A Vida De Uma Adolescente Certinha
1 Capítulo 1
Notas iniciais
boa leitura e... até la em baixo^^
Era bem cedo, lá pelas 5 da manhã. Podia-se ouvir na entrada da cidade caminhões de mudança chegando. Eram dois caminhões que dirigiram até o centro, um estava apenas com o motorista e o outro com uma família de três pessoas; um homem adulto, uma adolescente e uma garota.
Pararam em frente a uma casa não muito grande, não muito pequena com dois andares. A família desceu do caminhão. O homem, ou seja, o pai foi falar com os dois caminhoneiros. Olhou para seu relógio de pulso e mandou as filhas pegarem suas malas de roupa e subirem. As garotas obedecem e entram na casa.
- É muito chato fazer mudança no meio do ano. Né, Hinata-nee? – falava irritada a garota. Ela tinha cabelos castanhos lisos e grandes, um pouco mal penteados, olhos perolados com feches de um fino violeta e era pequena, mesmo tendo 10 anos, vestia uma camiseta meio larga de cor azul marinho que cobria o inicio do short jeans curto e calçava um tênis branco com desenho de uma borboleta preta.
- Ora Hanabi, você que queria tanto conhecer Konoha. Achei que seria a mais animada. – disse docemente a mais velha. Ela tinha cabelos de um preto retinto que chegava num azulado forte, era curtíssimo, mas deixava duas mechas de cada lado do rosto meio grande, que acompanhava a franja bem aparada e possuía os mesmos olhos que a menor. Usava uma regata branca, uma bermuda jeans larga e simples e calçava um chinelo lilás.
Ambas entraram e permaneceram em silencio até chegar ao segundo andar. Andaram pelo corredor branco e limpo, ascendeu às luzes que iluminaram o corredor um pouco escuro, era meio vazio, tendo apenas três portas do tom bege e maçanetas pratas, duas do lado direito e uma do esquerdo e no final mais uma posta de madeira envernizada e de maçaneta dourada.
As meninas seguiram até cada uma parar em frente a uma porta diferente, as do lado direito, Hinata na mais próxima ao fim do corredor e Hanabi na do lado. Entraram sem cerimônia e os quartos eram parecidos de tão simples que estavam, tendo apenas uma cama próxima a uma grande janela, uma cômoda e um armário médio, todos de tons claros combinando.
Hinata logo se jogou na cama. Estava cansada da viajem, teve que passar a noite no caminhão chacoalhando, a impedindo de dormir, e Hanabi dormindo de mal jeito em seu colo.
Já Hanabi correu para abrir a janela e sentir o frescor da manha de um lugar desconhecido. Estava mesmo irritada pela mudança, mas por ser um lugar que gostava, aceitou sem muito questionamento.
Ambas jovens se distraiam pensando na cidade natal onde viveram uma por quinze anos e a outra por dez anos. Seus corações se apertaram pela saudade repentina dos amigos e ate mesmo de quem menos gostavam, mas tinham um relacionamento. Seus devaneios foram interrompidos quando ouviram passos apreçados dos homens da mudança. Por sorte colocaram tudo no primeiro andar.
Por fim ouviram a porta da frente bater fortemente, já sabiam que tudo havia acabado e seu pai vinha logo a encontro das filhas. Chamou-as com voz ríspida e autoritária. Sendo que elas já se mostravam presentes no meio da sala de estar.
- Hinata. Hanabi. Sei que foi repentina a mudança, mas já saibam que questionamentos não serão aceitos. Estou numa situação critica na empresa de nossa família Hiuuga e quero ter total concentração. Desde cedo quero que se comportem e não me tragam problemas, cuidem das suas coisas e só venham a mim quando extremamente necessário. Entenderam?
- Sim pai. – as duas filhas disseram em unicismo e voltaram para seus quartos.
A família Hiuuga vive em paz devido ao fato de não se comunicarem e só fazer menos que o necessário por seus parentes, claro que tendo casos a parte. Nessa casa Hanabi, a mais nova, tem prioridade pela sua inteligência e facilidade em lidar com os negócios ligados a família e Hinata é tratada com extrema frieza.
Outro caso a parte é que Hinata é a mais gentil da família. Desde pequena sabia que era considerada um estorvo, mas mantia-se firme devido ao afeto da mãe. Infelizmente a mesma morre quando da a luz a Hanabi, não sendo por isso que Hinata seguiria a frieza dos Hiuugas, pois agora com uma irmã menor se sentiu na obrigação de tentar substituir o papel de mãe. E, com isso, ambas criam um laço forte.
*-*-*-*-*-*
Na periferia do leste de Konoha pelas três da tarde, bem num beco escuro com latas de lixo, caixotes e uns gatos vira-latas, uma gague de delinquentes juvenis conversava entediada.
- Aquela briga foi muito sem noção. – Comentava um moreno de cabelos um pouco grandes, olhos de um preto intenso e pele alva, vestia um uniforme de escola publica japonesa de forma desleixada. O uniforme se sujeitava a uma simples calça barata de tom verde, uma camisa social branca sob um blazer da mesma cor da calça e uma gravata verde clara.
