A Vida Pela Música.
5 Brigas e Confusões.
Notas iniciais
Era outro típico dia de aula para os alunos do colégio interno Saotome, todos já estavam na sala esperando o professor.
Ren: Icchi… você realmente não tá mais brigando com o Ikki?
Tokiya bufou.
Tokiya: pela milésima vez: não!
Syo: então por que ele não veio com você?
Tokiya: ele acordou tarde e disse que era melhor eu não esperar, se não ia acabar me atrasando também.
Deu de ombros. Nesse momento entra Reiji, Ranmaru, Camus e Ai juntos e todos começaram a fazer uns cochichos um com o outro na turma.
Masato: eles continuam causando alvoroços por onde passam.
Todos riram.
Syo: hm… por que?
Cecil: ah é mesmo. Você e o Natsuki não estudavam aqui na época deles.
Ren: eles começaram a estudar aqui com 8 anos, desde a primeira série do internato. Esse quarteto sempre foi bem polemico, a personalidade e “status” que eles têm de sobra chamam bastante atenção.
Tokiya: beleza contribui e muito também.
Syo olhou na direção deles e seu olhar acabou cruzando com o de Ai que sorriu, o menor corou relutantemente e virou a cara.
Cecil: é impressão minha… ou o Ai tá te olhando Syo.
O chibi corou mais ainda.
Syo: n-não sei do que v-você ta falando.
Todos olharam para Syo e se entreolharam sorrindo cinicamente.
Ren: chibi por acaso ta rolando algo entre vocês?
Passou o braço no ombro do loiro.
Syo: ehhh?!!
Tokiya: eu não esperava.
Masato: fica tudo em família! Kaoru… agora Syo.
Eles riram deixando o menor mais irritado.
Syo: bakas!!
Ele tirou o braço de Ren.
Syo: eu já disse que não sou gay!! E mesmo se tivesse um distúrbio e ficasse com alguém do mesmo sexo, o ex-namorado do meu irmão seria a ultima pessoa do mundo que eu olharia!!
Eles sorriam do estresse do Kurusu.
Natsuki: mas vocês se beijaram.
Syo: ele me beijou!!
Cecil: mas você correspondeu.
Syo: eu não tive escolha!!
Ele tava ficando vermelho de raiva.
Ren: ok, ok. Desculpa Syo. Estávamos só brincando.
Balançou as mãos em forma de paz.
Masato: mas cuidado pra não se apaixonar Syo.
Syo: hã??
Masato: o Ai pode ser bem envolvente. É perigoso entrar no jogo dele, apenas cuidado.
Piscou cinicamente para o menor que estava meio perplexo.
Reiji: meninos!! Bom dia!!
Chegou logo se jogando em Tokiya.
Tokiya: por que você tem sempre que se jogar em mim??
Reiji riu.
Reiji: porque você é meu irmãozinho mais novo Toki!
Tokiya bufou.
Reiji: nee cadê o Otoyan??
Tokiya: acho que no caminho pra cá, ele acordou atrasado hoje.
Ranmaru foi pra perto de Masato e Ren, mais pra perto de Masato fazendo Reiji emburrar um pouco.
Ai: bom dia chibi.
Sussurrou no ouvido de Syo que deu um pequeno pulo.
Syo: hm. Bom dia.
Disse meio irritado, Ai sorriu mais.
Natsuki: Myu-chan-sempai você vai para a aula de música hoje??
Camus: sim. Mas… “Myu-chan-sempai” sério? Já basta o Reiji me chamando assim.
Todos riram da cara do conde.
Syo: e por que o sempai?
Natsuki: porque ele é nosso veterano Syo-chan! Ele já fez a graduação.
Syo revirou os olhos.
Syo: só você mesmo.
Balançou a cabeça negativamente.
Camus: Ai, Reiji e Ranmaru vocês não querem assistir a aula de música hoje?
Reiji: eu quero!!
Disse animado.
Ranmaru: pode ser.
O conde olhou para o bluenette.
Camus: e você?
Ai: eh… não. Eu tenho uns deveres de casa.
Disse meio sem jeito.
Tokiya: deveres?? Mas as aulas começaram ontem!
Ai: mas já tem trabalhos. E eu não gosto de acumular.
Disse meio indiferente, mas Camus, Reiji e Ranmaru sabiam que não era esse o motivo.
Syo: você realmente é um nerd assustador.
Ai: hmm… então prefere o lado pervertido?
Perguntou arqueando a sobrancelha cinicamente, Syo quase cora.
Syo: de preferencia o lado “bem longe”.
Todos riram, inclusive Ai.
Ren: vocês brigam tanto que vão acabar casando.
Disse zoando os dois.
Syo: nem morto!!
Ai: idem! Se for pra casar, prefiro o Kurusu mais calmo e equilibrado e não um baixinho histérico e homofobico.
Syo: eu não sou homofobico!! Eu sou “Ai fóbico”!
