A Vida aos Olhos de Seddie
18 Bem-Vinda, Mamãe Sam!
Notas iniciais
— Freddie – O queixo de Sam caiu ao vê-lo parado no batente da porta, olhando para ela com aquela cara incrivelmente sexy e de braços cruzados como que dizendo “sua otária, eu cheguei”. Ele deu um passo para dentro do quarto e Sam viu o buque nas mãos dele, o qual tinha comprado no caminho para o hospital (desistira de dar só uma rosa).
— Eu nunca vou deixar você – Freddie repetiu o que havia dito em NY, aproximando-se da cama e pegou na mão de Sam, pousando um beijo por cima da agulha colocada, sem tirar os olhos dos dela. Sam estremeceu ao ouvi-lo dizer aquilo de novo, sentiu-se aliviada ao estar perto dele depois daquela longa semana. Mas seu orgulho era mais forte. Puxou a mão e fechou a cara.
— Não acha que demorou muito?
— Sim, acho – Freddie largou o buque na mesinha ao lado e puxou a mão dela de volta, segurando-a com as duas dessa vez – Eu fui um babaca por ter deixado você sozinha por uma semana. Me perdoe, Sam.
Tudo o que Sam mais queria agora era pular da cama e aninhar-se no abraço dele, mas estava com raiva. Se não fosse Cat, Sam estaria na rua. Grávida e na rua. Na verdade, sem Cat ela estaria morta.
— Como posso acreditar nisso? Você disse que não me deixaria, e deixou. Como posso saber que não vai fazer de novo?
— Porque eu nunca mais vou ser tão idiota a ponto de passar tanto tempo longe da mulher da minha vida. E do nosso filho – Freddie sorriu e uma lágrima brotou do seu olho – Eu quase te perdi, Sam. E eu nunca me perdoaria se algo tivesse acontecido à você – Ele abaixou a cabeça e Sam sentiu suas lágrimas caindo por sobre o curativo em sua mão – Eu te amo – Ouviu ele dizer entre soluços.
Sam hesitou por um momento, então notou que Cat ainda estava no quarto, com aquela habitual expressão doce no rosto. Olhou para ela e esta gesticulou indicando Freddie. A mensagem dizia “deixa de ser orgulhosa!”. Sam assentiu e finalmente deixou seus sentimentos tomarem espaço. As lágrimas em fim correram soltas pelas suas bochechas e ela disse:
— Eu também amo você – Apertou a mão dele e Freddie levantou a cabeça, sorriu e a beijou.
— Então... – Sam limpou as lágrimas – Você já sabe.
— Sei, sim – Freddie sorriu – Porém, pode parecer estranho, mas eu sonhei em ouvir a frase vinda de você. Então... Importa-se de me contar?
— Awwwwwn, isso foi lindo! – Cat exclamou do canto do quarto e bateu palminhas alegres.
— Está bem – Afinal, Sam deixou-se sorrir. Respirou fundo e começou – Freddie?
— Sim?
— Eu estou grávida.
Pela reação de Freddie, pareceu que a notícia tinha sido dada pela primeira vez. Ele chorou ainda mais e encostou a cabeça na barriga de Sam.
— Freddie... – Ela revirou os olhos – Vira homem.
— Eu não consigo – Ele choramingou e limpou os olhos – isso é lindo.
— É mesmo – Cat aproximou-se, também estava chorando.
— Qual é?! – Sam protestou – Será que eu sou o único macho nesse quarto?
— Meu Deus, vocês vão ter um bebe – Costela assou o nariz em um lenço. Estava chorando loucamente – ISSO É TÃO LINDO.
Sam não se importou em perguntar o que Costela estava fazendo no quarto. Na verdade a pergunta certa era: o que Costela estava fazendo em Los Angeles? Ela bateu a mão na testa e esperou (com Freddie agarrado em sua barriga) todos pararem de chorar. Alguns minutos depois, perguntou:
— Pronto?
— Sim – Freddie bebeu um copo d’água e sentou-se na poltrona, suspirando – Eu to bem. Eu vou ser pai.
— E eu vou ser tia! – Cat exclamou.
— E eu vou ser... Eu vou continuar sendo o Costela.
Sam notou que Cat olhava para Costela de um jeito estranho, mas deixou passar a observação. A enfermeira entrou no quarto e explicou que só uma pessoa podia ficar de acompanhante durante a noite.
— Tudo bem – Cat sorriu e pegou sua bolsa rosa no armário – Eu vou voltar para casa e arrumar tudo para a volta da mamãe Sam.
