A Vida aos Olhos de Seddie
22 Louva-a-deus e Suas Peculiaridades
Notas iniciais
O vôo foi tranqüilo. Sam passou cinco minutos dele lendo e as outras 2H35 dormindo. Cat arranjou alguns desenhos na seleção do avião e batia palminhas empolgadas quando achava algo engraçado, e isso acontecia de cinco em cinco minutos.
Chegaram a Seattle ás 8H00 da manhã e Costela as buscou no aeroporto.
— E AÍ SAM – ele disse e esticou os braços para abraçá-la.
Sam passou por ele e bateu a palma na mão de Costela.
— E aí, Costela.
As duas entraram no carro e Costela ligou o rádio do Audi r8. Em poucos minutos estariam no local onde Sam colecionara os melhores momentos de sua vida.
— Sam? – Cat cutucou a loira – No que é que você está pensando?
— Nada – Sam respondeu, olhando pela janela – Por que?
— Você está fazendo a cara de quando um plano passa pela sua cabeça.
— Cat, a Sam aqui sabe o que faz.
Cat não voltou a perguntar, acabou distraindo-se quando Costela começou a cantar I Saw Her Standing There – Beatles. E foi assim até chegarem ao prédio onde Freddie morava.
— Fiquem aqui – Sam pediu no hall do prédio.
— MAS EU MORO LÁ – Costela protestou.
— Caguei. Fica aqui com a Cat até eu disser que podem subir.
Sam deixou Cat e Costela com estas instruções no hall, com a tão ilustre companhia do síndico do prédio.
— Oh não, essa loira voltou!– O homem gemeu com repugnância e os dois se afastaram da criatura, enojados com aquela verruga.
***
Sam apertou a campainha e ouviu passos dentro do apartamento.
— Já vai!— ouviu uma voz de mulher vinda de dentro. De uma mulher obsessiva e controladora, pra ser mais específica – Freddie! Atende a porta, por favor! Mas não esqueça de passar álcool gel depois de pegar na maçaneta!
Sam bufou e encostou-se no batente da porta, aguardando.
Freddie abriu a porta.
— Sam?! – ele arregalou os olhos e seu queixo caiu.
— Oi, amor – Sam o pegou pela nuca e lhe beijou o lábio, ainda pendido – Gostou da surpresa?
— Sim, claro, mas... – Sam foi entrando sem tirar os sapatos – Sam! Onde você vai?
— Ué, estou entrando na casa do meu namorado. Que mal há nisso?
— A pergunta certa seria “que mal há aqui?” e você sabe qual é.
— Marisa? Deixa de cu doce – Sam sentou-se no sofá impecavelmente esterilizado e esticou os pés com bota e tudo na mesinha de centro meticulosamente lustrada – É pra ela mesmo a visita.
— Sam! Você enlouqueceu?! – Freddie levou as mãos á cabeça e foi até Sam, tirou os pés dela da mesinha e pegou em suas mãos – Se ela te vê aqui vai começar a terceira guerra mundial!
— Que comece – Sam tirou as mãos das dele – alguém tem que tomar uma atitude. Onde é que ela está?
— No banho. Sam... Esse não é o momento.
— E qual é o momento? Ein, Freddie?! Você quer que eu apareça aqui com nosso filho no colo?! “SURPRESA, VOCÊ É AVÓ!”
Freddie calou-se. Sentou-se ao lado de Sam e pendeu a cabeça entre as pernas. Sam tinha toda razão, e viajou até Seattle para fazer o que ele ainda não havia tomado coragem.
— Tudo bem – ele disse e olhou para Sam – Vamos contar juntos.
— Contar juntos o que? – Ouviram a voz de Marisa vinda do corredor. Ela apareceu na sala de roupão e toalha na cabeça, congelou no lugar e soltou um grito agudo de estourar os vidros – MEU DEUS. O QUE ESSA MARGINAL ESTÁ FAZENDO AQUI?!
Sam olhou para Freddie e esticou as sobrancelhas. A mensagem dizia “você vai fazer algo ou eu mesma faço?” Freddie bufou e levantou-se, estendeu a mão para Sam e ela colocou-se ao lado dele.
— Mãe, ela não é uma marginal. Ela é minha namorada, a mãe do meu filho e minha futura mulher.
— Mãe do... – Marisa ficou vermelha feito um pimentão. E desmaiou.
