“Você tá bem?” – Ana Laura me mandou mensagem após uma semana que deixamos a praia. – “Você não falou mais dele.. Ainda estão se falando?”

“Na verdade, não... Mas tudo bem.” – Suspirei antes de mandar a mensagem. – “Talvez fosse para ser assim, afinal, ele é assim...” – Completei.

“Ele é moleque ainda, não esqueça disso.”– Ela me aliviou.

Pura decepção.

Os dias passavam (lentamente), mas passavam.

“Vamos sair hoje?” – Marina me mandou uma mensagem super empolgada.

Digitei, digitei... Digitei. Não mandei. É incrível como a decepção é mais dolorida que a desilusão, o amor e a paixão. São todos os sentimentos em um combo.

“Vamos.” – Não hesitei.

Não existe nada melhor que passar horas se arrumando, perdendo tempo ouvindo música e rindo com as amigas. Tudo para tapar aquela pequena ferida no coração. Somos apenas mulheres, não somos bobas, aliás, somos muito mais espertas e ligeiras do que pensam, especulam, inventam, dizem.

“Vou passar aí 23:30h” – Marina respondeu. Não tínhamos muito tempo, decidimos de ultima hora e faria bem para mim. Certamente, faria bem se não fosse um pequeno detalhe nessa história toda.

– Mãe! – Exclamei enquanto ia para a porta – Vou sair com a Ma! – Peguei o dinheiro sobre a mesa, repassei o batom, dei uma ultima checada no cabelo. – Não me espere, vou demorar. Te amo! – Gritei antes de ouvir o “não” e chamei o elevador as pressas.

Fui tropeçando no salto, respirando fundo, me olhando de segundos em segundos na câmera frontal do celular até Marina parar na frente do meu prédio.

– UAU! GATINHA! – Ela abriu a janela e gritou me tirando risadas (sinceras). – Vamos? – Entrei no carro sem pensar muito e sem esperar algo bom daquela noite, além da sua companhia, que sempre foi boa, leve e incrível.

– Posso te pedir uma coisa? – Debloqueei o celular para responder uma mensagem inesperada. – Não me deixe fazer algo além dos limites. – Ela me conhecia, ela sabia do que eu falava.

– Não se preocupa, Pri. – Ela aumentou o volume da música. Ficamos rindo e cantando em alto tom para esquecer todos os problemas. Poderia ser a melhor noite da minha vida depois daquela maldita ressaca do amor, eu esperava que fosse.

“Quando chegar me procura” – o visor bloqueado do meu celular foi iluminado por tal mensagem.

“Onde você tá?”

Burra, por que você respondeu?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.