A Vida Alheia

14 XIV - Péssimo dia


Notas iniciais
Olá, Desculpe pelo enorme atraso, tive alguns imprevistos. Estou postando esse pequeno capítulo para mostrar que irei continuar essa história, mesmo que eu não poste com tanta frequência quanto antes, espero que vocês não abandonem.

Clarisse voltou para sua sala quase que as pressas, fechou a porta atrás de si e respirou fundo em quanto andava lentamente até o sofá de couro que ficava num dos cantos da sala, era como um enfeite, quase nunca era usado e ela pessoalmente achava que deixava seu escritório parecido com o de um mafioso excêntrico. Mas naquele momento ele serviria muito bem.

Ela sentou esticando as pernas e fechando os olhos, tentando entender o que estava acontecendo. Mas tudo parecia muito confuso. Então levantou-se e foi até seu celular que ainda estava em sua bolsa, viu que tinha algumas mensagens entretanto não se importou em abri-las.

Pensou em ligar para o Cassio e tirar a história a limpo, perguntar o que passou pela cabeça dele para que ele mandasse alguém que se portasse de modo tão hostil, que a respondia como se fosse qualquer uma e não Clarisse Safra Villela. Entretanto, preferiu respirar profundamente e organizar seus pensamentos, não se permitiria descontrolar-se em frente a todos, então apenas foi até o telefone em sua mesa e apertou a tecla para chamar sua secretária, que depois de alguns segundos já estava batendo em sua porta.

—Entre Ana._ Ela falou com seu tom impaciente.

Ana apenas entrou na sala esperando as ordens de Clarisse, pelo tom de voz a secretária já sabia sobre o estado de espirito da chefe.

—Quero a ficha desse tal Daniel e tudo mais que você conseguir descobrir... A ultima coisa que preciso no momento é de um desconhecido dentro da minha empresa. E faça isso sem que ninguém saiba._ Falou autoritária.

—Sim senhora._ Ana assentiu e saiu da sala.

Clarisse continuou tensa, sabia bem como não podia deixar que as coisas acontecessem sem que soubesse, não podia deixar nada passar desapercebido . Ainda mais no momento em que estava prestes a fazer grandes mudanças na empresa e seu braço direito estava ocupado de mais com seu noivado para fazer-lhe uma breve visita.

No final de seu expediente ela já não sabia se gostava tanto assim de seu trabalho, estava exausta e só queria ir para casa, tomar um banho quente, comer qualquer coisa e dormir, nada de se comunicar com qualquer pessoa. Mas as coisas nunca foram exatamente como queria que fossem.

Assim que fechou a porta de seu apartamento, tentou não reparar na organização de cada objeto em sua sala, mas não conseguiu. Tudo estava perfeitamente organizado, como se ninguém morasse ali.

Clarisse lembrou-se de sua prima, mas não queria pensar nela ou encontra-la então ando rapidamente para dentro de seu quarto e fechou a porta jogando sua bolsa numa cadeira.

"Sem dúvida esse foi um péssimo dia..." ela pensou despindo-se e indo até seu banheiro.