Sam ajudou Freddie a colocar a velha desmaiada no quarto dela e os dois voltaram para a sala.
— O será que ela vai dizer quando acordar? – Freddie perguntou, acariciando os cachos loiros da Sam deitada em seu peito
— Eu não sei, a mãe é sua – Sam mudava a televisão de canais, mas era bem provável que não encontraria nenhum canal de seu gosto.
— Na verdade, não importa. Está feito e ela não pode mudar nada.
Sam parou de apertar os botões do controle e olhou para cima.
— Você promete?
Freddie lhe deu um beijo apaixonado na testa e a abraçou. Então disse as duas palavras mais serias de toda sua vida:
— Eu prometo.
***
— Ela não vai voltar tão cedo, não é? – Cat perguntou, entediada, após aguardarem Sam por duas horas.
— Eu acho que não – Costela acordou de um cochilo – Parece que meu dia de folga em casa já era.
— Você quer fazer alguma coisa? – Cat espreguiçou-se.
— OLHA, A GENTE PODE DAR UMA VOLTA POR AÍ.
Os dois entraram no carro, Cat remexendo-se no banco, empolgada.
— E ENTÃO, PRA ONDE A RUIVINHA QUER IR?
Cat suspirou pelo “ruivinha” e disse:
— Será que tem um parque aqui por perto?
— TEM SIM – Costela sorriu e deu partida no automóvel – VOU LEVAR VOCÊ.
Chegaram ao parque alguns minutos depois e caminharam por um tempo na trilha entre as árvores.
— E então... – Cat começou.
— Sim?
— Você tem namorada?
— EU? É CLARO QUE NÃO.
— Por que “claro” ?
— UÉ, SE EU TIVESSE NAMORADA EU NÂO PODERIA SAIR PRA DANÇAR.
— E se a sua namorada também gostasse de dançar? E saísse com você?
— EI – Costela pensou nessa possibilidade, como se isso nunca tivesse lhe ocorrido antes – TEM RAZÃO. ASSIM SERIA MANEIRO.
Cat acenou com a cabeça positivamente e continuaram a caminhar por mais alguns metros.
— VOCÊ GOSTA DE DANÇAR? – Costela quebrou o silêncio.
— Eu amo dançar – Cat deu um pulinho.
— EU PODIA LEVAR VOCÊ PRA DANÇAR.
— Na verdade, eu acho que eu ainda sou muito nova pra entrar nesses lugares.
— E QUANTOS ANOS VOCÊ TEM?
— Dezessete.
Costela refletiu. Demorou, mas ele chegou á conclusão que era oito anos mais velho que Cat. Contudo, pensando bem, não era uma diferença assim, tão alarmante...
***
— Os louva-a-deus são carnívoros. Eles são predadores principalmente de outros insetos, como moscas, libélulas...
Sam resmungou e remexeu-se no sofá. Olhou para Freddie, cuja atenção estava toda voltada ao documentário sobre os louva-a-deus.
— ...O período de acasalamento dos louva-a-deus acontece no outono...
Sam sorriu e cutucou Freddie com o dedão do pé.
— Ei, gato.
— Sim? – Freddie agarrou o pé dela e o massageou.
— Não somos louva-a-deus e não estamos no outono, mas... Você quer acasalar comigo?
— Mas o que? – Freddie gargalhou e olhou para era, que o estava encarando com sua típica feição sensual.
— Foi boa, admita.
— Foi sim – Freddie admitiu e suas mãos começaram a subir pelas pernas nuas de Sam – Mas esse documentário já ficou chato.
— Já ficou? – Sam revirou os olhos e notou a aproximação de Freddie, então sentou-se no sofá e o agarrou pela nuca, puxando-o para cima de si.
— Espera, Sam – Freddie ficou tenso – Não quero machucar o bebê.
— Esse carinha aqui sobreviveu a muitas coisas na vida. E olha que ele só tem 3 meses. Você acha que uma diversãozinha vai fazer mal à ele?
— É, acho que não. Mas você tem que se consultar pra ter certeza.
— Pode deixar. Amanhã mesmo eu vou à doutora de nome esquisito.
— Ok – Freddie sorriu e beijou sua garota com intensidade, cheirando seus cabelos loiros e apalpando seus seios fartos – Eu estava morrendo de saudade, Srta. Pucket.
— Eu também estava, Sr. Benson.