Ai sorriu.
Ai: Kaoru também beija muito melhor.
Piscou ao menor que quase tem um ataque, se não fosse por Natsuki.
Natsuki: Syo-chan acalme-se!
Ranmaru: Ai não o provoque.
Ai riu de leve. Nesse momento entra Yamato e Riki na sala, Tokiya estreitou o cenho levemente quando seu olhar encontrou o do ex-namorado.
Masato: pelo visto o Yamato esse ano passou pra nossa turma.
Tokiya: infelizmente.
Reiji: você tem que tirá-lo da cabeça Toki! Ele não merece seu amor!
Disse o abraçando forte.
Cecil: nee nee mas você ainda ama o Ranmaru.
Reiji corou e o albino olhou para o indiano.
Ranmaru: tá dizendo que eu não mereço o amor do Reiji??
Perguntou irritado.
Cecil: ei, ei calma… eu to brincando. Além disso, eu me referia ao fato de que nem todos esquecem o ex tão fácil.
O albino bufou.
Natsuki: exatamente.
Falou isso olhando para Syo que emburrou e virou a cara, Ai percebeu isso.
Tokiya: eu sei que ele é um imbecil. Mas eu gostei dele pra valer! Faz só um ano que estamos separados…
Disse suspirando. Yamato olhava para Tokiya discretamente, sem Riki perceber.
Ren: sabe Icchi… tem certeza que o Yamato não gosta mais de você?
Tokiya: ele me deixou, quer prova melhor que essa?
Ren: mas ele vive olhando pra cá.
Tokiya se surpreendeu e olhou na direção do ex-namorado e como Yamato tava sentado perto da porta da sala, o moreno viu Otoya entrando na hora. Por algum motivo Tokiya sorriu de leve vendo o ruivo. Otoya ia sentar do lado oposto pra não demonstrar que estava falando com Tokiya, mas o grito que o mesmo deu o chamando o impressionou bastante.
Tokiya: ei, Otoya!!
Todos olharam na direção do ruivo que quase enterra a cara no chão.
Tokiya: senta aqui! Guardei esse lugar pra você!
Ele apontou para o assento na frente dele. Otoya foi caminhando na direção deles meio envergonhado com todos os olhares sobre ele.
Reiji: Otoyan bom dia!!
Ele apertou dessa vez o ruivo.
Otoya: bom dia Rei-chan. Bom dia gente.
Todos o cumprimentaram.
Syo: por que ia sentar lá?
Perguntou curioso.
Otoya: err… eu não queria que vocês ficassem maus falados por mim, sou bolsista.
Disse corando.
Masato: isso até os dias de hoje não é doença Otoya.
Disse divertido, fazendo todos rirem.
Ren: além disso, o preconceituoso é o Icchi aqui.
Apontou para o moreno que revirou os olhos.
Tokiya: eu tenho meus motivos. Fora que Otoya e eu já nos acertamos né?
Passou o braço em torno do menor e o trouxe pra ele, Otoya corou com aquilo… ter Tokiya perto demais o deixava meio nervoso.
Otoya: h-hai.
Tokiya: você ia sentar num lugar péssimo. Tá vendo aquele cara ali?
Apontou para Ricki.
Otoya: sim.
Tokiya: uma regra na sala. Amigos de Tokiya não são amigos do Ricki. Amigos do Ricki não são amigos de Tokiya.
Disse naturalmente, Otoya estava meio confuso.
Ai: resumindo… eles se odeiam. Ricki roubou o namorado do Tokiya, e o Tokiya rouba tudo do Rick.
Disse sarcasticamente.
Otoya: agora entendi.
Eles riram da cara do menor.
Tokiya: então você pode escolher agora, ainda tem tempo. Meu lado ou lado dele?
Perguntou sorrindo.
Otoya: eu acho… que fico do seu lado.
Disse “inocentemente” tirando um riso do moreno.
Tokiya: bela escolha.
Piscou ao Itokki que quase corou de novo.
Ranmaru: nem um pouco egocêntrico né?
Tokiya: convivências meu amigo, convivências.
Eles riram e o professor chegou à sala, fazendo todos irem para seus lugares. Durante toda a aula Tokiya conversava com Otoya descontraidamente para o espanto da turma inteira, nunca tinham visto Tokiya Ichinose tão amigável com alguém que não fosse sua turma e muito menos ainda com um novato bolsista.
Ricki: o que de tão interessante você ta vendo do outro lado Yamato?
Perguntou sarcástico para o namorado.
Yamato: e-eh nada. Por que?
Ricki: por nada, apenas que você não tira os olhos do Tokiya.
Yamato engoliu em seco.
Yamato: bom, eu to só surpreso por ele ta tratando aquele novato assim, pelo que sei ele é o bolsista do ano.
Ricki: hm…
Ele olhou para os dois.
