A Vida Pela Música.
11 Briga.
Notas iniciais
No apartamento do Hijirikawa…
Masato acordava com dificuldade pelo som do celular tocando insistentemente.
Masato: seja quem for… morra por me acordar a essa hora!!
Esbravejou mal-humorado sem nem abrir os olhos para ver quem era que tinha ligado. O moreno só escutou um suspiro do outro lado da linha.
Tokiya: você ao menos viu que horas são?
Perguntou entediado.
Masato: não e nem me interessa! A única coisa importante é que é sábado e é crime me acordar antes das 14h00min!
Tokiya riu.
Tokiya: são 12h00min baka! Ontem eu te liguei diversas vezes e você não atendeu. Onde estava?
Masato sentou na cama bufando.
Masato: fui ao shopping com o Ren, tínhamos que escolher uma roupa pra ir a festa.
Ele ouviu um silencio e depois uma risada cínica.
Masato: não vou nem perguntar o porquê da risada pra que eu não vire um assassino.
Tokiya riu mais.
Tokiya: eu só acho incrível sua capacidade de negar o que o universo já notou.
Masato arqueou a sobrancelha.
Masato: o que?
Tokiya: que você e o Ren ainda vão ficar juntos um dia.
O moreno revirou os olhos.
Masato: no dia em que sofrer um acidente e tiver amnesia. Porque só assim pra que eu seja burro o bastante de me apaixonar por ele.
Tokiya: hmm…
Masato: e nesse dia, por favor, bata na minha cabeça até eu voltar à realidade.
Tokiya riu.
Tokiya: você ainda vai engolir essas palavras Masato, escuta o que eu to dizendo.
Masato: ah que ótimo. Me acordou cedo só para me rogar praga, amigos são ótimos mesmo.
Falou irônico fazendo Tokiya rir mais.
Masato: mas o que queria falar tão cedo?
Tokiya: é sobre a festa do Peter.
Masato: o que tem ela?
Tokiya: o Otoya não quer ir por causa daqueles dois imbecis do Yamato e do Ricki, então… eu o convenci, mas admito que estou preocupado dele sofrer algum tipo de ataque dos dois. Por isso eu queria que você ligasse para os outros e vamos todos nos combinar de não sair de perto dele para que os idiotas não se aproximem.
Masato ficou meio estático pelo pedido.
Masato: você tá bem Tokiya?
Tokiya: sim, por que?
Masato: porque eu nunca te vi se preocupar tanto com alguém que não fosse você mesmo.
Falou sorrindo.
Tokiya: é porque o Otoya não sabe se defender daqueles bakas! Você e os outros sabem cuidar muito bem de si.
Masato: sei, sei…
Disse cinicamente.
Tokiya: só falta você me dizer que estou apaixonado por ele.
Masato: poderia estar.
Tokiya: ele é como se fosse… um irmão mais novo.
Masato: hmm… nesse caso um irmão bem bonito.
Tokiya revirou os olhos.
Tokiya: você pode ou não fazer isso?? Se eu ligar ele vai acabar ouvindo.
Masato ficou surpreso.
Masato: ele tá na sua casa?!
Tokiya: sim. Ele dormiu aqui, por que?
Masato acabou sorrindo mais.
Masato: não, por nada. Tudo bem, eu aviso os outros.
Tokiya: obrigado.
Eles se despediram e Masato ficou um tempo pensativo.
Masato: não seria nada ruim…
Ele riu imaginando Tokiya e Otoya namorando.
...........................
Tokiya saiu de seu quarto e foi na direção onde ficava o quarto de hospedes em que o ruivo estava.
Tokiya: posso entrar Otoya?
Ele perguntou batendo na porta, mas não recebeu nenhuma resposta e achou estranho. Tokiya entrou sorrateiramente e notou que o menor não estava.
Tokiya: ele deve estar no banheir…
Ele não terminou pelo fato de ver o ruivo saindo do banheiro só com uma boxer e a toalha em suas mãos enquanto esta passava pelos cabelos enxugando-os.
Otoya: Tokiya?!!
Ele levou um susto enorme e tentou se cobrir com a toalha de todas as formas, o rosto estava mais vermelho que seu próprio cabelo.
Tokiya: etto… desculpa ter entrado assim, mas eu chamei e você não respondeu, então…
Ele estava um pouco constrangido, mas não podia negar que havia gostado da visão. Nunca parou pra reparar em como o Itokki tinha um corpo muito belo igualmente a seu rosto.
Otoya: não! Imagina! A casa é sua, eu que não deveria…
Tokiya: tomar banho?
Arqueou a sobrancelha e riu do rubor que se elevou na face do outro.
Otoya: é que…
Tokiya: relaxa Otoya.
Ele acenou rindo e foi sentar na cama.
Tokiya: não sei se você sabe, mas as pessoas quando se hospedam na casa de alguém… elas podem tomar banho. Sem problemas.
Otoya corou.
Tokiya: além disso, seria hipócrita se dissesse que não gostei da visão.
Otoya quase desmaiou por sentir seu sangue fugir do corpo o que resultou num Ichinose rindo até sua barriga doer.
Otoya: você sempre faz isso!
Tokiya: o que?
Perguntou ainda rindo.
Otoya: fica me provocando.
Emburrou cruzando os braços.
Tokiya: porque como o Reiji diz: você fica kawaii corado.
Otoya suspirou, mas acabou rindo.
Otoya: Rei-chan e sua mania de me achar kawaii.
Tokiya: mas você é.
Otoya corou o fitando.
Tokiya: Reiji é mais japonês que o próprio Ranmaru. Quando eles começaram a namorar ele pesquisou tudo sobre o país e ainda ficava treinando umas palavras.
Otoya riu da expressão do maior.
Otoya: deveria ser bonito quando eles namoravam não é?
Tokiya sorriu.
Tokiya: sim. Eles se amam de verdade, um amor que… hoje em dia é difícil você ter a sorte de encontrar uma pessoa pra vivê-lo.
O ruivo pegou sua bermuda e camiseta e as vestiu.
Otoya: Tokiya… nos já falamos sobre isso.
O Ichinose sorriu de canto.
Tokiya: eu sou fã da sua esperança na humanidade.
Otoya riu levemente.
Otoya: eu sei que hoje em dia as pessoas não dão mais valor a esses tipos de emoções… mas sempre vou achar que enquanto tiver um coração que deseje amar, existirá outro feito pra ele que deseje ser amado. Se tem pessoas que podem feri-lo, também existe pessoas que podem curar suas feridas.
Tokiya ficou o olhando e sorriu.
Tokiya: é fácil dizer isso quando já tem o seu “coração predestinado”, Mamo-chan…
Sorriu cinicamente vendo Otoya corar.
Otoya: Tokiya!!
Tokiya riu mais.
Tokiya: você realmente gosta dele, sempre cora quando falo seu nome.
Otoya bufou.
Otoya: vou me vingar quando você estiver gostando de alguém.
Tokiya: como se eu fosse ficar sentimental assim…
Revirou os olhos.
Otoya: todos ficam.
Piscou o provocando.
Tokiya: eu não!
Otoya: repita isso quando estiver amando.
Disse irônico.
Tokiya: lamento informar que esperará uma eternidade pra ver isso Otoya.
Eles riram.
.............................
Ranmaru, Reiji, Ai, Camus e Hatsune estavam andando pelos corredores do shopping para escolher uma loja onde comprariam suas roupas.
Hatsune: yay!! Amo festas! Já to lá.
Disse animada. Ranmaru bufou.
Ranmaru: pensei ter dito, festa para os alunos do internato, e não para primas penetras e enxeridas dos alunos.
Reiji: Ran-Ran!
Bateu no braço dele.
Camus: seja mais delicado com sua prima Ranmaru.
Ai: verdade. Olhe pra ela… é um anjo.
Disse cínico passando o braço pelo ombro da ruiva que sorriu “inocentemente”.
Hatsune: ouviu? Escute seus amigos Ran-chan.
Ranmaru: só se for aquele “anjo” que foi expulso do céu.
Sorriu de canto irônico.
Hatsune: você é muito mau!!
