A Vida na Audácia

21 Um só Coração


Notas iniciais
Gente, me desculpem mesmo. Nossa...tô até com vergonha de vocês, sério mesmo. Quase dois meses sem atualizar, tadinhos de vocês! Mas é que foi tão corrido pra mim, juro, eu quase não tive tempo de ficar na internet, quanto mais de postar ou responder os comentários de vocês. Não é falta de respeito, juro, é falta de tempo mesmo. Muito obrigada a todos vocês que esperaram por este capítulo. Prometo responder todos os comentários amanhã. Bj^^

– Pra que?- pergunta Max

– Isso eu não sei, senhor- respondo

– Não faz sentido nenhum isso. Pra que eles querem se armar?- ele pergunta

– Não sei mesmo.- repondo

– Tudo bem, Tris, já fez muito. Estão dispensados todos- ele disse e todos saíram rapidamente de lá.

Caminho tranquilamente de volta para o apartamento de Eric. Bom, eu ainda morava lá então...era minha casa também. Quando eu chego lá, Eric está sentado no sofá bebendo uma bebida escura, que logo identifiquei como sendo wisk. Estranho. Essa é uma bebida da Erudição.

– Sei o que está pensando- ele disse assim que percebe que meu olhar recaiu sobre a bebida- Foi um presente- ele diz

– Presente?- pergunto

– Do meu pai- ele diz

– Quando você o viu?- eu pergunto

– Hoje. Max me mandou até a Erudição, aproveitei e dei um pulo até minha casa- ele diz

– Sua casa? — pergunto

– Não seja chata. Vem aqui- ele diz batendo no colo dele e eu me ajeito em cima dele com um perna de cada lado- O que o Max pediu pra você fazer?- ele me pergunta

– Foi...uma coisa secreta- eu digo. Não sei se posso confiar no Eric, melhor não arriscar. Ele andava muito estranho esses dias, principalmente depois que Tobias comentou aquele negócio comigo.

– Você não vai me contar?- ele pergunta passando as mãos nos meus cabelos. Eu fecho os olhos fingindo que estou cutindo. Devo confessar, ele joga bem. Mas eu também sei jogar. O fraco dele sempre foi sexo então, sempre que eu quero que ele deixe de fazer alguma coisa, é essa a arma que eu uso contra ele. E sempre funciona. Eu o encaro e o beijo e desvio. Só que logo ele me larga e saí correndo pelo corredor direto para o banheiro. Eca!. É isso, minha gente, o resultado do excesso de bebida. Eu olho novamente para a garrafa, ela estava com um pouco menos da metade. Vou até a cozinha e começo a preparar um café.

– Agora você aprende a não exagerar na bebida- eu digo para ele entrando no banheiro. Ele estava debruçado sobre a privada

– Cala a boca- ele diz

– Vem aqui, deixa eu te examinar- eu digo pra ele

– Saí daqui, Tris.- ele diz

– Não até examinar você- eu digo e o empurro até a parede e ele caí sentado no chão

– Eu disse pra você ir embora, Tris- ele fala um pouco mais alto

– Olha só, eu não recebo ordens de um cara bêbado. Agora pare quieto aí e me olha

– Tô olhando- ele diz com os olhos fechados.

– Ok. Se você prefere assim- eu digo partindo pra cima dele e tirando a roupa dele e programei o chuveiro para o frio.

– Não...Tris, vamos voltar lá pra dentro...tá chuvendo pra caramba aqui fora- disse Eric e eu não aguentei e caí na gargalhada depois dessa.

– Aguenta aí que eu vou te trazer um café- eu digo indo pra cozinha ainda morrendo de rir. Essa entrou para a história

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No dia seguinte, eu acordei cedo e deixei o Eric na cama. Ele tinha literalmente apagado depois que ele tomou o café e foi uma dificuldade levar ele pra cama. Mas eu consegui. No café da manhã, comentei o episódio com Christina Lynn e Marlene que deram rizadas tão altas e escandalosas que depois de um tempo, as pessoas começaram a reparar.

– Qual o motivo de tanta felicidade?- pergunta Tobias quando eu estava saíndo do refeitório

– Ontem. Quando eu cheguei em casa...

– Quando chegou em casa?- ele pergunta

– Olha...eu ainda moro lá...então, é a minha casa- eu digo

– Por pouco tempo- ele disse

– Sim- Eu digo- Vou só me apresentar e volto para o hospital

– Ou não- ele disse

– Eu tenho que trabalhar- digo

–Max disse que era pra você ficar perto dos iniciados- ele disse

– Ou seja, no hospital. Vamos combinar, logo logo um deles vai levar um soco na cara e cair ou quebrar um braço. É exatamente no hospital que eu tenho que ficar.

– Sabe, de repente me deu uma vontade de ficar doente só pra ser receber tratamento seu- ele diz rindo

– Olha, não queria ficar doente, Eu sou rigorosa com meus pacientes hein?- eu digo rindo- estão chegando- eu digo a ele e assume a postura rígida de um instrutor da audácia.

– Existem duas fases de treinamento. A primeira é física. Exploraremos suas forças até o limite. A segunda é onde enfrentaram seus medos. Também até o limite. E nessa parte do treino, quem auxiliará vocês será a Tris- ele olha pra mim. Eu arregalo os olhos para ele, mas logo me recomponho. Que o treino comece- ele disse. Antes de ele ir para a sala de treino.

– Que diabos foi isso?- eu pergunto entre os dentes para ele

– Não posso deixar que vejam meus medos- ele disse

– Ah, e eu posso?- eu pergunto

– Bom...o último de todos você já eliminou não é? — ele diz e eu suspiro.- Não posso deixar que descubram sobre mim- ele disse

– Eu nem sei como passar com alguém pela minha paisagem do medo- eu digo

– Eu te treino pra isso- ele diz- Hoje à noite- ele diz

– Tudo bem. Hoje à noite- eu digo

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Após o jantar, eu segui para a sala de vidro clara, que eu achei que nunca mais entraria na minha vida. Mas quando eu estava na metade do caminho, alguém me puxa pelo braço

– Calma, sou eu- escuto a voz de Tobias

– Que susto você me deu. Achei que fosse o Eric...ele é que tem mania de fazer isso comigo- eu digo

– Por falar nisso, cadê ele?- pergunta Tobias

– Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe- eu digo

– Calma, nervosinha- ele disse

– Calma? Estou prestes a passar pela minha paisagem do medo e você me pede calma?- ele me olha , mas não responde, e sim me beija. Ele me encosta na parede e eu jogo minhas pernas ao redor da cintura dele me remexendo. Tobias havia ficado menos tímido comigo, estava fazendo coisas que estavam me supreendendo, coisas que eu nunca imaginei que ele faria. Minha calcinha já estava bem úmida. Minhas mãos passeavam pelas suas costas e ele desce os beijos pelo meu pescoço.

– Aqui não- ele diz. Estava bom demais pra ser verdade- Vamos pro meu apartamento.Pro nosso apartamento- ele diz

– Tudo bem- eu falo

Unimos nossas mãos e vamos correndo até o apartamento dele. Ou melhor, nosso apartamento, como ele mesmo disse. Paravamos hora ou outra para nos beijar e quando entramos em casa, ele me encostou mais uma vez na parede e logo nós estavamos sem nossas roupas, que eu nem sei quando foi que tiramos, mas e só fui perceber quando nossos corpos estavam unidos. Unidos como um só. E é isso que nós eramos. Um só corpo. Uma só alma. Um só coração. Uma só facção. Estavamos juntos de novo. E desta vez, é para sempre.