Ricki: eu ouvi falar que foi esse cara que ficou no meu lugar, compartilhando o dormitório com o “rei” do internato.
Yamato arregalou os olhos.
Yamato: ele é novo colega de quarto?
Ricki: sim, para o azar dele.
Disse rindo.
Yamato: no entanto… ele parece ta gostando bastante da companhia do Tokiya.
Disse meio irritado.
Ricki: hmm… ciúme do ex Yamato?
O moreno arregalou os olhos.
Yamato: o que? Claro que não! É só um comentário.
Ricki deu de ombros.
Ricki: ele parece estar meio deslumbrado com essa amizade, mas logo o “rei” vai enjoar dele. Aquele pobre coitado não tem nada pra dar em troca para o Tokiya, e amizades assim… aquele cara logo se enjoa.
Yamato: ele parece gostar desse novato.
Comentou observado Tokiya sorrir para o ruivo e o mesmo corar levemente. Yamato estreitou os olhos.
.......................................
A manhã de aula passou rapidamente e estava na hora do almoço, todos estavam no restaurante do internato, na parte externa do mesmo.
Otoya: e-eh…
Ele lembrava dos preços daquele lugar, tudo era… MUITO CARO!!
Otoya: “kami-sama!! O prato mais simples dava pra pagar duas semanas em um restaurante normal perto do orfanato!!”
Ele olhou para seu cartão que ganhou da ONG para despesas extras.
Otoya: “eu ainda não sei quanto tem de limite, mas… com certeza vai acabar em dias todo o saldo só com o almoço desse lugar.”
Ele soltou um muxoxo.
Natsuki: Oto-chan você vai comer só isso mesmo??
Perguntou sorrindo, Otoya engoliu em seco.
Otoya: err… b-bom eu…
Reiji: algum problema Otoyan?
Todos o olhavam meio incrédulos e o ruivo queria enfiar a cabeça embaixo da mesa.
Otoya: não é nad-!
Ricki: deixa adivinhar… é os preços não é?
Otoya pulou pelo susto e olhou para o jovem parado ao lado da sua cadeira em pé, vendo o sorriso zombeteiro do moreno.
Otoya: n-não é isso… eu…
Yamato: por isso é ruim pobre vir para esse internato. Vocês podem não pagar nenhuma mensalidade, mas não tem capital para se bancar aqui dentro.
Foi a vez do ex-namorado de Tokiya debochar do Itokki.
Reiji: por que vocês dois não calam a boca hein??!
Syo: não se metam com o Otoya!!
Ricki: ooh parece que você já conseguiu advogados de defesa aqui novato.
Otoya não disse nada e abaixou o olhar.
Yamato: vai chorar??
Perguntou não segurando a risada.
Yamato: acho que deveria estar em um colégio público, algo que foi feito pra gente como você.
Ranmaru: vocês também deveriam ta no inferno, mas a vida nem sempre é justa.
Disse sarcástico.
Camus: não seja por isso, ainda dá tempo.
Falou assustadoramente. Ricki e Yamato sorriram mais.
Yamato: não fique se achando por ta andando com a turma popular do colégio Itokki, um lixo será sempre um lixo. Amizades não disfarçam isso.
Atacou maldosamente o menor que arregalou os olhos.
Reiji: seu maldito-!!
Ele se levantou da cadeira e ia voar pra cima dele, mas Tokiya, que havia ido a coordenação, chegou ao local rapidamente e ficou entre eles, de frente para Yamato.
Tokiya: algum problema?
Perguntou aos dois.
Ricki: nada demais, apenas seu novo fantoche que ta deslocado por não ter dinheiro pra comprar uma comida que preste.
Tokiya: hmm…
Ele olhou para os lados.
Tokiya: não to vendo nenhum fantoche aqui Ricki, a não ser que esteja falando do seu namoradinho. Porque se tem alguém assim aqui, com certeza é ele.
Yamato olhou para Tokiya que nem se deu o trabalho de retribuir.
Tokiya: agora se esse comentário patético tiver direcionado ao Otoya, saiba que ele é meu novo amigo.
Passou o braço pelo ombro do ruivo, fazendo Otoya novamente corar.
Ricki: amigo? Não sabia que andava com pobres Tokiya.
Tokiya: ando com pessoas nas quais possa confiar, e o Otoya vale muito mais que muito lixo desse internato.
Ricki: a indireta é pra mim?
Tokiya: uhoo! Resolveu ficar inteligente? Magnifico! Mostra que o mundo não está inteiramente perdido.
Sorria debochadamente. Ricki cerrou os punhos.
Yamato: olha aqui…
Tokiya: olha aqui vocês!! Otoya é meu amigo, pensem o que quiserem ele vai continuar comigo e você sabe que eu odeio que se metam com meus amigos Ricki.
Ele puxou o colarinho da blusa do mesmo.
Tokiya: então… 100 metros longe dele!