Mostrou a língua pra ele.
Hatsune: eu nunca fui expulsa de nenhum lugar!
Ranmaru: só daquela vez que sua mãe te expulsou de casa lembra?
Arqueou a sobrancelha maldosamente.
Hatsune: eu não fui expulsa, apenas me retirei temporariamente enquanto a energia negativa dela ia embora.
Eles riram.
Camus: nessas horas eu vejo o porquê você se dá tão bem com o Ai.
Ai: ela é minha alma gêmea.
Beijou a bochecha da ruiva que riu.
Hatsune: ah Ai… quem dera você gostasse de mulher, eu casava com você hoje.
Ai: eu sou flex. O que cair na minha rede é peixe.
Hatsune: então eu quero ser devorada.
Ai: perfeito. Banquete de primeira hoje.
Piscou à garota. Eles caíram na risada da cara dos três presentes.
Reiji: por um momento pensei que estivessem falando sério.
Ranmaru: se fosse, eu internava o Ai pra impedir esse casamento.
Hatsune: Ran-chan tão ciumento, você sabe que eu te amo.
Mandou um beijo a ele.
Ranmaru: na verdade faria isso pra impedir o meu melhor amigo de cometer um erro suicida em te levar pra casa.
Eles riram. Hatsune revirou os olhos.
Hatsune: você não pode me impedir de amar Ranmaru.
Ranmaru: Hatsune se você amasse cada homem que tira sua roupa, não existiria mais humanidade pra você amar.
Reiji: Ran-Ran pare com isso!!
O repreendeu, embora estivesse quase rindo. Ai e Camus estavam iguais.
Hatsune: ok, podem rir. Eu deixo.
Disse irônica e os três não aguentaram.
Hatsune: olha aqui Ranmaru…
Apontou o dedo na cara dele.
Hatsune: eu só estou à procura do amor, quando encontra-lo deixarei de tirar a roupa na frente dos outros. E só meu futuro amor que terá essa honra.
Disse calmamente.
Ranmaru: sei…
Hatsune: e não dê um de moralista. Porque se condenasse alguém ao inferno pelo que você e o Reiji fazem na cama, os dois estariam condenados pelos próximos 300 mil anos.
Sorriu maliciosa.
Reiji: Hatsune!!
A repreendeu completamente corado.
Ranmaru: cala essa boca Hatsune!
Hatsune: eu me recordo como se fosse ontem daquela viagem que nós fizemos. “aaaah Ran-Ranmaru… m-mais forte!! Ahh!! Por kami-sama… isso é muito bom! Mais rápido! Me foda com mais força… ahh!!!”
Reiji quase desmaiou de tanto que estava vermelho e se escondeu atrás do albino que não estava muito diferente.
Camus: acabo de ser traumatizado para sempre.
Disse irônico.
Ai: minha inocência foi pelo ralo agora.
Hatsune sorriu maliciosa.
Hatsune: como se algum um dia você tivesse possuído isso.
Ai riu.
Reiji: como você…?
Hatsune: você não faz o estilo uke discreto né Rei-chan?
Piscou ao moreno que corou mais.
Hatsune: e o Ranmaru faz o tipo seme selvagem… dá nisso. Eu lá no meu quarto escutei vocês.
Ai: uau!
Camus: eu já imaginava… só não pensei que fosse desse nível.
Ai: só cuidado meus amigos pra não terem um infarto agudo do miocárdio.
Sorriu de canto cínico.
Ranmaru: cala a boca Ai!!
Reiji: Ai-Ai!
Choramingou corado.
Hatsune: e folego pra quase a noite inteira.
Murmurou para os dois.
Ai: por isso o Reiji sempre chegava morto de sono pra aula no dia seguinte.
Camus: e andando de um jeito esquisito.
Reiji: já chega!!!
Ele gritou com os três.
Ranmaru: nós não vamos ficar discutindo nossa vida sexual com vocês! Era só o que faltava!
Os três riram.
Ranmaru: Hatsune mais perdida que escoteiro na selva sem bússola! Camus 5 anos que o Cecil espera pra ser traçado por você e até hoje nada! E Ai doido pra transformar em uke o irmão gêmeo do ex!
Os três arregalaram os olhos chocados. Reiji começou a rir.
Ranmaru: então… sem moral alguma pra falar de mim e do Reiji! Nós vamos escolher nossas roupas, depois nos encontramos!
Falou irritado puxando Reiji pelo braço e saindo dali.
Hatsune: tão agressivo…
Murmurou ainda assustada pela explosão.
Camus: esse cara me paga!
Ai: mas ele tem razão. O coitado do Cesshi tá numa seca desgraçada.
Camus: calado Ai! E você que tenta todos os dias estuprar o Syo!
Ai: hã?!
Hatsune os olhava incrédula.
Hatsune: ok, Hatsune perdida nesse assunto. Quem é esse tal de Syo? Irmão gêmeo exatamente de qual ex Ai?
Ai: ninguém.
Camus: ninguém nada! Lembra do Kaoru?
Hatsune: claro! Aquele loirinho lindo e fofo. O que é que tem?
Camus: pois esse “loirinho lindo e fofo” tem um irmão gêmeo idêntico! Syo Kurusu e adivinha quem tá caidinho por ele? E um detalhe: o garoto é hetero.
Apontou ao bluenette que o fuzilava. Hatsune o olhou incrédula.
Hatsune: eu sei perfeitamente que o Kaoru é lindo e se esse Syo é idêntico a ele, deve ser lindo também. Mas não é mais fácil ter uma recaída com o Kaoru? Eu, por exemplo, tenho um ex que terminamos há dois anos, mas temos recaída todo mês. Não tivemos química, mas nossa física é nota 10.
Piscou aos dois que riram.
Ai: é que…
Camus: o problema não é a beleza, mas a pessoa. Ai está completamente atraído pelo Syo e não tem nada a ver com a semelhança dele com o Kaoru.
Hatsune: está apaixonado?
Ai: claro que não!!
Negou no mesmo instante.
Ai: só é atração. Eu gosto do jeito dele, o garoto mexe comigo.
Apontou para si.
Ai: não faz ideia do quanto ele mexe.
Sorriu maliciosamente. Camus e Hatsune riram.
Hatsune: hmm… ok. Mas cuidado com essa “mexida” toda, meu primo começou assim e olha no que deu.
Ai rolou os olhos.
Ai: por que todos acham que eu vou me apaixonar por ele? Que saco! Uma vez o Reiji deu uma crise e “chilique de Reiji”, o Camus a mesma coisa.
Suspirou.
Ai: vamos atrás daqueles bakas e escolher uma roupa logo.
Falou pondo as mãos no bolso e caminhando na direção que Ranmaru e Reiji foram.
Camus: pra todos falarem é porque tem um ponto de razão não acha?
Perguntou irônico a ruiva que sorriu.
Hatsune: esse aí é cabeça dura, só vai admitir quando estiver literalmente ferrado.
Disse rindo.
.............................
Otoya estava sentado na cama do Ichinose enquanto Tokiya revirava todas as roupas do seu closet. O menor estava de queixo caído pela quantidade de roupa que o moreno tinha, por isso quando ele saia nos fins de semana do internato ele nem trazia as roupas de lá.
Tokiya: bom… de acordo com seu jeito…
Ele trouxe umas 15 blusas em seus braços e jogou sobre a cama.
Tokiya: essas blusas fazem bem seu estilo. Depois escolhemos uma calça e de acordo com a blusa, podemos jogar uma jaqueta por cima.
Otoya o olhou incrédulo.
Tokiya: que foi?
Otoya: você vai me fazer escolher uma entre todas essas?? É impossível. Vamos passar o dia inteiro vendo isso.
Tokiya riu.
Tokiya: é só escolher a que mais te agrada.
Otoya olhava as blusas.
Otoya: bom, todas são bonitas e eu nunca tive muito problema pra escolher roupa. Se coubesse, já era o bastante.
O Ichinose revirou os olhos.
Tokiya: mas você não pode fazer isso pra ir à festa. Tem que ficar bonito, embora não seja sacrifício pra você.
