Notas iniciais
Capítulo grande :/

- Então me diga, como é a Terra?

- Você disse que era pra eu esquecer isso, e está voltando ao assunto?

Eu tinha acabado de entregar várias mensagens, por todo o céu.

Minhas asas estavam cansadas, eu estava cansado. Havia passado o dia inteiro voando.

Eu precisava encontrar uma saída. Eu precisava me tornar humano. Eu não podia continuar daquele jeito.

- Então, eu disse pra você esquecer. Eu não.

De repente alguém bate na porta.

Antes que eu pudesse levantar da cama para abrir a porta, Dabria entrou.

- Ei?! — gritou Marcos.

- Eu tive que entrar antes que me vissem. — Explicou Dabria. — Desculpem-me.

- Você sabe que é proibido anjas aqui. — Marcos estava nervoso. — Sai daqui, agora!

- Não sem falar com o Jev antes. — Ela me olhou espantada. — A sós.

- Mas...

- Pode ir Marcos. — Eu disse calmo.

Ele saiu furioso e ainda bateu a porta com força o bastante para alguém na Terra ouvir.

- O que você quer? — Eu disse rispidamente.

- É verdade que você desceu?

Congelei.

- Como você sabe?

- Vamos dizer que o Marcos é muito fraco. Foi um erro contar a ele.

- Eu que sei se é um erro ou não a quem eu conto. — Eu já estava nervoso.

- Eu quero você.

- Hã?

Eu tava tão abalado que me sentei na cama.

- É. Esse é o ''preço'' para eu não contar a Javé.

Ela vestia uma calça branca e uma blusa branca. Estava com as asas a amostra.

Dabria era loura com longos cabelos até o cotovelo.

Ela se aproximando.

E mais perto.

E mais.

Sentou no meu colo. Encaixou as pernas na minha cintura.

Passou a mão pelos meus cabelos pela minha barriga.

Fiquei intacto.

- O que você sabe sobre o Livro de Enoque?

Ela parou.

- Ouvi dizer que quem desce se torna humano. — Falei calmo.

Ela começou a beijar a beijar meu pescoço.

- Quer dizer que se eu descer, me torno humano? — Ela parou no meu queixo.

- É.

Ela tocou meus lábios, apenas.

- Desce comigo?

- O que?

- É. A gente pode ser feliz. Como humanos. Não vamos precisar nos esconder. — Eu só gostava dela. Apenas isso.

- E se os arcanjos descobrirem?

- Já vamos estar lá embaixo.

- Eu não sei... — Disse ela aflita.

- Eu vou amanhã.

- O que? Não...

- Já me decidi.

- Eu preciso de você aqui. Aqui comigo.

- E eu preciso de uma pessoa lá embaixo.

Ela ficou magoada. Perdeu os sentidos.

- Você não me ama?

Ela tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e colocou atrás da minha orelha.

Beijei-a.

Passei a mão por entre seus cabelos. Por sua cintura. Suas pernas.

Peguei-a no colo e a imprensei na parede segurando seus braços com as mãos e encaixando sua cintura com as minhas coxas. Ela nunca conseguiria sair.

- Eu nunca disse que te amava.

Ela estava ofegante.

- Agora me diz o que realmente tem no livro de Enoque.

- Eu não posso dizer nada.

- Não pra mim? — Roubei um beijo dela. — Hein?

- Não, não e não. Não posso. Me desculpe. — Disse ela choramingando.

E então deixei-a sair.

Ela saiu correndo e bateu a porta com força.

Mas o que tem de tão importante nesse Livro?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.