— Para de me chamar assim.
— Até logo, mamãe Sam – Cat acenou e fechou a porta ao sair do quarto com Costela.
Freddie e Sam ficaram sozinhos. Ele sentou-se na beirada do colchão.
— Então você vai voltar para a casa da garota ruiva esquisita?
— Vou – Sam respondeu – Agora é minha casa também.
Sam contou para Freddie a história de como havia conhecido Cat. Agora ela trabalhava como babá e estudava em casa.
— Você? Babá? – Freddie gargalhou.
— Aí, não se esqueça que agora eu vou ser mãe. Melhor parar de gozação com a minha cara.
— Tudo bem – Ele se compôs – Mas pensei que você voltaria para Seattle comigo.
— Freddie, eu não posso. Eu não quero voltar. Eu vou ficar melhor aqui, em Los Angeles, com a Cat.
Freddie estranhou a maneira como Sam falava da garota ruiva. Para conquistar Samantha Puckett demorava um longo tempo e Cat teve um grande avanço em apenas uma semana. Isso era um tempo recorde.
— Tudo bem se você prefere ficar – Freddie fez um bico.
— Amor, não fica assim. Você pode vir quando puder.
— Mas a sua amiga não se importa de eu dormir na casa de vocês?
Sam riu, tentando imaginar Cat ficando brava com aquilo. Impossível.
— Não.
— E quem vai cuidar de você enquanto eu estou em Seattle? E quem vai fazer comida pra você?
— Eu já mencionei que a Cat é ótima na cozinha?
— E quem é que vai...
— Freddie, relaxa – Ela tapou a boca dele com a mão – Eu vou ficar bem. E estamos no penúltimo semestre da escola. Vamos decidir o que fazer até lá.
Sam tinha razão. Não precisavam decidir agora o que fazer, tudo estava em ordem. Freddie teve vontade de perguntar sobre Carly, mas decidiu não tocar no assunto. Observou Sam comer toda a comida que levaram para ela e dessa vez ela não correu para vomitar, o que o deixou aliviado. Depois, esperou-a pegar no sono para deitar-se na poltrona reclinável e, assim, Freddie passou mais uma noite sem dormir em uma cama de verdade.
***
Três dias depois
A médica liberou a alta de Sam, mas não antes de repetir todas as coisas que ela estava proibida de fazer. Na lista, infelizmente, constava o item “sexo” e Sam bufou, pensando em como seria difícil passar meses sem foder.
Freddie passara os três dias ao lado dela, saindo somente para tomar banho no apartamento e buscar “comida de verdade” para Sam a pedidos dela. “Eu vou morrer de fome comendo essa miséria do hospital”. Ele alegrava-se sempre que ela reclamava de fome, sinal de que estava voltando ser a velha e conhecida Sam (com a diferença de que agora estava grávida).
Era começo de primavera. Saíram do hospital pela manhã, o clima estava frio e ensolarado. Perfeito. Costela estava esperando dentro do carro, no rádio tocava um rap acelerado e ele estava cantando energeticamente, por isso não notou os dois parados do outro lado do vidro, esperando com impaciência.
— Ah, vocês estão aí – Ele disse, diminuindo o volume da música – ENTREM LOGO.
Freddie sentou-se no banco da frente e Sam, no de trás.
— Costela – ela perguntou – Onde você ficou todo esse tempo?
— No seu apartamento, é claro. Dã.
Aquilo soou estranho para Sam, mas ela deu de ombros e encostou a cabeça no vidro até chegarem em casa.
Se Cat recebia Sam daquele jeito só por ela ter voltado do hospital, Sam não imaginava o que ela faria no dia da chegada do bebê. Uma faixa de dois metros estava pendurada na cozinha. As letras com glitter diziam “bem-vinda, mamãe Sam!”. Mal dava para se ver o balcão de tanta comida, todas as favoritas de Sam. Almôndegas com molho especial, costeletas, batatas e frango frito.
— E você preocupado com quem vai me dar comida – Sam cutucou Freddie e largou a bolsa no sofá.
— ELES CHEGARAM! – Cat saiu de trás do balcão com uma forma de torta de maça nas mãos. Largou a forma junto com as demais comidas e voou em Sam para abraçá-la.
— Calma aí, Cat! – Sam protestou – cuidado com a barriga.
— Oh meu Deus, é verdade! – Cat afastou-se e ajoelhou para ouvir o bebê – Você está bem? Eu te machuquei?
— Cat... ELE NÂO VAI TE RESPONDER.
