A Vida De Tyler Anderson
3 Consigo um novo emprego
Notas iniciais
Olhei para Brigitte, ela parecia um pouco ansiosa para me apresentar a sua chefa.
-E então, escada ou elevador? –Perguntou ela.
-Elevador, por favor. –dei uma risadinha.
Brigitte cumprimentou o porteiro que sorria de um modo estranho. Eram 20 andares até o escritório de Brigitte, o elevador estava lotado.
-É sempre assim? –perguntei.
Brigitte riu e respondeu:
-Uhum.
-Uau!
Chegamos ao vigésimo andar, Brigitte me apresentou uma garota chamada Layla, ela devia ter uns 16 anos, ela ficou me encarando com uma cara estranha. Brigitte me disse:
-Não ligue para ela, Layla é meio doida!
-Está bem...
Andamos na direção de uma salinha no fim do corredor, na porta lia-se: “DIRETORA: SAMANTHA”
-Tyler, — disse Brigitte me fitando- muito cuidado com o que for dizer.
Eu assenti e respirei fundo. Entramos na sala, no centro da mesma, erguia-se uma poltrona preta com estampa de caveirinhas brancas, isso conseguiu atrair a maior parte de minha atenção. Sentada na poltrona, estava um cão, um labrador preto de olhos verdes. Olhei para Brigitte, que colocava a mão na boca, tentando sufocar o riso. Olhei para baixo e dei uma risadinha. De uma porta pintada de preto, no canto da sala, saiu uma mulher baixinha, usava um vestido curto preto, e um lenço como o de Brigitte, porém, preto.
-Olá!- Disse a mulher com entusiasmo – pelo que me descreveram você deve ser o famoso Tyler!
-Ah, sim eu sou Tyler, Tyler Anderson, e você e a famosa Samantha, não é?
-Sim, sou eu. Então... Você é o autor das belíssimas fotos que a Brigitte me mostrou.
-Modéstia a parte, sim.
-E... Você se interessou pela nossa proposta de contrato?
-Sim.
-Ok... Já que você quer o contrato, é só assinar! –ela colocou os papéis e uma caneta na mesa, e levantou a sobrancelha direita. — vai ou não vai?
Olhei para Brigitte, ela olhava para mim, esperava que eu Lessa o contrato e assinasse. Eu suspirei e assinei. Saí de lá acompanhado por minha nova amiga de trabalho Brigitte. Era mais ou menos meio dia quando convidei Brigitte para almoçar comigo, mas acabei sendo conduzido por ela, que me guiou por meia hora até um restaurante que servia comidas típicas de muitos países. Enquanto almoçávamos, ela me disse:
-Pode me chamar de Bri, fica menos formal!
-Hamm... Tudo bem. Mas só pra deixar claro, eu gosto de Brigitte, te da um ar de estrela anos 60!
-Obrigada! – disse Bri sorrindo.
Terminamos de almoçar, Bri me levou ao prédio do meu emprego de design, se despediu com um beijo na testa (cujo deixou uma linda marca de batom, mas até então eu não havia percebido), e foi pra casa.
Bri era tão adorável, tão linda, tão meiga, Bri era de longe o meu maior sonho, a mulher perfeita.
Subi as escadas enquanto todos morriam de rir de minha nova tatuagem, um beijinho vermelho na testa. Chegando ao meu espaço, meu chefe me esperava me enchendo de perguntas: Onde você foi? Quem você pensa que é? Porque demorou tanto?...
Eu queria socar a cara dele, mas ouvi calado toda aquela ladainha infernal. Fiz meu trabalho terrível naquele lugal.
Terminei o expediente, amém por isso! Voltei pra casa a pedaladas, minha cabeça latejava, meu mundo estava confuso, Brigitte me fazia enlouquecer, de um modo adorável, meu chefe me fazia enlouquecer, de um modo terrível.
Cheguei em casa, joguei a bicicleta no jardim e entrei. Joguei-me no sofá, olhei para o relógio de pendulo na parede, marcava exatamente 06h30pm. Me levantei e fui a cozinha beber água, sem querer deixei o copo cair e se quebrar em mil pedaços, me abaixei para catar alguns cacos, mas acabei cortando minha mão, e esparramando sangue por toda a casa. Deixei tudo ali mesmo, entrei no chuveiro, desencravei o caco de minha mão, o que a fez sangrar ainda mais. Ao sair do banho, completamente encharcada e dolorida, minha mão parava de aos poucos de sangrar. Me vesti, tomei um remédio para a dor na cabeça, fiz um curativo na mão e comecei a catar os cacos de vidro jogados na cozinha, e a limpar o sangue pela casa.
Quando terminei, pequei meu material, e fui para a faculdade. Quando cheguei em casa, minha mãe já estava dormindo, eu fiz o mesmo.
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