A Vila
1 Capítulo 1 - Sonho
Notas iniciais
Para onde vamos depois de tudo? E a pergunta que tomos tentamos responder. Eu estava indo em direção a um castelo em ruínas estava a minha frente. Eu me encolhi no meu roupão de banho rosa, que iam ate os meus joelhos, que não fazia muito efeito contra o frio, muito menos as pantufas. Meus cabelos levemente ondulados caiam sobre as minhas costas molhados. Eu estava andando, andando e só conseguia ver perfeitamente uma torre, com duas enormes janelas de pedras combinavam com o expeço mato que lhe servia como um manto de proteção.
Meus pés me levaram rapidamente para dentro das Ruínas descobrindo pequenos coelhos que estavam tentando se esconderem em pequenos buracos pelo chão, os pequeninos olhos me fitavam de cima para baixo, tentando decidir se chegavam perto ou permaneciam em suas confortáveis tocas. Meus olhos voaram pelo lugar destruído, talvez uma sala de entrada, havia alguns pedaços de móveis jogados pelos cantos, corri os olhos para a parede de pedra, uma pintura. Eu queria toca lá eu necessitava tocá-la, eu precisava sentir a textura da tinta em meus dedos. Eu precisava, eu apenas precisava. Eu sentia o suar correr por entre minha espinha, meus pulmões necessitando de ar, atravessei um pé na frente do outro, ate chegar a minha fonte de necessidade.
Era a pintura de um rapaz, seu cabelo acobreado caia como cascatas, próximo aos olhos profundos. Azuis contra Chocolates. Chocolate contra Azuis. Suas vestes eram incrivelmente detalhadas com pinceladas fininhas, uma blusas brancas contra um blasé azul marinho escondiam o corpo escultural do jovem. Tudo tão perfeito tudo tão maravilhoso. Sem pode conter um impulso minhas mãos traçavam a pintura, indo em direção ao rosto, à textura, perfeita, expeça quase saltando da tela como se fosse real. Fechei meus olhos, tentando conter a emoção. Uma obra fantástica como aquela, no meio do nada.
Eu podia sentir uma mão gelada contra a minha. Só podia ser imaginação, mas eu sentia algo em baixo de mim, talvez um corpo humano, uma mão deslizando pelo meu braço me causando um arrepiou pela espinha. Eu abri os olhos. Chocolates contra Azuis. Eu podia ver meus olhos nos seus, pousei minha mão em sua bochecha, e a sua mão subiu lentamente a minha, envolvendo-a com a caricia. Seus lábios avermelhados pronunciaram o que eu nunca esperaria ouvir.
– Minha
Seus olhos ainda continuavam preso aos meus, sua mão a minha, eu podia sentir seu coração palpitar como a Sonata de Mozart, estamos ali nos dois, apenas nos os fechei por apenas alguns segundos, quando voltei abri-los eu olhava a escuridão, o barulho do meu despertador tocou alarmando que mais um dia de luta começava e tinha sido apenas um sonho. Apenas mais um sonho.
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Os passos de Isabella diminuíram ao chegar ao fim da escada. Não havia ninguém para notar aquela pausa ou o movimento automático de introduzir a chave na porta do apartamento número 27, do edifício Brasil. Na verdade, raramente havia alguém nos corredores discretamente iluminados da antiga prédio.
A porta fechou-se silenciosamente, apoiada em batentes estofados, encerrando-a na solidão. Algum dia, ela entraria em casa e aquela horrível solidão se transformaria na paz de um lar, esperando-a para dar as boas-vindas à sua dona, mas esse tempo ainda estava para chegar. Aos seus exatos 20 anos, Isabella ainda se sentia uma menina, talvez fosse a franja reta que já lhe cobria os olhos que lhe dava um toque angelical, ou simplesmente as poucas sardas que lhe cobriam o nariz, causadas pelo forte sol que cobria esse últimos dias a cidade de São Paulo. Os olhos chocolates combinavam, com a cor da pele, e a boca pequena rosada deixava ainda mais com cara de menina. Fitou o apartamento com desgosto.
O pequeno quarto era aconchegante, uma sofá-cama azul ficava próximo a janela, havia também uma mesa velha encostada na parede, com um vaso com algumas frésias que estavam quase mortas, um cavalete próximo a porta e algumas pinceis sujos jogados de lado, a cozinha se encontrava uma bagunça a pia entupida de louça, os armários vazios. Suspirou, precisava dar uma geral urgente no apartamento. Mal tinha tempo para respirar quanto mais para arrumar o apartamento.
Jogou a bolsa de couro sobre o sofá, atirou a blusa em qualquer canto e correu pra achar o uniforme da galeria de Artes e Pinturas de São Paulo. Era um emprego notável, ganhava o suficiente para começar a se sustentar, alem de que podia ver os melhores pintores em ação e podia tentar copiar algumas técnicas nos finais de semana. Escovou os dentes e prendeu os cabelos em um rabo de cavalo, se olhou rapidamente no espelho, algumas olheiras já começavam a aparecer. Sorri consigo mesma, era apenas um efeito da movimentada vida que levava trabalhar de manhã e de noite estava acabando com seu psicológico e um pouco com a sua saúde, mas valeria apena no final. Poderia investir em mais um curso de historia ou ate mesmo fazer aquele curso que estava babando a messes sobre desenho.
Correu ate a geladeira pegou uma garrafa de água e jogou dentro da bolsa, trancou a porta de casa e saiu para a movimentada noite de selva de pedra como era conhecida a grande São Paulo.
A galeria não ficava longe, apenas algumas quadras a frente da onde morava, podia colocar os pensamentos em seus lugares e aproveitar e exercitar um pouco o corpo. Mesmo sem necessidade disso, os alguns ossos mais do corpo apareciam a mais do que deveria. Deveria começar a cuida da saudade em algum momento. Em algum qualquer momento..os pensamentos foram longe a alguns anos atrás quando Deus lhe tiro os pais em um acidente de carro. Quando na mesma semana estava na rua largada sem ninguém, mais por algum milagre consegui se reestruturar.
Parou em frente à galeria, o prédio revestido por vidro estava banhado por luzes azuis. Pessoas entravam em saiam com as roupas mais elegantes possíveis. Pegou o caminho para o lado do prédio uma porta reservada para funcionários, respirou e entrar com o pé direito no prédio
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