A Vida na Audácia
6 Onde está a tatuagem nova?
Eu e Christina conversamos por mais alguns minutos e depois eu voltei para a casa. Estava silencioso. Merda, não acredito que ele ousou a sair outra vez?. Mas não, dessa vez eu estava enganada, ele estava no quatro, parado na frente da janela e olhando para fora.
– Onde você foi?- ele me pergunta
– Onde eu fui? Isso é uma questão existencial- eu digo e ele me encara
– Não estou brincando- ele diz
– Nem eu- eu digo no mesmo tom que ele
Se ele achava que ele metia medo em mim, assim como ele fazia com os outros iniciados, ele estava muito enganado. Ele dá um forte suspiro e se aproxima de mim e me abraça e me dá um selinho.
– Estamos numa boa?- ele me pergunta
– Sim, estamos. Você esconde coisas de mim, eu escondo coisas de você. Estamos ótimos- eu digo pegando na mão dele e ele dá um sorriso, o meu sorriso tímido.
– Eu não queria que fosse assim- ele diz
– Muito menos eu- eu digo
Nós nos beijamos e começamos a andar pelo quarto, até que esbarramos na cama e nos separamos. Eu teria que ser muito corajosa agora. Eu não cruzei todo o oceano para morrer na praia.
Quatro me virou de costas para ele e jogou meu cabelo pra frente.
– Onde é que está?- ele me pergunta
– O que?
– A tatuagem nova. Eu quero ver se ficou boa- ele diz e eu me viro e fico de frente para ele
– Você não vai achar ela aí- eu digo rindo- Não fiz nas costas
– Onde então?- ele pergunta
– Em um lugar que fica bem escondido- eu digo nos ouvidos dele
Ele me encara com um ar de desconfiança
– Não me dia que é no lugar que eu estou pensando- ele diz
– Eu não sei. Onde você está pensando?- eu pergunto a ele rindo
Ele fica parado e olhando pra mim
– Não fala essas coisas pra mim- ele diz e se senta na cama. Coragem Beatrice! Se você conseguiu sobreviver ao teste final e a paisagem do medo, você consegue passar por isso. Eu dizia pra mim mesma.
Eu caminho mais uns passos e me sento no colo dele, com uma perna de cada lado
– Por que não?- eu pergunto, assim como um professor pede a justificativa de uma questão para um aluno. -Hey, sou eu, se lembra? Não precisa ter vergonha de mim
– Não tenho vergonha de você- ele diz pra mim. Ele passa suas mãos na minha cintura e me abraça. Eu colo nossos lábios e começamos um beijo simples, porém, estava cheio de significados neles. Eu levo minhas mãos até sua blusa e coloco minhas mãos embaixo dela e acaricio sua barriga, lisinha, forte e definida,nosso beijo estava ficando mais desejoso e ele leva segue o mesmo percurso que eu e desce seus beijos pelo meu pescoço e então ele para
– Não pare- eu digo a ele
– Se continuarmos, eu não vou conseguir parar- ele diz calmamente para mim.
– Não quero que pare. Hoje eu não quero parar- eu digo a ele
– Você tem certeza disso?- ele me pergunta seriamente
– Sim, eu tenho. Você...você não quer?- eu pergunto a ele calmamente também. Mas por dentro, eu estava em pânico. Com medo. Assustada. Não sei o que esperar disso, mas eu tenho que ser forte. Tenho que superar isso, tenho que deixá-lo confortável. Não quero que ele se arredie de mim.
– Sim, Tris, eu quero e quero muito, a pergunta é, você, quer?- ele me pergunta.
– Sim, eu quero- eu disse tão segura de minhas palavras que elas poderiam facilmente ser verdadeiras, o que eu desconfiava que estavam sendo.
– Tudo bem então- ele disse. Eu engatinho até o outro lado da cama e me sento e ele me encara
– Nós não deveriamos tirar as blusas?- eu pergunto e ele sorri pra mim
– Sim, deveriamos- ele diz
– Primeiro você- eu digo. Por incrivel que pareça, ele tirou a blusa e nessa hora e depois disso, me deu uma coragem que eu não sei de onde veio
– Promete que não vai rir de mim?- eu pergunto quando ele se aproxima de mim
– Prometo- ele diz e então eu retiro minha blusa e deixo a vista dele, meus seios que ainda estavam cobertos pelo sutiã preto. Não, não é perversão da minha parte usar um sutiã dessa cor, é que aqui na audácia só vendem roupas de cores escuras.
Quatro me observa, ele me leva suas mãos para a minha cintura.
– Você é linda. Não tenho motivos para rir de uma coisa tão linda como você- ele diz pra mim. Talvez na intenção me deixar confortável, e estava funcionando perfeitamente, apesar da situação eu até que estou tranquila.
– Agora as partes de baixo- eu digo a ele. Ele se levanta e retira sua calça rapidamente, ficando apenas com um cueca tipo shortinho, preta. Eu encaro suas pernas, eram grossas e fortes. Ele volta pra cama então, eu retiro minhas próprias calças. Eu me deito e ele se ajeita atrás de mim e me beija na nunca e ele vai distribuindo beijos por toda a extensão dos meus ombros. Fecho meus olhos e me delicio com seu gesto, que causavam arrepios pelo meu corpo. Mas não eram arrepios de medo não sei explicar, mas eram prazerosos. Sinto ele desabotoar o meu sutiã e suas mãos puxam as alças dele pra fora, logo ele não está mais prendendo os meus seios, então eu me viro e olho em seus olhos e alí, naquele momento, eu soube que eu estava fazendo a coisa certa. Que eu não tinha motivos pra temer, que aquele era o Tobias e não o Quatro.
Eu procuro sua boca e a beijo e então ele se ajeita em cima de mim. Eu gostei de senti-lo daquela forma, era tão...acho que a palavra certa é protetora, eu sabia que enquanto ele estava em cima de mim, nada poderia me atingir
– Pronta?- ele me pergunta
– Sim- eu digo a ele. Suas mãos descem até minha intimidade e eu sinto minha calcinha ser retirada e posteriormente eu o sinto entrar em mim- Devagar, devagar- eu digo calmamente e ele confirma com a cabeça e dá uma pausa pequenina, imagino que seja para que eu me acostume com o seu tamanho, que pelo que eu estou sentido agora, não é pequeno e então ele começa a se mover eu fecho os meus olhos, Sinto suas mãos se conectarem nas minhas e tento seguir o rítimo dele. Eu queria gritar, queria berrar, queria que todos na cidade me ouvisse nesse momento, mas eu me contentei só com os gemidos mesmo. Ele não estava muito diferente de mim e então eu senti que algo dentro de mim estava pedindo para se liberar e então eu deixo se liberar, junto com um gemido. Depois de alguns segundos, eu sinto ele se desconectar de mim e então ele sai de cima de mim e se deita ao meu lado. E eu sinto todo o meu corpo se relaxar.
Eu me viro. Nossos olhares se encontram. Eu rolo pra cima dele e o beijo
– Minha mãe- ele disse quando terminamos o beijo e eu não entendi direito o que ele disse
– Como?- eu pergunto a ele
– Eu tenho me encontrado com a minha mãe nessas minhas sumidas.
– Tobias a sua mãe está...- eu começo a dizer
– Não, ela não está- ele diz
– Mas como assim? Me explica isso direito- eu digo a ele
Christina estava certa, conversas de travesseiro são poderosas!
Fale com o autor