplesmente assustadores, pretos com tons escuros em vermelho, e fogo. Sim, havia mais que um quadro de uma casa em chamas. Não precisei parar muito para pensar e perceber que era com a pintura que Caroline se expressava e contava sua história.

As paredes estavam pintadas com várias misturas de cor tornando o porão em si, em uma enorme tela. Parte do porão estava pintada com cores vivas e claras sendo o azul e o amarelo as cores dominantes, já a outra metade era escura e simplesmente assombrosa com tons escuros principalmente vermelho e preto.

Caroline parecia não ter percebido minha presença, e estava de costas para mim sentada em um pequeno banco, pintando o retrato de uma linda mulher. Eu estava completamente fascinada e me aproximei fazendo algum barulho com meus saltos, não querendo assusta-la novamente.

Caroline me olhou, mas desta vez não parou o que estava fazendo e sorriu docemente para mim, voltando em seguida novamente sua atenção para o quadro da linda mulher.

Aquele simples sorriso encheu meu peito de um sentimento completamente desconhecido por mim. Não sabia como definir aquela sensação, de carinho, amor e talvez instinto de proteção. Sim, porque algo dentro de mim me dizia que eu teria de proteger Caroline, era quase como uma necessidade.

Fiquei ali por algum tempo apenas observando Caroline mover o pincel com maestria sobre a tela, pintando os olhos da mulher em um azul esverdeado penetrante. Analisei melhor o desenho e as semelhanças entre Caroline e a mulher eram bem vi­síveis.

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–Está lindo Caroline… — Caroline fixou seus olhos caramelo nos meus e sorriu docemente. Assentindo. Não esperava que Caroline falasse nem nada do tipo, mas naquele momento desejei intensamente poder ouvir o som de sua voz.

–Era sua mamãe? – eu queria saber tudo o que dizia respeito à Caroline. Caroline assentiu e uma lágrima solitária correu por seus olhos. Perfeito Bella! Você é uma idiota! Que merda eu tinha na cabeça? Meu coração começou a bater descompassado e um bolo se havia formado em minha garganta. Tentei controlar meu ataque de pânico e me ajoelhei junto da menina enxugando suas lágrimas com as costas de minha mão. Era uma sensação tão boa tocar a maciez de sua pele..

–Me desculpe… Eu não queria deixar você triste… Você sabe que sua mamãe está em um lugar melhor amando você. – ok, que explicação mais idiota, mas eu não sabia lidar com crianças. Nunca tive irmãos e nunca tive sequer contato direto com crianças no geral. Caroline tocou suavemente minha mão e se levantou, me puxando até um de seus cavaletes que estava coberto por um pano branco. Caroline puxou o pano revelando o retrato de uma mulher. Meu coração se encheu de sentimentos inexplicáveis… Era eu… Caroline havia me visto apenas uma única vez, mas me pintou…



Flashback off


Desde aquele dia eu visitava o orfanato praticamente todos os dias, vendo Caroline pintar e pintando junto com ela. Toda minha vida estava girando em torno de Caroline.

Eu… eu queria cuidar de Caroline, lhe dar uma família… Eu queria lhe dar todo meu amor, queria curar suas feridas e faze-la feliz.

Peguei minha bolsa e me apressei a descer as escadas com metade de uma torrada na mão, mas fui detida por três loucas.

–Isabella Marie Dawyer Swan! Você não vai sair desta casa enquanto não me disser para onde está indo! – Renée estava com um olhar ameaçador batendo o pé. Olhei para Alice e Rosalie em um pedido de ajuda, mas ambas me ignoraram.

–Mãe, eu estou atrasada para….

–Para o quê?! Alice e Rosalie disseram que você não aparece na empresa já faz uma semana!

–Mãe… — tentei inventar uma desculpa, mas eu era uma péssima mentirosa.

–Bella, onde você está passando seus dias? Depois de ter dado aquele Show nunca mais apareceu… O que está acontecendo Bella? Estamos a ficar preocupada com você… -Rosalie se aproximou um pouco me fixando com suas orbes azuis. Seu olhar era tão penetrante e forte que era impossível fugir ao interrogatório. Suspirei e contei tudo, o que vinha acontecendo desde minha visita à escola. Tanto minha mãe, como Rose e Alice, me olhavam chocadas com a história de Caroline.

