A Vida na Audácia
25 Chocolate
– Já está há muito tempo casada. Deveria ter imaginado que mais cedo ou mais tarde, isso aconteceria- diz Cara olhando para a cara de pavor de Susan.
– Não seja tão dura com ela, Cara. Acho que nenhuma mulher iria gostar de saber que está grávida daquele...ser- eu digo e Cara me encara rindo. Eu havia contado pra ela algumas coisas da Abnegação e ela deve ter se lembrado.
– Agora, Sra Eaton, pelo que eu vejo, está enfrentando uma gravidez de risco. Evite se estressar muito, e leve a vida da forma mais tranquila que puder, se é que a sua vida já não é tranquila, né? considerando a sua facção- ela diz e Susan a encara feio. Seus olhos estavam cansados, e dava para ver que ela estava esgotada. mas eu não deixei de reparar uma mancha roxa debaixo do seu olho.
– Susan, o que é isso?- eu pergunto observando melhor
– Nada- ela diz
– Susan, sou da Audácia, sei o que é uma marca de soco- eu digo e Cara a observa
– Peraí, ele bate em você?- ela pergunta indignada.
Susan abaixa os olhos e não a encara. Ela estava morrendo de vergonha. Vou até ela e a abraço e no meu colo ela começa a chorar
– Xiuuu....calma...- eu digo acariciando suas costas.- Vai ficar tudo bem...
– Bom, eu vou receitar umas vitaminas- Diz Cara escrevendo em um papelzinho- E eu tenho que voltar para o hospital agora- ela disse e deixou um papel em uma mesinha no quarto de Susan e se retira.
Assim que ela saí, Susan me encara.
– Marcus é um bom marido- ela diz e eu a encaro de forma esquisita
– Se ele bate em você, então não é não- eu digo séria.
– Ele se estressa muito no trabalho. E, isso é só uma forma de ele desestresar no final do dia- ela diz e eu a olho pasma
– Susan, quando queremos desestressar, fazemos sexo, bebemos uma bebida. Agredir outra pessoa se motivo, é errado- eu digo
– Olha quem está falando. Um membro da facção dos loucos- ela diz
– Por mais loucos que possamos ser, não nos agredimos sem motivo. Isso é selvageria- eu digo
– Você fica aí falando de mim, mas o que é isso no seu pescoço então?- ela diz e eu levo minha mão até lá.
– Isso é um chupão- eu digo
– Não vejo como isso pode não ser agressão também- ela fala- pelo menos o Marcus me trata com carinho- ela fala
– Você não vai entender nunca não é?- eu pergunto
– Não. E nem você- ela diz- Como está a minha irmã?- ela pergunta
– Melhor do que se estivesse aqui, isso eu te garanto- eu digo saindo do quarto. Quando desci todos já estavam se levantando.
– O que a minha esposa tem?- Marcus me pergunta
– A cara não falou?- eu pergunto
– Não- ele responde
– Ela está grávida. Parabéns, papai- eu digo ironicamente e saindo da casa dele juntos com os outros.
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– A esposa dele está grávida?- me pergunta Max assim que entramos no complexo
– Sim, está. E não está nada bem- eu digo
– Como assim?- ele pergunta
– É uma gravidez de risco- eu digo
– Coitada- ele fala
– Coitada mesmo- eu digo
– Tirem a tarde de folga, pessoal- ele diz e todos nós nos dispersamos.
Tobias passa a mão na minha cintura e me puxa rapidamente pra longe dos outros.
– Me explica essa história direito- ele diz
– Você vai ganhar um irmãozinho- eu digo
– Não isso, a outra coisa- ele diz
– o que?
– A história lá do sexo selvagem- ele diz e eu suspiro- Você está transando com o Eric também?- ele pergunta
– Eu vou sair de lá ainda essa semana, eu te prometo. No mais tardar, no começo da outra- eu digo o abraçando. Eu prometo- eu digo o beijando e ele corresponde imediatamente.
Ele pega na minha mão e me puxa em direção ao lugar que eu sabia que iria dar em seu apartamento. Chegando lá, ele abre a porta com tudo e a fecha com tudo também. Pareciamos dois adolescentes em fogo e explodindo em hormônios. Quando chegamos ao quarto, tiramos nossas roupas violentamente. Ele beijou os meus seios e os chupo, forte de forma que iriam ficar avermelhados depois e então, nos unimos e eu gemi de prazer. Eric transava super bem, mas nada se comparava ao sexo com Tobias. Talvez fosse pelo fato de eu o amar demais e então, eu me senti contrair cada vez mais e eu grudei mais o meu corpo ao corpo dele e então, chegamos juntos.
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Eu e Tobias caímos no sono depois de termos nos amado três vezes. Seu peito era quente e confortável e eu me sentia protegida e tranquila com ele. Eu levantei depois de algumas horas morrendo de fome, também, eu e Tobias haviamos perdido o almoço. Coloquei a blusa dele e fui até a cozinha vê se eu achava alguma coisa. Mas não tinha nada pronto, então eu decidi fazer o bolo de chocolate da Audácia, que eu aprendi depois de alguns meses que me separei de Tobias. Misturei os ingredientes e coloquei no forno. E comecei a preparar a cobertura até que eu sinto os braços de Tobias me abraçando
– O que você está fazendo de bom?- ele pergunta- O cheiro está ótimo
– Bolo de Chocolate. Espero que não se importe, mas...eu estou morrendo de fome- eu digo e ele beija meu ombro
– Claro que não. Essa casa nunca deixou de ser sua também- ele diz
– É muito bom ouvir isso- eu digo e então eu desfaço o abraço e pego um pano e tiro o bolo do forno.- Você está precisando urgentemente de comprar luvas de pegar- eu digo desenformando o bolo e começando a passar a calda de chocolate por cima dele. Eu pego um pouco da calda com o dedo e coloco na boca de Tobias.
– Vê se tá bom- eu pergunto
– Delícia- ele diz. Termino de passar a calda no bolo e deixo de lado a tigela com o que restou da calda. Ele parte um pedaço do bolo e eu outro e começamos a comer, e então escutamos uma batida forte na porta.
– Pra bater forte assim, sua mãe é que não é né?- eu pergunto e ele corre até lá e eu vou atrás dele e então quando ele abre a porta a imagem de Zeke se faz presente.
– Tris, ainda bem que eu te achei- ele diz
– o que houve? — pergunto
– Você tem que ver uma coisa- ele diz- E tem que ser agora
– Tá bom, só vou me trocar e já venho- eu digo correndo para o quarto e me arrumo o mais rápido que eu consigo, em velocidade sobre humana e volto para a sala. Tobias também já estava com roupa trocada. Nem perguntei como foi que ele se arrumou rápido sem ir ao quarto.
Nós três corremos para fora do apartamento e chegamos ao fosso e eu quase desmaiei de susto quando eu o vi. Era Eric, ele havia se jogado no fosso e alguns homens estavam terminando de ajeitá-lo no chão. Eu corro e me ajoelho ao lado dele e meus olhos encontram com o de Max.
– Como foi que isso aconteceu?
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