Notas iniciais
Outro capitulo só pra animar um pouco, espero que gostem. :D

Sinceramente, quando eu cheguei no Japão eu fiquei de boca aberta, lá era muito bonito, diferente de NY, mesmo tendo muitos prédios. Ficamos em Tokio por uma semana, durante esses dias mamãe e eu ficamos conhecendo a cidade. Nos duas estávamos encantadas com tudo.

— Aqui é muito bonito — falei enquanto olhava uma arvore cor de rosa. Mamãe pois o braço em volta de mim e sorriu.

— Acho que podemos nos acostumar aqui não é mesmo?

— Bem, eu acho que sim.

— Vem — Disse ela segurando minha mão. — Eu vi um lugar interessante no caminho que passamos.

— Certo.

O lugar interessante dela era uma rua cheia de lojas, tipo aquelas feiras que fecham a rua, vimos ki momos, comemos algumas comidas típicas e compramos uma lembrança pro pai. A noite fomos para o hotel e arrumamos nossas coisas. Nosso voo saia daqui uma hora e meia, a cidade que iríamos morar era Okinawa.

Papai iria nos pegar no aeroporto quando chegássemos. Dentro do taxi, eu olhava a cidade admirada, era muito bonita, passávamos por prédios que tinham letreiros, lojas com um monte de coisas, vi também algumas pessoas fazendo cosplay, aquilo era muito massa!!

Usamos o nosso japonês americanizado para perguntar onde era a sala de espera do voo, a nossa sorte era que os japoneses sacavam na hora que éramos americanos e falavam inglês com a gente. O nosso voo durou duas horas e meia, eu estava animada para ir morar em uma ilha, mas sabia que não seria fácil, para nenhum de nós, pra mim então nem se fala, já que teria que me matricular em uma nova escola.

Acho que nem preciso dizer que ficamos admirada com a cidade, era tão bonita quanto Tokio, a diferença era que lá era um lugar mais calmo, sem ter muitos prédios. Papai nos encontrou no aeroporto e chamou um taxi.

— Então, como foi o voo?

— Foi calmo — Mamãe respondeu.

— Que bom. — Abriu a porta do carro. — Bem vamos, vai demorar um pouco para chegarmos em casa, mas acredito que vocês nem vão se importar porque a vista ate lá é bonita.

Mamãe e eu sorrimos e entramos no carro. De fato ele estava certo, era lindo. No caminho vimos o mar azul, alguns templos, as ruas eram limpas e tinha pouquíssimo transito. Vi o trem passar ali também. Estava tão feliz que não percebi que o carro tinha parado.

— Charlie — Disse minha mãe ao meu ouvido, me virei e olhei para onde ela estava apontando. — Chegamos.

— Chegamos? — Perguntei descendo do carro, eu não acreditava no que meus olhos estavam vendo.

Papai me deu um abraço animado e disse — Sim, chegamos. Bem vindos a nossa nova casa!!

Encarei os degraus das escadas e olhei mais pra frente, havia uma espécie de entrada que eu sempre via em templos, engoli em seco só de pensar que teríamos que subir com as malas por ali. Papai vendo minha cara começou a sorrir, pegamos as malas e subimos, mamãe e eu quase morremos no meio do caminho. Me apoiei nos meus joelho pra retomar o fôlego e senti alguém bater nas minhas costas chamando atenção.

Levantei o olhar e vi a casa a minha frente, se é que aquilo era uma casa, mas que era bonito era. Tinha uma espécie de pátio, então logo atrás um casa com telhado pontudo. Papai pago o taxista e nos guiou para a casa.

— Bem essa aqui é a entrada do dojo — Disse abrindo a porta. Havia um pequeno corredor que tinha varias portas, ele abriu uma e nós vimos uma grande área. — Aqui que o treinamento acontece, tem outras salas onde ficam equipamentos – Disse apontando para as outras portas do corredor.

— Entao é aqui que os alunos treinam karate? — Perguntei, papai acenou com a cabeça. — Onde esta o vovô e a vovó?

— O vovô esta no quarto descansando e a vovó esta na cozinha, disse que iria fazer uma comida pra vocês — Disse ele.

— Ah é verdade, Charlie não chegou a conhecer os avos — Disse mamãe colocando a mão na minha cabeça. — Não se preocupe meu anjo, você vai conhecer eles já já.

— Vem, deixa eu mostrar o resto da casa pra vocês. — Andamos mais um pouco no corredor e percebi que entramos em uma parte diferente. — Apartir daqui já é onde moramos de fato.

Nos mostrou a sala que tinha um sofá com uma Tv de plasma na parede, mostrou onde seria o meu quarto, fiquei meio sem entender quando eu vi que não tinha nada, quero dizer, não havia cama, havia uma porta que dava para o closet. Perguntei onde era o banheiro e papai explicou que banheiro ficava no corredor. Conheci o quarto dos meus pais, então passamos no quarto do meu avô.

Ele na estava lendo um jornal, quando nos viu deu um sorriso, eu me escondi atrás da mamãe. Ele me viu e acenou para eu se aproximar, mamãe me empurrou para frente em sua direção.

— Então você que é a minha netinha — Disse colocando a mão na minha cabeça, ele falou um inglês muito tosco, mas consegui entender. — Bem vinda

— Obrigada — Disse dando um sorriso meigo.

— Quer conhecer a vovó? — Falou ele, eu acenei com a cabeça. — Certo, Não tem o corredor que voce veio?

— Sim — Falei.

— Ande por ele até chegar na ultima porta a esquerda, lá é a cozinha. —Disse ele. Eu acenei com a cabeça e olhei para os meus pais, eles acenaram com a cabeça e eu sai.

Entrei na cozinha devagar e me escondi atrás da mesa, vi uma senhora com uma roupa engraçada cinza, lavando alguns pratos. Ela virou para colocar os pratos em cima da mesa e tomou um susto quando me viu. Disse alguma coisa em japonês que eu não entendi e pois as mãos em cima do peito.

Eu sorri, porque eu tinha dado um susto nela. Ela me deu um sorriso caloroso.

— Charlie certo? — Perguntou num inglês bem lento, eu confirmei com a cabeça. — Eu sou Kaori Tanaka, sua Obaa-san, sua avó.

— Charlie White Tanaka — Eu disse com um sorriso.

— Acho que você não viu o fundo da casa não é? — Perguntou levantando a mão para mim, eu a segurei e neguei com a cabeça. — Bem vamos lá então.

No fundo da casa tinha um lago era bem bonito. Eu sabia que poderia me acostumar ali. E foi assim que foi o inicio da minha vida no Japão.

Notas finais
Eai o que acharam? Comentem !!! que ai eu me esforço para escrever mais :DDD