–Meu deus filha… Coitadinha dessa menina… — minha mãe estava bem pálida.

–Pois é…

–Você parece gostar muito dessa menina. — Rosalie me encarava com uma expressão estranha.

–Eu a amo… Por isso mesmo tomei a decisão que vou adotar Caroline… — falei com toda a confiança em minha voz. Eu amava Caroline ao ponto de quere cuidar dela.

–O QUÊ?! VOCÊ ESTÁ LOUCA? –me assustei com o grito de minha mãe. Alice e Rosalie apenas ficaram me olhando como se eu fosse algum tipo de ET.

–Claro que não! Eu vou sim adotar Caroline… Ela precisa de mim e…

–E NADA! ISABELLA DAWYER VOCÊ SÓ TEM 22 ANOS! NÃO FAZ SENTIDO NENHUM ADOTAR UMA CRIANÇA DAQUELA IDADE! VOCÊ NEM É CASADA MEU DEUS! – respirei fundo algumas vezes tentando não perder a calma.

–Qual o problema? Não preciso de me casar para poder ter filhos. Sou uma mulher independente, e estável financeiramente. – Alice e Rosalie continuavam imóveis, completamente paralisadas. Renée suspirou tentando controlar seu descontrolo.

–A questão não é financeira! Você não tem maturidade suficiente para adotar uma criança de 7 anos e….

–Não tenho maturidade suficiente?! Olhe bem para mim mãe! Acha que eu estou tomando esta decisão de cabeça quente? Acha que eu não sei o suficiente da vida? Acha que eu mais que ninguém consigo compreender um pouco que seja do sofrimento de Caroline? – Renée se calou precebendo perfeitamente ao que eu estava me referindo.

–Isabella, a questão não é essa… Adotar uma criança iria mudar completamente sua vida… Filha, você é tão jovem, não tem idade para se mãe..

–Ah, pois fala à mulher que engravidou com 21. – Logo me senti mal por ter jogado aquilo na cara de Renée, mas eu não deixaria ninguém se meter em meu caminho. Eu sentia no fundo de meu peito que era aquilo que eu queria, e sentia que Caroline também… Eu já amava aquela garotinha… Cada abraço, cada tarde passada com ela era simplesmente especial. Caroline era especial…

–Você sabe perfeitamente que é diferente… — Renée tentou argumentar, mas não valeria de nada, minha decisão já havia sido tomada.

–Sim mãe, você está certa é diferente. Não vou precisar mudar nenhuma frauda, nem de passar noites acordada tentando faze-la dormir. Mas irei precisar de lhe dar todo meu apoio, amor e carinho. Caroline é uma menina especial e precisa de tanto ou mais cuidado que uma bebé. Eu a quero mãe, a quero em minha vida para sempre… — Renée desistiu e simplesmente subiu para seu quarto sem mais nada falar. Rosalie e Alice pareciam meio confusas.

–Ok, também podem começar a me xingar e a dizer o quanto estou errada. – esperei pelo surto de minhas amigas.

–OH MEU DEUS EU VOU SER TIA!!!! Quando posso conhecer minha sobrinha? Temos de preparar o quarto e comprar muitas roupas. – Alice pulava feliz, e Rose apenas a olhou com uma expressão ainda mais confusa. Alice definitivamente para além de louca era bipolar.

–Você… Você realmente está feliz? Não acha que estou me precipitando

–Claro que estou feliz Bella! Claro que acho que devia esperar mais alguns anos, mas eu compreendo… — uau. Foi mais simples do que eu havia imaginado. Olhei sugestivamente para Rose que deu de ombros.

–Bom, eu acho que adotar é precipitado… Mas vejo em seus olhos que realmente ama a menina… Por isso quem sou eu para julgar seja o que for… — não havia como conter minha felicidade me joguei nos braços de minhas amigas feliz por ter o apoio de ambas.

–Agora tenho mesmo de ir, o professor Barney me ligou avisando que hoje estava havendo greve na escola, e vou aproveitar para levar Caroline a passear. – minhas amigas sorriram, e me deram um tchau. Sim, eu estava sendo irresponsável por estar literalmente deixando o império da Swan’s sendo gerido por os idiotas do departamento de advocacia, mas também não era nenhuma completa idiota. Todos os passos da empresa estavam sendo controlados por Benjamin que sempre me enviava um relatório no final do dia. Eu também tinha direito a férias né?

