Notas iniciais
Oi povo É Eu sei que demorei :s Mil e uma desculpas mas estava com uns problemas pessoais, com a faculdade e infelizmente a inspiração nem sempre bate à porta XD
Mas voltei :D não me matem plees *--*

Capitulo dedicado a :
Mari B *--* Muito obrigada pela recomendação *--* eu realmente amei *---*

Espero que gostem do capitulo :D

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LEIAM AS NOTAS FINAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Pov. Isabella

Mas que merda. O que era suposto eu fazer? Eu a odiava… Não odiava? Claro que sim! Ela fez toda minha adolescência ser um inferno! Mas… Ah, mas que porra, ela é minha secretária… Isso… Eu tenho de ir ao hospital saber como ela está né? Sim, Tanya é minha secretária é meu dever saber se está tudo bem. Afinal ela ficou assim em horário de trabalho.

Estava uma enorme confusão dentro da empresa, a ambulância já havia saído fazia algum tempo, mas os funcionários ainda estavam chocados, e curiosos querendo perceber o que havia acontecido.

-Lauren! Chame alguém para limpar isto. –apontei para pequena poça de sangue que estava no chão. Ainda estava difícil de acreditar no que havia acontecido ali há poucos minutos… Tentei pensar racionalmente, mas as emoções estavam me impedindo de racionalizar. Mas que porra!

-QUERO TODO MUNDO DE VOLTA AO TRABALHO! – gritei aquilo tentando me fazer ouvir por cima da confusão. Em poucos segundos todos os funcionários silenciaram e voltaram aos seus postos de trabalho. É, eu gostava de ser uma empresária foda, que pode dar dois berros e o povo obedece. Não me julgem, mas depois de tantos anos sendo humilhada e submissa à vontade dos outros, era bem gostoso ser respeitada por uns e temida por outros.

Senti um pequeno baque e pequenos bracinhos enlaçarem minha cintura. Olhei para baixo e Caroline estava abraçada a mim, com lágrimas nos olhos. A peguei no colo a afastando dali evitando que ela olhasse para o chão ainda manchado de sangue.

-CAROLINE! CÉUS! – Edward caminhou a passos rápidos visivelmente nervoso, bagunçando seus cabelos em um gesto nervoso.

-Bella me desculpe… Ela aproveitou minha ida ao banheiro para fugir! – Edward ficava tão fofo com aquela carinha desesperada. FOCO Isabella! Mas que porra! Ele não era nada fofo…

Caroline se encolheu, pousando seu rostinho no vão de meu pescoço me transmitindo instantaneamente um sentimento de calma e paz, que logo afastou qualquer corrente negativa. A abracei de volta, e fechei os olhos me abstraindo de tudo o que estava acontecendo ao redor, me concentrando apenas na suave respiração de Caroline. Fiquei ali naquela posição por algum tempo, até que abri novamente os olhos, e me deparei com um Edward paralisado com cara de bobo me encarando.

-Não se preocupe. Está tudo bem. – logo milhares de pensamentos se apoderaram novamente de minha mente, me lembrando de que nada estava bem. Eu precisava de ir ao hospital ver Tanya. É, quem diria, um dia eu indo visitar minha pior inimiga ao hospital. Maldito Karma…

-Hmmmm… Edward. Se importa de levar Caroline para minha casa? Vou ter de passar pelo hospital… — Edward apenas assentiu ainda com uma expressão boba no rosto.

-E…Eu. Sim, sim. Eu levo. – Edward estendeu seus braços para Caroline que beijou minha bochecha e se aconchegou no peito de Edward. Agora era minha vez de ficar olhando como uma idiota para aquela cena. Ver Caroline no braços de Edward, era algo tão estranho, mas ao mesmo tempo parecia tão certo e estava me fazendo imaginar mil e um cenários diferentes comigo, Edward e Caroline.

-Eu.. Vou indo então. – saí rapidamente dali me despedindo de ambos, tentando forçar minha mente a se concentrar no problema no momento.

Tanya estava no hospital, e ainda nem estava sabendo porquê nem o que havia acontecido ao certo. Saí da empresa, e congelei vendo a barreira que meus seguranças haviam criado para deter os fotógrafos e jornalistas que estavam praticamente se matando por uma foto, e gritando perguntas em um ato desesperado de que eu fosse responder a alguma coisa. Coloquei meus óculos de sol Rayban pretos e entrei em minha ferrari.