O menor corou pelo elogio.
Otoya: eu sei que você deve sair muito, mas… já vestiu tudo isso de roupa?
Apontou para as que estavam em cima da cama e as que estavam no closet.
Tokiya: na verdade essas que eu coloquei, nenhuma eu usei ainda. Eu não ia te dar uma roupa usada pra ir a festa não é?
Deu de ombros.
Otoya: ehh??
Estava perplexo, o moreno riu.
Tokiya: vamos lá, eu te ajudo a escolher uma roupa.
Otoya: ok.
Levantou da cama e começou a escolher junto com Tokiya.
............................
Os meninos e Hatsune estavam em uma loja no shopping, resolveram escolher algo para vestir ali.
Hatsune: bom, eu vou para a sessão feminina. Vejo vocês mais tarde.
Ela se despediu dos quatro. Eles se desbandaram pela sessão procurando algo pra usar na festa.
Vendedora: com licença. Precisa de ajuda?
Uma jovem por volta dos seus 20 anos se aproximou de Ranmaru e perguntou sensualmente. O albino mal a olhou nos olhos.
Ranmaru: eu vou numa festa hoje e preciso de uma roupa, mas não tenho a menor paciência pra escolher.
Ela sorriu e ficou do seu lado o ajudando.
Reiji estava do lado de Camus, eles olhavam umas calças quando o Kotobuki mirou seu olhar na direção onde o namorado estava e viu a vendedora quase se atirando nos braços do albino.
Reiji: o que o Ran-Ran tá fazendo com aquele projeto de quinta da cachinhos dourados??!
Camus olhou na direção e riu do ciúme do menor.
Camus: ela tá o ajudando a escolher uma roupa Reiji.
Reiji: tá é dando em cima dele!!
Camus revirou os olhos.
Camus: você é muito ciumento.
Reiji bufou. Ranmaru havia pegado uma blusa e ficou examinando pra ver se ia ficar bem nele, a mulher passou a mão propositalmente pelo braço forte dele dizendo que aquela blusa realçaria seus braços. Reiji fuzilou-a com os olhos.
Reiji: tem certeza que ela só tá o “ajudando” a escolher uma roupa Myu-chan?!
Sua cara estava assustadora, Reiji dava medo quando estava com ciúme. Ele ia lá, mas o loiro o segurou.
Camus: você não vai querer fazer um escândalo aqui por ciúme né?
Reiji o fitou e suspirou pesadamente notando que não era uma boa ideia.
Reiji: mas ela tá dando em cima dele Myu-chan!!
Choramingou.
Camus: você deveria estar mais do que acostumado com isso.
Reiji suspirou e passou as mãos no cabelo desarrumando todo.
Reiji: por que o Ran-Ran atrai tanta mulher??!! Que saco!! Odeio esse imã maldito que ele tem!!
O conde sorriu de canto.
Camus: ele não é feio, agora sobre o imã… quem tem que dizer isso não sou eu. Afinal quem é apaixonado por ele aqui é você.
Reiji cruzou os braços emburrado. Ai chega perto deles.
Ai: minna olhem essas blusas! Com qual eu vou? Eu quero algo que abale como terremoto quando eu chegar na casa do Peter.
Camus e Reiji riram.
Reiji: todas são lindas e vão cair bem em você.
Ai: isso eu sei né Reiji? Tudo cai bem em mim, pessoas bonitas por natureza tem essa vantagem.
Os amigos reviraram os olhos. Reiji olhou outra vez na direção do Kurosaki e viu a loira mais próxima dele ainda.
Reiji: com licença.
Sorriu aos dois e saiu.
Ai: qual o problema?
Camus: a vendedora tá dando em cima do Ranmaru e Reiji pensando em mil formas de tortura sangrenta antes de mata-la.
Ai riu.
Ai: rotina normal desses dois quando estão namorando.
Camus sorriu.
Ai: mas voltando…
Ele mostrou dentre as peças, uma blusa em especial.
Ai: qual a pior coisa que vão dizer de mim se vestir essa?
Camus: hm…
Ele ficou analisando.
Camus: “quem esse play boy borçal pensa que é?”
Ai sorriu satisfeito.
Ai: essa vai para o topo da lista! Já escolhi a blusa, só preciso da calça e quem sabe uma jaqueta que caia bem com ela.
Camus riu.
Camus: ama chamar atenção.
Ai: é sempre interessante ver quem me odeia, me odiar mais ainda.
Piscou cínico.
Camus: você é um caso perdido.
Ai: por quê? É tão bom ser amado e odiado na mesma intensidade.
Falou sarcástico, eles riram.
......................
Reiji pediu ajuda a uma vendedora para escolher uma roupa e nisso aproveitava pra ficar perto de onde o albino estava e escutar a conversa que a loira tinha com ele.
Ana: err… o senhor está bem?
Perguntou sem jeito a Reiji que até então estava um pouco distraído.
Reiji: hã? Sim, por quê?
Ana: é que eu lhe perguntei se havia gostado de alguma blusa e o senhor não respondeu.
Reiji corou.
Reiji: desculpe. É que eu to pensando numas coisas.
Ela sorriu educada.
Reiji: todas são lindas, posso experimentar?
Ana: claro senhor. Eu o levo até os provadores.
Reiji agradeceu e no caminho se encontrou com Ranmaru.
Ranmaru: você já escolheu?
Reiji o encarava irritado.
Reiji: sim. Vou só experimentar agora.
Respondeu seco. Ranmaru arqueou a sobrancelha para o tom do moreno.
Sofie: é por aqui os provadores senhor, se precisar de qualquer coisa é só chamar.
A loira se derreteu toda para o maior, Reiji se pudesse matar alguém… teria voado no pescoço da oferecida.
Ana: fique a vontade senhor.
Reiji sorriu agradecendo e pegou as roupas entrando e nem olhou para a cara do Kurosaki que ainda o olhava perplexo.
Reiji: “se precisar de qualquer coisa é só chamar”…
Imitava com uma voz enojada e afeminada a loira enquanto retirava sua blusa.
Reiji: maldita! Mulheres que dão em cima do homem de outras pessoas deveriam arder no fogo do inferno!
Tirou sua calça e ficava olhando as peças pra ver qual vestiria primeiro.
Reiji: odeio esse ciúme! Ran-Ran tem que ficar trancado dentro de casa e nunca sair pra nada!
Ranmaru: posso saber o que houve?
Ele pulou pelo susto e levantou a cabeça fitando Ranmaru pelo espelho.
Reiji: o que você tá fazendo no meu provador?
Perguntou ainda irritado.
Ranmaru: eu notei a irritação na sua voz. O que aconteceu?
Reiji: nada.
Respondeu seco.
Ranmaru: “nada”? Então essa tromba de elefante é por “nada”?
Indagou irônico.
Reiji: o que você estava conversando com a cover vulgar da cachinhos dourados?!
O albino o fitou incrédulo.
Ranmaru: quem?
Reiji: essa vendedora oferecida que tá quase abrindo as pernas pra você.
Os orbes heterocromáticos alargaram pelo que ouviu.
Ranmaru: você tá com ciúmes da Sofie?
Reiji sorriu sarcástico.
Reiji: Sofie? Então o nome da vadia é Sofie?
Cruzou os braços.
Reiji: estão íntimos não? Já sabe até o nome dela.
Ranmaru revirou os olhos.
Ranmaru: estava no crachá Reiji.
Falou entediado.
Reiji: hmm… isso significa que você ficou curioso ao ponto de olhar?
O Kurosaki suspirou.
Ranmaru: não tem o menor cabimento você sentir ciúme da vendedora.
Reiji: e por que não??
Ranmaru: porque eu amo você. Deveria ser o bastante pra saber que ninguém, nunca, significará pra mim o que você significa.
Falou calmo. Reiji perdeu todas as armas com a confissão e descruzou os braços fitando Ranmaru.
Reiji: mas… mas…
Ele foi interrompido pelo puxão firme que Ranmaru deu em seu pulso, o trazendo para si envolvendo-o em um beijo calmo e profundo.