Entrei em meu mini coopar, me certificando de que não havia nenhum paparazzi por perto. Suspirei aliviada e iniciei a marcha, sendo seguida por Seth. Assim que cheguei à escola alguns alunos estavam no exterior correndo de um lado para o outro felizes por não terem aulas. Olhei para todos os lados procurando por Caroline, mas ela não estava em lado nenhum. Saí e entrei na escola procurando por todos os lados.

–SETH! Preciso encontrar Caroline! – estava com um mau pressentimento em relação à minha menininha e normalmente meus pressentimentos não falhavam. Seth assentiu e foi para o lado oposto ao meu procurar por Caroline. Percorri o pátio e paralisei vendo um grupo de garotos e garotas formando um circulo. Aquilo significava problemas… Logo as imagens de meu 17º aniversário invadiram minha mente (N/A: cena do capitulo 1 do diário de Bella) , me fazendo correr desesperada até ao local.

–Hey esquisita vai falar agora?! – a menina morena deu um chute em Caroline e gargalhou, e logo todos os outros gargalharam junto. Senti meu sangue ferver e irrompi por entre a multidão. Meu coração doeu quando vi Caroline no chão chorando. Estava sentindo a raiva fluir por minhas veias e prendi o braço da vadia que estava se preparando para jogar um pacote de leite em Caroline.

–Baixe isso ou eu juro que vou partir todos seus dentes ao soco. – falei em um tom ameaçador. Não estava nem aí para a vadia ter apenas mais ou menos 13 anos. Tão jovem e tão estupida… Eu odiava aqueles malditos Bullys, aquilo devia ser uma raça em extinção.

A menina me olhou com os olhos arregalados e todos se calaram. Havia garotos e garotas de várias faixas etárias presenciando a cena, desde os 8 aos 17 anos. E ninguém havia sequer movido um músculo que fosse para ajudar Caroline.

–Me large! Eu vou falar para o diretor! – a garota tentou se soltar, mas só a apertei mais, mas não a ponto de machucá-la.

–E vai dizer o quê? Que eu impedi você de bater em minha filha?! – praticamente gritei aquilo e tanto a garota como todos os outros ficaram mudos e pálidos. A menina me analisou melhor e ficou com os olhos arregalados, ao me analisar melhor.

–Você… Você é aquela empresária rica… A Caroline não tem família, vive no orfanato e é pobre. — a menina falou meio gaguejando, e senti a raiva latejar cada vez mais forte em minhas veias.

–Caroline é sim minha filha! Porque eu vou adotar ela… – olhei directamente nos olhos de Caroline que estava com os olhos arregalados e brilhantes.

–Porque ira querer adotar essa aí? Ela tem defeito. E quem a senhora pensa que é para machucar minha irmã? A solte! – O irmão mais velho da vadia que havia batido em Caroline se aproximou, tentando me separar da menina que eu estava a ponto de espancar ali mesmo. Nunca havia sido adepta de violência, mas vendo Caroline ali espelhando minha própria infância, fez um instinto de protecção se apoderar de mim.

O garoto devia ter uns 17 anos e era mais alto que eu. Me olhou ameaçadoramente tentando me intimidar. Que idiota…

–Você sabe com quem está lidando?

–Sei. Com a puta de uma gostosa que se não largar minha irmã irá ter o mesmo destino que a filha. – todos gargalharam e nesse momento eu percebi que o mundo estava perdido. Eles não tinham a menor ideia do que estavam fazendo.

–Kyle, acho que já chega! A senhora está certa o que estavam fazendo com a garota é errado e…

–Se cale Jenny. – o garoto foi rude com uma menina que tentava acalmar a situação.

–VERMELHO! – todos me olhavam como se eu fosse uma completa doente mental por estar gritando aquilo. Mas poucos segundos depois 4 homens de terno apareceram. E antes de alguém dizer fosse o que fosse o garoto já havia sido jogado no chão.

–Você está bem senhorita Swan? – um de meus seguranças me perguntou preocupado.