-Bella, já estamos abrindo caminho para você conseguir sair. Tomei liberdade de enviar a senhorita Tanya para o hospital de Seattle junto com a seguradora da empresa. – apenas acenei positivamente. A empresa tinha um contrato com o hospital de Seattle e com nossa seguradora, para qualquer acidente de trabalho. Apesar de não ter sido acidente, Tanya estava na empresa quando passou mal e assim acabou sendo enviada para Seattle.

Melhor para mim, assim seria mais difícil para aqueles urubus de jornalistas acharem Tanya.

-Obrigada Seth. Vou agora para o hospital. – Seth acenou positivamente, e caminhou para seu carro pronto para me seguir. Assim que Seth ligou o motor do carro, avançou para a saída da empresa e logo o segui com meu carro, mas nem isso impediu vários flashes de serem disparados em minha direção.

Assim que me vi livre daquela confusão asselarei em direção ao hospital de Seattle.

Estacionei o carro no parque e logo entrei e procurei o balcão das informações.

-Boa tarde. Minha funcionária deu aqui entrada e quero saber onde a posso encontrar. — a enfermeira estava parecendo entediada e aquilo me irritou.

-Qual o seu grau de parentesco com a doente? – a enfermeira falou, sem nem olhar para mim, limando suas unhas.

-Nenhum. É minha secretária. – aquela mulherzinha nem havia sequer olhado para mim e aquilo estava me irritando profundamente.

-Lamento mas se não é familiar não posso. – a mulher suspirou irritada quando sua unha quebrou e aí minha paciência foi pelo ralo.

-Mas que merda! Você sabe com quem está falando? Eu pago um absurdo para a merda deste hospital e nem tem funcionários decentes aqui! – a mulher finalmente olhou para mim e empalideceu provavelmente me reconhecendo. A enfermeira abriu a boca e a fechou várias vezes, mas não soltou qualquer som.

-Vai ficar aí parada ou vai me dizer onde está minha funcionária? – eu estava com um humor de cão e agora ainda tinha de levar com um bando de incompetentes.

A mulher olhou para a tela do computador, e digitiou algo meio trémula. E aquilo apesar de tudo me fez sentir mal. Eu estava me tornando numa pessoa arrogante. Sempre jurei que nunca iria deixar o dinheiro mudar a pessoa humilde que sempre fui, mas aquilo já estava indo pelo ralo. O poder podia mesmo nos subir à cabeça.

-Quarto 302 piso 3 na Neurologia. – A enfermeira falou rapidamente, com uma postura completamente diferente da anterior.

-Obrigada. – ignorei a enfermeira, e me dirigi até aos elevadores. Mas que porra. O que Tanya tinha para estar na Neurologia? Coisa boa não seria com toda a certeza.

Eu estava nervosa e suando frio. Sempre havia odiado hospitais, aqueles corredores estreitos e aquele cheiro a desinfetante me traziam recordações nada agradáveis.

Cheguei perto da porta e me sentei em uma cadeira que ali estava. Não estava mais ninguém ali. Talvez a família de Tanya estivesse ali… Ou então um médico… Talvez fosse melhor eu voltar mais tarde. Sim, isso seria definitivamente melhor.

Mas que merda! Para de ser covarde. Me levantei e no mesmo momento a porta foi aberta e um médico com um jaleco super sexy saiu da sala. É… Eu sempre tive uma tara por homem de jaleco.

-Boa tarde. É familiar da senhorita Denali? – oh meu deus que voz era aquela? Sim, um médico definitivamente sexy e gostoso. E oh céus, olhos azuis?

-Não… Na verdade sou patroa. Prazer, Isabella Swan. – lhe estendi a mão que logo foi apertada suavemente.

-Damon Salvatore. Sou o médico responsável pelo caso da senhorita Denali. – ah céus, um sonho de consumo. Ta foco Bella…

-Ah… E como está a senhorita Denali? – o médico suspirou e passou a mão por seus cabelos os bagunçado um pouco. Oh céus, aquilo era tão ao estilo de Edward. Bom, como deve saber eu só posso passar essa informação aos familiares. Mas com até agora não apareceu nenhum familiar da senhorita Denali e como a mesma afirmou querer apenas falar com Isabella Swan... Penso que não terá problema… — o quê? Tanya queria falar comigo? O médico gostos me olhou com uma expressão estranha e prosseguiu, tirando uma folha preta de um enorme envelope castanho.