Ranmaru: seu ciúme é engraçado e adorável. Mas não tem o menor cabimento.
Murmurou sorrindo nos lábios entreabertos do menor.
Reiji: mas eu não gosto de ver ninguém dando em cima de você! Me irrita…
Passou os braços pela nuca dele.
Reiji: Ran-Ran é só meu. Então ninguém pode ver, tocar, falar, abraçar e se aproximar.
Falou manhoso o beijando. Ranmaru riu.
Ranmaru: você é muito ciumento.
Sussurrou contra a pele do pescoço de Reiji que se arrepiou todo.
Reiji: eu só tenho medo de perder você.
Admitiu baixo apertando com um pouco de força seus braços.
Ranmaru: e por que acha que vai me perder para uma “cover da cachinhos dourados”?
Perguntou divertido no ouvido de Reiji.
Reiji: eu… eu não sei. Mas o ciúme nos faz ver coisas onde não existe.
O albino sorriu e colou sua testa na do menor.
Ranmaru: olha bem nos meus olhos…
Reiji obedeceu e corou levemente pela intensidade que Ranmaru o fitava.
Ranmaru: o que vê neles?
O Kotobuki sorriu.
Reiji: que você me ama e eu sou um completo idiota.
Ranmaru: é, você soube ler bem.
Reiji riu e bateu de leve no seu peito.
Reiji: baka.
Ranmaru: mas também diz uma coisa.
Reiji: o que?
Ranmaru sorriu e se aproximou mais da boca do outro, Reiji prendeu a respiração pela proximidade mínima e perigosa entre seus lábios.
Ranmaru: que você é a única pessoa que eu vou querer para o resto da vida. Eu tendo você, o resto não importa.
Reiji corou, mas sorriu feliz com aquela confissão. Sabia que Ranmaru o amava, mas sempre adorava ouvi-lo dizer varias vezes aquilo.
Reiji: desculpa.
Pediu envergonhado.
Ranmaru: eu gosto dos seus ciúmes, adoro ver você se descabelando… é engraçado.
Reiji: ah muito obrigado. Fico feliz em saber disso.
Falou irônico. Ranmaru riu.
Ranmaru: mas só não quero que ele afaste você de mim.
Reiji: isso é impossível.
Sorriu e o puxou pela nuca para outro beijo, mais rápido e intenso dessa vez. Reiji estava só com a boxer, então o contato estava mais profundo e seus pelos todos se eriçavam com as mãos do Kurosaki subindo e descendo pela sua costa.
Reiji: ah…
Ele gemeu baixinho quando o pescoço foi atacado pelos beijos selvagens e chupões. Reiji desceu com a mão destra e adentrou por dentro da camiseta arranhando a pele alva lentamente, Ranmaru gemeu baixo com aquilo.
Ranmaru: acho melhor pararmos… afinal estamos dentro de um provador.
Sussurrou no ouvido do namorado que gemeu inconformado.
Ranmaru: eu vou voltar para…
Antes dele sair teve seu pulso segurado forte.
Reiji: por que não continuamos?
O albino arregalou os olhos.
Ranmaru: brincadeira não é?
Reiji sorriu travesso e o jogou forte contra a parede.
Reiji: por favor Ran-Ran…
Sussurrou sensualmente.
Reiji: nós nunca transamos dentro de um provador.
Ele estava perigosamente com a expressão pervertida que Ranmaru conhecia tão bem.
Ranmaru: não, não e não.
Balançou as mãos freneticamente.
Ranmaru: não é lugar pra isso Reiji! É um lugar público.
Reiji riu animado.
Reiji: mas é isso que excita. O risco de ser pego…
Ele pôs a mão por cima do membro de Ranmaru e ficou massageando arrancando gemidos involuntários do mesmo.
Ranmaru: m-mas…
Ele mordeu o lábio inferior começando a se sentir quente com aquela caricia.
Reiji: você é tão safado Ran-Ran.
Murmurou dando uma mordida no pescoço do maior que gemeu.
Reiji: já está ficando excitado não é?
Riu se divertindo.
Reiji: não negue que essa fantasia te excita também. Lembra aquela vez que transamos na praia?
Reiji abriu o zíper da calça, adentrando com sua mão por dentro e agarrando o membro por cima da cueca mesmo.
Ranmaru: urgh…!
Reiji: fizemos amor naquela noite linda, as ondas estavam fortes, o vento arrepiava nossos corpos… você me possuiu com tanta vontade, com tanta força… foi delicioso. Perdi a conta de quantas vezes me masturbei pensando naquele dia.
Reiji o provocava sensualmente no ouvido enquanto a mão estimulava com mais força o membro que já estava cheio de sangue.
Ranmaru: você… sempre com essas fantasias estranhas.
O menor sorriu malicioso.
Reiji: e você sempre soube realizar todas elas.
Reiji se afastou e mordeu o lábio inferior olhando aquela visão tão estimulante para seu sexo. Ranmaru levemente corado, excitado e uma ereção enorme no meio das pernas.
Reiji: realize essa também Ran-Ran.
Ele virou de costas e abaixou a única peça que o impedia de ficar nu na frente do namorado.
Reiji: me possua.
O olhou por sobre o ombro e viu o rosto do Kurosaki ser tomado por uma expressão de luxuria.
Reiji: me foda com bastante força.
O albino mordeu o lábio inferior e sorriu abaixando a calça e a boxer até o meio das coxas. Quando ele acochou em Reiji o menor acabou gemendo manhoso.
Ranmaru: você é um cafajeste.
Reiji sorriu.
Reiji: e todo seu.
Ele pegou na mão de Ranmaru que agarrava seu quadril com força. O Kotobuki gemeu ao sentir o membro de Ranmaru entrar no meio de suas pernas e quase que automaticamente Reiji as fechou ao redor da ereção que ia e vinha esfregando-se forte nas suas nádegas e no seu membro.
Ranmaru: vamos ser descobertos se gemer tão alto.
Sussurrou provocativo no ouvido e depois mordeu firme sua nuca, Reiji teve que pressionar os lábios para não fazer barulho com aquela mordida.
Ranmaru: a Hatsune tem razão… você é bem barulhento Reiji.
Ele depositava vários beijos em sua clavícula, nuca.
Reiji: hmm… p-posso tentar mudar aah… i-isso…
O albino riu.
Ranmaru: não precisa. Eu gosto dos seus gemidos, gosto quando grita meu nome, como implora por mais. Ninguém geme tão gostoso como você.
O menor sorriu mordendo os lábios sentindo seu interior pegar fogo. Ele envolveu a cabeça do membro de Ranmaru com as mãos e massageava enquanto o albino esfregava em si.
Reiji: ah Ran-Ran… me faça seu agora…
Implorou com um tom carente.
Ranmaru: não vá gritar.
Avisou malicioso começando a forçar a entrada de Reiji. O Kotobuki arqueou a coluna e mordeu o lábio para evitar gemidos muito altos.
Reiji: está… tão duro…
Ele respirava com dificuldade. O Kurosaki gemeu sentindo o membro ser sugado pelo interior de Reiji que parecia querer engoli-lo de tão apertado que estava.
Ranmaru: Reiji… eu to te machucando?
Reiji: não.
Ele sorriu mesmo com a respiração descompassada e fechou os olhos em deleite.
Reiji: você nunca me machuca Ran-Ran.
Ranmaru continuou empurrando até que conseguiu se colocar todo dentro do moreno que gemeu em contentamento.
Ana: o senhor está gostando das roupas?
Reiji e Ranmaru congelaram e o moreno fez todo um esforço pra responder.
Reiji: a-ah sim… estou adorando…
Ranmaru sorriu pelo tom de êxtase que tinha o namorado. Ele resolveu brincar com o menor e investiu contra o corpo deste que precisou morder a própria boca outra vez para não gritar.
Ana: como estão os tamanhos?
Reiji: grande… está bem grande…
Sua expressão estava tomada pelo prazer e Ranmaru o violava mais forte a cada segundo.
Ana: hã? Não quer que eu traga um tamanho menor?
Reiji: n-não… eu gosto assim.