Falou ameaçadoramente.
Otoya: T-Tokiya não briga, por favor. Isso não tem mais importância.
Reiji: Toki o Otoyan tem razão, não vai se prejudicar por causa desse imbecil.
Tokiya largou Ricki com força que cambaleou um pouco para trás.
Yamato: cuidado pra não se apaixonar Tokiya. Seria um péssimo gosto.
Alfinetou quando o moreno virou as costas, Otoya arregalou os olhos e corou mais ainda.
Ai: eu discordo. Péssimo gosto foi quando ele namorou você, mas sempre a tempo de se redimir.
Todos riram, Yamato se irritou.
Yamato: não te perguntei nada!
Ai: a informação eu dou de graça pra burros.
Deu de ombros.
Ai: uma alma generosa eu tenho né?
Deu um sorriso debochado.
Yamato: seu viado prepotente!!
Todos olharam para o bluenette que aumentou ainda mais o sorriso debochado.
Ai: era pra ofender?
Ele riu.
Ai: não seja infantil Yamato, ambos sabemos que você não é mais homem do que eu. Precisa de umas sérias aulas de como ofender uma pessoa, pra sua sorte eu tenho doutorado.
O cinismo irritou Yamato ao extremo que puxou a gola da camisa de Ai bruscamente o levantando da mesa, a essa altura todos já estavam em pé.
Yamato: quer que eu tire esse sorriso cínico do rosto?
Levantou o punho na direção do rosto do menor.
Ai: se está tentando me fazer ter medo, falhou no objetivo.
Disse presunçosamente. Quando ele ia bater, seu punho foi segurado com força por Ranmaru.
Ranmaru: bater em um amigo meu? Péssima escolha Yamato.
Ele torceu o punho dele fazendo o mesmo gritar de dor.
Ricki: Ranmaru, seu idiota!! O solte!!
Ranmaru: ou então vai fazer o que?
Ricki ia avançar nele quando Reiji se meteu na frente.
Reiji: não se atreva a encostar nele!
Falou assustadoramente.
Ren: vocês estão numa desvantagem ridícula, seria melhor desistir.
Disse calmamente para os dois.
Masato: pela primeira vez na minha vida, concordo com ele.
Ren revirou os olhos.
Otoya: não briguem!
Ele implorou.
Ricki: isso é culpa sua seu bastardo!
Tokiya deu um soco no estomago do mesmo.
Tokiya: eu não tava brincando quando disse pra não se meter com o Otoya!
Ricki caiu no chão respirando com dificuldade.
Ricki: v-você… me paga…
Tokiya: ambos sabemos que eu não dou a mínima pra politica de advertência desse colégio, seu eu quiser partir sua cara em mil pedaços, eu faço sem me importar com nada.
Ricki o encarava com ódio.
Syo: dois imbecis…
Falou baixo para Natsuki e Cecil sobre Ricki e Yamato. Yamato estava ofegante, Ranmaru quase quebrou seu pulso e só soltou porque Camus pediu.
Yamato: o que você disse seu anão de merda?!!
Syo arregalou os olhos, ele o chamou de anão?!!!!
Syo: seu-!! Seu-!!! Maldito!!!
Syo deu um salto e Yamato só pode ver o grande chute que Syo deu em sua cara fazendo seu nariz sangrar. Ranmaru, Camus, Otoya e Ai olhavam para o menor com o queixo no chão, já que eles não sabiam que o mesmo lutava karate.
Natsuki: Syo-chan luta desde os 10 anos.
Disse sem jeito, mas orgulhoso do melhor amigo.
Syo: hm! Baka! Vai chamar de anão sua vó, seu merda!!
Yamato se levantou do chão possuído de ódio, apanhar do chibi do colégio era o fim pra ele.
Yamato: sabe Kurusu… você não é o único que pode surpreender.
Antes que Syo retrucasse, ele sentiu um forte chute em seu estomago que o levou cambalear bastante pra trás e cair nos braços do bluenette antes que fosse ao chão.
Ai: Syo! Ei, você ta bem? Responde!
Ele o segurava forte e estava se preocupando com a careta de dor que Syo fazia.
Natsuki: Syo-chan!!
Depois dessa eles só não se mataram de vez porque Ryuya e Ringo chegaram e com a ajuda de vários alunos os separaram.
Ringo: francamente, vocês não tem mais jeito!!
Ele deu um cascudo na cabeça de todos.
Reiji: Rin-chan!!
Ringo: damare!
Ele batia o salto com força no chão.
Ringo: é o segundo dia de aula e vocês quase fizeram uma chacina no restaurante!! A sorte de vocês que o Saotome-san não está no colégio!
Ryuya: e olha que eles ainda faltaram ontem.
Os dois bufaram.
Camus: a culpa foi daqueles dois! Estávamos quietos almoçando, eles já chegaram hostilizando o Otoya.
O ruivo abaixou a cabeça.