O doutor delicia ergueu a folha e apontou para uma mancha preto.

-Bom, está vendo esta mancha aqui? – o doutor apontou para uma mancha que parecia uma bola de ping pong.

-Sim…

-Isto é um tumor. Infelizmente já está em um estado bem avançado. Mas com quimioterapia talvez consigamos a redução. – eu estava chocada. Tanya com um tumor no cérebro?

-Mas… Não é possível operar? – eu não percebia nada de medicina. Mas operar me parecia uma boa opção.

-Infelizmente não. O tumor está em uma zona delicada. Eu não arriscaria operar. No momento a única hipótese da senhorita Denali é a quimioterapia. – sei que é errado, que estávamos falando de algo delicado e que eu deveria estar me sentindo mal por Tanya. Mas porra, o homem é o fdp de um gostoso… FOCO Bella. Tentei me focar no verdadeiro problema em questão a na gravidade da situação.

-Mas… Quais as probabilidades de Tanya se recuperar com a terapia? – ugh. É, eu no hospital querendo saber do estado de Tanya, era realmente meu Karma.

-Seriam promissoras se a senhorita Denali não se tivesse recusado a fazer o tratamento.

-O quê? — agora eu estava boiando. Como assim Tanya havia recusado o tratamento?

-A senhorita Denali se recusou a fazer o tratamento. – eu não sabia o que pensar. Como assim ela se havia recusado? E onde estava a família de Tanya? Despertei de meu transe, com o som do bip do doutor delicia apitou.

-Me desculpe senhorita Swan, tenho de ir ver de meus outros pacientes. Mas foi realmente um prazer.

-Pode me chamar de Bella apenas.

-Bella… Gostei. Condiz com você. – Damon piscou e passou novamente a mão por seus cabelos me lançando um sorriso sedutor.

-Espero ver você novamente. – Damon piscou para mim e se foi. Oh merda, que bunda era aquela? Ta parei…

Eu hoje não estava bem, parecia que havia fumado alguma coisa ou assim. Chega de pensar pervices e besteiras, o assunto é serio.

Entrei no quarto de Tanya, e me senti completamente sem chão com a cena. Tanya rodeada de máquinas e vários tubos espetados em seus braços. Nunca havia visto Tanya tão frágil e vulnerável.

Tanya se remexeu um pouco na cama e me olhou, fixando seus olhos incrivelmente azuis nos meus.

-Eu estava esperando você. – Tanya sorriu fracamente me deixando confusa. O que ela queria comigo? Me aproximei lentamente da cama. Tanya estava pálida, e com uma expressão frágil. A parte branca de seus olho estava vermelha, e aquilo era realmente perturbador.

Parei ao lado da cama sem saber o que dizer ao certo. Tanya me odiava, e eu a odiava. Porque ela queria falar comigo afinal? E o que era suposto eu falar? Ah merda. Se passou algum tempo e o silêncio constrangedor permanência, até que resolvi acabar logo com aquilo.

-Tanya, porque você não quer fazer a quimioterapia. – Tanya gargalhou sombriamente, e percebi uma lágrima correndo por seus olhos.

-Ah Dawyer. Finalmente os papeis estão invertidos né? Afinal você deveria estar feliz. Eu vou morrer e você irá se livrar de mim. –ok, aquilo foi completamente inesperado. Tentei controlar minha raiva, afinal Tanya estava doente e eu não estava a fim de ficar me sentindo culpada se ela passar mal.

-Ok. Se é isso que você pensa… Vou embora. Nem sei o que me passou pela cabeça para vir aqui mesmo. – me virei já saindo do quarto quando Tanya me deteve.

-Espera! Me desculpe… Eu não sou boa com este lance de ser simpática ta? Por favor fique. – e foi neste momento que eu descobri que Tanya Denali só podia ser bipolar. Eu estava confusa, e não sabia o que esperar.

-Ok Tanya eu fico. – novamente o silêncio desconfortável se instalou e Tanya suspirou cansada.

-Eu… Eu sei que você me odeia. – Tanya falou com a voz meio trémula.