— Como é que você sabe? – Ela se pôs de pé e voltou para onde estava – Você não sabe se eu falo bebezeis.
— Na verdade você não fala bem nem a sua própria língua.
Cat fez que ia se defender, mas reconheceu que era verdade, então calou-se e voltou a decorar a torta.
— E aí! – Dice entrou pela porta e Goomer atrás dele.
—Cadê o bebê? – Goomer sorriu e procurou pelo apartamento – Disseram que tinha um bebê.
— Não, Goomer – Dice bateu a mão na testa – O bebê está na barriga da Sam.
— Oh meu Deus! – Goomer corre para Sam e agarra-a pelos ombros – Você comeu o bebê?! Cospe ele.
— Eu vou cuspir na sua cara, Goomer. Me solta – Sam se desvencilhou das mãos dele.
— Ei cara, o que está fazendo? – Freddie abraça Sam.
— Amor, esse é o Goomer.
— E o que o Goomer pensa que está fazendo?
— Ela comeu o bebê – Goomer chora e abraça Dice – Faz ela devolver.
— Não adianta explicar – Dice abraça-o de volta e fala para Freddie – Mas ele é inofensivo.
— Assim espero – Freddie encara-o pelo canto do olho.
A campainha tocou.
— Ding dong. Eu atendo – Cat disse e correu para a porta – Nona!
— Então teremos um bebê! – Ela entrou e caminhou para abraçar Sam, mas esta desviou-se.
— Não. Eu vou ter um bebê e, por favor, sem contato físico.
— Tudo bem – Nona afastou-se, desapontada – O que temos para o almoço?
— Tudo! – Cat coloca no balcão a ultima travessa que havia preparado: macarrão ao molho branco – Podem se servir!
Almoçaram todos juntos e, durante as horas conversando e rindo, até esqueceram-se do tormento por qual passaram alguns dias antes. Cat era realmente boa na cozinha, Freddie teve que admitir e aparentemente ela cuidaria bem de Sam, mas aqueles outros amigo o preocupavam. O grandão bobo e o menino de cabelo armado. Ele esforçou-se para afastar a desconfiança de sua cabeça, afinal, o ímã de problemas ali era Sam. Era esse seu maior medo.
Os convidados foram embora e Cat iniciou o trabalho de arrumar a cozinha.
— Eu ajudo você – Costela pronunciou-se e ligou o rádio – COM MUSICA TUDO FICA MAIS DIVERTIDO – Ele secava os pratos enquanto rebolava.
— Você gosta de trabalhar na cozinha? – Cat riu dele.
— Não, mas eu cuido da lanchonete sozinho, já estou acostumado.
— Parece divertido.
— E é. Fazer vitaminas é o melhor trabalho que alguém poderia ter.
— Você podia trazer uma para mim, um dia – Cat piscou.
— É, eu podia mesmo. EU VOU TRAZER.
Em alguns minutos, deixaram a cozinha brilhando e sentaram-se no sofá da sala. Freddie e Costela partiriam na manhã do dia seguinte, portanto tinham que descansar.
Sam mal olhou para sua cama e já estava roncando. Freddie tirou os sapatos dela e pousou um beijo em sua testa. Sentou-se na ponta da do colchão e mandou uma mensagem em resposta às 27 enviadas de sua mãe, dizendo que estava voltando para casa no dia seguinte e explicaria tudo. Ele só não sabia ainda como fazê-lo, então começou a treinar.
— “Mãe, a Sam está grávida”. Não, ela nem sabe que a gente namora – pigarreou e tentou de novo – “Mãe, eu namoro a Sam e ela está grávida”. Não, ela vai me matar antes de eu terminar a frase.
É. Não havia uma maneira agradável de dar a notícia. Freddie aceitou o fato e desistiu de treinar. Pela primeira vez naqueles últimos três dias ele olhou para Sam e sua ficha caiu. Ia ser pai ao dezessete anos. O normal seria ele ficar desesperado e querer fugir da responsabilidade, entretanto, estava feliz e desejava ainda mais casar-se o mais breve possível com Sam. Ter a sua família. Ele sabia que Sam não estava feliz em ser mãe, mas acreditava que, durante a gestação, isso mudaria. Ele deitou-se ao lado da garota loira adormecida, abraçando-a e pegando em sua mão.
— Finalmente uma cama de verdade – E pegou no sono.
Freddie despertou e olhou para o relógio. Eram 2H45 da manhã e estava sozinho na cama. Olhou ao redor. Cat estava dormindo. Então levantou-se, preocupado em saber o motivo de a dona da cama não estar na cama.