Ele jogou a cabeça para traz apoiando no ombro do albino que passou a desferir investidas mais rápidas.
Reiji: está… bem fácil em deslizar para dentro… hmm… está tudo dentro…
A moça estava sem entender nada.
Ana: bom… estou aqui perto. Quando terminar de experimentar é só me procurar.
Reiji: o-ok. Obrigado…
Ela saiu e Reiji se permitiu gemer um pouco mais alto.
Ranmaru: você quase não se controlou.
Sussurrou se divertindo.
Reiji: v-você é muito… mau Ran-Ran… ahh-!
Ele levou a mão á boca e quase não conseguiu evitar o grito que saiu quando Ranmaru atingiu sua próstata com força. Quando o Kurosaki viu que tinha acertando Reiji em cheio, passou a desferir violentas e rápidas estocadas naquele ponto levando o menor ao delírio que quase não conseguia controlar seus gritos.
Reiji: seu… pau… está quente…
Murmurava em meio aos gemidos. Ranmaru passou o braço pelo corpo do moreno e colou mais ao seu.
Ranmaru: você é tão gostoso…
Ele beijou a nuca de Reiji que se arrepiou todo.
Reiji: aah… i-isso Ranmaru… meu use… ah…!
Ele rebolava e empurrava seu quadril contra o do maior.
Reiji: abuse completamente… do meu corpo…
Ranmaru com uma mão agarrou a bunda de Reiji e com a outra ele acariciava seu membro.
Reiji: ahh! S-Sugoi… oh Kami…!
O Kurosaki carregou firme o menor até uma poltrona que tinha ali e sentou colocando Reiji em seu colo, de costas para si. O moreno arqueou a coluna e gemeu alto sentindo o falo entrar todo em si e a cada estocada ele acertava sua próstata em cheio. Aquela posição dava um prazer imenso ao Kotobuki e ainda o fazia ter o controle do ritmo. Ele cavalgava em Ranmaru com toda a força que tinha, o mais rápido que conseguia e seu quadril era impulsionado também pelas mãos fortes do namorado que o pegavam firme.
Ranmaru: olhe pra sua frente Reiji.
Ordenou. Reiji obedeceu e seus olhos alargaram ao ver um espelho bem a frente deles.
Ranmaru: fique olhando. Olhe para sua expressão de prazer… olhe para a forma como meu pau entra fundo em você…
Reiji: hmm...! ahh… Ranm… ahh!
Ele gemeu, estava perto do ápice.
Ranmaru: fique olhando até eu te fazer ir ao céu com um orgasmo.
Reiji: Ran-Ran… g-goze em mim! Goze dentro…! Ahhn…
Ele jogou mais sua cabeça para trás e com uma das mãos agarrou a cabeleira do Kurosaki que passou a penetra-lo mais forte.
Reiji: oh céus…!! Isso é tão gostoso…!
Ele se levantou do colo do maior o deixando incrédulo. Reiji se apoiou no espelho, de costas para Ranmaru.
Reiji: vamos… me faça gozar bem forte Ranmaru.
Pediu malicioso empinando a bunda e dando umas reboladas atiçando mais o Kurosaki que não perdeu tempo, se levantou e o penetrou de uma vez só.
Reiji: AH-hhhh!!
O grito dele foi suprimido pela mão do albino que tampou sua boca. Os orbes acinzentados reviravam sentindo seu ânus sendo fodido cada segundo mais forte, o pau de Ranmaru o revirava por dentro, estimulava-o completamente.
Reiji: “por que ele é tão gostoso??”
Ele pensava enquanto seus olhos fitavam pelo espelho os de Ranmaru, ambos cobertos de luxuria e malicia. A boca ainda era tampada pela mão do albino e isso deixava as coisas, estranhamente, mais excitantes para Reiji por ter seus gemidos suprimidos dessa forma, ser comido com tanta força, ver no rosto de Ranmaru o quão excitado ele estava… aquilo tudo estava enlouquecendo e acabando com a sanidade de Reiji. Fora a belíssima visão que ambos tinham pelo espelho deles mesmos.
Ranmaru: não esqueça… eu sou seu Reiji, da mesma forma que você pertence somente a mim.
Reiji gemeu contra a mão de Ranmaru quando o mesmo murmurou isso em seu ouvido.
Ranmaru: ninguém é capaz de me tirar de você.
Ele acelerou drasticamente os movimentos fazendo Reiji gritar, que mesmo sendo abafado, ainda saiu alto. Ranmaru estava quente e cada vez maior dentro de si, sabia que o namorado estava quase gozando.
Ranmaru: eu te amo.
Sussurrou isso em seu ouvido quando gozava fortemente dentro do moreno o fazendo gozar também.
Reiji: ahhh!! Ranmaru…!!
Ele gemeu seu nome arqueando forte a coluna enquanto ejaculava.
Reiji: eu te amo tanto…
Ele quase foi ao chão, mas o albino o segurou firme.
Reiji: seu membro… está ejaculando tanto dentro de mim… ah…
Gemeu exausto sentindo seu interior preenchido até o fundo.
Ranmaru: satisfeito?
Perguntou cínico em seu ouvido. Reiji sorriu.
Reiji: muito.
O menor se virou para o namorado e o abraçou.
Reiji: você vai mesmo me amar pra sempre?
Ranmaru sorriu e acariciou seus cabelos, um carinho que fez Reiji se aconchegar mais em si.
Ranmaru: sem duvida alguma, sim.
As mãos de Ranmaru pegaram no rosto de Reiji o erguendo delicadamente.
Ranmaru: eu te amo tanto e como eu havia dito antes, se permitir… eu passo o resto da minha vida com você.
Reiji sentiu algumas gotículas de lagrimas se acumularem no canto de seus olhos.
Reiji: eu não preciso permitir. Você tem o direito, dever e obrigação de me aguentar pra sempre.
Falou brincando tirando um riso do albino.
Ranmaru: pode deixar que eu faço o sacrifício.
Sussurrou sarcástico e Reiji revirou os olhos rindo para depois beijá-lo carinhosamente.
.............................
Reiji e Ranmaru saíram depois de um bom tempo com as roupas nas mãos. Ana e Sofie esperavam do lado de fora.
Ana: foi satisfatório o tamanho senhor?
Perguntou com um mínimo sorriso cínico.
Reiji: etto… ah… sim! As roupas ficaram ótimas.
Sofie: e as do senhor?
Perguntou sorrindo sedutoramente. Reiji revirou os olhos.
Ranmaru: ficaram boas também.
Ana sorriu.
Ana: estou perguntando do tamanho dele.
Reiji corou furiosamente e Ranmaru não sabia onde enfiar a cara. Sofie olhou incrédula para os três.
Reiji: err… b-bom… nós…
Ana: não se preocupe senhor. É mais comum do que pensa casais terem seus “momentos” em provadores.
Sofie arregalou os olhos.
Sofie: casais?
Reiji a olhou e sorriu maroto.
Reiji: sim. Ele é meu na-mo-ra-do.
Soletrou cinicamente.
Reiji: algum problema?
Perguntou desafiador a loira que estava em choque.
Sofie: n-não senhor.
Reiji: ótimo.
Ranmaru o olhou pelo canto do olho e sorriu.
Ranmaru: nós já escolhemos o que vamos vestir. Vamos procurar o Ai e o Camus.
Reiji: haii!
Passou seu braço no de Ranmaru.
Ranmaru: e tenho que me certificar que a Hatsune não tenha comprado o shopping nesse tempo.
O moreno riu. Eles agradeceram e se despediram das vendedoras, sendo que uma ainda estava frustrada por saber que eles namoravam.
......................
Ai e Camus estavam conversando na entrada do caixa.
Reiji: Yoo!
Eles se aproximaram dos amigos.
Ai: até que enfim!!
Cruzou os braços fitando-os.
Ai: vocês foram experimentar ou ainda construir a fabrica que faz as roupas?
Perguntou sarcástico.
Reiji: etto…
Camus: por que demoraram tanto?
Arqueou a sobrancelha desconfiado.
Ranmaru: tivemos uns problemas.
Camus: que tipo de “problemas”?