-Sim, é um fato. – Tanya engoliu em seco mas prosseguiu.

-Olha Dawyer, eu sei que fiz muita merda no passado, e você tem toda a razão em me odiar mas eu queria explicar a você o motivo de tudo e… — ergui um dedo silenciando Tanya. E a fulminei com meu olhar.

-Primeiro não me chame Dawyer. Sou uma Swan ou Isabella como queira. Mas nunca mais me chame Dawyer! – Tanya assentiu.

-E segundo, não existe nada no mundo que justifique o que você fez!

-Eu… Olha eu sei que nada justifica o que fiz. Mas pode por favor me ouvir? — o que eu poderia fazer? Lhe negar aquilo? Ela estava doente e frágil…

-Eu… Olha resumindo meu pai me estrupava junto com meu tio desde meus 12 anos. Ele me espancava com o cinto me obrigava a fazer dietas para ter o corpo perfeito para ele… Ele chegou a deixar dinheiro no criado mudo, me fazendo sentir como uma prostituta, uma vadia…

Eu era tão humilhada e mal tratada… E na escola, era o oposto… Lá eu não era a caça mas sim a predadora… Eu me sentia poderosa… Eu… -Tanya estava chorando e soluçando muito. Senti meus olhos arderem com as lágrimas que estavam ameaçando cair. Meu coração estava completamente descompassado, e estava sentindo o ódio percorrer cada fibra de meu corpo.

-Mas que porra! Você quero o quê Tanya? Que eu tenha pena de você? Mas que porra! Eu não era seu pai! Eu não tinha culpa de nada o que acontecia em sua vida! Você tem uma pequena ideia das vezes que tentei me matar? Tem a mais pequena noção do que eu sofri, sem nunca ter feito nada errado?! – eu estava berrando com Tanya, que apenas se encolhia e chorava cada vez mais.

- Você tornou minha adolescência num inferno! Eu te odeio! Te odeio com todas as minhas forças! Olha só para mim Tanya! Olha para mim e me diz, que culpa eu tinha de sua vida ser um lixo? – Tanya não falava nada, apenas chorava cada vez mais e soluçava.

-QUE MERDA! PARE DE CHORAR PORRA! QUER O QUÊ? QUE EU TENHA PENA DE VOCÊ? QUE MERDA! – puxei meus cabelos completamente descontrolada. O que ela queria afinal? Sim, eu estava chocada com a história dela. Eu sentia muito por ela ter sofrido… Mas e eu? Vivi anos tentando perceber o que eu tinha de errado. Pensava que eu era a pessoa mais errada do mundo.

-Isabella… Por favor só … Por favor de acalme… — comecei a rir com aquilo. Ok onde estão as câmaras? Aquilo não podia ser verdade. Aquilo não era verdade só podia ser uma brincadeira idiota. Logo, iriam aparecer várias câmaras e um boiloa qualquer rindo de minha cara, afirmando que eu estava em algum programa estupido. Gargalhei com meus pensamentos. Eu estava perto de enlouquecer só podia, porque não podia apenas ter um pouco de paz?

-Isabella… — tentei me acalmar, respirando fundo várias vezes e relembrando a mim própria que Tanya estava doente.

-O que você quer Tanya? Acabe logo com esta palhaçada.

-Eu só quero que você me perdoe… — ok. Aquilo só podia ser uma brincadeira de muito mau gosto.

-Você quer que eu perdoe você? Você está doida né? Porque eu faria isso? Você destruiu minha vida! Eu te odeio! – por alguma razão eu estava me sentindo bem, em gritar aquelas palavras para Tanya. Já chegava de hipocrisias e sorrisinhos falsos, com planos de vingança idiotas.

-Eu sei… Mas… Diferente de mim você é forte. Como Gandi disse “O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte.”

-Não me vem com filosofias Tanya. Você pensa que eu sou o quê? Não sou nenhuma idiota! – eu estava em algum filme né? Só podia!

-Isabella… Por favor… Eu não quero morrer sabendo que você não me perdoou… Por favor. –Tanya estava chorando e aquilo infelizmente estava amolecendo meu coração.

-Você não vai morrer Tanya. Deixa de ser idiota.

-Eu vou sim. –Tanya fungou sorrindo suavemente.