Otoya: m-me desculpem! A culpa foi toda minha Ringo-san, Ryuya-sempai! Minna, eu não queria trazer problemas a vocês!
Ele pediu desculpas a todos.
Ringo: fique calmo Oto-chan.
Piscou ao Itokki.
Ringo: a culpa não foi sua.
Tokiya: exatamente! A culpa foi daqueles dois mer-!
Ele olhou para a expressão dos veteranos e sorriu sem jeito.
Tokiya: digo, daqueles dois. Eles que nos provocaram!
Cruzou os braços irritado. Ringo e Ryuya se olharam e sorriram.
Ringo: fico feliz que tenha conseguido amigos Oto-chan!
Abraçou o menor animado.
Ryuya: até mesmo conquistou esse aqui que sempre foi duro na queda.
Sorriu sarcástico da cara do Ichinose.
Tokiya: sem graça.
Ringo: eu disse que se desse uma chance gostaria do Oto-chan Toki-kun!
Tokiya e Otoya se olharam rapidamente e despois desviaram o olhar.
Reiji: nee nee podemos ir?
Ringo: sim, mas…
Ranmaru: sem castigos, por favor!
Pediu ao ídolo de cabelos rosas.
Ringo: apesar de merecerem, não daremos nenhuma advertência.
Ryuya: mas que não se repita!
Todos concordaram. Na volta…
Ranmaru: como o chibi tá?
Natsuki: eu não sei, Ai-chan ficou com ele na enfermaria. Syo-chan acabou desmaiando com o impacto do chute em seu estomago.
Cecil: aquele Yamato é um desgraçado, infeliz!
Ren: o que não entendo, é o porquê ele estava tão irritado com o Ikki?
Tokiya: o Yamato é um idiota igual ao Ricki, deve ser só implicância.
Deu de ombros.
Masato: ou ciúme.
Disse baixo, mas Tokiya escutou e fingiu não ter ouvido.
................................
Syo abria os olhos vagarosamente se acostumando com a iluminação do lugar.
Syo: onde eu-?
Ele olhou para todos os cantos e reconheceu como sendo a enfermaria do internato.
Syo: droga…
A porta da enfermaria é aberta e Ai sorriu ao ver que o menor havia recobrado a consciência.
Ai: acordou, finamente.
Syo o olhava meio atônito.
Syo: o que você ta fazendo aqui?
Ai: você desmaiou quando o Yamato te deu o chute, fui eu que te trouxe pra enfermaria.
Syo ficou surpreso.
Syo: err… obrigado.
Pediu e desviou o olhar do bluenette.
Ai: ta doendo em algum lugar?
Ele sentou na poltrona ao lado da cama.
Syo: não… eu acho.
Ai sorriu e se aproximou dele.
Ai: a enfermeira disse que como levou um chute forte na região do estomago, pode ser que sinta dores musculares por uns dias aí.
Syo fez uma mini careta ao tocar no lugar.
Syo: é… ta meio dolorido mesmo.
Ai para a surpresa do chibi, colocou a mão por cima da região e pressionou levemente com os dedos. Apesar do ato do Mikaze ter sido inocente, Syo sentiu um estranho calafrio pela espinha quando os dedos do maior tocaram sua pele tão delicadamente.
Ai: doí aqui?
Syo: e-eh… m-mais ou menos…
Ai levantou a vista estranhando um pouco Syo gaguejar e se surpreendeu ao ver sua face um pouco corada. O bluenette não era tonto e percebeu de cara qual era o problema e não pode deixar de sorrir cinicamente.
Ai: e aqui?
Ele desceu os dedos para um pouco mais pra baixo na região perto do umbigo, apesar de tocar a pele de Syo com delicadeza, mas os dedos estavam firmes o suficiente pra fazer os pelos do loiro de eriçarem.
Syo: “mas que merda!! Por que meu copo ta reagindo assim??!”
Ai: “então meu toque tem esse poder sobre você é? Bom saber…”
Ele segurou o sorriso que queria se formar em seus lábios.
Ai: algum problema Syo? Você ta fazendo umas caretas estranhas.
Ele perguntou com a cara mais inocente que conseguiu fazer, Syo mordeu o lábio inferior tentando controlar seu corpo.
Syo: não é nada.
Ele virou a cara para o lado oposto.
Syo: cadê o pessoal?
Ai: provavelmente levando uma bronca do Ryuya e do Ringo. Foi uma confusão e tanto no restaurante.
Syo riu.
Syo: eles que começaram. Ricki e Yamato sempre foram dois idiotas, mas hoje se superaram.
Ai suspirou.
Ai: eles nasceram um para o outro.
Disse sarcástico.
Syo: quando vou poder sair daqui?
Ai: a enfermeira disse assim que acordasse. E passou esse gel, caso sinta dor.
Ele deu a ele um pote médio.
