A Vida de Uma quase Cinderella
18 Fim do Começo
Notas iniciais
“Vou embora daqui a pouco” – Eu queria quebrar a cara de novo.
10 minutos: nada.
“Vem me dar tchau” – Eu queria me ferrar.
20 minutos: nada.
Ignorada, iludida e tomando sorvete, é assim que maioria das meninas acaba o verão e o “amor de verão”. Amor de verão? Tinha sido uma noite, algumas horas e nada mais. Ele não passava de mais um amigo babaca que eu tinha, outro na lista dos estúpidos e sem coração, e mesmo sabendo de todos os defeitos dele, eu não conseguia parar de pensar nele.
– Vamos embora. – Chamei minha mãe no quarto dela, já com as malas nas mãos e o celular desligado. – Quero ir para casa. — Nada parecia estar certo mas ao mesmo tempo, nada estava errado.
Saímos às pressas, eu mal conseguia respirar. O ano tinha acabado de começar e pelo jeito que estava sendo levado, seria uma no difícil. Eu gosto de desafios, mas na maioria das vezes, eu procuro caminhos mais fáceis de seguir e esse estava sendo um cheio de obstáculos.
Olhei pela janela do carro, já não via mais o mar, muito menos o ouvia. O barulho das ondas quebrando ficava cada vez mais distante. A minha frente a estrada que me guiava de volta a realidade. Meu coração apertou. Quis gritar. Respirei.
A vida é seu próprio roteiro, você escreve, você dirige. Você quem manda. Você é o protagonista mas também é o figurante. Autor, diretor, câmera. Você e a equipe que ajuda e a equipe principal. Você é a estrela maior. Ou seja, você faz o que bem entender. Eu queria fugir do meu próprio script e criar algo inovador... Eu só não sabia que nesse filme da vida, eu acabaria me surpreendendo comigo mesma.
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