-Não, não vai. E que ideia idiota é essa de não quere fazer quimioterapia? Você pode ser uma idiota insensível que me ferrou toda a adolescência. Mas eu pensava que você não era estupida. – Tanya gargalhou mas logo ficou com uma expressão sombria.

-É meu castigo sabe? Eu mereço isto. – Tanya fungou e uma lágrima correu novamente por seu rosto. – mas que merda. Porque eu não conseguia ser simplesmente insensível? Porque eu estava sentindo pena de Tanya?

-Eu… Ah porra. Você não merece ok? Foi uma vadia idiota comigo mas ninguém merece isso. – falei meio sem jeito, passando a mão por meus cabelos. Um brilho estranho surgiu nos olhos de Tanya e aquilo era bem desconfortável.

-Você… Você me perdoa? – Tanya falou meio grogue.

-Eu não disse isso. Eu vou pensar… E você vai fazer esse tratamento. É pura estupidez não o fazer.

-Você não entende. Eu não quero mais viver. Viver é muito doloroso. Não aguento mais isto. Sou um fracasso. – Tanya retomou a sessão de choro me deixando completamente desnorteada. O que era de se fazer? Ficar ali a consolando? Também já era pedir demais para um dia só.

-Tanya. Olha você está cansada… E sua família deve estar chegando. Falamos depois e…

-Você vai voltar? – Tanya falou agitada.

-Por favor volte… Eu não tenho amigos, não tenho família… — o quê? Ok quem vai me tirar deste filme?

-Você tem família Tanya. – Tanya gargalhou.

-Tenho pois. Um “pai” bêbado e falido, que me violentou toda minha vida, e uma “mãe” que me ama tanto que deixou meu “pai” ficar “brincando” com a filhinha desde que tivesse sempre um cartão de crédito sem limite. – Tanya falando assim estava me deixando chocada, com as emoções à flor da pele.

-Olha, eu preciso de ir ta? – eu só queria sair logo dali.

-Ok… Só por favor volte… — Tanya estava meio sonolenta. Devia estar cansada pela perda de sangue. Estava sentindo minha garganta seca, e sinceramente não estava acreditando nas palavras que estava prestes a sair de minha boca.

-Eu volto… -Saí do quarto ainda meio abalada quando me deparei com duas orbes azuis me encarando.

-Finalmente. Pensava que iria ficar ali o resto do dia, — mas que merda.

-Senhorita Denali… Desculpe. Já pode entrar. – Tiffany Denali… É depois da conversa com Tanya passei a odiar mais aquela mulher.

-Entrar? Porque eu faria isso? Eu estava esperando para falar com você. – eu devia estar com a maior cara de poker de sempre, já que a vadia da Denali começou a estalar os dedos.

-O que… O que a senhora quer?

-Olha só Dawyer eu vou ser bem direta. Quero dinheiro. – a mulher estava louca? Tenho cara de banco ou assim?

- E o que eu tenho a ver com isso? Se quer dinheiro se dirige a um banco ou vá trabalhar. – eu estava sem paciência para aquilo.

-Trabalhar? Hahahaha. Minha querida você vai me dar o dinheiro. Simples assim.

-E porque eu faria isso? – Tiffany sorriu sinicamente e aquele sorriso estava me deixando com medo, e isso raramente acontecia.

-Porque você quer ficar com a criança. Caroline né? – meu coração falhou uma batida e senti o desespero se apoderar de mim.

-O que você está querendo dizer?

-Bom, estou apenas preocupada com a menina. Já viu o que é, uma menina traumatizada junto com uma louca suicida? – meu sangue ferveu de raiva.

-O quê? Você está louca!

-Será que estou mesmo? Sabe, tenho provas e tudo. – Tiffany mexeu na sua bolsa me entregando uma folha. Analisei o papel e sento o pânico percorrer cada célula de meu corpo. Era uma fotocópia de uma página de meu diário… Merda… Se algum juiz ou assistente social visse aquilo, nunca iriam permitir que eu adotasse Caroline.

-Onde você conseguiu isto? – eu estava com as mãos trémulas.

