Notas iniciais
Novo capítulo de Ashfield fresquinho pra vocês... Espero que vocês estejam gostando gente, pois é a historia mais importante pra mim, como já devo ter falado. Obrigado pela atenção!

Paul Ashfield, no intuito de ocultar sua semelhança com o irmão gêmeo, utilizou um disfarce, composto de um bigode postiço, um chapéu e roupas formais de coloração marrom. Lembrava, propositalmente, a aparência de um velho detetive.

Perambulava tranquilamente pelas ruas próximas ao endereço de onde Charles e a esposa Elizabeth residiam, procurando maneiras de descobrir mais sobre a vida do casal. Adentrou um grande bar, sentando-se à uma mesa, discretamente acenando para que um garçom o atendesse. Quando o jovem rapaz se aproximou, Paul retirou uma considerável quantia em dinheiro de seu bolso, depositando no bolso do garçom, que não compreendia absolutamente nada.

- Esta informação está mais do que bem paga... – Paul fez uma pausa, encarando o rapaz que o fitava curiosamente. – Gostaria de saber se algum de vocês conhecem alguém cujo nome é Charles Ashfield.

- Não pessoalmente, mas parece que ele é o marido da madame ricaça que mora aqui perto... Que homem de sorte, não vai faltar mais dinheiro nenhum para ele... Poderá gastar no que quiser.

- Está me dizendo que foi um golpe do baú? – Paul erguia uma sobrancelha, exatamente como um detetive faria ao descobrir uma pista que pudesse levá-lo a desvendar um mistério.

- Olha, eu não sei de mais nada, senhor.

- Ok, pode ir, tá liberado.

...

Retornou para casa satisfeito, resolvendo suas dúvidas completamente. Agora ele tinha certeza: aquela era uma mulher muitíssimo rica, e completamente ideal para realizar o que ele tinha em mente.

- Minhas suspeitas se confirmaram... Essa Elizabeth é uma baita duma milionária! E novamente meu amado irmãozinho irá cair numa cilada criada por... PAUL ASHFIELD! – pronunciando o próprio nome, em um surto de loucura, o gêmeo do médico gargalhava escandalosamente, se descabelando por completo, comemorando o plano engenhoso.

...

Restavam apenas poucas semanas para o nascimento de Thomas e Isabella, os dois primos que cresceriam juntos, como irmãos. Elizabeth e Charles se encontravam cada vez mais ansiosos para a chegada do novo bebezinho. Uma nova vida, que traria alegria para aquela casa.

O quarto do bebê estava quase pronto. Era decorado com um lindíssimo papel de parede azul bebê com detalhes em um tom mais escuro. Um grande berço se encontrava próximo à janela, sobre um enorme tapetinho felpudo branco. Na outra parede do quarto, se encontrava uma cômoda também branca com inúmeros bichos de pelúcia sobre esta. Vários quadros de animaizinhos se encontravam pendurados nas paredes do cômodo.

- Só precisamos colocar as cortinas e acabou! O quarto do nosso bebezinho estará pronto para recebê-lo. – comemorava Elizabeth, emocionada. Seu sonho de ser mãe finalmente iria ser realizado. Poderia dar ao pequeno filho tudo que não pôde receber da mãe pobre. Faria Thomas ter uma vida de príncipe. Futuramente o colocaria nas melhores instituições do país. – Ele merece a vida que eu não tive. Longe de todo e qualquer tipo de tristeza e sofrimento. Ele merece!

...

Margareth Wargrave, após o almoço, repousava sobre um banco de madeira, aguardando ser chamada para alguma atividade do presídio. Não haveria aula no curso de enfermagem aquele dia. A jovem mulher se encontrava completamente entediada, quando uma carcereira se aproximou.

- Telefone pra você. – afirmou secamente, se retirando do pátio vazio, pois as outras presidiárias ainda estavam almoçando.

Margareth se levantou e indiferentemente caminhou até o telefone, atendendo.

- Quem é?

- Querida, sou eu. – Era a voz de James, seu namorado e cúmplice de todas as suas armações. – Queria te avisar que o nascimento do bebê está se aproximando. Vai querer realmente fazer isso?

- Eu não volto atrás nas minhas decisões, James. Faça o que lhe pedi e não cometa nenhuma falha. NENHUMA!

- Pode deixar.

...

Victoria Wilkinson acariciava distraída a grande barriga. A jovem mulher já amava a pequeninha Isabella mesmo sem poder vê-la, tocá-la, senti-la em seus braços. O simples fato de ter a certeza de que dali a alguns dias, juntamente com a irmã, realizaria o sonho de ser mãe, a confortava, a tranquilizava.

Aquela imensa casa, onde somente residiam aquele solitário casal, poderia contar com novas alegrias de um novo ser que estava por vir. Um bebê que animaria toda aquela vida trabalhadora e monótona que era a dos pais.

- Essa criança vai mudar a nossa vida, Teddy... Vai ser uma benção, um presente de Deus. Não consigo pensar em mais nada além disso.

...

Pronta para se deitar, Elizabeth tomou um rápido banho e vestiu um confortável pijama, se retirando do closet. Ao caminhar na direção da grande cama que dividia com o marido, seu coração, repentinamente, acelerou. Perdendo o equilíbrio, Elizabeth tombou no chão.

- Meu amor, o que aconteceu?! – berrou Charles assustado, com medo de que algo tivesse acontecido à Elizabeth e, pior ainda, ao bebê que esta estava esperando.

- Não foi nada... Só tive um mau pressentimento. – respondia Elizabeth, secando o suor da testa com uma das mãos. – Alguma coisa de ruim está para acontecer.

- Não diga isso nem brincando... Essas coisas acontecem, raramente, mas acontecem. Não foi nada e nada irá acontecer, pois estou aqui para te proteger. – garantiu Charles, abraçando a esposa fortemente, acalmando-a com o calor de seus braços.

- Para me proteger? – Elizabeth fechou os olhos e o homem a guiou para a cama. Juntos, dormiram abraçados, para que a grávida pudesse se sentir protegida durante à noite, com os constantes pesadelos das pessoas que assassinara no passado, que ainda a atormentavam diariamente, porém, esta conseguia manter o controle na frente de todos.

- Como me arrependo de todas essas atrocidades que cometi no passado... Meu Deus, eu me arrependo de verdade, mas não posso encarar aquela prisão por nada nesse mundo. – e, implorando ao senhor dos Céus que a perdoasse pelas maldades cometidas e abençoasse sua vida e a da família, adormeceu.

No entanto, Charles se assustara verdadeiramente com o mau pressentimento da esposa. Jamais havia visto aquilo em toda a sua vida, mas mentira para proteger a amada. Estava ligeiramente amedrontado de que algo de ruim pudesse acontecer a alguém amado e importante.

Notas finais
Um review solidário e caridoso ajudaria (: