Final de semana, sua linda. Mas ainda continuo acordando no mesmo horário de sempre, oito e meia.

Ouvi uma barulhada lá fora, ainda meio inconsciente, andei até a metade da porta para dar uma espiada. Eram minhas amigas! O que elas estavam fazendo ali? Até que uma delas me viu e apontou dizendo: SURPRESA! Eu odeio surpresas, mas sorri.

– Parabéns pra você, nessa data querida... – cantaram.

Minha mãe e meu irmão vieram em minha direção, me abraçando enchendo de beijinhos.

– Parabéns meu bebê, pelos 16 anos de vida!

– Obrigada – abracei os dois mais forte.

Lembrei muito da minha festa de 15 anos! Eu estava com um vestido dourado, com pedrinhas pretas ao redor, era volumoso e eu possuía uma luva. A primeira pessoa que dancei foi meu pai, ele estava deslumbrante naquela noite. Depois dancei com meus parentes e amigos. O salão possuía dois andares, o primeiro andar para bebidas, mesas, o lugar onde mostrava as minhas fotos e a chegada dos convidados e no segundo andar era a boate. A maioria dos meus amigos estavam dançando, pegando a galera e cantando de acordo com a música.

Foi a melhor festa da minha vida.

Depois de lembrar tudo isso, eu abracei todas as três amigas que estavam segurando alguma coisa na mão e as agradeci por tudo nessa vida. A minha sala estava toda enfeitada de balões e papeis coloridos pelo chão. O bolo estava na mão da Luma, era de chocolate com morango em cima. Elas acertaram no bolo. Tinha refrigerante na mesa principal e todos comeram saboreando cada pedaço.

Chamei minhas amigas pra conversar.

– Por que chegaram aqui em casa tão cedo? – perguntei sussurrando querendo saber o motivo com as mãos cruzadas na frente do meu peito.

– Ah Ana, hoje vamos sair com você, vamos pra minha casa, ter um dia só de meninas e mais a noite teremos uma festa do colégio. Não precisa se preocupar já falei todas as informações pra sua mãe e você vai dormir lá em casa hoje. – disse Rayanne. – Vamos pegar suas coisas, e vamos embora, minha mãe já esta lá fora.

Chegamos ao apartamento, à entrada foi pela cozinha (pois havia duas) com um balcão de granito e em cima as coisas principais, andei mais um pouco e o corredor abria para a sala e uma varanda bem grande, o quarto era um dos últimos, passei pelo quarto dos pais, da Rayanne, da sua irmã e por fim o quarto de hóspedes. O quarto era normal, havia duas camas de casal centralizadas, havia três armários e em cima deles duas cobertas.

– Ô Ray, não precisava disso tudo — disse abraçando – Está tudo tão... Lindo.

Ela sorriu e disse que eu e as outras meninas poderíamos ficar à vontade em casa, poderia colocar as nossas roupas nas gavetas e se quiser comer ou beber alguma coisa é só falar.

– Essa casa é linda né. – Bianca disse sorrindo olhando ao seu redor. – Olha que cama! Vou pedir pra morar aqui, o que vocês acham meninas? – riu

Eu e Luma olhamos uma pra outra, rimos, e sem o que dizer continuamos a arrumar as coisas.

A noite chegou.

O meu vestido era preto, rodado em baixo e justo em cima, meus seios realçaram e meu bumbum também. Meu cabelo estava extremamente solto e coloquei uma franja pra tampar um pouco do meu rosto. Luma estava com um vestido tomara que caia, com rendas pretas e um brinco bem descolado. Já Rayanne estava com o vestido solto, com as costas abertas e um batom vermelho, seu cabelo preto e esvoaçante caíam suavemente pelos seus ombros. E Bianca era a Bianca.

– Vamos meninas – disse Rayanne passando perfume.

Chegando à festa e vi que o Ensino Médio estava todo lá. A maioria das pessoas estava com o copo vermelho dos Estados Unidos nas mãos, provavelmente com alguma bebida alcoólica.

O namorado da Luma chegou por trás. Ele chamava Samuel. Era “marombinha” e tinha o estilo skatista.

– Ei meninas! Não sabia que vocês viriam – acenou para nós abraçando sua namorada.

– Precisava tirar a Ana de casa – Rayanne disse apertando minha cintura, olhando diretamente para a Bianca.

Então dei um sorrisinho de lado enquanto eu e Ray andávamos pela enorme mansão querendo conhecer mais sobre o lugar.

Dado meia hora de festa, um menino que conhecia só de vista me agarrou. Ele apertava meus seios profundamente e descia sua mão para o meu bumbum. E eu pra variar, acariciava seu cabelo e sua nuca. Quando eu abri meu olho (no meio do beijo) vi alguém colocando um pozinho no meu copo que estava em cima da bancada de doces. Não consegui ver quem era. Depois de 40 minutos de pegação decidi pegar meu copo para tomar um gole, para melhorar meu ânimo.

Em menos de 10 minutos de efeito, já estava completamente fora do normal. Via tudo embaçado e pegava todos os meninos que estavam em minha frente.

Custando a subir as escadas, fui ao banheiro. Chegando lá, vi uma menina retocando seu batom vermelho e seu vestido justo, ela se chamava Jennifer. Quando me viu, se aproximou de mim me agarrando e acariciando as partes mais sensíveis do corpo humano. Colocou sua mão sobre meu rosto. Entramos em uma das cabines, tiramos nossas roupas, nos beijando e nos arranhamos.

Senti que seus braços faziam uma pequena pressão nos meus quadris, então aproximei um pouco mais. A respiração de Jennifer estava extremamente ofegante. Acariciei cada forma de seu corpo com as minhas próprias mãos. Inclinei minha cabeça um pouco para frente, então a beijei mais. Seu pequeno lábio macio deslizava em minha boca. Comecei a passar minha mão pelo seu longo cabelo negro e dei um beijo final, aquele com várias mordidas no lábio inferior.

– Jennifer melhor parar – sussurrei em seu ouvido.

– Shhhh! — Silenciou minha boca – Está tudo sobre controle meu bem.

Então ficamos por ali mesmo e só paramos quando ouvimos Luma me chamando para ir embora. Dei um beijo de despedida, me vesti e sai.

Cheguei à casa da Ray e a única coisa que fiz foi deitar com a mesma roupa que cheguei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.