Notas iniciais
Por que o bem tem sempre que ganhar?

O silencio do mundo não me chateia mais e sim a noticia que recebi, hoje sedo.

Fui para o El dourado como todas as manhãs ver Fernandes, mas ele não estava lá no bosque, e quem estava no seu lugar era Doroteia que veio me dar um conselho.

- Bom dia Nicolas, sou amor não esta aqui, eu o atrasei um pouco. Vou direto ao assunto. Você não deve vir mais para cá. Os homens sabem do seu plano e a outra coisa que você deve saber. – eu já estava sentindo algo de ruim. – Você sabe que toda maldição pode ser quebrada por algo.

- Sim, eu sei, mas no caso da nossa foi dado uma vida e maldições com a morte são eternas. – eu falei estranhando aquele assunto.

- Não disse que você já poderia falar comigo. Voltando ao assunto, ela deu uma alma para começar a maldição uma alma por vitima, ela sempre repetia isso pra mim, sendo que a primeira alma foi a dela. – isso muda todo nosso ponto de vista da maldição.

- Como você pode esconder isso de todos? – eu gritei com ela

- Por que eu esperei o tempo certo para falar. Nós sabíamos de sua chegada e sabemos o que acontecerá se você falhar. A maldição desde o principio esta fadada a ser destruída. Com uma alma a maldição morre a cada instante, pois almas sempre são libertadas. – estou tão revoltando com Doroteia como ela pode esconder isto de todos.

- Então o que deve ser feito para a maldição ser eterna?

- Uma vida. – ela disse com muita calma

- Não é fácil pegar uma vida, afinal são vidas e a única coisa que tenta pegar falha, que é a morte. – eu disse

- A morte não falha, e sim erra propositalmente. Crie um cristal que emana luz assim conseguirá pegar a vida. Mas não pode ser qualquer vida tem que ser a vida eterna de alguém.

- Não ha louco que dará sua vida eterna por uma simples causa. Nós gárgulas somos egoístas.

- Faça isso. E não venha mais para cá, nossa existência esta em risco.

Doroteia foi embora, com seu casaco de lã nas costas. Estranhamente fazia frio aqui hoje e tudo ficava mais estranho aqui a cada dia. Fernandes apareceu ao fundo com um belo sorriso em seu rosto, correu até meus braços e me beijou intensamente, como eu gosto dele eu não por que só sei que gosto.

- Para onde você quer ir hoje? – ele disse com aquela voz suave que fazia meu corpo arrepiar.

Não quero dizer isto, mas vou fazer, afinal é para o bem dele.

- Hoje eu vou eu vim lhe dizer, que não posso ficar mais aqui. É perigoso pra mim e para você, vamos esperar tudo se resolver ai ficaremos juntos eternamente junto. – eu vou sentir tanta falta dele.

- Doroteia havia conversado comigo sobre isto, e eu iria te pedir a mesma coisa. Mas vamos aproveitar nosso ultimo dia juntos?- ele pegou no meu queixo.

- Sim vamos passar um tempo no bosque e depois irei embora.

Nós dois fomos para uma pequena casa que havia dentro do bosque, abandonada, ele me beijava me acariciava. Seu toque me agradava e me fazia feliz.

Suas mãos desciam pelo meu corpo ele apertava minha bunda como se quisesse colocar algo lá. E eu desejava que ele fizesse aquilo.

Até que ele me deitou na cama velha e com muito cuidado começou a colocar bem devagar aquele negocio dentro de mim. Eu gemia alto de tanto prazer, que logo foi interrompido por batidas em vários cantos da casa.

- O que é isso?- eu perguntei assustado

- Não sei, mas não parece ser bom. – nos vestimos e saímos para ver o que era.

Eram varias pessoas enfurecidas que pegaram Fernandes e o levaram a força, eu tentei ajudar ele, mas meus poderes não funcionavam muito bem, por conta de algumas feiticeiras humanas.

Eu só conseguia ouvir a voz de Fernandes que dizia para ir ao portar e fechar logo. E foi o que eu fiz ouvindo os gritos de Fernandes e com lágrimas no rosto atravessei o portal e fui para casa.

Fechei o portal e me sentei em um canto e chorei, por que eu sabia o que aconteceria. Sua alma...

- Filho o que houve? Aconteceu algo? – minha mãe perguntou assustada em me ver chorando.

- Os humanos pegaram Fernandes – as lagrimas escorriam pelo meu rosto e o soluço não me deixava falar. – E vão lança-lo ao inferno. – não posso fazer isso, mas farei mesmo assim. – Eu vou parar com a guerra das gárgulas contra os homens.

