A Vida (im)perfeita De Hannah Murphy
1 A família Murphy
Notas iniciais
Quero dizer que a ideia dessa fic me apareceu na cabeça quando eu terminei de ler "Depois da Escuridão" um livro do Sidney Sheldon, que é o meu preferido!
Não tem muito haver com o livro mas eu me inspirei na maneira que o Sidney escreve.
Espero que vocês gostem!
Enjoy
Hannah Mitchell sempre teve a vida perfeita. Filha única, sempre foi tratada com muito carinho por seus pais que fariam qualquer coisa para agrada-la. Ela também não media esforços para deixa-los feliz. Tirava boas notas na escola, era obediente, carinhosa, meiga. E foi justamente essa meiguice que fez com que Jeremy Murphy ficasse completamente apaixonado por ela.
Jeremy também era um menino exemplar, o orgulho da família Murphy. Formou-se em advocacia e hoje é um dos mais renomados advogados do país. Foi um alegria para ambas as famílias quando Hannah e Jeremy anunciaram seu casamento. O dia mais feliz da vida deles.
Um ano depois Hannah, que agora era Hannah Murphy, estava esperando seu primeiro filho, Luke. Mais dois anos e seu segundo filho, uma menina chamada Megan.
A família estava feita. Hannah e Jeremy tinham tudo que queriam. O emprego perfeito, a família perfeita, o casamento perfeito. Hannah era colunista do maior jornal do estado. Era o emprego que ela tanto queria.
Uma manhã eles estavam deitados na cama, tinham acabado de acordar.
– Nosso aniversário de casamento está chegando. – Hannah subiu em cima dele.
– Nossa! Dez anos tendo que te aturar. – brincou Jeremy.
– Ah, engraçadinho! Vai me aturar mais dez, e mais dez, e mais dez... – ela agora estava dando beijinhos no pescoço dele.
– É o que eu quero. – agora ele ficou por cima dela a beijando apaixonadamente.
Faltava uma semana para o aniversário. Eles planejavam um jantar romântico a dois e depois iam passar a noite em um motel luxuoso. Seria tudo perfeito.
– Mãe. Você vai buscar a gente na escola hoje? – perguntou Megan.
Hannah estava levando Megan e Luke para a escola.
– Acho que seu pai que vai, bebê. Vou estar trabalhando.
– Que bom. Odeio quando você me chama de bebê na frente dos meus amigos. – disse Luke fazendo uma careta.
– Mas você é meu bebê.
– Eu estou prestes a fazer nove anos. Não sou um bebê. – disse ele cruzando os braços.
– Tá bom meu homenzinho.
– Homenzinho, não. Homão.
Hannah riu.
O trabalho de Hannah era pesquisar e denunciar fraudes, roubos, estupros, assassinatos e qualquer outro crime que acontecesse no estado.
Como crimes são comuns em todo lugar não era um trabalho muito difícil, exceto pelas historias tristes de assassinato e principalmente estupro.
Hoje mais um caso horrível.
Ela começou a escrever.
VIRANDO ROTINA
Mais uma vez estou aqui para relatar uma triste historia de uma garota de apenas 18 anos que teve seus sonhos frustrados por bandidos da pior espécie.
Karen Gray uma jovem que sonhava em ser promotora de justiça, para acabar com a violência e o crime, foi encontrada morta ontem às 23 Horas em um beco na Rua St. Armand. Pelas marcas em seu pescoço ela foi estrangulada, mas antes foi estuprada violentamente.
Nesse ultimo mês virou rotina mulheres serem encontradas mortas depois de serem estupradas, o que mostra que existe um estuprador ou até mesmo uma gangue se aproveitando de mulheres decentes e indefesas.
O que mais revolta é o fato de eles sempre a deixarem completamente nua e com as pernas abertas mostrando a sujeira que eles fazem.
Nós, mulheres, temos que ser forte e tomar muito cuidado. Sem querer colocar medo esses são os marginais mais sujos e sem coração de todos e merecem mais do que cadeia.
Karen era jovem, tinha uma vida inteira pela frente e o seu sonho foi destruído justamente por aqueles que ela queria lutar contra. Espero que a justiça possa ser feita para que ela descanse em paz.