Ranmaru: não é da sua conta!!
Revidou sem paciência e Reiji estava corando o que acabou entregando os dois.
Camus: não é possível que vocês fizeram o que eu to pensando que fizeram…!
Disse incrédulo e quando o albino ruborizou como Reiji, ele teve a certeza.
Ai: vocês transar-?!
Ele foi interrompido por Camus que colocou a mão em sua boca.
Camus: fala mais baixo baka!
Ele sorriu sem jeito a umas pessoas na fila.
Ai: mas eles transaram no provador Camus.
Disse indignado.
Ai: é muito injusto!
Reiji: o que é injusto Ai-Ai?
Ai: vocês terem transado lá! Eu nunca transei.
Cruzou os braços pensativo.
Ai: vou ter que arranjar alguém para ter essa fantasia… não posso perder pra vocês.
Ranmaru revirou os olhos, Reiji e Camus riram.
Ranmaru: sério que vai querer competir com isso?
Ai: claro meu amigo.
Disse cínico.
Ai: que tipo de pegador eu seria se perdesse pra vocês por causa dessa fantasia?
Camus: levando em consideração que você já arrastou 80% do colégio pra cama, não é tão difícil conseguir alguém pra realizar esse desejo.
Ai suspirou em contentamento.
Ai: como é bom ser disputado.
Os quatro riram.
..............................
Kaoru e Syo estavam passeando pelo shopping, tinham acabado de almoçar quando Syo lembrou que não havia comprado nenhuma roupa pra ir à festa.
Kaoru: nii-san não sei o porquê de se importar tanto com isso. Você fica bonito de qualquer forma.
Syo riu olhando umas jaquetas.
Syo: conveniente falar isso quando se tem a minha cara.
Disse irônico, Kaoru revirou os olhos e sorriu.
Kaoru: mas você é você. Sempre teve seu estilo e personalidade peculiares, sabe… eu no fundo sempre quis me parecer com você.
Syo o fitou surpreso.
Syo: mas…
Kaoru: não é pela aparência.
Disse rindo.
Kaoru: é pela personalidade. Você sempre foi tão extrovertido, popular, talentoso…
Ele sorriu.
Kaoru: sempre falaram que você era o Kurusu mais legal dos dois. E elegante também.
Piscou ao menor que se sentiu mal.
Syo: Kaoru! Você tem seu jeito e não deixa de ser menos incrível por isso! Eu não sou nada especial e fora que ainda tenho esse comportamento meio agressivo e histérico.
Falou fazendo uma careta que tirou mais a risada do mais novo.
Kaoru: meio?
Syo: ok, ok. Completamente agressivo e histérico.
Eles riram.
Kaoru: mas sempre foi você que mais chamava a atenção lembra?
Ele fitou o chão meio pensativo.
Kaoru: quando o Ai e eu terminamos… eu fiquei pensando que talvez se eu fosse mais interessante como você ele teria se apaixonado por mim.
Syo arregalou os olhos drasticamente.
Kaoru: vocês dois são parecidos.
Ele riu.
Kaoru: eu sentiria ciúme se você não fosse hetero.
Disse brincando e piscou ao menor. Syo engoliu em seco.
Syo: você tem que tirá-lo da cabeça Kaoru!
Falou com a voz firme assustando o Kurusu mais novo.
Syo: vocês já terminaram há um bom tempo! Eu sei que ele foi importante pra você, seu primeiro amor, mas… não pode amá-lo para o resto da vida. Não tem sentindo ficar sofrendo por alguém quando existe infinitas oportunidades de arranjar alguém que realmente valha a pena!
Kaoru estava surpreso.
Kaoru: vocês ainda estão brigando nii-san?
Indagou preocupado.
Syo: não é isso! Eu só quero que você siga sua vida!
Disse irritado. Kaoru sorriu.
Kaoru: ele foi importante demais, eu nunca o esquecerei completamente. Mas também não me iludo com a oportunidade de um dia tê-lo outra vez. Eu sei que isso nunca vai acontecer.
Suspirou pesadamente.
Kaoru: eu vou seguir em frente quando for à hora certa. Não se preocupe com isso nii-san.
Abraçou Syo que retribuiu o gesto com um aperto no coração.
Syo: “ele ainda o ama tanto…”
Fechou os olhos lembrando do que rolou entre eles no dia anterior.
Syo: “eu sou um péssimo irmão.”
Um bip no celular de Kaoru foi ouvido.
Syo: é da faculdade?
Kaoru suspirou.
Kaoru: sim. Eu tenho que ir nii-san, tudo bem?
Syo sorriu.
Syo: claro! Vai lá! Nos falamos a noite.
Kaoru: você ainda vai ficar por aqui?
Syo: hai. Tenho que escolher uma roupa pra ir a festa né?
Piscou ao Kurusu que riu.
Kaoru: tudo bem. Bye-bye.
Ele se despediram e Syo continuou na loja vendo as peças de roupa.
........................
Otoya não sabia escolher qual look que Tokiya tinha formado para ir a casa de Peter.
Tokiya: você não gostou de nenhum?
Otoya sorriu.
Otoya: estão todos perfeitos, mas eu realmente não consigo decidir por um e…
Ele foi interrompido pela porta do quarto do moreno que abriu bruscamente.
?: Tokiya!! Por que não me ligou que tinha chegado? Você é cruel, muito cruel.
O moreno sorriu pela forma como o amigo falou.
Tokiya: eu só cheguei ontem à noite e estava morto de cansado. E hoje quando acordei logo tive uma missão de vestir o Otoya para ir numa festa.
Otoya olhava para o garoto que parecia ser da mesma ou pelo menos quase da mesma idade de Tokiya.
Tokiya: por falar nisso esse é o Otoya, meu colega de quarto e novo amigo. E Otoya esse é meu vizinho e amigo de infância, Terashima.
Otoya sorriu e estendeu a mão que o garoto logo tratou de apertar animado.
Terashima: Otoya é um prazer! Ah e me chame só de Terashi, por favor.
Tokiya: todos os chamam assim.
Otoya riu.
Otoya: é um prazer Terashi.
Terashima: bem, mas qual é a emergência com a roupa?
Otoya: etto…
Tokiya: vai ter uma festa na casa do Peter, aquela tradicional festa anual dele. Otoya não queria ir porque não tinha roupa e também porque o imbecil do Ricki e do Yamato estão implicando com ele.
Terashima escutava tudo atentamente e se sentou na cama.
Terashima: você é bolsista?
Otoya: sim.
Terashima: tá explicado o porquê da implicância deles.
O moreno suspirou.
Terashima: pelo visto eles continuam os mesmos imbecis de sempre.
Tokiya: estão em um nível mais absurdo.
Terashima: a estupidez humana não tem limites meu amigo.
Eles riram.
Otoya: você os conhece Terashi-san?
Terashima sorriu.
Terashima: gostei do “san”. Terashi-san… Terashi-san…
Tokiya revirou os olhos e sussurrou ao ruivo.
Tokiya: ele é meio doido, você se acostuma com o tempo.
Terashima: eu escutei isso e também te amo Tokiya.
Otoya riu.
Terashima: eu estudei com eles até ano passado. Mas graças aos céus entrei na faculdade esse ano e me vi livre daquela elite do internato.
Fez uma cara de nojo.
Otoya: ooh já está na faculdade? Que curso?
Terashima: ciência da computação.
Disse animado.
Terashima: está olhando para um futuro programador.
Otoya riu.
Terashima: nunca fui com a cara do Yamato! Não sei, até hoje, o que o Tokiya viu nele!
Levou as mãos aos céus como socorro. Tokiya revirou os olhos.
Tokiya: não precisa lembrar a cada um minuto do meu passado.
Terashima: só que o seu “passado” tá implicando com o Otoya!
O Ichinose suspirou.
Terashima: tá rolando algo entre vocês?
Perguntou na cara dura deixando os dois corados o que fez Terashima sorrir.
Otoya: somos amigos Terashi-san.
Tokiya: exatamente! Deixa de pensar besteira!
Terashima: ok, ok. Desculpem.
Ele levantou da cama.