— Meu Deus, não faz isso comigo – Freddie levou a mão ao peito ao ver Sam sentada no balcão com um pote de sorvete na mão.
— O que? – Ela disse com a boca cheia – É desejo.
Desejo que nada. Freddie sabia muito bem que, grávida ou não, Sam tinha o hábito de comer de madrugada, mas concordou com a cabeça. Se discordar de Sam era perigoso, discordar de Sam grávida devia ser mortal. Freddie não queria descobrir.
— Cadê o Costela?
— Quando eu acordei ele estava todo arrumado pra sair. Disse que queria aproveitar a ultima noite na cidade mais badalada da Califórnia.
— Não quero nem ver como ele vai estar pra dirigir amanhã.
— Você precisa mesmo ir? – Sam fez um bico e abriu os braços para Freddie abraçá-la. Este se aproximou e encaixou o corpo entre as pernas dela, sentada no banco. Ela o abraçou com os braços e com as pernas.
— Preciso, amor – Freddie a beijou – Segunda feira as aulas voltam.
— Você vai voltar logo?
— Logo, logo.
— Então... – Sam sorriu e mordeu o lábio dele. A boca dela estava gelada por causa do sorvete e Freddie estremeceu – Você não acha que podíamos aproveitar enquanto é tempo?
— Tipo, como? – Freddie gaguejou.
— Assim – Sam deslizou a mão do ombro dele para até o meio de suas pernas, apertando a saliência na calça – Ainda temos algumas horas – ela encostou a cabeça no pescoço dele enquanto abria o zíper da calça e pegava em seu pau por cima do tecido da cueca.
— Sam... – Freddie acariciou as costas dela – Você sabe que a médica proibiu.
— Só algumas brincadeirinhas, Freddie – Ela masturbou o pau dele enquanto apertava sua bunda e o beijou intensamente – Não vai fazer mal.
Freddie não conseguiria resistir aquilo. Pressionou o corpo para cima de Sam e a puxou para perto. Pegou-a no colo, suas pernas enganchadas nas costas dele e a pousou delicadamente de costas no sofá.
— Não quero machucar nosso filho – Ele disse e tirou uma mecha de cabelo do rosto dela.
— Não vai – a verdade, era que Sam não se importava nem um pouco com o bebê. Se ele não resistisse, para ela seria melhor.
Freddie tirou a blusa do pijama de Sam e ela estava sem sutiã.
— Seus peitos estão enormes. E lindos – Ele apertou delicadamente o direito e chupou o esquerdo. Sabia que as grávidas costumam ter sensibilidade nos seios, por isso estava sendo o mais sutil possível. Sam agarrou em seus cabelos e a puxou para perto com as pernas.
Freddie abaixou a mão até o meio das pernas dela e investiu pressão, movimentando os dedos circularmente. Sobre o tecido da calça, sentiu-a ficando molhada. Também estava sem calcinha. Sam gemeu baixinho e mordeu os lábios, levantando o quadril para Freddie pressionar ainda mais. Ele procurou pelo elástico da calça na barriga dela e infiltrou a mão por dentro da calça do pijama. Sam estava encharcada de libido e estremeceu ao toque direto dos dedos dele, que massageavam seu clitóris lentamente.
— Mais rápido com isso, Freddie – Ela pediu e Freddie a encarou com aquele olhar sexy que ao menos sabia que efeito causava em Sam.
Ele parou. Tirou a mão dela e sentou-se no sofá. Acariciou os seios dela e correu a mão por sua cintura, quadril e finalmente a barriga.
— Por que parou? – A garota loira levantou a cabeça e encarou Freddie.
— Mal posso esperar para ver a barriguinha.
— Freddie, você não vai querer me ver gorda e escorrendo leite.
— Ah, se vou – ele sorriu e segurou o elástico da calça, puxando-o para baixo e beijando a pele que ia ficando exposta. Retirou por completo a peça e Sam ficou totalmente nua – Você é maravilhosa. E vai ficar igualmente maravilhosa quando essa barriguinha crescer.
Sam sorriu. Ouvir Freddie falando assim até lhe dava prazer em estar grávida. Ser mimada pelo seu nerd era uma das coisas mais agradáveis do mundo, empatado com comer frango frito com molho de churrasco. Ela o puxou de volta e o beijou intensamente, deslizou sua camisa para fora do corpo e contornou os traços do peito dele com os dedos, apertando seus “peitos” em seguida. Freddie sorriu, adorava quando ela fazia isso e pegou sua mão, deixando um beijo nela.
