A Vida na Audácia
11 Saindo de Casa
Notas iniciais
–Bom, Tris, o treino é basicamente da mesma forma como o dos iniciados, porém, é só a parte do treino físico, não iremos entrar na cabeça de vocês, porque, já conhecemos vocês e sabemos quais são seus medos.- ele dizia enquanto caminhavamos até o centro de treinamento. Quando Max entra junto comigo, todos param o que estavam fazendo.
– Eu mandei parar?- grita a inconfundível voz grossa de Eric. Que parecia estar de mal humor hoje,mas...quando é que ele nunca está?
Então todos nos encaram e Eric se vira pra trás e leva um susto quando nos vê
– Senhor? Não sabia que estava aqui. Me desculpe! -Ele se vira de volta para as pessoas e diz- Continuem- e volta a nos dar atenção
– Eric, tenho uma nova recruta para você treinar- ele disse
– O que ela aprontou pra ser rebaixada à patrulha?- ele pergunta me analisando. Percebi que ele demorou um pouco mais nos meus seios e fiquei um pouco desconfortável com isso.
– Ela não aprontou nada. Tris não fez nada de errado, mas ela ficará na patrulha até o final do verão- ele diz
– E por que só até o final do verão?- ele pergunta com uma voz de repulsa
– Tris começará a estudar. Mas até lá ela não poderá ficar atoa, então eu a redesignei pra cá- ele diz.- Você tem algum problema com isso, Eric?
– Não senhor, nenhum- ele diz e volta a me encarar. Eu sustento seu olhar. Max se retira.
– Como você pode ver, estamos treinando lutas. Arranje alguém pra ser seu parceiro- ele diz e eu caminho e vejo Christina vindo em minha direção.
– O que faz aqui?- ela pergunta
– Estou aqui temporariamente. Eu vou começar a estudar pra médica no outono e não posso ficar sem fazer nada até lá- eu digo
– Isso é bom. Você leva jeito mesmo- ela diz
– Você acha?- eu pergunto
– Tenho certeza. Eu lembro de quando aquele garoto,o Edward foi esfaqueado no olho. Você ficou preocupada e acho que se pudesse fazer alguma pra salvá-lo, você faria- ela diz
– Teria feito mesmo- eu digo pra ela.
– Mas por que você veio pra cá?- ela pergunta
– Max acha que eu devo conhecer meus futuros pacientes- eu digo e ela solta uma gagalhada estrondosa.
– Do que estão rindo?- pergunta Eric se aproximando de nós duas
– De nada- eu digo pra ele
– Então voltem ao treino!- ele diz se afastando, mas não sem antes dar uma encarada nos meus seios
– Tarado- diz Christina- amiga, você viu a encarada que ele deu nos seus peitos?- ela me pergunta
– Vi e não gostei nadinha disso- eu digo
– E nem o Quatro quando descobrir- disse Christina
**********************************************************
2 meses depois...
Era sábado de manha e eu ainda estava deitada na cama. Eu estou com o corpo encostado no travesseiro. Peraí, Travesseiro? Cadê o Tobias?Eu acordei rápido e dei um pulo da cama e coloquei a primeira blusa que eu vi pela frente, que por sinal, era dele. Olhei no banheiro, ele não estava, no quarto também não, na sala talvez? Andei até a sala e ele não estava lá e fui em direção à cozinha, ele não estava lá, mas a mãe dele estava.
– Tris? Você não tinha nada mais descente pra colocar não é? Está na frente da mãe do seu namorado e não na frente dele- ela disse
– O que você está fazendo aqui? Quando chegou?- Eu pergunto a ela. Não gostei nadinha dessa mulher aqui na MINHA casa.
– O meu filho teve que sair, ele foi resolver umas coisas- ela diz pegando uma caneca e se servindo de café- Café?- ela pergunta e eu afirmo com a cabeça. Ela está na MINHA casa, tomando do MEU café e ainda tem coragem de me oferecer?
– Que coisas ele foi resolver?- eu pergunto
– Coisas da Audácia- ela diz simplesmente. Esse jeito dela não me agrada em nada- Tobias me contou que você vai começar a estudar segunda feira- ela diz
– Vou.- eu digo
– Vai ser médica né?- ela diz
– Vou- respondo mais uma vez.