-Bom, digamos que ao contrário de Tanya existem pessoas que sabem como fazer um bom negócio. Vendi algumas páginas a uma revista, mas quando olhei para estas… Hmmmmm, me pareceu que você pagaria um preço muito mais alto por isto. Me diz Swan, quanto vale para você a guarda da pirralha? – minha mente estava completamente confusa. Tiffany, havia sido aquela vadia que vendeu toda aquela matéria para a tal revista… Mas aquilo era o menos… Eu não posso perder Caroline. Não posso…

-Porque está fazendo isto? Caroline é feliz comigo… Quer o quê? A ver novamente em um orfanato? Ela não tem culpa de nada…

-Orfanato? Claro que não! Minha querida você ainda não percebeu? Realmente triste… Acho que deveria investigar melhor a vida da pirralha. Que tal começar por descobrir quem é o pai? – bufei com as palavras de Tiffany. Onde raios aquela louca estava querendo chegar? Tiffany sorriu maquiavelicamente e ergueu um dedo.

-Você tem duas opções. A primeira, você me paga e eu fico calada. – Tiffany ergueu outro dedo.

-Ou então você não me paga, e eu fico com a guarda da menina. Agora que Tanya saiu de casa, Tom está precisando de outra forma de se divertir. – o quê? Mas que merda! A mulher era louca!

-Você é doida? Porque um juiz daria a guarda de Caroline para você? Você não é nada para ela! – Tiffany gargalhou.

-Não sou? Ahm Isabella, tão ingénua. Aquela peste é minha sobrinha! Pensava que tina feito melhor seu trabalho de casa, já que Dereck tem estado bem stressado com o investigador que você lhe colocou em cima. – naquele momento meu cérebro pareceu encravar. Dereck Denali… Aquele monstro era pai de Caroline, irmão de Tom, tio ed Tanya… Naquele momento senti realmente pena de Tanya… Tanya e Caroline eram primas. Eu estava sonhando né? Eu estava em uma novela mexicana? Tanto drama já está até enjoando. Que porra! Porque nada pode simplesmente dar certo? Que merda! Eu não posso perder Caroline!

-Você tem uma semana para pensar no assunto. Irei entrar em contato para discutir meu preço. – Tiffany gargalhou e se afastou me deixando ali parada no meio do corredor completamente sem ação. Caroline… Não! Eu não podia perder minha filha! Não!

Saí rapidamente do hospital, com as lágrimas já correndo por meus olhos. Eu precisava de pensar. Precisava de espairecer… Entrei em minha ferrari e fiquei rodando pela cidade, tentando pensar em uma solução para aquilo.

Tanya, me pedindo perdão… Tiffany me exigindo dinheiro… Caroline e Tanya primas… Aquilo era demasiado para mim. Aquilo não estava certo… Quando olhei para o relógio percebi que já era quase meia noite. Meus olhos estavam completamente vermelhos e inchados por conta do choro.

Meu celular tocou e atendi o deixando em alta voz.

-Bella?

-Sim Seth? – tentei disfarçar ao máximo minha voz trémula.

-Acho melhor ir para casa. Está rodando pela cidade há mais de 3 horas, para além de já ter perigosamente excedido o limite de velocidade.

-Tudo bem Seth. –desliguei o celular, tentando controlar minha emoções. Minha cabeça estava uma bagunça. O que eu iria fazer agora? Eu não podia perder Caroline… Mas também não podia ceder assim às exigências daquela bruxa. Ela não iria ficar quieta nunca, e iria exigir sempre mais e mais. Entrei na garagem, e saí do carro sentindo as pernas bambas e uma puta dor de cabeça. É, nem estava parecendo eu, falando tanto palavrão em um dia só, tomei dois analgésicos de minha bolsa e os tomei assim mesmo sem água.

Subi as escadas me desfazendo já de meus saltos e de meu pequeno blazer, ficando apenas com minha blusa branca e saia preta.

-Isabella? – me assustei com a voz grossa de Edward.

-Edward? O que… O que está fazendo aqui? – Edward estava com seus olhos fixos nos meus, e logo sua expressão mudou percebendo o estado em que eu me encontrava.

-Caroline não estava conseguindo dormir… Fiquei aqui cuidando dela e também estava preocupado com você… — assim que Edward falou de Caroline senti minha garganta inchar e as lágrimas inundarem novamente meus olhos.

-Você está… Está bem? – Edward se aproximou meio relutante, e me desmanchei em lágrimas caindo de joelhos no chão. Levei as mãos aos olhos soluçando e chorando desesperadamente. Eu não podia perder Caroline. Não podia. Porque eu havia feito aquela besteira com o diário? Porque eu havia feito aquela merda? Aquilo só pode ser meu Karma, só pode ser isso. O mundo me odiava…

Não ei ao certo como, mas quando dei por mim, estava sentada no sofá com Edward tentando, me acalmar de algum jeito.