Enquanto isso eu continuo aqui na próxima coluna sobre coisas não muito agradáveis para se dizer, mas necessárias.
Ela terminou de escrever e leu o que tinha escrito. Ao terminar de ler, sentiu um arrepio e pensou “Como alguém pode ser tão cruel”.
Ela não suportava o crime ou a violência, por isso queria de alguma forma contribuir com a lei, denunciando.
– Sra. Murphy, terminou de escrever a matéria? – o editor chefe do jornal era Jeff Taylor, um homem solteiro, com seus 1m80, corpo sarado e seus olhos azuis deixava todas as mulheres do jornal babando, menos Hannah.
– Já, sim.
– Bom... Então você não está a fim de dar uma volta comigo? Podemos ir tomar um café.
Jeff Taylor era um caro bonito e que achava que por ser o editor-chefe podia aproveitar do seu pequeno poder para sair com todas as mulheres que trabalhavam no jornal. O que não era muito difícil, pois todas caiam em sua lábia.
– Não, Senhor. Obrigada. – Hannah respondeu com um tom de tedio.
Todo dia Jeff a convidava pra sair, ás vezes até implorava. Ele sabia que ela era casada, mas ela era a única mulher do escritório com quem ele não tinha saído e era a mais bela também.
Aquele corpo,ele pensou, eu tenho que tê-lo pra mim.
Hannah era realmente a mais bela do escritório. Com seus enormes olhos verdes e seu cabelo loiro natural até a cintura, ela encantava a todos. E não só com sua beleza, mas com seu jeito de ser.
– Quando você vai aceitar sair comigo?
– Nunca. Eu sou muito bem casada. – ela disse mostrando sua aliança de 18K.
Hannah se levantou e foi para casa.
Quando chegou em casa Jeremy e Luke estavam jogando xadrez, enquanto Megan assistia a um desenho animado.
– Mamãe – Megan pulou no colo da mãe.
– Oi, querida.
– Você chegou cedo. – disse Jeremy.
– Não tinha mais nada pra eu fazer lá. – ela disse colocando Megan no chão e indo dar um beijo em Luke e Jeremy. – E aí, quem vai ganhar?
– Sou eu, é claro? – disse Luke sobre o jogo de xadrez.
– Estou torcendo pra você. – ela disse se levantando e indo tomar banho.
Ela cantarolava no chuveiro quando percebeu que Jeremy a observava.
– Há quanto tempo você tá ai? – Hannah quis saber.
– Tempo suficiente pra ficar excitado. – ele entrou no chuveiro e eles aproveitaram o resto do banho juntos.
Jeremy estava deitado ao lado de Hannah, que dormia, na cama. Sentia-se o homem mais sortudo do mundo. Realmente ele era. Aquela mulher era tudo pra ele, a mulher que ele amava, a mãe dos seus filhos. Nada podia acabar com a alegria profunda que ele sentia.
Hannah abriu seus enormes olhos lentamente.
– Você tem que parar com essa mania de ficar me olhando enquanto eu não vejo. – ela falou meio sonolenta.
– Eu não consigo parar. Você é como uma droga pra mim. Eu te amo muito.
Ele a beijou. O beijo suave e apaixonado de sempre e que Hannah adorava.
– Eu preciso ir pro trabalho – ela disse o afastando.
– Ah, não. Vamos ficar aqui mais um pouco. – ele não parou de beija-la.
– Já é 7h15 tenho que está lá as 8h.
– Hoje é sábado. Você não pode ficar em casa? Manda a matéria pelo E-mail.
– Não, eu tenho que ir. Os casos de estupro tão muito estanhos, tenho que dá uma pesquisada.
– Hummm... – Jeremy finalmente deixou que ela se arrumasse enquanto ele fazia o café.
Quando Hannah desceu as escadas sentiu o cheiro de omelete. Ficou feliz, pois a omelete que o Jeremy fazia era muito boa.
Ela comeu a vontade e foi pro trabalho atrasada.
Notas finais
Espero ver suas opiniões nos reviews!! Não esqueçam!
Bjos
Fale com o autor