Syo: então eu já vou, odeio esse clima de hospital, enfermaria… essas coisas.
Ele tentou se levantar, mas sentiu uma tontura que se não fosse pelo Mikaze, teria caído.
Ai: tá tudo bem?
Syo: sim… é só uma tontura.
Ai: eu levo você até seu quarto.
Syo: não prec-!
Ai: eu faço questão chibi. Vamos.
Ele apoiou o menor em seu braço e foram caminhando rumo ao dormitório do chibi.
...............................
Reiji e Ranmaru chegaram ao dormitório e o moreno se atirou na cama com uniforme e tudo.
Reiji: aaaaaaah que saudade de você cama!!
Ele acariciava o edredom, o albino sorriu com aquela atitude.
Reiji: que manhã longa a de hoje…
Ranmaru: isso é o segundo dia de aula, ainda…
Suspirou pesadamente.
Ranmaru: queria piscar e já ta me formando no final do ano. Não aguento esses babacas do internato.
Reiji observou o maior falar aquilo e abaixou o olhar.
Reiji: é, mas… quando o final do ano chegar… seremos todos obrigados a fazer faculdade e eu to cotado a entrar em…
Ranmaru: Stanford?
Reiji se surpreendeu com a dedução do albino. Ranmaru abriu os olhos e o fitou.
Ranmaru: lembro que essa faculdade é a dos sonhos de todo aquele que quer fazer direito.
Reiji: é a dos sonhos dos meus pais, não do meu.
Ranmaru: então porque não diz a eles?
Reiji: você não quer estudar engenharia e assumir a liderança da família Kurosaki também.
Ranmaru: você fala como se minha família fosse uma organização.
Reiji sorriu.
Reiji: famílias japonesas me confundem. Essa história toda dos clãs Hijirikawa, Jinguji e Kurosaki faz parecer que vocês são uma máfia que dominam o Japão.
Ranmaru revirou os olhos.
Reiji: só falta ter aqueles confrontos e um querendo matar o outro por poder.
Disse rindo meio assustador viajando em sua própria historia, mas aquilo fez o Kurosaki se sentir mal.
Ranmaru: voltando ao assunto…
Ele se sentou e encarou Reiji.
Ranmaru: não é que eu não queira estudar engenharia ou assumir os negócios da minha família, eu só queria poder viver um sonho meu… não um que foi determinado quando tava na maternidade. Mas já que não tenho outro… vai esse mesmo.
Deu de ombros.
Ranmaru: você é diferente. Odeia direito, odeia a ideia de ser juiz e queria se tornar um ídolo.
Os orbes acinzentados de Reiji alargaram por Ranmaru ainda lembrar desse sonho de infância.
Reiji: isso não tem relevância Ran-Ran. Eu não tenho mais 10 anos, o sonho de ser um popstar não tem sentido algum.
Ranmaru: no entanto, você ainda almeja isso. Não admite, mas almeja.
Reiji bufou.
Reiji: você vai estudar aonde?
Ranmaru: provavelmente na universidade Saotome ou em Massachusetts.
Reiji abaixou o olhar novamente, provavelmente eles se separariam na universidade, é impossível continuarem juntos no mesmo lugar.
Ranmaru: não faz essa cara. Você nunca vai se ver livre de mim… Reiji.
O moreno se assustou e piorou a situação quando ele levantou o rosto e viu Ranmaru a centímetros dele. Quando ele tinha levantando da cama?!
Reiji: d-d-do que você ta falando??
Tentou esconder seu nervosismo, sem resultado.
Ranmaru: eu te conheço melhor que você mesmo. Quando faz essa cara… é porque está triste, o jeito como abaixa o olhar e um leve e baixo suspiro sai pelos seus lábios entreabertos.
O sorriso se fez no rosto do albino fazendo Reiji corar.
Reiji: e por que pensa que eu posso estar triste por você?!
Perguntou irritado.
Ranmaru: você é mais transparente do que pensa.
Disse vitorioso ao ver a carranca do moreno.
Ranmaru: não quer voltar pra mim, mas se entristece apenas com a ideia de me ver longe de você. Você é meio bipolar Kotobuki.
Reiji cerrou os punhos.
Reiji: tinha esquecido o quão irritado você é.
Falou irritado. Ranmaru sorriu mais.
Ranmaru: já eu nunca esqueci o quão bem você beija.
Reiji: hã-?
Ele não conseguiu falar mais nada, Ranmaru havia o beijado de repente. Reiji arregalou os olhos e tentou afastar Ranmaru, sem nenhum resultado pelo fato do mesmo ser mais forte e o outro motivo era porque sentir a boca do albino, que sempre levou Reiji a loucura, novamente pressionando a sua… fazia todas as forças do moreno diminuírem gradativamente.