–Sim. Obrigada. Agora por favor, levem esse garoto e esta menina aqui até ao director Funk, e digam que os quero suspensos desta maldita escola por terem espancado minha filha! Quero que ele me envie um relatório completo destes depois e que me faça entrar em contato com os pais. – meu segurança assentiu rebocando o garoto e a garota até à directoria.

–E vocês deviam todos ter vergonha por ficarem apenas assistindo. – falei com meu tom mais frio possível. Todos baixaram a cabeça, e alguns foram se afastando. Uma menina foi ajudar Caroline a se levantar e lhe sussurrou um baixo pedido de desculpas se retirando em seguida. Ajoelhei-me junto de minha garotinha e enxuguei suas lágrimas com as costas de minha mão.

–Caroline você está bem? – ela assentiu e apenas me abraçou com força, deixando meu coração completamente derretido com seu gesto carinhoso.

–Está tudo bem bebê, eu vou proteger você… Eu prometo. – Caroline se afastou minimamente e me olhou intensamente com seus olhinhos cor de mel. Não eram necessárias palavras para eu perceber o que estava se passando em sua cabeça.

–O que você achou? Hmmmmm…. Gostaria de vir viver comigo? Que eu adotasse você? – uma pontada de duvida passou por mim. Não queria nem imaginar como seria se Caroline negasse. Eu não queria de forma alguma substituir a mãe que ela tanto amava. Apenas queria protege-la e amar do mesmo jeito que uma mãe. Todas minhas duvidas se dissiparam quando Caroline sorriu e me abraçou com força.

–Sim? – Caroline assentiu sorrindo e a ergui em meus braços a rodopiando.

–Eu juro que vou cuidar de você. Vou fazer de tudo para aqueles meninos nunca mais fazerem mal para você. Você vai amar conhecer sua Tia Alice, Rosalie e sua avó Renée. –Sim, eu estava imensamente feliz. Minha vida iria mudar completamente depois daquilo.


Pov. Edward


Já fazia uma semana que minha vida se resumia ao quarto do hotel e ao bar do hotel. Pois é, nem ponderava a ideia de ir beber a uma boate ou assim, já que não estaria em condições de dirigir e não estava a fim de passar vergonhas em um táxi. Já bastavam as atitudes de bêbado no hall do Hotel.

Ontem minha bebedeira havia sido tão grande que o gerente ameaçou me expulsar do hotel, por supostamente estar perturbando os outros hospedes gritando “Bella” por todo o hotel.

Bella… Meu inferno pessoal. Porque aquela maldita mulher não queria sair de minha cabeça?

Merda! Porque eu me apaixonei por Isabella Swan? Não espera… Isabella Dawyer…

PQP. Minha cabeça estava uma bagunça. Ela me machucou, ela me usou, ela mentiu para mim… Mas porque estava morrendo de saudades? Apenas a havia tocado uma única vez, mas estava morrendo de saudade de seu jeito, do seu cheiro, do seu sabor… Merda de sentimentos estúpidos!


Flashback on


Seria meu primeiro dia de aulas em Forks. Carlisle havia recebido uma excelente proposta do hospital de Forks, e tivemos de nos mudar para esta maldita cidade. Alice decidiu ficar com vovó Elizabeth em Nova Yorke, já que esta estava muito doente e não se encontrava em condições de viajar. Entrei em meu volvo e dirigi para a maldita escola e estacionei o carro. Todos ficaram me olhando com curiosidade, mas os ignorei, e fui até à entrada da escola.

Ouvi o som de pneus cantando olhei para o lado e vi um carro acelerando em direção a uma garota. Em um impulso rápido puxei a garota contra mim a afastando do carro. Senti uma corrente eléctrica percorrer todo meu corpo, com o contato de minha pele contra aquela pele quente e macia.

–Você está bem?- eu estava realmente preocupado com a garota, que estava meio trémula em meus braços e abriu lentamente os olhos. E meu Deus que olhos… Eram em um castanho único, quase como chocolate derretido, simplesmente linda.

–E….eu… — a menina gaguejou e corou, fazendo meu coração disparar.

–Você devia ter mais cuidado! – gritei para o idiota que quase havia atropelado a linda garota…

–O que foi? Eu não tenho culpa da Monstra ser um desperdício de espaço. – o imbecil gargalhou e um sentimento de raiva percorreu todo meu corpo. Mas mesmo assim não estava entendendo sua atitude para com a garota.