- Mas foi ele que começou. Sem contar que ele já me encarava de mau jeito. – se defendia um loiro de cabelos bagunçados, olhos azuis com a pele um pouco bronzeada e estranhas marcas de três riscos em cada bochecha. Vestia-se da mesma forma que o moreno.
- Ai ai, você não consegue ficar um minuto sem arranjar confusão? – outro moreno falava, mas seu cabelo estava preso num rabo-de-cavalo e era mulato. Também com trajes iguais ao dos amigos. – Naruto, seu problemático. g– completou.
- E dai? Posso ser problemático, mas aproveito a vida muito mais que você. Shikamaru, seu bicho preguiça.
- Chega disso. Foi só mais uma de suas brigas, surpreendente e cheia de sangue. – Mais um moreno aparece, mas seus cabelos bagunçados eram de um castanho mais claro que o dos outros, tinha olhos parecido com o de um animal, além de ser o de pele mais escura, também tinha marcas nas bochechas, mas era um traço grosso e vermelho de cada lado.
- Valeu Kiba. – o loiro deu um sorriso pelo apoio. – Ao menos alguém liga pra mim. – sua expressão agora era de uma criança esperançosa.
- Você deu uma bela surra no cara, mas ele não vai querer vingança? – perguntou o de rabo-de-cavalo.
- Se isso acontecer já sabe que tudo vai se repetir. Né Sasuke? – Naruto continuava com o semblante infantil, esperando por mais apoio dos amigos. Ele era o mais bobo e o mais enérgico, não era de se espantar que arranjasse confusão, mas ainda era um rebelde... Um rebelde com causa.
- Sei que vai acabar morto num beco um dia desses. – o moreno de cabelos um pouco grandes rebateu para decepcionar o companheiro. Acaba por soltar uma risada ao ver a cara triste do mesmo, acompanhado pelos de mais.
- Não o zoe assim. – apareceu atrás deles outro com mesmo uniforme e jeito desleixado, mas esse era gordo de cabelos castanhos e marca de espiral em cada bochecha do rosto fofo. E ainda carregava dois pacotes de batatinhas que comia se cerimônia de sujar o rosto com farelo. Diferente dos amigos que tinham um bom porte de músculo e magreza, esse nem ligava pras opiniões alheias.
- Choji! E ai cara? – Shikamaru levantou a mão em forma de cumprimento.
- Oi galera. – Choji, mesmo cumprimentando, não parava de comer seu salgadinho favorito.
Todos agora o cumprimentaram e talharam de roubar umas batatinhas para irritar o amigo.
- Mas é raro ver vocês acordados a essa hora. Normalmente dormem até as cinco e saem a noite. O que aconteceu pra isso?
- É que hoje vai mudar a diretoria. Vai deixar de ser aquele velho do Sarutobi. Queríamos apenas dar as “boas-vindas”. – Sauske falou entre aspas para mostrar que pregaria uma peça em quem quer que fosse o próximo diretor. – mas o cara nem se quer apareceu. O Iruka-sensei disse que só viria amanha.
- E você Choji? Nós fomos à aula, mas você nem apareceu e ainda sim esta de uniforme. – falou Kiba pensativo.
- É que eu pretendia ir, mas... teve uma incrível oferta no mercadinho perto de casa. Eu não pude resistir. – a cada momento ele mostrava seu fraco por comida. – só tinha essa manhã e por isso esperei ate abrir e comprar mais pro meu estoque.
- Sim, sim. – todos disseram. Conheciam-no tão bem. Na verdade todos se conheciam bem de mais, cada um sabia por que a rebeldia do outro.
Para generalizar todos são problemas familiares. Exceto Choji que acompanha aquele grupo por diversão e para acompanhar seu amigo de infância, Shikamaru.
Naruto era adotado, tinha perdido os pais quando pequeno e não tinha um bom relacionamento com a “família” de agora. Sasuke é desprezado pelo pai, mas admira tanto o irmão e por isso nunca fugiu de casa. Kiba nunca se aproximou muito da família, seu único amigo naquela casa era seu cachorro Akamaru. Shikamaru é preguiçoso de mais para se esforçar em algo, principalmente se tratando de lidar com sua mãe “problemática”. E Choji apenas tinha a confiança dos pais e contava tudo o que aprontava, sem medo, apenas compreensão de ambos os lados, seus pais nunca irão o privar dos amigos não importa quem ou como sejam.
A gague Kyuubi, como fora apelidada por Naruto, era composta por esses cinco garotos, todos temidos a sua maneira e juntos tinham uma reputação ainda mais agressiva. Aos olhos de estranhos poderiam ser delinquentes com poucos motivos, mas apenas eles se conheciam e sabiam como cada um enfrentava os desafios de cada dia.
Eles sempre tinham o que contar. Nunca deixaram algo faltar, para todos estarem juntos em todas as situações e receber ajuda quando preciso. Eram mesmo amigos inseparáveis.
Começaram a pensar nas peças que fariam no novo diretor que chegaria amanha. Agora iria ser uma parte brincadeira e a outra vingança por tê-los feito de bobos esperando o dia inteiro para que o mesmo aparecesse. Mal sabiam das surpresas do próximo dia.
Notas finais
elogios são desejados, criticas bem-vindas e ofensas ignoradas^^
ate o proximo capitulo
tchauzinhoo o
Fale com o autor