Reiji correspondeu o beijo levando às mãos a cabeleira prateada do maior, agarrando os fios com força. Eles se beijavam lascivamente e Reiji sentiu sua costa ser empurrada contra o colchão e Ranmaru por cima de si. Reiji não conseguia mais controlar suas mãos que teimavam em querer explorar o corpo de Ranmaru, subiam e desciam por suas costas, pressionava seus dedos na pele do mesmo tirando suspiros do albino entre o beijo. O albino encerrou o beijo com muita dificuldade, não queria se separar dos lábios de Reiji nunca mais, o gosto dele era ótimo, lábios tão macios, sua língua se entrelaçava na dele de forma excitante e única, Reiji era o único que podia enlouquecê-lo com apenas um beijo.
Reiji: Ran-Ran… p-para…
Ele pediu tão baixo, que saiu como um sussurro quando a boca de Ranmaru desceu para seu pescoço dando beijos e chupões intensos enquanto sua mão começava a subir por dentro da camisa do moreno.
Ranmaru: realmente quer que eu pare?
Reiji mordeu os lábios com o albino sussurrando isso em seu ouvido.
Ranmaru: você parece ta gostando.
A outra mão dele desceu vagarosamente para a coxa de Reiji acariciando e apertando de vez em quando.
Reiji: R-Ran-Ran… n-não… por favor… aahn!
Ele gemeu quando seu membro foi pressionado fortemente pela própria ereção que já estava se formando em Ranmaru.
Reiji: v-você… é tão… apressado e…
Ele falava enquanto sentia Ranmaru desabotoar sua calça.
Ranmaru: 4 anos sem você foi um inferno pra mim.
A mão dele entrou por dentro da calça tocando a boxer do menor que gemeu manhosamente, ambos estavam tão excitados que se sentiam pegando fogo por dentro.
Ranmaru: nós dois sabemos que você também quer…
Falou de um jeito malicioso e com a voz rouca no ouvido de Reiji que estremeceu. Ranmaru o beijou fogosamente enquanto acariciava seu mamilo fazendo Reiji suspirar no beijo.
Reiji: Ranmaru!
Ele gemeu quando este abocanhou seu mamilo, sugando com maestria. Reiji arqueou a coluna com a mão do Kurosaki o acariciando por cima da boxer enquanto a boca sugava seu mamilo. Reiji não estava resistindo nem um pouco, ao contrário, se entregava com vontade a todas as caricias de Ranmaru. O albino estava pronto pra tirar de vez a boxer do moreno quando ouviu batidas na porta e Ringo do outro lado chamando por Reiji.
Ringo: Reiji-kun… posso entrar?
Os dois congelaram em pânico e rápido Reiji saiu debaixo do Kurosaki e vestiu suas roupas que quase foram arrancadas pelo albino.
Reiji: só um minuto Rin-chan!!
Reiji expulsou Ranmaru da sua cama e se sentou nela pegando um travesseiro e colocando por cima de sua ereção.
Reiji: pode entrar!
Ele gritou tentando disfarçar o nervosismo. Ranmaru irritado subiu as escadas para o banheiro, precisava de um banho e bem gelado.
Ranmaru: “eu mato você Ringo!!”
Fechou o punho indignado.
......................................
Masato e Ren estavam no dormitório que ambos dividiam. Ren estava inquieto por Masato vira e bate falar de Ranmaru e como ele quase quebrou o pulso de Yamato com apenas um aperto.
Ren: sabe Hiji… se o Rei-chan ouvir você falar tanto do ex-namorado dele, que por sinal ainda o ama, desse jeito… vai ficar com ciúmes.
Masato arqueou a sobrancelha sabendo onde Ren queria chegar.
Masato: ainda esse assunto desagradável?
Revirou os olhos.
Ren: não deveria falar com tanto desprezo dos seus próprios sentimentos Masa.
Sorriu ironicamente.
Masato: tolo. É isso que você é.
Disse suspirando e ficando em pé.
Masato: mas se fosse escolher alguém pra amar… preferiria o Ranmaru do que você. Ele pelo menos não é um galinha.
Ren se irritou e se levantou puxando o braço do moreno com força até ele, o impedindo de ir ao segundo andar do quarto.
Masato: m-mas o que-?
Ele estava surpreso e ao mesmo tempo irritado.
Ren: não precisa ficar jogando na minha cara que eu não sou digno de você Hijirikawa!
Ele esbravejou assustando o moreno.
Ren: por que?! Por que?! Por que você insiste em amar o Ranmaru?!! Ele nunca olhará pra você! Não ver como é ridículo, masoquista querer continuar nesse sentimento?!!
Masato se enfureceu.
Masato: você não é ninguém pra me dizer o que fazer Jinguji!!
Ele começou a bater em Ren irritado. O Jinguji sem paciência para aquelas brigas bestas que eles tinham e também da vontade de ter o moreno para si uma única vez, selou os lábios do Hijirikawa. Masato arregalou os olhos e parou de bater no maior no mesmo instante, estava estático, mas mesmo surpreso tentou se separar de Ren a todo custo. Não poderia beija-lo, ele não devia!
