Notas iniciais
Não sei se vai ser uma one-short, e não, não tem nada a ver com "coração partido". Pelo menos, não que eu saiba. Ainda não decidi nada. Coisa do momento. Se quiserem que eu continue, comentem e, se puderem, deem algumas ideias de como querem que a história termine.
Reviews e recomendações - apesar de achar difícil este último - são muito bem vindos.
Beijos.

Zöe andava por um imenso jardim. Era de uma casa grande, longe do pequeno povoado. Havia cansado de fugir e não aguentava mais correr, aquele era seu limite. Viu flores de todas as cores imagináveis, inteiramente cobertas de neve. Uma rosa vermelha chamou-lhe a atenção, mais à frente. Foi ao seu encontro. Ela abaixou-se e pegou a rosa. Imaginou todas as coisas pelas quais havia passado até aquele momento, as coisas que conquistara e perdera. Lamentou a morte das pessoas que haviam morrido por ela. Apertou a rosa contra si, em seu peito. Não chorou. Não caíam mais lágrimas de seus olhos — elas, para Zöe, haviam acabado.

Ouviu o som de passos, mas não levantou a cabeça para olhar quem se aproximava. O ser chegou até um certo ponto e parou. Zöe temeu que fosse ele. O homem que há tanto a queria morta. Estaria condenada se o encontrasse.

– Você não cansa de fugir, não é mesmo? Não faz ideia de quanto tempo está perdendo com isso. Está fraca, veja só. É isso mesmo que quer? Ter uma vida de fugitiva? Ah, vamos lá, deixe-me acabar com isso, eu prometo que não irá doer... muito. — uma risada fria escapou de seus lábios. Então foi o que ela imaginou. Ela estava certa. Era ele.

– O único que está perdendo tempo és tu, Conde Willhem. — ela finalmente o olhou, esboçando um sorriso sem emoção. Conde Willhem estava parado a poucos metros dela.

O homem sorriu, cínico, e voltou a rir, parecendo achar graça de tudo.

– Diga adeus à vida, princesa.

E ela disse.

Mentalmente.

Adeus.

A rosa caiu no chão, e ao seu lado o corpo da garota. Morta ou não, já não importava mais.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!