– Bom, uma vez na Careta, sempre Careta, não é assim que vocês falam?
– Eu não sou mais uma careta- eu digo a ela
– A não é? E por que resolveu ser médica então. Não é pra ajudar as pessoas? Salvar vidas?- ela diz
– Sim...mas não sei o que há de careta nisso- eu digo- Já que a minha ex facção não valoriza o conhecimento- eu acrescento
Evelyn e eu nos encaramos. Havia uma parte de mim que queria encher a cara dela de tapas, mas outra dizia que era pra eu ficar sossegada.
– Então...- eu digo
– Então?- ela pergunta
– Como você entrou aqui? Quero dizer...eu ainda estava dormindo quando você chegou e...
– E provavelmente nua- ela diz e eu a encaro
– Como é que é?- eu pergunto
– Fale a verdade, você e o meu filho estão ou não transando?- ela me pergunta
– Isso não é da sua conta, Evelyn- diz uma voz masculina atrás de nós. Tobias estava parado no batente da porta
– Me desculpem, eu não quis ser inconveniente- ela diz
– Ah, quis sim!- eu digo a ela e ambos me encaram.
– O que eu estou dizendo é...vocês não são casados- ela diz
– E daí?- eu pergunto e ela me olha em choque- podemos não ser casados, mas moramos juntos- eu digo
– Mas tá errado isso- ela diz
– Não, não está. Nós nos amamos- diz Tobias
– Então por que vocês não se casam de uma vez- ela diz
– Porque não tá hora ainda- eu grito pra ela
– Então não morem juntos. Não é correto homens e mulheres morarem juntos enquanto são solteiros- ela diz- Saia da casa do meu filho- ela diz e eu a encaro em choque
– Acho que já está na sua hora, Evelyn- ele diz pra ela. Ela o encara com raiva e eu me retiro da cozinha e volto para o quarto e eu sinto algumas lágrimas caindo no meu rosto e logo eu sinto ele me abraçar.
– Não chora- ele disse pra mim
– Ela me odeia- eu digo a ele
– Não, ela não te odeia, Tris. Ela só não entende o nosso estilo de vida- ele diz
– Eu não acredito, você está defendendo ela?- eu digo a ele em tom de acusação
– Não- ele diz
– Está sim- eu digo
– Não, eu não estoui. Mas em uma coisa ela tá certa, Tris- ele diz e mais um vez eu o encaro- Não é correto vivermos juntos sem estarmos casados
– OLHA, FOI VOCÊ QUE ME CHAMOU PRA MORAR AQUI, SE ESTÁ INSATISFEITO, ME MANDA EMBORA- eu grito com ele
– O que? Tris não, eu jamais te mandaria embora- ele diz
– Mas você quer que eu vá, não quer?- eu digo a ele e ele não responde, ele travou.- Sabia- eu digo a ele
– Sabia o que?- ele pergunta- Não, Tris, eu não quero que você vá- ele diz
–Mas você concorda com o que ela diz, não é?
– Concordo- ele diz
– Tudo bem- eu digo me levantando da cama, fui até meu armário e peguei as minhas roupas as tirando de lá.
– O que está fazendo?- ele pergunta- Tris não...
– Você deixou bem claro que não me quer aqui- eu digo
– Não , eu disse que concordava com a minha mãe, não é a mesma coisa.
– Então é o, que? O que é, Quatro?- ele me encara com os olhos arregalados
– Me chamou de Quatro?- ele pergunta. Não dou moral para o que el fala e começo a juntar as minhas coisas e as jogo em uma mochila. Eu coloco um calça.
– Tris, onde é que você vai?- ele me pergunta
– Eu espero que você e sua mãe sejam felizes juntos!- eu digo e abro a porta da sala.
Eu caminho pelo corredor durante uns minutos e bato em uma porta. Rapidamente eu sou atendida e Christina olha pra mim e sorri, mas depois se assusta.
– O que aconteceu?
– Será que eu posso ficar aqui por uns tempos?
Fale com o autor