Masato: “me solta, seu infeliz!! Não posso te beijar! Não posso!!”
Depois de uns segundos lutando, Masato simplesmente desistiu. Ren pressionou mais seus lábios contra os dele e lambeu lentamente o lábio superior pedindo passagem que foi concedida com um gemido que saiu dos lábios do moreno. O beijo de Masato era melhor do que Ren já tinha imaginado em seus sonhos, sabia que o moreno já tinha se relacionado com homens, não entendia o porque de tanta repulsa só com ele. O beijo começou lento e delicado, Ren explorava sem pressa a boca do menor, queria conhece-la ao máximo, descobrir seus mistérios e se surpreendeu ao ver que Masato não estava recusando e até fazia o mesmo na boca dele. Mas com alguns segundos a mão de Ren desceu vagarosamente pela costa do moreno, o causando arrepios, depositando-se em sua cintura e trazendo o corpo do Hijirikawa para si, colando completamente seus corpos e o beijo se intensificou rapidamente, com Masato se agarrando a nuca do maior. Depois de mais uns segundos o beijo se encerrou lentamente, Masato havia corado até o ultimo fio de cabelo e respirava ofegante, Ren ainda o segurava pela cintura mantendo a distância mínima entre os corpos.
Masato: onde você tava com a cabeça baka?!
Ele perguntou indignado depois de ter retomado o folego.
Ren: eu sempre quis beijar você! Sempre quis uma chance!
Masato corou mais.
Ren: por que me rejeita tanto?? É como se tivesse alguma doença contagiosa! Por que você me odeia Masato?!
O Hijirikawa estava surpreso com aquilo, Ren realmente parecia estar magoado.
Masato: você quer saber mesmo o motivo? Eu conto então.
Eles ainda estavam muito perto.
Masato: você ta certo, eu gosto de alguém sim.
Ren suspirou.
Masato: mas não é o Ranmaru!
O ruivo o olhou meio perplexo.
Masato: é o Yoshikazu.
Ren: hã?? O seu ex namorado?
Masato: sim.
Ren: mas… mas… você terminou com ele!
Ren o soltou, Masato bufou um pouco.
Masato: ele me traiu Ren. Peguei ele na cama com outro. Satisfeito?
Ren entrou em choque.
Ren: mas eu tinha certeza que ele te amava! Por que-?
Masato: eu também tinha certeza, ou melhor, tenho. Mas ele tinha um problema grave, infidelidade.
Ren continuou o olhando.
Masato: algo que você também tem.
Sorriu sarcástico.
Masato: eu nunca disse, mas… toda vez que eu tava com ele, lembrava de você com uma facilidade incrível. Vocês eram idênticos na personalidade, modo de falar, de ser, de andar, tudo.
Riu recordando disso.
Masato: pessoas como vocês não podem estar em um relacionamento, não conseguem permanecer com uma só pessoa por um tempo. Tem essa necessidade patética de mostrar que são bons, que são disputados, gostam de ver admiradores aos seus pés os bajulando.
Ren: espera aí-!
Masato: eu não terminei!
Interrompeu o maior.
Masato: ele tinha um relacionamento comigo e com o resto de país, igual você. Não teve um namoro até hoje que você não tenha colocado chifre no seu parceiro.
Ren abaixou o olhar.
Masato: por ser seu amigo, eu te conheço melhor que muitos por aí. Você é igual ao Yoshikazu! Dar uma chance a você é o mesmo que querer que meu coração sofra de novo!
Disse irritado.
Masato: então Ren… eu não te dou uma chance, não é porque gosto do Ranmaru e nem porque gosto ainda do meu ex, mas é porque gostar de você é querer ser masoquista! Eu não vou sentir tudo aquilo de novo! Eu jurei que nunca mais seria traído, humilhado e machucado por alguém como fui com ele.
Ren levantou a vista.
Masato: eu nunca me permitiria amar você!!
Exclamou e segurou uma lagrima teimosa que queria vir.
Ren: você não pode se fechar assim porque uma pessoa te machucou Masato! Eu não te machucaria!! Eu realmente-!
Foi interrompido mais uma vez pelo moreno.
Masato: eu não acredito em palavras, mas em atitudes. E as suas me provam que você não é nada confiável.
Ia sair do quarto, mas Ren se pronunciou antes.
Ren: o seu medo é de se machucar, ou de me amar?
Perguntou de costas ao moreno que paralisou.
Masato: no final das contas… é tudo a mesma coisa.
Disse despois de um tempo saindo correndo do quarto. Ren suspirou, mas abriu um fraco sorriso.
Ren: eu realmente me apaixonei por você…
Ele fechou o punho direito.
Ren: não vou desistir de você Masa. Provarei que posso ser diferente do idiota do Yoshikazu.
Exclamou convicto.
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