A Vida como Era Antes - Jev
3 Capítulo 2
Notas iniciais
- Então me diga, como é a Terra?
- Você disse que era pra eu esquecer isso, e está voltando ao assunto?
Eu tinha acabado de entregar várias mensagens, por todo o céu.
Minhas asas estavam cansadas, eu estava cansado. Havia passado o dia inteiro voando.
Eu precisava encontrar uma saída. Eu precisava me tornar humano. Eu não podia continuar daquele jeito.
- Então, eu disse pra você esquecer. Eu não.
De repente alguém bate na porta.
Antes que eu pudesse levantar da cama para abrir a porta, Dabria entrou.
- Ei?! — gritou Marcos.
- Eu tive que entrar antes que me vissem. — Explicou Dabria. — Desculpem-me.
- Você sabe que é proibido anjas aqui. — Marcos estava nervoso. — Sai daqui, agora!
- Não sem falar com o Jev antes. — Ela me olhou espantada. — A sós.
- Mas...
- Pode ir Marcos. — Eu disse calmo.
Ele saiu furioso e ainda bateu a porta com força o bastante para alguém na Terra ouvir.
- O que você quer? — Eu disse rispidamente.
- É verdade que você desceu?
Congelei.
- Como você sabe?
- Vamos dizer que o Marcos é muito fraco. Foi um erro contar a ele.
- Eu que sei se é um erro ou não a quem eu conto. — Eu já estava nervoso.
- Eu quero você.
- Hã?
Eu tava tão abalado que me sentei na cama.
- É. Esse é o ''preço'' para eu não contar a Javé.
Ela vestia uma calça branca e uma blusa branca. Estava com as asas a amostra.
Dabria era loura com longos cabelos até o cotovelo.
Ela se aproximando.
E mais perto.
E mais.
Sentou no meu colo. Encaixou as pernas na minha cintura.
Passou a mão pelos meus cabelos pela minha barriga.
Fiquei intacto.
- O que você sabe sobre o Livro de Enoque?
Ela parou.
- Ouvi dizer que quem desce se torna humano. — Falei calmo.
Ela começou a beijar a beijar meu pescoço.
- Quer dizer que se eu descer, me torno humano? — Ela parou no meu queixo.
- É.
Ela tocou meus lábios, apenas.
- Desce comigo?
- O que?
- É. A gente pode ser feliz. Como humanos. Não vamos precisar nos esconder. — Eu só gostava dela. Apenas isso.
- E se os arcanjos descobrirem?
- Já vamos estar lá embaixo.
- Eu não sei... — Disse ela aflita.
- Eu vou amanhã.
- O que? Não...
- Já me decidi.
- Eu preciso de você aqui. Aqui comigo.
- E eu preciso de uma pessoa lá embaixo.
Ela ficou magoada. Perdeu os sentidos.
- Você não me ama?
Ela tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e colocou atrás da minha orelha.
Beijei-a.
Passei a mão por entre seus cabelos. Por sua cintura. Suas pernas.
Peguei-a no colo e a imprensei na parede segurando seus braços com as mãos e encaixando sua cintura com as minhas coxas. Ela nunca conseguiria sair.
- Eu nunca disse que te amava.
Ela estava ofegante.
- Agora me diz o que realmente tem no livro de Enoque.
- Eu não posso dizer nada.
- Não pra mim? — Roubei um beijo dela. — Hein?
- Não, não e não. Não posso. Me desculpe. — Disse ela choramingando.
E então deixei-a sair.
Ela saiu correndo e bateu a porta com força.
Mas o que tem de tão importante nesse Livro?
Fale com o autor