Sam esticou os braços e apertou a bunda de Freddie, agarrando sua cintura com as pernas. Com esforço, fez sua mão entrar no espaço entre seus corpos e alcançou a ereção dentro da calça dele, apertando-a com suavidade. Freddie arrepiou-se e se afastou.
— Vamos para o meu quarto – Pegou Sam nos braços e começou, com um sorriso: — Ei, gata.
— Sim?
— Eu não sou Atlas, mas nesse momento eu carrego meu mundo nos braços.
Sam sorriu e o beijou.
— Faltou dizer “sua linda”.
— Ah, claro – ele pigarreou – Sua linda – E a carregou para dentro do aposento.
— A. Sua. Mãe. Não vai. Acordar? – Sam perguntou entre beijos, enquanto era jogada na cama de Freddie.
Ele agarrou os pulsos dela acima da cabeça e beijava todos os lugares que seus lábios podiam alcançar.
— Não. Ela está em choque. Significa que só de noite vamos ver a sra. Marisa.
— Suas palavras aumentaram meu tesão – Sam sorriu e tirou a camiseta, seguida do sutiã e o shorts, beijando Freddie sem parar.
Ele a fez deitar na cama e contornou todas as curvas de seu corpo com as mãos firmes.
— Caralho – ele sussurrou.
— O que foi? – Sam assustou-se e cobriu os seios com os braços.
— Não se cubra. Você é maravilhosa.
— Freddie... – Sam puxou-o para si com as pernas – para de me deixar mimada.
— Eu vou mimar você pra sempre, Sam – o garoto não deixou Sam responder, apertando seus lábios contra os dela em um beijo longo.
— Me fode – Ela pediu.
— Não posso – Freddie abaixou-se e tirou a calcinha do corpo dela – Vou te machucar.
— Por favor, Freddie – Sam implorou, bagunçando os cabelos dele.
— Não, mesmo – Freddie afastou as cochas de Sam e enterrou a cabeça na sua virilha, passando a língua suavemente pelas dobras das pernas. Sentiu Sam tremer de prazer e apertar os joelhos, e foi aproximando a língua cada vez mais do ponto onde queria chegar com ela. Até que chegou.
Freddie chupou o clitóris de Sam com vontade e esta se esforçava para não gemer.
— Por favor, Freddie... – Ela choramingava – Me fode...
De tanto Sam insistir, Freddie tirou sua ereção de dentro da calça e esfregou a cabeça do pênis pela entrada da loira, que apertava os lençóis da cama com desespero. Ele a masturbou com o pau latejante por alguns instantes e então, finalmente, introduziu a ponta do órgão ereto na entrada úmida, provocando arrepios em Sam.
— Freddie, enfia tudo, porra – Ela pediu entre dentes.
Sem pressa, Freddie introduzia centímetro por centímetro de seu pau em Sam, até que atingiu o limite da penetração e ela remexeu-se na cama, sofrendo de excitação e contraiu os músculos pélvicos, fazendo Freddie sentir o pau sendo pressionado dentro dela.
Sam era uma deusa. Como conseguia fazer coisas incríveis com tanta facilidade? Freddie pressionou o corpo um pouco mais pra cima de Sam e, com o dedão, masturbava seu clitóris suavemente.
— Freddie, anda logo com isso.
Mas Freddie não pretendia estocá-la e sim fazê-la gozar naquela mesma posição. Aumentou a pressão no pequeno órgão e o sentiu latejar, como seu pau, que permanecia encaixado nela.
— Freddie... – Sam gemeu – Mais rápido...
Freddie obedeceu e aumentou a intensidade dos movimentos, alternando a seqüência e a pressão aplicada sobre o local. Com o próprio prazer, aumentando a proporção da própria ereção, estendia o prazer de Sam, até que ela alcançou seu tão esperado orgasmo e, ouvindo os gemidos dela, Freddie fez o mesmo.
Saiu d e Sam com cuidado, temendo machucá-la e passou os dedos em seus lábios molhados de prazer.
— Satisfeita? – Ele perguntou, ofegante.
— Isso sim é um orgasmo – Sam respondeu, antes de adormecer de exaustão.
— Eu amo você – Freddie ajeitou um cacho de cabelo na cabeça da loira. Acariciou sua barriga e a cobriu. Deitou-se ao lado da mulher da sua vida. E adormeceu.
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