- Não pode fazer isso. – minha mãe gritou comigo

- Posso e vou fazer. Não tenho, mas o por que continuar e preciso de um sacrifício de uma gárgu...- minha mãe me deu um tapa na cara tão forte que pode deixar quebrar alguns dentes, que logo renasceram.

- Você esta se entregando a um amor tolo, Dorotéia havia dito que isto aconteceria. O amor não é bom, o amor cria no começo – os olhos de minha mãe se encheram de lagrimas – mas depois ele machuca...

- Eu tenho que parar isto, afinal tudo acaba um dia.

- Cale a boca – minha mãe nunca havia gritado assim comigo. – e faça o cristal eu arranjarei um suicida esta bem. E quanto ao Fernandes eu cuido disto.

Minha mãe saiu da sala com muita raiva. Quem ela achará? E como?

A porta bateu e ela foi para a cidade. Não vou me preocupar com isto vou fazer o cristal logo, afinal é um pouco difícil fazer isto.

O circulo do ritual já estava feito, o fogo envolta dele ardia intensamente. Eu sentei no meio do circulo. Tal ritual era difícil de ser feito o final era sempre trágico e doloroso.

A concentração, o poder, os sentimentos... Tudo estava explodindo na minha cabeça. As chamas do circulo subiam até o teto da caverna o calor aumentava eu fechei os olhos e por alguns segundos eu não existia e tudo que me aborrecia sumiu. Mas eu voltei, e raios saiam do da borda do cristal até poucos centímetros da minha cabeça, o fogo não deixava ver o lado de fora, mas podia sentir a terra se mover. A poeira subia ,até o ponto onde os raios se encontravam, ela girava em espiral como se fosse uma galáxia, em velocidades cada vez mais rápida. Eu ficava tonto minha cabeça balançava. Agora eu preciso de todo o meu poder.

E o cristal como uma estrela em formação girou e se condensou no centro até que começou a brilhar e lançar luz e se condensou e se tornou um cristal e despencou em minha cabeça e o fogo caiu, os raios pararam e os meus olhos se fecharam. Mesmo sonolento ainda consegui ouvir algumas vozes.

“ Tudo foi como planejei... desculpa meu filho, mas é preciso.”

Uma dor de cabeça insuportável e sem entender nada. Até que...

- Não ela não fez isso... – eu sussurrei olhando o cristal que brilhava e vendo o corpo gelado de minha mãe.

Ela se foi para sempre, um sacrifício.

-Errado, dois sacrifícios. – disse uma voz conhecida. Eu olhei para a direção da escada onde ela estava. – Ela fez o que você não seria capaz de fazer.

Dorotéia sempre me surpreendendo.

- Como você veio, não acabou...

- Minha sentença acabou no momento que ela se sacrificou. Por que duas almas foram dadas a maldição. Então ninguém morre, somos eternos neste mundo e prontos para dominar outros.

- E quanto ao sol? – eu perguntei

- Ele nos matará ainda, mas quem morrer queimado dará sua alma a maldição e não ressuscitara novamente. – disse Dorotéia fria como antes. El dorado aquece nossos corações essa é a verdade.

- Isso não diminuirá nosso exercito?

- Claro que não, se mantermos a descrição.

Dorotéia estava saindo do porão, mas antes eu puxei seu braço e lhe perguntei:

- O que faço com o corpo?

- Queime-o.

É queimar, não seria uma péssima ideia, mas por que não posso fazer outra coisa com o corpo, para a revolução.

Depois de ter terminado o trabalho eu subi as escadas do porão, mas antes de chegar ao ultimo degrau eu senti uma saudade do que eu não tive, do que não vivi. Eu só queria ela de volta, olhei para trás e vi o que estava feito e continuei a subir, então fechei a porta com chave e encantei ela também para que apenas eu pudesse atravessar a porta.

Eu sai correndo para a floresta queria pensar. Minhas pernas doíam, então levantei vôo a tempos que não fazia isto, me senti tão solto, leve e livre. Até que um disparo acertou minha asa, então lembrei que ainda era um demônio aos olhos dos outros. Desci e me escondi na pequena floresta e vi uma flor tão bela. Ela desabrochou diante dos meus olhos, eu não acreditei, apenas uma coisa poderia fazer isso magia...

- Ola para você também

Eu me virei para trás, para ver quem era e quando vi meus olhos não acreditaram.