Terashima: eu vou te ajudar no look Otoya!
Otoya: ehh??
Terashima: se esses dois não gostam de você… vamos deixa-los se corroendo de raiva! Você vai abalar os corações daquela festa mais do que o Tokiya.
Disse cínico piscando ao ruivo que estava pasmo.
Tokiya: sério que vai nos ajudar?
Terashima: mas é claro!
Concordou animado.
......................
Os meninos estavam em um restaurante do shopping, resolveram parar lá para almoçar.
Hatsune: pare de me olhar com essa cara!!
Apontou para o albino que a fuzilava.
Ranmaru: precisava comprar tudo isso?
Hatsune: é a roupa para a festa!
Ranmaru: festas dos próximos 20 anos né?
Cruzou os braços. Hatsune suspirou.
Hatsune: a roupa da festa e também umas outras coisinhas. Nada demais, apenas necessidades básicas de mulher.
Ranmaru: 20 sacolas são necessidades básicas de mulher?
Arqueou a sobrancelha ironicamente. Os outros riram na mesa.
Hatsune: ninguém me entende.
Ai: só o Camus.
Camus: hã?!
Reiji: verdade! Myu-chan é tão consumista como a Hatsu!
Ranmaru: depois reclama quando o chamo de barbie.
Provocou e riu da cara assustadora que Camus fez.
Camus: fica na sua cachorro!!!
Ai: mas é verdade Camus. Lembra aquela viagem que fizemos para Dubai? Você saiu da loja com tanta sacola que precisamos pedir ajuda para os seguranças carregarem também.
Ranmaru, Reiji e Hatsune não aguentaram a cara de Camus e riram até a barriga doer.
Camus: cala essa boca Ai!!! Você também não fica atrás!! Quando foi ao meu país só faltou o trazer na sua mala!!
Ai revirou os olhos.
Hatsune: cara… vocês dois não mudam.
Disse rindo.
Reiji: é por isso que esses dois são melhores amigos. Quase se matam todos os dias, mas no fundo se amam.
Os dois bufaram e viraram a cara.
.......................
Hatsune arrastava Ai pelos corredores do shopping.
Ai: mas por que não comprou isso antes?
Hatsune: eu esqueci Ai! Fiquei pensando no chilique que meu primo baka ia dar quando visse as sacolas e esqueci de comprar essa bota!
Ai revirou os olhos.
Ai: e vai morrer se não comprar?
Hatsune: morrer não, mas é um assassinato ao meu lindo estilo não usar aquelas botas belíssimas nos meus pezinhos.
Disse sorrindo.
Ai: sabia que tem aqueles grupos especiais para compradores compulsivos?
Perguntou irônico.
Hatsune: e por que eu iria querer saber disso?
Perguntou arqueando a sobrancelha.
Ai: por nada. Foi só pra avisar.
Hatsune: que pessoa prestativa você é.
Disse cínica.
Ai: pois é. Pessoas como eu não existem mais.
Eles riram. Ai trombou com alguém logo quando dobrou no corredor onde ficava a loja que Hatsune queria ir.
Syo: “ninguém merece…”
Pensou ao olhar para Ai que o fitava com a mesma intensidade que sempre continha em seus olhos.
Hatsune: Kaoru?
Perguntou meio incrédula ao olhar Syo todo. O menor suspirou.
Syo: o irmão gêmeo dele, Syo.
Hatsune arregalou os olhos e fitou Ai na mesma hora que só fez a fuzilar como se dissesse: fala alguma coisa e você morre.
Hatsune: ah sim. Eu adoro seu irmão Syo, me chamo Hatsune. É um prazer.
Syo sorriu minimamente achando meio estranho a proximidade dela com Ai.
Hatsune: ooh você é tão kawaii como seu irmão Syo!
Falou sorrindo apertando um pouco a bochecha dele.
Ai: ele não gosta muito de ser chamado assim Hatsu.
Disse sorrindo de canto.
Ai: como vai chibi?
Syo quase corou pelo sorriso, mas se conteve a tempo. Hatsune notou que havia uma tensão a cada vez que os dois se olhavam.
Syo: bem.
Ele desviou o olhar do bluenette ao recordar do que houve entre eles no carro.
Syo: odeio que me chamem de kawaii assim como odeio ser chamado de chibi. Então, por favor, pare com isso.
Disse meio irritado.
Ai: tão bem humorado que me comove.
Falou entediado.
Ai: não sei como o coitado do Kaoru consegue morar com você.
Syo estreitou os olhos.
Syo: assim como não entendo como ele namorou e ainda gostou de você um dia!!
Ai sorri malicioso.
Ai: é porque você nunca fez sexo comigo.
Falou na maior cara de pau e fez Syo corar profundamente.
Hatsune: Ai…
Revirou os olhos rindo.
Syo: seu arrogante imbecil!! Não consigo entender como ele pode gostar de você!
Ai sorriu mais.
Hatsune: bom, mas até eu se tivesse feito sexo com você estaria apaixonada até hoje.
Falou maliciosamente. Syo a fitou com os olhos quase fuzilando-a.
Ai: se eu tocar um dedo em você, o Ranmaru arranca os outros.
Eles riram.
Hatsune: meu primo é muito ciumento. Me priva dos prazeres da vida.
Piscou cínica ao bluenette.
Syo: “não acredito que ela tá dando em cima dele!”
Pensou indignado encarando a ruiva que notou o desconforto do chibi com sua presença.
Hatsune: vocês não deveriam brigar assim… poderiam ser ótimos amigos.
Syo arqueou a sobrancelha para o tom malicioso dela.
Syo: ele que vive me perturbando desde que nos conhecemos!
Ai: eu não te perturbo Syo. Você é que leva as minhas brincadeiras muito a serio.
Syo rir sarcástico.
Syo: não? Imagina se perturbasse então. Sempre fica tentando me aga… err… aborrecer toda vez que nos encontramos!!
Ai sorriu sabendo bem o que ele ia dizer.
Ai: no fundo você gosta quando eu te aga… aborreço não é?
Syo arregalou os olhos e se odiou ao sentir seu rosto ficar quente.
Syo: argh!!
Rosnou.
Syo: eu te odeio isso sim!! Eu preferia viver sozinho ao te ter perto de mim!!
Hatsune observava os dois se alfinetando descaradamente e parece que eles esqueceram que ela estava ali.
Hatsune: se continuarem brigando assim, vou começar a achar que tem um caso escondido nas entrelinhas.
Ai a fitou de esguelha e Syo bufou.
Syo: por que eu me envolveria com ele?!
Ai: prefiro você, é mais interessante.
Passou o braço pela cintura da ruiva fazendo o loiro quase o matar com o pensamento.
Hatsune: então sou interessante?
Ai: sua loucura é o maior dos afrodisíacos.
Sussurrou descaradamente perto de Hatsune.
Syo: pelo visto vocês se conhecem bem não?
Cruzou os braços fitando-os seriamente.
Syo: quer um conselho Hatsune?
Aponta para o bluenette.
Syo: ele não vale nada! É arrogante, mentiroso, sarcástico, só pensa nele mesmo! Se fosse você ficava longe!
Ai: quantos elogios lindos. Sou fã da sua capacidade de me descrever com perfeição.
O Kurusu se irritou mais pelo cinismo.
Hatsune: eu sei exatamente como ele é Syo. Mas sabe…
Ela apoiou seu cotovelo no ombro do Mikaze.
Hatsune: esse que é o charme dele. Homens cafajestes são tudo de bom.
Piscou ao loiro que ficou estático.
Hatsune: mas pra alguém que o conhece há pouco tempo… você desvendou o Ai bem rapidinho né?
Syo estreitou seu olhar.
Syo: eu, infelizmente, o conheci pelo maldito gosto do meu irmão de ter namorado com ele e pra minha infeliz sorte estudamos no mesmo colégio e turma! Mas parece que outras pessoas não se importam tanto de conviver com esse traste…
Alfinetou vendo a ruiva apoiada no bluenette.
Hatsune: bom… pelo Ai vale a pena aguentar uns defeitos básicos.
