Notas iniciais
Como eu disse no capítulo anterior, teve um babaca com falta do que fazer que me denunciou por causa do capítulo de imagens e por isso o capítulo foi apagado, sem os administradores nem sequer me notificarem.
Portanto, criei um site só pra postagens das imagens, onde eu posso postar EM PAZ. Segue o link abaixo:
http://elizabeth-ashfield.weebly.com/

Aquela semana se passara muitíssimo rápido na cidade de Summerlight e novamente, chegara o dia de visitas de Margareth. Desta vez, não fora James, e muito menos Peter que a visitara, e sim a filha, Catherine, que há tempos não estava com a mãe nos fins de semana.

- Posso saber o motivo de minha filha demorar tanto para me visitar dessa maneira? – reclamava Margareth, fazendo bico e abraçando Catherine. – Faz tanto tempo desde a última vez que você veio, querida!

- Me desculpe mamãe... Muito mesmo! O meu maior desejo é vir aqui todas as semanas, todos os dias se pudesse, mas a faculdade não permite isso, e o James sempre manda notícias suas pra gente. Mas então, como vão as coisas por aqui?

...

Após a alegre conversa com a mãe e o encerramento do horário de visitas, Catherine retornou ao orfanato, onde todos aguardavam pela jovem, que chegara no interior de um táxi.

- Como ela vai? – perguntou Peter, esperançoso. Qualquer boa notícia sobre a mãe seria bem vinda. — Fico tão triste com o sofrimento da mamãe dia pós dia naquele lugar...

- Ela está triste, sabe? – lamentava Catherine, sentando-se ao lado de Caroline na sala onde todos se encontravam reunidos sobre um gigante tapete persa ao redor de uma mesa de porte médio, saboreando comidas japonesas. – Meio que perdeu a vontade de viver que tinha antes... Essa busca pela nossa tia só fez mal a ela, mas o que podemos fazer se foi esse o caminho que ela tomou?

- A Margareth não merecia ficar presa por todos esses anos. – foi a vez de Caroline defender a amiga. – Eu sei como é o inferno da prisão, sendo que fiquei apenas alguns meses. Nem sei como ela consegue aguentar toda aquela pressão.

- Uma batalhadora que merece todo o nosso apoio e dedicação. Só Deus sabe o que essa mulher passou.

--Flashback--

Uma nova, feliz e próspera etapa da vida de Margareth Wargrave, futuramente Hoffman, estavam chegando. Era o dia de seu casamento e restavam somente algumas horas para o grande momento. A jovem se encontrava no grande aposento de Mafalda, acompanhada da própria e das duas grandes amigas, Stéfany e Soraya.

- Finalmente, minha felicidade se aproxima. Vou realizar o meu sonho de me casar e ter uma família!

- A propósito, você está com quantos meses mesmo? – perguntava Stéfany, emocionada, imaginando como seria o pequenino bebê.

- Dois meses... Ainda não dá para saber se é menino ou menina, mas tanto faz! É tão bom sentir que tem uma nova vida por vir, sabe? Não vejo a hora de ele nascer!

Horas depois, Margareth adentrava o salão do bordel, que possuía uma decoração extremamente linda, de modo que o local não parecesse o que realmente era no cotidiano. Com o toque de uma marcha nupcial, Margareth caminhava solitariamente segurando um buquê de rosas brancas. O marido segurou seu braço e o casamento se concluíra conforme deveria.

Uma belíssima festa ocorrera em seguida. Algumas prostitutas chegavam a sentir inveja de Margareth Wargrave Hoffman, pois tentavam de todas as formas seduzirem o filho da dona daquele lugar, na tentativa de subir na vida. Porém, o amor que a jovem irmã de Megan sentia era verdadeiro, superando todos aqueles obstáculos.

Muitos meses depois, chegara a hora do nascimento do bebê de Margareth, que, na verdade, eram duas crianças, porém, a jovem decidira fazer surpresa sobre o sexo dos pequenos filhos que traria ao mundo.

Margareth se encontrava com o marido no quarto que passaram a dividir após o casamento, quando, repentinamente, a jovem começou a gritar desesperadamente de dor, assombrando a todos que se encontravam próximos ao cômodo naquele momento.

- Vai nascer, Arthur! Nossos filhinhos vão nascer... – e fez uma pausa, pois a dor impedia que continuasse falando. – Finalmente chegou a hora.

O marido a conduzira ao carro, guiando a esposa imediatamente ao hospital, onde rapidamente fora atendida.

Arthur observava a cena do parto cesariano extremamente nervoso, pois jamais havia presenciado aquilo antes. Após alguns minutos, ouvia-se dois altos choros de bebês recém-nascidos.

- São gêmeos bivitelinos, um casal! Crianças muito saudáveis e fortes.

Margareth debulhou-se em lágrimas ao observar pela primeira vez os dois bebês que acabaram de nascer. Ao observar a menina, sussurrou:

- Catherine...

- Peter! – completou Arthur, decidindo o nome do menino, que era também o nome do pai, grande amor da vida de Mafalda que falecera.

Aquela realmente fora uma emocionante temporada na vida da sofrida Margareth, que muito em breve se tornaria uma assassina.

--Fim do Flashback--

...

Teddy, após obter um dia de folga, levou a esposa para um piquenique em família, somente os dois e o bebezinho que esperavam.