- Fernandes... — eu fui ao seu encontro e o abracei foi mágico, me senti tão feliz. – mas como? Você tinha sido capturado.

- Eu fui capturado, mas antes de ser julgado e condenado ao tormento eterno, sua mãe se sacrificou, e simplesmente apareci aqui como se fosse mágica.- Sua voz era tão doce, ele parecia ser feito para me seduzir, seu cheiro, seu toque e agora sei que ele esta eternamente do meu lado.

- Ela se sacrificou... Mas eu estou bem, eu achei que tinha perdido você.

- Você ainda guarda a rosa que lhe dei anos atrás?

- Sim- eu tirei uma rosa enfeitiçada ,para que não envelhecesse, de dentro do meu bolso e dei para Fernandes.

Ele a pegou e a cheirou e a magia que estava nela se quebrou.

- O que você fez? O encanto... Ela se tornará pó.

- Eu sei, foi por isso que eu te dei a rosa. Para você ver uma coisa mágica. – a rosa então começou a apodrecer, do vermelho ao marrom até que suas pétalas se tornaram pó, depois o caule também. – Ver que nem tudo deve ser eterno, eu nunca quis isto, a eternidade. Com ela eu tive muitos problemas, perdi amigos e ganhei inimigos. Eu quero acabar com a maldição.

- Você ficou louco? A maldição se acabar nós morreremos e tudo acabará. Perdemos da igreja uma vez e agora temos uma batalha maior para vencer, se nos entregarmos seremos condenados.

- Não se dominarmos o outro lado, vamos entrar lá como gárgulas e condenar a todos e depois por um fim a maldição. – Nicolas sabia o que dizia, parecia que havia estudou tudo aquilo.

- Você é louco me deixe em paz. Quando pensei que ficaríamos juntos e felizes, você vem e fala isso, quer que eu me revolte contra tudo e todos. Dorotéia disse que o amor sega os outros por isso não vai resolver comigo.

Fernandes colocou a mão nos meus olhos e disse palavras mágicas, mas antes de terminar o encantamento eu o empurrei para perto de uma arvore.

- Me desculpa, mas suas ideias tem que ser paradas, pelo menos por enquanto. – lagrimas em meus olhos, mas eu tinha que fazer isso.

- Só se lembre que existe outras vidas e que todos deveriam ser livres.

- Adeus Fernandes. – eu tenho que fazer isso, e conclui minha frase falando palavras mágicas – “Obrigescunt”

E o corpo dele começou a se petrificar, ele se assustou e eu apenas abaixei a cabeça e comecei a chorar, mas antes que todo o corpo dele estivesse petrificado ele disse.

- Eu ainda vou te amar, mas nunca te perdoarei por esta traição.

O que eu fiz, mais lagrimas a cair. Ainda de cabeça baixa senti uma mão no meu ombro e uma voz doce dizendo.

- Você fez a coisa certa. – era Dorotéia.

Ela sempre estava nos lugares mais estranhos.

- Eu disse para ignorar o amor, você não me ouviu agora pagara com a dor. – ela ainda podia ser má o suficiente.

Der repente, eu senti um vazio e uma vontade imensa de chorar, mas eu sou forte e logo no vazio, criei um sentimento de ódio e destruição.

- Os humanos pagarão pelo que fizeram conosco. – eu disse revoltado.

Doroteia saiu do meio da floresta e eu corri, até chegar a um lago e me certifiquei se Dorotéia estava por perto. No lago comecei a chamar um espírito sem nome. O tempo fechou e névoas surgiram, o lugar ficou amedrontador. E no lago uma luz azul, sem um formato definido, surgiu. Mas o formato acabou se modificando, cada vez mais até que tomasse forma humano, mais ainda com o brilho azul. Um rosto apareceu, era Bóreas, uma antiga bruxa da Grécia, mas eu não havia convocado ela afinal ela nunca aparecia para ninguém.

- O que você quer comigo? – disse a bruxa, ainda com uma luz azul saindo de seu corpo e com o cabelo flutuando.

- Não quero nada com você eu chamei outro espírito, a mãe de Dorotéia. – eu disse assustado, pois a maior bruxa da historia da humanidade estava na minha frente.

- Eu sou a mãe de Dorotéia, e aposto que quer saber da maldição. — eu dei um sinal com a cabeça afirmando. – Pois bem, não vou lhe dizer nada, mas vou lhe dizer tudo, o que você tem que saber é que a maldição esta aumentando e enfraquecendo, sábio aquele que se congelou, mas não foi ouvido. O mal pode acabar sem sofrer, mas o que foi feito esta feito, seu futuro esta se condenando, talvez você ainda possa mudar seu destino.

