A Vida De Um Sátiro.
2 Capítulo 2
— O que é isso? — gritou Terry.
Eu juro que me esforcei para matar a quimera em silêncio mas, é realmente difícil ninguém reparar em um monstro que solta fogo pelas narinas, pelo menos a névoa desfarçou um pouco.
Peguei meu arco e flecha e tentei atirar bem no pescoço, minhas flechas estavam quase acabando, felizmente, consegui acertar, não foi no pescoço, foi em sua barriga porém, serviu, então está tudo bem.
Eu e Terry estávamos no ônibus da escola que estava vazio porque, todos daquela escola eram ricos. Muito silêncio, enfim ele falou:
— O que era aquilo? — ele perguntou atordoado, não parecendo muito feliz.
— Bom, huuum... — respondi tentando arrumar um motivo real.
— Sem desculpas! Quero que você seja sincero comigo, aquilo não foi normal, era muito estranho, eu não consegui ver muito bem mas, parecia uma mistura de animais...
— Tudo bem, vou falar a verdade, era uma quimera.
— Sem desculpas, eu disse, quimeras não são reais! — respondeu com raiva.
— Claro que são, sou um sátiro, preciso proteger você, você é um semideus, foi diagnosticado com dislexia porque você é adaptado ao grego antigo, todo semideus tem déficit de atenção e dislexia! É cedo mas, preciso te levar ao Acampamento Meio-Sangue!
— Acampamento Meio-O que? Como sabe da minha dislexia e do meu DDA? Sátiros, semideuses, você acha que estamos vivendo na mitologia grega? Está brincando comigo?
— Não estou brincando! Tudo isso é sérissimo! Acampamento Meio-Sangue, o lar de semideuses, onde todos estarão seguros!
— Pare com essa bobagem! Me leve logo à esse "Acampamento Meio-Sangue" quero saber qual a pegadinha dessa vez!
— Não há nenhuma pegadinha! Vamos!
Era muito difícil explicar a realidade para aquele menino!
— Ei motorista, nos deixe aqui! — gritei.
Meu trabalho já estava quase completo.
Pegamos um avião de última hora para Nova York.
— Não acredito que você me fez vir até Nova York, minha mãe vai ficar preocupada...
- Sua mãe já sabia que você ia partir nesse ano.
- Ela sabia e não me contou nada? Claro! — falou com um tom irônico.
- Sim, afinal, ela teve um bebê com um deus, óbvio que sabia que um dia você teria que ir para o acampamento.
- Sou filho de um deus? Qual?
- Não sabemos, só sabemos que é um homem, ficará no chalé dos filhos de Hermes até sabermos quem é seu pai.
- Hermes, deus dos ladrões não é? Eles por acaso me roubariam?
- Sim... mas, eles também são ótimos companheiros! Além de deus dos ladrões, é deus dos sonhos, dos mensageiros e dos viajantes!
- Certo... não há nenhum dica de quem sou filho?
- Infelizmente não, espero que não seja filho de um dos três grandes.
- Três grandes?
- Sim, Zeus, Hades e Poseidon.
- Chegamos ao destino. — disse a aeromoça.
Fale com o autor