Passou a unha com delicadeza na bochecha do maior que a olhou sabendo que a ruiva estava provocando Syo.
Hatsune: mas você tá muito estressadinho Syo.
Hatsune se aproximou dele.
Hatsune: não deveria estar assim, pelo que parece você teve uma ótima noite.
Piscou ao chibi passando o dedo pela marca do chupão que estava no pescoço dele. Ai arregalou os olhos só notando naquele instante a marca roxa e o Kurusu corou profundamente levando a mão ao local.
Syo: isso foi uma picada de inseto.
Falou completamente na defensiva e depois se achou um completo idiota sabendo que ninguém acreditaria. Ele tentou ajeitar a gola da camisa para esconder o chupão.
Hatsune: isso não parece uma picada de inseto.
Revidou “inocentemente”.
Hatsune: tá mais para um chupão Syo.
Sussurrou perto do ouvido dele. Ai ainda estava surpreso, ele tinha feito aquilo? Syo estava envergonhado e acabou agindo por impulso.
Syo: sim, eu fiquei com uma garota ontem. Mas foi só uma noite e nem foi tão bom assim. Por mim nunca mais a vejo.
Falou de forma desafiadora encarando Ai. O Mikaze estreitou as sobrancelhas, Syo estava o menosprezando?! Aquele chibi prepotente! Quem ele pensava que era?!
Syo: “pelo visto você não é o único que sabe provocar… eu também sei quando quero.”
Pensou satisfeito vendo como Ai estava.
Hatsune: hmm… e como era essa menina Syo?
Ai: isso não nos interessa Hatsune.
Disse secamente.
Hatsune: mas eu quero saber Ai. Então Syo… me fale como ela era.
Ai e Syo dão uma rápida troca de olhares.
Syo: ela é cínica, acha que é a dona da razão e que o mundo tem que tá aos seus pés. Ela é irritante ao extremo, ama um desafio e aceita qualquer aposta. Audaciosa e até di…
Ele paralisou ao notar que estava descrevendo Ai completamente e o pior que no fundo aquele jeito do bluenette não o incomodava tanto.
Syo: ela é uma idiota!
Disse irritado. O Mikaze estava incrédulo e seus lábios se contorceram num sorriso sarcástico.
Ai: então ela é minha alma gêmea, me apresente chibi. Quem sabe comigo, ela tenha uma grande noite.
Syo: vou te apresentar mesmo, ambos são intragáveis!
Ai: hmm… mas ela te deu um chupão pra ninguém colocar defeito. Deve ter gemido alto não?
O chibi arregalou os olhos corando furiosamente.
Syo: ela… eu…
Ele sacudiu a cabeça para pôr os pensamentos em ordem.
Syo: já tive melhores.
Ai: não subestime assim quem não conhece. Quem sabe, um dia desse, ela te faça engoli essas palavras.
Syo engoliu em seco. Hatsune sorriu marota.
Syo: eu jamais voltaria a ficar com ela!
Exclamou sem paciência.
Syo: por mim não a veria nunca mais. Eu estava em uma vacuidade mental quando me deixei levar por ela. Mas isso nunca mais vai acontecer.
Ai revirou os olhos entediado.
Ai: deveria trabalhar em teatro. Você sabe interpretar um bom drama e mente muito bem chibi.
Hatsune: não deveria dizer isso Syo. Quando menos esperamos a-con-te-ce… e dizer que não gostou com isso aí? É difícil acreditar.
Ai sorriu de canto. Nesse momento o celular da Hatsune toca.
Hatsune: bom, eu tenho que atender. Tentem não se matar na minha ausência.
Piscou aos dois e beijou Ai na bochecha o que irritou profundamente o loiro.
Syo: você é um idiota! Espero que você se afogue e morra dolorosamente na próxima vez que for nadar!
Ai sorriu.
Ai: não me afogarei se toda vez que for nadar tiver alguém que me salve tão bem como você me salvou.
O fitou cinicamente. Syo corou.
Syo: eu deveria ter te deixado morrer!! Do jeito que é insuportável nem o tubarão iria querer te comer!
Ai: já você não diria o mesmo. Você é do tipo que qualquer um comeria fácil.
Syo arregalou os olhos e o rubor voltou ao rosto.
Syo: e… eu…
Ele desviou o olhar do maior.
Syo: eu te odeio! Você é desprezível.
Ai sorri vitorioso pela cara que Syo fez.
Ai: mas falo a verdade. Eu, por exemplo, te comeria sem nenhuma objeção.
Se aproximou do chibi que estremeceu até os pés.
Syo: O QUE?!!
Gritou e metade do shopping ouviu.
Syo: eu sou hetero!! E mesmo que fosse gay eu nunca, nunca… jamais transaria com você!!
Ai: você não se arrependeria. Te faria gemer como nunca deve ter gemido em sua vida inteira.
Murmurou roucamente.
Ai: já sentiu um orgasmo Syo?
Syo: eu não te devo satisfação da minha vida sexual!! Mas para sua informação, até minha mão deve fazer um trabalho melhor que você.
Apontou o dedo na cara dele. Ai puxou seu pulso o trazendo para si, Syo se arrepiou quando seus corpos colaram um no outro.
Ai: então vá para a cama comigo e veremos se dirá isso no dia seguinte.
Sussurrou rouco no ouvido do loiro.
Ai: te levaria ao céu em segundos chibi. Ejacular nem sempre significa que realmente sentiu um orgasmo.
Syo: me solta baka!!
Tentou puxar seu pulso e reprimiu um gemido por ter Ai tão perto e sussurrando de forma sexy em seu ouvido.
Ai: não gosta que eu te toque?
Sorriu malicioso.
Ai: sua pele se arrepia toda, você é tão fofo Syo.
Ele riu e o soltou.
Ai: por que não admite logo que gostou? Você gemeu de forma tão graciosa ontem.
Syo: hã?! De onde tirou isso?! Por que eu gostaria de ficar com um idiota, egocêntrico e que se acha dono do mundo?! Eu te odeio e você sabe disso!!
Ele falou irritado.
Syo: você é a ultima pessoa do mundo que eu teria alguma coisa!!
Ai rolou os olhos.
Ai: quanto ódio… deveria me tratar bem como a Hatsu me trata.
Piscou ao menor que fechou o punho irritado.
Syo: fique com ela então e me deixa em paz!! Por que não vão logo para um motel?! Tem milhares nessa cidade! Quem sabe assim pare de encher meu saco!
Ai: tudo isso é ciúme?
Syo o fuzilou. Eles ficaram se encarando e o coração do menor acelerou com o olhar do bluenette se odiando por aquilo.
Syo: por que eu sentiria ciúme de alguém que não tem a menor importância na minha vida? Você não faz diferença alguma pra mim.
Ai sentiu algo apertá-lo por dentro. O que era aquela sensação estranha?
Syo: eu te aguento porque não tenho escolha! Seria mais feliz se nunca tivesse te conhecido!
Depois daquilo Ai perdeu a paciência de vez. Hatsune se aproxima dos dois.
Hatsune: Yoo! Fico feliz que não tenham se matado e…
Ela parou quando viu a expressão fechada de Ai.
Ai: faremos o seguinte Syo… não precisaremos mais lidar um com o outro. A partir de agora nem nos falar mais precisaremos.
Syo arregalou os olhos e Hatsune estava confusa.
Ai: conseguiu o que mais queria, está livre de mim chibi.
Virou as costas ao loiro que estava pasmo.
Ai: vamos Hatsune.
Falou sério andando pra longe de Syo. A ruiva olhou do Mikaze ao chibi incrédula, mas resolveu seguir Ai.
Syo: “o que…?”
Ele ficou olhando Ai ir embora e sentiu um aperto no peito, uma sensação esquisita. Era ele que deveria ter ido embora irritado e não o bluenette. Ai sempre era confiante e inabalável, então vê-lo ir embora assim deixou o loiro sem reação. Memorias do dia anterior vieram em sua mente e ele cerrou os punhos irritado.
Syo: é melhor que ele não fale mais comigo mesmo…
Falou sem ter a menor certeza das suas palavras.
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