- Mudar meu destino? E como esta ele agora.

- Você é um aprendiz ainda, mas escolheu a pior bruxa para lhe ensinar tudo, Dorotéia sempre foi uma imprestável, que não serve para nada. Eu posso lhe ajudar.

- Um acordo com você é isso que esta sugerindo? Eu ganho seu conhecimento, mas e o que eu terei que dar a você?- estou confuso, mas vai ser melhor eu aceitar.

- Tudo há seu tempo. – ela diz pouco e muito em poucas palavras.

- Eu aceito, mesmo não confiando tanto. – eu disse mentindo, por que eu confiava muito nela. – venha comigo para a cidade, é só se transmutar.

Os cabelos pararam de voar e ficaram castanhos claros, iguais aos olhos dela, um nariz quase que perfeito, e lábios rosados e carnudos. Fomos para a cidade caminhando e ela me ensinando tudo sobre a verdadeira magia.

- Você é inteligente, não entendo por que esta com a maldição. – Bóreas disse

- Eu nasci com a maldição, e Dorotéia me criou desde que meus pais foram presos e mortos.

- Você foi criado por ela, deve ter sido uma tortura. – ela disse rindo

- E como foi – eu ri também – ela disse para eu esquecer o amor, como se fosse uma fraqueza.

- Mas o amor pode ser uma fraqueza ou uma vantagem, mas só você pode saber o que será.

- Seus conselhos são bons, mas eu estou confuso. O amor me enlouqueceu, sumiu, voltou e me disse ideias loucas.

Nós paramos e Bóreas falou uma coisa, olhou diretamente para os meus olhos.

- Todas as ideias são consideradas loucas até serem colocadas em pratica, você por acaso colocou alguma delas em pratica?

- Não eu... – Bóreas me interrompeu.

- Então pense e não aja, pensar não dói e não machuca, e sim ajuda a sempre melhorar. Lembre-se o futuro não é mistério para nós e a todo o momento ele pode mudar, ele é tão frágil que muda só de olhar.

- Então me deixe olhar.

- Eu não vou te deixar olhar e sim vou te ensinar a olhar.

O futuro será mostrado para mim, mas mesmo não podendo ver sinto que não é muito bom.

- Bóreas — ela me olhou e novamente paramos de caminhar – você acha que temos chance de voltarmos a ser humanos novamente?

- Sempre há uma chance, mas ela esta se desfazendo a cada instante, eu disse a você que não lhe mostraria o futuro, mas eu vou falar como ele esta, já lhe aviso que não é muito bom.

- Esta bem pode contar – eu disse arrepiado.

- Guerra virá duas vezes, destruirá e enlouquecerá, tudo esta perdido com o cogumelo de fogo, a fome matará e frio morrerá.- ela fez uma pausa – você não entende agora, mas o futuro lhe mostrará tudo.

Suas palavras não tinham nenhum significado para mim, o futuro não significa nada ele apenas é, e já, foi e será. È tudo uma grande confusão.

Depois de pensamentos rotineiros andamos até a minha casa no meio da floresta, Dorotéia não estava mais lá, deve ter saído para algum canto do país, ela deve por o plano em pratica logo.

O jornal estava perto da lareira, eu o peguei para ler.

- O que é isso? – disse Bóreas.

- È um jornal, onde colocam todas as noticias da cidade e do mundo.

- A sim claro, que ideia brilhante, assim ficamos onicientes.

- Não exagere Bóreas , o governo esconde algumas coisas de nós, e os jornais não são muito confiáveis, sempre podem ser “comprados”. – eu disse

- Por que o povo não reclama? Afinal é direito deles, não ?

- O povo é um pouco leigo, e isso nunca acontecerá, eles querem ler o que deixam felizes.

Bóreas olhava nosso mundo estranho e confortável, o mundo mudou muito depois da inquisição, novas tecnologias e muito trabalho para todos, cidades populosas, cheias de ratos, doenças, mortes, felicidade, amigos e vizinhos. Tudo ao extremo, mas ainda sim a cidade era um ótimo lugar para se morar.

- Mas, Nicolas, me diga o que diz este jornal ?

- Bom tem uma coisa diferente aqui, parece que a perseguição de gárgulas, na França voltou e isto esta se espalhando para toda a Europa, os tempos dos caçadores voltaram... – eu estava assustado, se isto virasse “moda” quanto tempo levaria para atravessar o oceano. – Mas tem duas coisas diferentes.

