A Vida na Audácia

27 Luto parte 1


Notas iniciais
ARRHGGHHHH SOCOROOO... pelo amor, de Deus, guardem suas armas. EU ESTOU DE VOLTA tuts tuts tuts tuts. Eu estava com uns problemas enormes na minha vida particular e não estava com cabeça pra postar. Mas eu retornei com força total. obrigada a todos que esperaram.

Eu e Christina fomos caminhando por todo o complexo e então eu saltei para um trem e ela me seguiu. Assim como ela tinha dito queiria.

– Onde está me levando?- eu pergunto ela

– Pra onde você quer ir- ela disse

– Isso é impossível. Nem eu sei pra onde eu quero ir- respondo

– Mas eu sei- ela diz determinada

Ficamos o percurso inteiro em silêncio. Apesar de tudo, eu ainda conseguia sentir pena de Eric. E não conseguia parar de pensar nele. Não vou mentir que eu entrei nessa o enganando, mas também não posso dizer que foi tudo uma mentira.

Christina me chamou e disse que já haviamos chegado ao local onde ela achava que eu queria estar. Eu reconheci o caminho. Segui por ele a bem pouco tempo.

– Por que estamos na Abnegação?- eu pergunto

– Porque é aqui que você quer estar agora- ela diz e eu a encaro

– Eu estou armada- eu digo

– Você é uma líder da Audácia. Se não estiver armada, as pessoas achariam esquisito- ela fala e naquele momento algumas crianças que estavam brincando por ali me encararam de forma estranha.

– Além do mais, você é médica da esposa do Marcus. Ela não esteve doente esses dias?- ela me pergunta

– Ela está grávida. Precisa mais da Cara do que de mim- eu digo tentando virar o meu caminho

– Até parece que ela deixaria que Cara se aproximasse dela sabendo que está casada com o seu irmão- disse Christina

Susan, apesar de não assumir, sempre teve uma quedinha por Caleb.Tal vez . Christina me puxa e então vamos caminhando até o lugar onde era a casa de Marcus.

Algumas pessoas no encaram curiosamente, mas eram educados demais para perguntarem. Bati na porta e então depois de algum tempo, Susan atendeu e me olhou fixamente por um tempo e depois deu um sorriso simpático.

– Beatrice- ela diz

– Me chama só de Tris- eu digo e ela fecha a cara pra mim

– Por que? seu nome é Beatrice- ela diz e eu e Christina nos encaramos.- O que está fazendo aqui?-ela pergunta

– Eu vim ver como você está, sabe, se está tudo bem com você e com o bebe- eu digo e ela me puxa para dentro e Christina entra junto e começa a examinar a casa de Marcus descaradamente

– Aqui é tão...bege- ela diz

– A médica disse que minha gravidez é de risco, então não vou nem considerar que seu comentário sobre minha casa me atingiu mais do que deveria- ela disse para Christina que na mesma hora ficou quieta. Susan me encara

– Eu soube do seu namorado. Meus pêsames- ela diz me encarando.

– Obrigada, muito gentil da sua parte- eu digo

– Imagina. Não sei o que eu faria se eu perdesse o Marcus- ela fala e eu a encaro

– Seus olhos estão bem melhores- eu digo a ela desviando do assunto e ela dá um sorriso

– Marcus gostou de saber que teria um filho- ela diz sorrindo- Ele está feliz e ao mesmo tempo preocupado. Está com medo de este ser uma decepção, assim como o primeiro foi- ela diz

– Decepção?- eu pergunto

– Marcus é um bom homem. Ele se estressa demais com o trabalho e, é uma pena que o filho dele não tenha percebido isso e achado que ele é um monstro- ela diz e eu a encaro. Susan era normal?Sybelle é que tinha feito o certo ao sair de lá. E eu também. E Tobias também.

– Susan, como você está?- eu pergunto

– Estou ótima. Tenho um bom marido e estou construindo uma família, com um filho que vai crescer com a certeza de que o pai chegará vivo todas as noites em casa- ela diz me provocando. Christina se levanta e quase parte pra cima de Susan, mas eu a seguro antes.- Está vendo só? Vocês são todos loucos, loucos.- ela diz

– Chris, acho que é melhor irmos embora. Obrigada pela sua hospitalidade, Susan- eu digo e então saímos da casa de Marcus

– Eu não acredito. O Marcus conseguiu achar um esposa pior que ele- disse Christina

– Eu que o diga- eu falo e caminhamos algum tempo e então chegamos a uma casa que alguns anos atrás costumava ser a minha. Eu levantei as mãos e a fechei em punho, mas não consegui bater na porta. Definitivamente, ali não era mais o meu lar.

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Quando eu cheguei em casa, eu comecei a arrumar as coisas de Eric em caixas, menos as armas dele, que eu iria ficar para mim. Levei uma camiseta sua ao meu nariz e senti o cheiro dele pela ultima vez. Aquele apartamento enorme, eu não sei o que eu faria ali sozinha.

Fui até a sala e peguei aquela garrafa de Wisky que ele estava tomando e coloquei em um copo. Desceu queimando e eu quase vomitei, mas fiz o possível para segurá-la no meu organismo. Escutei alguém bater na porta. fui com o copo até a porta e a atendi. Era Tobias. Ele entrou sem esperar convite.

– Oi- ele diz

– Não tô com cabeça pra transar hoje- eu digo a ele e ele me encara

– Não vim aqui pra isso- ele diz

– Então, pra que veio?- eu pergunto com a voz um pouco alterada e volto a beber mais um gole da bebida

– Saber como você está. Soube que foi na Abnegação hoje- ele disse

– Eu não quero falar disso- eu digo- eu não quero falar de nada- eu digo começando a chorar- Eu só quero que esse dia nojento acabe logo

– Tudo bem- ele diz

– Tobias, eu quero ficar sozinha, por favor, sai. Eu preciso de um tempo. Não quero que me pressione- eu digo a ele

– Eu não iria fazer isso- ele diz

– Então por favor, respeite meu luto. Só te peço alguns dias pra eu colocar minha cabeça no lugar — eu falo

– Eu estarei te esperando- ele diz e sai do meu apartamento. Eu me jogo no sofá e começo a chorar mais que tudo.

Eu quero a minha mãe. Eu quero abraça-la e que ela me diga que tudo ficará bem. Mas ela não está aqui. Eu tenho que seguir em frente. Mas não agora. Agora eu só quero dormir e ficar de ressaca.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.