A Vida Nem Sempre É Bela
1 Um Último Adeus.
Notas iniciais
Reviews e recomendações - apesar de achar difícil este último - são muito bem vindos.
Beijos.
Zöe andava por um imenso jardim. Era de uma casa grande, longe do pequeno povoado. Havia cansado de fugir e não aguentava mais correr, aquele era seu limite. Viu flores de todas as cores imagináveis, inteiramente cobertas de neve. Uma rosa vermelha chamou-lhe a atenção, mais à frente. Foi ao seu encontro. Ela abaixou-se e pegou a rosa. Imaginou todas as coisas pelas quais havia passado até aquele momento, as coisas que conquistara e perdera. Lamentou a morte das pessoas que haviam morrido por ela. Apertou a rosa contra si, em seu peito. Não chorou. Não caíam mais lágrimas de seus olhos — elas, para Zöe, haviam acabado.
Ouviu o som de passos, mas não levantou a cabeça para olhar quem se aproximava. O ser chegou até um certo ponto e parou. Zöe temeu que fosse ele. O homem que há tanto a queria morta. Estaria condenada se o encontrasse.
– Você não cansa de fugir, não é mesmo? Não faz ideia de quanto tempo está perdendo com isso. Está fraca, veja só. É isso mesmo que quer? Ter uma vida de fugitiva? Ah, vamos lá, deixe-me acabar com isso, eu prometo que não irá doer... muito. — uma risada fria escapou de seus lábios. Então foi o que ela imaginou. Ela estava certa. Era ele.
– O único que está perdendo tempo és tu, Conde Willhem. — ela finalmente o olhou, esboçando um sorriso sem emoção. Conde Willhem estava parado a poucos metros dela.
O homem sorriu, cínico, e voltou a rir, parecendo achar graça de tudo.
– Diga adeus à vida, princesa.
E ela disse.
Mentalmente.
Adeus.
A rosa caiu no chão, e ao seu lado o corpo da garota. Morta ou não, já não importava mais.
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