- O que seria?

- A igreja, não esta ajudando na morte das gárgulas, mas também não atrapalha e é o povo que esta fazendo isto. Como os corpos de gárgulas desaparecem não temos o numero de vitimas.

- Podemos ter sim – Bóreas me surpreendeu mais uma vez – quando uma gárgula morre a maldição fica mias forte e mais difícil de ser quebrada, eu comecei com a maldição oferecendo minha alma junto aos quatro elementos um sacrifico poderoso mas não eterno, para deixar a maldição eterna seria necessário uma alma a cada cem anos, mas se eu desse dez almas de uma só vez, teríamos milhares de anos de maldição.

- Ta isto nós sabemos, mas como podemos, saber quantas almas já foram “doadas”.

- Simples – ela disse sorrindo – basta ter uma pedra preta, que nada mais é que uma pedra vulcânica encantada, que por acaso eu tenho.

Ela tirou uma pedra preta do meio de seus seios e colocou encima da mesa de madeira, envolta da pedra, a exatos 5 centímetros dela um circulo se formou, como se alguém marcasse a mesa com uma faca, depois do circulo uma estrela de cinco pontas um pentagrama.

- Você sente a energia, Nicolas? – Bóreas estava concentrada e enfeitiçada, seus olhos viravam e a pedra soltava uma fumaça preta.

- Sim eu sinto – eu estava sentindo mesmo uma energia diferente como uma onda, que passava pelo meu corpo e tentava leva-lo.

A fumaça encima da pedra parecia ganhar forma, números romanos, que continuavam a aumentar. Os números foram MMMMMCCCLXIX (5369).

- Numero esta aumentando, quem deve ter feito isso não quer matar as gárgulas e sim fortalecer a maldição. Por isso esconde de todos, são sociedades secretas, famílias... — Bóreas parecia preocupada – Se continuar assim ela nunca poderá ser quebrada.

- Eu ainda não entendo problema desta maldição, porque tanto medo dela? – eu perguntei

- Eu a fiz com ódio e com este sentimento tudo da errado, temos que mudar o futuro antes que seja tarde demais.

- Você só sabe falar do futuro, e que ele é amedrontador, mas não sabe falar o que vai acontecer com ele. Me diga logo. – eu gritei com ela e não pode controlar meus poderes e fiz com quem trovões explodissem no céu, e a casa tremesse.

- Não tenho medo de você, mas já que insiste tanto eu lhe conto. Um rei aparecerá no futuro e será um que destruirá tudo que conhecemos, ele vai deixar tudo diferente, o céu será cinza, o dia se tornará noite, os humanos fugiram para o sono eterno, mas caíram no outro mundo, os mundos serão conquistados e tudo será perdido, as gárgulas caíram em desgraça quando for traídos por um mortal disfarçado.

- Nosso futuro não parece tão ruim assim. – eu disse sorrindo

- Você não viu nada ainda.Tudo que você conhece morrerá, o frio congelará os corações dos imortais.

Como ela pode falar isso se ela que criou tal maldição.

- Se você não gosta da maldição por que não a destro-e de uma vez por todas?

- Não é tão fácil, ela já começou e já tem muitas almas o único jeito é encontrar o iniciado.

- Existe um iniciado? – eu fiquei surpreso, o iniciado sempre pensei que fosse uma lenda, Dorotéia disse que foi vários homens encantados.

- Sim, mas ele deve estar escondido, se matarmos ele tudo acaba.

- Como a igreja nunca soube disto ?

- Nicolas, a igreja sempre soube, mas nunca encontrou o verdadeiro iniciado, por que eles nunca o viram. Mas o vi ele é tão belo quanto a lua — ela suspirava quando falava do iniciado — ele tem um pentagrama no meio de seu peito e todas as noites de lua cheia tal pentagrama ganha um brilho azul.

- Então você não escolheu aleatoriamente para lançar a maldição, escolheu logo uma pessoa, o seu amado.

- É eu o amei tanto, mas ele se ofereceu para a maldição, eu não queria deixa-lo mas ele insistiu – lagrimas caíram dos olhos dela , uma bruxa não chora. – se eu não tivesse feito isto ele estaria morto por ter uma religião pagã.

- Eu entendo, mas o mundo mudou e ele pode ser o lider das gárgulas a final ele é o iniciado, traga- o até nós.

- Nunca, ele não quer ser encontrado.

- Você vai trazer ele sim – eu disse sorrindo tomando uma taça de vinho.