–O quê? O que você quer dizer com isso?

–Acho que seu primeiro dia não está correndo lá muito bem… hã.. Qual seu nome mesmo? – eu estava meio confuso, mas respondi com a voz neutra.

–Edward Cullen.

–Jacob Black. Capitão da equipa de futebol. E essa aí. — Jacob apontou para a menina. –Essa aí é a Monstra, ou Isafeia como preferir. E se preza sua possível reputação nesta cidade, é melhor não falar com essa aí. – olhei para a linda garota e depois para Jacob. Porque as pessoas odiavam aquela menina?


–Não fiz nada de mais. Só não iria deixar você atropelar a garota. – me afastei não querendo me meter em encrencas logo no primeiro dia. O dia se passou, e logo descobri que a garota se chamava Isabella Dawyer e que era a Nerd mais odiada da escola. Presenciei Isabella sendo espancada, humilhada e zuada. Achei melhor não me meter… Não queria me ferrar só por quere fazer de salvador da pátria, mas ver a dor nos olhos da menina me machucava, porque no fundo eu havia sentido algo diferente pela menina…


Flashback off


Quem eu estava querendo enganar? Nunca amei Isabella Swan. Eu me havia apaixonado pela pequena Nerd de olhos castanhos, mas meu orgulho e desejo por popularidade havia sido mais forte… Um garoto de 17 anos que tivesse de escolher entre uma paixonite e uma reputação, ira obviamente escolher ter uma boa reputação, e muitas lideres de torcida em sua cama.

–Desculpe interromper sua bebedeira e tals, mas faz tempo que você vem aqui todos os dias encher a cara sozinho... Se passa alguma coisa? – o barman me olhou curioso, e minha bebedeira era tanta que eu resolvi dar conversa. Sorvi mais um gole de Whisky e gargalhei meio embriagado.

–Isabella Dawyer ou Swan, ou seja, lá o que for. Aquela maldita mulher… Você quer um conselho? Nunca se apaixone! Mulher só traz problema… — sorvi mais da bebida, que queimou ao passar por minha garganta.

–O que foi que ela fez para você cara?

–Ela mentiu! Me usou e enganou… -me lamentei por entre um soluço.

–Ok… E o que ela fez ao certo? – o barman estava curioso, e apesar da dor de cabeça e da bebedeira contei toda a história.

–Quer um conselho? – apenas dei de ombros, lutando contra a fadiga.

–Volte para lá. Ficar aqui se lamentando não resolve nada homem! Se comporte como homem e não como um idiota apaixonado. Sabe, se a mulher gostar de você também vai sentir sua falta. Por vezes é preciso deixarmos de correr atrás e dar um tempo. – as palavras do homem até que faziam sentido. Mas como raios eu iria ficar em um mesmo ambiente que Bella depois do que havia acontecido?

–Eu não posso… Você não ouviu nada do que eu disse? Ela me odeia, ela odeia todo mundo, ela é uma mulher quebrada que acabou me quebrando também depois de brincar comigo!

–Bom, mas você teoricamente também brincou com ela. Por isso estão meio que em pé de igualdade. – as palavras do barman até que faziam sentido.

–Volte para a moça, mas desta vez não fique lambendo o chão que ela pise. Só deixe as coisas fluírem… — era isso. Eu iria fazer aquilo… Eu iria voltar e me comportar como o homem que era, e não o idiota apaixonado. Se Bella sentisse o mesmo por mim, as coisas iriam correr com o tempo.

Senti-me meio sonolento e caí na inconsciência. Meu ultimo pensamento foi em como Bella cheirava realmente bem, e em como eu queria sentir aquele cheiro a morangos e frutos silvestres em minha pele… Eh, minha mente bêbada já não estava pensando racionalmente… Seja como for, eu iria voltar.

Notas finais
O que acharam???
FANTASMAS SAIAM DO ESCURO PLEEES EU NÃO MORDO :D

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Para quem não percebeu o titulo do capitulo foi em homenagem à tia Shaina que é conhecida como Fatal... e está relacionado com a reação e atitude da Bella em relação aos bullys da Caroline :)
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Bom, me deixem saber o que acharam e que espectativas tem para o proximo capitulo :) Só plees não ignorem não estou a gostar nada de ter 300 fantasmas -_-
bjs :D