A Vida De Uma Garota Estranha

1 Veja, minha vida não é normal!


Notas iniciais
Minha primeira fic, então peguem leve. Qualquer erro de formatação, desculpem, é a primeira vez que posto, então arrumo tudo no próximo capítulo.

Meu nome é Eduarda Black. Duda, Dudinha ou Dudoca para os mais íntimos (mesmo que eu odeie esse último apelido). Mas meu nome pouco importa se você conhecer minha vida...

Eu moro com os meus avós desde os 6 anos. Meus pais morreram em um acidente de carro. Eles não estavam dentro do carro, mas sim na calçada, quando o motorista perdeu o controle e bateu neles. Foi morte instantânea.

Eu tenho uma gata, ela se chama Bruna. Comprei quando tinha 8 anos. Infelizmente, Bruna estava ficando velha e morrendo. Mas não tinha problema, existem milhares de gatos por aí...

Meus avós não me entendem muito bem. Eles ainda tem aquele ponto de vista do século passado, onde tinha um monte de regrinhas para a vida social. E, como se não bastasse isso, eles inventaram suas próprias regras como: não poder comer doces às segundas, terças e sextas feiras; não deixar Bruna fazer suas necessidades na areia (onde mais um gato faz isso?!); não trazer nenhum amigo para casa durante a semana entre outras coisas MUITO CHATAS.

A única pessoa que me entendia e tinha uma vida mais ou menos igual a minha era a Bia. A gente era amiga desde os 8 anos e ela sabia como ninguém meus problemas e minha expectativa para esse dia.

Por quê tanta expectativa? Ora, hoje é 21 de fevereiro, mais conhecido como aniversário de 15 anos da menina mais infeliz do mundo! Eu tinha esperanças que com essa idade, meus avós tivessem um pouco mais de confiança em mim e principalmente... ME DEIXASSEM VIVER COMO UMA GAROTA NORMAL!

Então, eu estava decidida a fazer do dia de hoje o mais feliz da minha existência. Para começar, acordei 10h30. Já estava quase na hora do almoço quando desci para a cozinha.

- Que hora de acordar é essa menina? – esse era meu avó, seu Claúdio. Ele não me via como uma adolescente, e sim como uma garotinha de três anos desobediente e mal criada.

- Hora normal – eu respondi – Tenho 15 anos, e como as garotas da minha idade, acordo 10h30 nos fins de semana. (N/A: vamos fingir que hoje é um sábado okay?)

- Ainda tem 14 – minha vó, dona Jumara – Só faz essa idade “da liberdade assistida” meia noite!

Minha vó era meio louquinha mesmo. Ela vivia perdendo a noção das coisas e sempre confundia os dias, meses e até anos! Uma vez ela me disse que tinha 12 anos...

- Idade “da liberdade assistida”? O que isso quer dizer?

- Significa que você não vai ter liberdade só porque acha que já é adulta... – meu vó explicou – Continuamos com as mesmas regras.

“ Velho chato” pensei, mas continuei indiferente.

- Por que não? Passei a vida inteira seguindo milhares de regras chatas e agora com 15 ANOS, não posso me divertir?

- Se divirta e acabe como seus pais...

Aquilo doeu mais do que tudo. Quando meus pais morreram, estavam saindo de uma festa, e por estarem meio “não-estou-exergando-bem” não viram o carro. Me levantei e gritei com o meu vó:

- Escuta aqui, não tô nem aí se acha que ainda sou uma criança de 3 aninhos que não sabe nada da vida! Eu já sou sim quase adulta e foi sim me divertir de verdade à partir dessa noite!

Eu saí da cozinha gritando “15 anos” e comecei a correr pela rua. Agradeci imensamente que não houvesse muito trânsito nelas. Encontrei a Bia na esquina.

- Conseguiu escapar dos seus avós? – ela perguntou, mascando chiclete.

- Acabei de gritar com eles – eu disse e Bia parou de mascar o chiclete, me encarando.

- Não é uma boa maneira de começar seus 15 anos... se for assim, menos vai ser sua “liberdade”.

- Bem, pelo menos hoje vou ser livre... vamos começar o tour de hoje?

Ela riu e abriu a bolsa. Lá dentro tínhamos uma pequena folha de papel com os lugares que queríamos visitar.

- Vamos começar com o shopping? – eu passei o dedo pela lista.

- Sim, banhos de compras animam qualquer um... – Bia riu e guardou a folha.

Chamamos um táxi e em vinte minutos estávamos no shopping. Meu único pensamento era: vida nova, aí vou eu!

Notas finais
Eu sei que ficou super curtinho, mas a história melhora eu juro! Com pelo menos uns 3 reviews eu acho que publico o próximo. Mas só por ter lido obrigado!