Deixou um caminho de beijos por todo o corpo dela, até chegar na virilha. Parou e lambeu as laterais, entre as dobras de suas coxas. Sam abriu as pernas e agarrou os cabelos dele, indicando onde queria ser tocada. Freddie passou a língua por cima do clitóris da garota, a fim de provocá-la. Sam retesou as pernas e gemeu ao ver Freddie Lamber o dedo indicador e introduzir dentro dela. Inclinou a cabeça para trás quando ele pressionou o dedo ainda mais profundamente e chupou seu clitóris, dessa vez com força. Seus movimentos variavam, hora lentos e demorados, hora fortes e energéticos. Variava na pressão que aplicava quando via que Sam estava prestes a gozar, estendendo a tortura prazerosa dela. Até que sentiu as pernas dela se abrindo mais e levantando-se do sofá. Sam gemia mais alto agora, segurando o seio com uma das mãos e a cabeça dele coma outra. Aumentou o ritmo da língua e dos dedos e sentiu o quadril dela estremecer e Sam finalmente deliciou-se do incrível orgasmo. Ele lambeu o libido dela enquanto esta tomava fôlego.
— Me come – Ela pediu entre tremores – Por favor.
Freddie subiu, beijando sua barriga e lambendo seus seios. Beijou-a nos lábios, fazendo-a sentir o próprio sabor adocicado e olhando-a nos olhos, disse.
— Hoje não, minha princesa.
— Freddie – Sam choramingou. Parecia que realmente ia chorar – você me deixou morrendo de tesão.
— Amor, a médica proibiu penetração. Não vamos foder hoje.
Sam fez um bico, mas agarrou Freddie pelo pescoço e o beijou. O garoto levantou-se do sofá e pegou do chão as roupas da garota. Vestiu-a primeiro com a calça, depois beijou seus seios uma última vez antes de cobri-la com a camiseta.
— Você precisa descansar, princesa – beijou suas mãos – a medica disse que você e o bebê precisa repousar.
— Tudo bem – Ela cedeu.
Freddie a pegou no colo com carinho e Sam encostou a cabeça no ombro dele. Levou-a para a cama e a deitou delicadamente, cobrindo-a.
— Durma bem, meu amor – ele deu um beijo na barriga da sua garota, depois em sua boca – Vou estar na sala, se precisar.
— Não vai dormir comigo?
— Não. Eu sei que você se sente melhor esparramada da cama toda. Um dia teremos uma cama de casal – Era verdade, Sam gostava de abrir uma estrela do mar na cama durante o sono, então concordou – Eu amo você.
— Eu também amo você – ela respondeu entre um bocejo. E logo estava imersa em um sono profundo.
***
Liquidificador?
Freddie acordou com um barulho infernal vindo da cozinha. Levantou o tronco do sofá e cerrou os olhos para tentar enxergar.
— Bom dia, Freddie – Cat acenou e suas covinhas apareceram nas bochechas. Ela voltou a fazer barulho.
Freddie levantou-se e esticou o corpo dolorido. Mais uma noite sem cama.
—Bom dia, Cat – Finalmente respondeu e sentou-se em um banco do balcão – O que está fazendo?
— Panquecas. Você gosta?
— Claro. Ei, você viu o Costela?
— Ah, sim – Cat corou – Ele foi tomar banho agora há pouco.
Freddie assentiu.
— Aí. Você gosta mesmo da Sam, não é?
Cat parou por um momento. A colher em uma mão, dentro da travessa com massa de panqueca na outra. Disse:
— Ela é a primeira amiga que eu já tive – e voltou a bater a massa.
— Cat – Freddie a encarou, sério e esta, percebendo o olhar largou a travessa no balcão – Eu preciso que você cuide dela pra mim. Pode fazer isso?
— Eu vou cuidar dela enquanto eu respirar, Freddie – Cat também respondeu séria.
— Você promete? – Ele mal conhecia aquela garota, mas precisava daquilo para ficar em paz.
— Eu prometo.
Costela entrou na cozinha.
— AÍ, TÁ NA HORA DE IR EMBORA.
— Não antes do café da manhã! – Cat apressou-se em terminar as panquecas e os serviu, levando também uma porção para Sam, na cama.
Freddie aprontou-se para a viagem e em poucos minutos estavam prontos para partir. Ele encarou Sam, dolorosamente.
— Relaxa, eu vou ficar bem – Sam disse e o abraçou.
— Eu sei – Freddie encarou Cat e ela sorriu, tímida – Eu volto logo.
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