O lugar escolhido era um grande parque arborizado, uma das maravilhas do bairro onde residiam na gigante cidade de Summerlight. Forraram a grande toalha avermelhada e abriram as bolsas e caixas, que possuíam alimentos de todos os tipos: frutas, salgados, doces, sanduíches, suficientes para passarem o dia ali.

- Não vejo a hora de nosso bebê nascer... A propósito, você acha que é menino ou menina, querida?

- Eu gostaria que fosse um menininho, pois temos mulheres demais nessa família! – afirmava, rindo. – Mas se for uma bonequinha eu também vou estar muito feliz. Para mim, tanto faz. Mas faço questão de manter surpresa até a hora do nascimento, que nem a Elizabeth está fazendo!

- É, eu também. Mas quero uma menininha parecida com você, com a sua carinha e seus lindos cabelos castanhos...

...

Em uma das sessões com Charles Ashfield, Elizabeth reparava que o médico não estava se sentindo muito bem. O homem suava frio e não respondia corretamente as perguntas da milionária.

- O senhor está bem, doutor? Algum problema pessoal? – perguntava delicadamente, segurando a mão do homem.

- Me desculpe, mil perdões... – desculpava-se o homem, voltando para si. Seu corpo se encontrava ali, porém seus pensamentos estavam longe, preocupados com algo. – Não deveria estar fazendo isso no horário do trabalho!

- Não tem problema, doutor... O senhor também é um ser humano. Todos nós temos nossos problemas... – e fez uma pausa, fitando o rosto de Charles. – Está precisando de alguém que te ouça, que possa compreender o que está passando?

- Oh, sim, muito obrigado, sra Elizabeth... A senhora é muito gentil. – agradecia, sem jeito, disposto a relatar à mulher todo o seu problema. – É o meu irmão, gêmeo, esse aqui da foto. – apontou para um porta-retratos que se encontrava sobre a grande mesa. O homem era idêntico ao médico, portanto, qualquer pessoa que por ali passasse jamais teria dúvidas de que eram a mesma pessoa. – Ele está desaparecido faz tempo... Desde que fugiu de casa.

- Sinto muito... – lamentava Elizabeth, sem palavras. A milionária advogada sofria ao ver a tristeza de outras pessoas, semelhantes à sua vida, como o caso da vingativa Margareth Wargrave. Não era intenção de Elizabeth assassinar a jovem Megan, porém, era necessário, não poderia arriscar passar anos no local onde mais temia: a prisão.

Seus pensamentos voltaram a focar em Charles, que necessitava muito de seu apoio naquele momento, seja lá o que tivesse acontecido.

- Vou te contar tudo o que aconteceu com ele... – E Charles revelava tudo que tinha acontecido. Seu irmão gêmeo desde pequeno manifestava problemas psicológicos, assassinava animais e batia em crianças, porém, o gêmeo mais velho sempre amou o mais novo e desejava que este se regenerasse da doença mental que possuía. Seu nome era Paul. Paul sempre sentira inveja de Charles devido ao fato deste conseguir tudo o que queria, enquanto o outro não conseguia amizades e amor por causa dos problemas psicológicos.

Muito depois, Charles se formou em medicina e se casou com uma linda mulher, com quem teve um filho. Internou Paul em uma clínica psiquiátrica, no entanto, o homem conseguira fugir e assassinara a mulher e a criança, acabando com a vida do médico. Logo em seguida, fugiu, sem dar sinal de vida nunca mais.

Horas se passaram enquanto Charles contava tudo sobre sua vida em inúmeros detalhes para a mais nova conselheira.

- Hoje seria o décimo segundo aniversário do meu filhinho, por isso estou dessa maneira hoje, triste, nervoso. Sabe, mesmo depois de tudo o que ele fez comigo, não consigo sentir raiva e muito menos ódio dele... – e fez uma grande pausa, fitando o relógio, se assustando. – Oh, me desculpe, estava conversando com você e nem vi o tempo passar! Mil perdões.

- Não foi nada, Dr. Ashfield. – respondeu Elizabeth. – O senhor necessitava de alguém para desabafar e aqui estou eu. Fico feliz de poder ajudar em alguma coisa. Se precisar de alguma amiga, sempre estarei aqui.

- Muito obrigado, Sra. Elizabeth... Eu não sei como agradecer. E digo o mesmo para a senhora: Pode contar comigo sempre.

...

Elizabeth estava prestes a se retirar do consultório no fim daquela tarde. Ao abrir a porta e se preparar para ir embora, virou para trás novamente. Os olhares se encontraram. A mulher percebera que Charles a olhava de um modo diferente já há a um tempo.

- Doutor... O senhor tem algum compromisso para amanhã à noite? – Elizabeth também estava sentindo alguma coisa por ele, porém, não conseguia controlar mais os sentimentos, mas era necessário. Não podia mais se envolver com nenhuma pessoa. Tinha que se dedicar somente ao filhinho que estava para nascer, a ninguém mais! No entanto, ao perceber os olhares que Charles lançava, não resistira, tinha que fazer aquilo.

- Não... — O homem balançou a cabeça em um gesto negativo. – Por quê?

- Teria o prazer de jantar comigo?

- Será uma honra.

- Então até mais. – Elizabeth se despediu rapidamente do médico, correndo em pequenos passos ao grande veículo, partindo para a mansão. – Céus, o que vai ser de mim?!

Notas finais
Gostaram das imagens dos personagens? E do capítulo acima?
Reviews não custam nada rsrs