E com um ultimo gole, pulei encima de Bóreas ela tentou lutar, mas eu a prendi com correntes encantadas que saíram do chão e a prenderam fiz o pentagrama branco que prende os poderes.

- Me solte daqui.

- Talvez, um dia. – eu deitei encima dela e coloquei a mão no seis dela e tirei a pedra preta.

- O que você fará?

- Vou procurar alguém...

- AHH... – ela gritou muito alto, mas antes que pudesse gritar mais, eu havia amordaçado ela,

- Olha pra mim – ela fechou os olhos como o esperado, — “ o que foi seu, será meu e nunca voltará, venha logo a seu dono e faça minha vontade aqui e em todo lugar.”

E assim uma nuvem azul bebe,densa, e com raios saiu do coração dela e me envolveu por inteiro, me deu todos os poderes daquela coitada, que envelheceu e ficou frágil, a morte chegava perto dela.

- Não vou matar você, vou te aprisionar. – assim o seu corpo sumiu e as correntes se foram, mas ela logo apareceu no mundo dos espelhos.

- Me tira daqui. – Bóreas pediu.

- Não você será meu jornal particular.

- Você condenou a todos nós.

- Eu não condenei ninguém, afinal não foi eu que olhei para o futuro...

Fui para a caverna, no chão criei um pentagrama, que brilhou, mas antes de tudo criei um espelho onde Bóreas pareceu e começou a ver.

- O que esta fazendo? – ela pergunto.

- Estou procurando seu namorado.

O silencio ficou na caverna o pentagrama começou a brilhar.

- Venha até mim, seja o meu obedeça seu mestre o pentagrama traçado no peito dói e você caiu em meu mundo.- com estas palavras um corpo começou a se materializar no pentagrama era o iniciado, ele tinha o pentagrama no seu peito, ele se levantou e viu Bóreas no espelho, correu para a direção de tal, mas uma parece invisível o parou.

- O pentagrama é sua prisão, devia ter falado antes – eu dei uma risada. – olha vocês se conhecem então, devia saber disto, os dois pombinhos estão novamente unidos com o amor verdadeiro.

- Seu louco o que fará conosco? – Bóreas perguntou

- Com você Bóreas, já disse será o meu jornal, agora com esse eu acho guarda-lo para ser meu apenas meu.

- O que você quer com ele, me diga- Bóreas gritava, e batia no espelho.

- Não sei uma noite de sexo e depois... Vamos deixar isto com um pouco de mistério o que acha? – eu ri novamente, e sai da caverna levando meu prisioneiro até meu aposento. Mas antes de sair da caverna pergunto a Bóreas — quer ver o seu amor sendo meu?

No quarto com o desconhecido, ele parecia saber como fazer, me deixou todo molhado e depois me fez enlouquecer em seus braços, eu gemia tão alto que de qualquer parte da casa se podia ouvir.

A noite começou e eu ainda gemendo em seus braços, era tão gostoso, o sol nasceu e trazamos pela ultima vez, onde foi mais gostoso. Seria melhor se eu não gostasse de Fernandes. Ele ainda estava no meu coração será que foi certo eu ter trancado dentro dele mesmo?

Eu fui me lavar afinal não podia ficar “molhado” o dia todo. Me deitei na banheira quente e mergulhei minha cabeça por completo na água, fechei os olhos e ao abrir, não estava em casa, mas em outro lugar, onde o sol não me queimava, mas eu não me sentia bem-vindo ali. Era o corpo de Fernandes sua prisão eterna. Eu avistei um homem sentado no chão próximo a rosas podres vendo o por do sol.

- Olá – eu disse, com uma voz triste.

- O que você quer aqui? Não é bem vindo aqui – disse com uma voz firme, que feriu meu coração.

- Eu vim te desculpar, me perdoa, não deveria ter feito isto. Eu estou preparando tudo para você do outro lado, encontrei o iniciado.

- Saia daqui, eu não te perdoou, e sim condeno, vai embora e faça o que quiser com o iniciado. – eu sentei ao lado dele – eu disse para ir embora.

A terra se levantou me lançou a4 metros de distancia, aquele era o mundo dentro dele onde quem mandava em tal, era ele mesmo.

- Eu voltarei.

Eu abri os olhos e estava submerso na banheira, pensando nas coisas que fiz e que farei no futuro e com um sussurro eu disse.

- Eles vão me amar, ou vão me temer a escolha é deles.

Notas finais
Obrigado por ler e não esqueçam de comentar o que acaram.