-Bella… Se acalme. O que aconteceu? – contei tudo o que havia acontecido no hospital para Edward sem nunca sessar o choro. Eu odiava me sentir sensível e vulnerável, mas era assim que eu estava me sentindo no momento.

-Não chore Bella… Vai ficar tudo bem. Promteo… Vamos dar um jeito nisso. – olhei para Edward meio chocada. Como assim “vamos” dar um jeito?

-Vamos? – funguei fixando meus olhos em suas orbes verdes. Edward passou a mão pelos cabelos em seu típico gesto nervoso me fazendo arfar ainda com o choro.

-Eu… Eu gosto muito de Caroline… E acho que você vai ser uma boa mãe Bella… – céus era só eu ou de repente a sala ficou mais quente? Senti meu coração se acelerar quando Edward tocou suavemente meu rosto limpando uma lágrima que insistia em cair.

Senti aquela tão conhecida corrente eléctrica percorrer todo meu corpo, e as borboletas em meu estômago estavam me deixando sufocada.

Me perdi naqueles incríveis olhos verdes que estavam cada vez mais próximos. Nossos narizes estavam quase se tocando e fechei meus olhos, querendo desfrutar daquelas sensações. Não demorou muito, até que eu senti finalmente os lábios de Edward se colarem aos meus.

Notas finais
LEIAM !
SERIO LEIAM MESMO!

Bom, então o que estão a achar da fic? Eu espero sinceramente que gostem :) Bom, e se não gostarem também não tem problema, não podemos agradar a todo mundo infelizmente.
O que acham? Bella deve ou não perdoar Tanya? :o

Fantasmas divos do meu heart apareçam e se apresentem *--* 380 fantasmas é abuso minha gente.

LEIAM!
LEIAM!
LEIAM!
LEIAM!
LEIAM!
LEIAM!
LEIAM!
LEIAM!
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Bom, eu posso recomendar uma fic super diva que eu amo??? *---*
E olhem só que ela já me inspirou algumas vezes para escrever VDN e DB :D Tem uma Bella super foda e fatal que de boba não tem nada *--* Amooo drama *--*
Para além de também ter romance e tals. Mas garanti de não tem nada cliché :D
Se gostam de algo fora do convencional leiam Fuckin Perfect.
E olhem só, vão amar conhecer a autora :D eu particularmente a amo *---* Amo mesmo jurooo *------* ♥

Mas por amor de deus não virem fantasmas por lá ta? :( Se ela deixar de postar por causa de fantasmas vou ficar tão deprimida a ponto de fazer greve :( #ta marta chega de drama#
Mas serio Não gostariam que uma fic que vcs gostam muito estivesse a ponto de ser excluída só porque alguns leitores não tem o mínimo de respeito nem consideração nem pelo autor nem pelos outros leitores né?
Passem por lá e confiram sim? :D

http://fanfiction.com.br/historia/360547/Fuckin_Perfect

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Eu também estou a escrever uma fic nova :D Se chama Vidas em Saldo e o tema é o tráfico humano e a prostituição :)
Quem estiver interessado pode passar por lá e deixar uma pequena critica? Gosto de saber se gostam ou não :)

http://fanfiction.com.br/historia/391200/Vidas_Em_Saldo

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P.S Não quero ser grossa, nem nada mas se for para virar fantasma por favor nem passe por lá. Estou realmente farta de parecer/ser resmungona e de prejudicar meus outros leitores por causa dessa praga :-/ Praga é adorável viu ? :D mas apareçam na mesma :( Passo dias e horas escrevendo um capitulo e não mereço nem um minutinho ? Demora mais de um minuto a escrever o que achou da fic??? Se cair sua mão quando estiver a digitar um review para mim eu prometooo levar vc ao hospital :D juro juradinho u,u

Ta chega de besteira xD
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Desculpem pela demora mesmo. Mas como já expliquei existe um mundo fora do mundo das fanfics, e eu não consegui mesmo voltar antes com o capitulo. Mas prometo tentar demorar menos tempo com o próximo :D Prometo :D
bjs