A Viagem de Derick
1 Prólogo - Pesadelo
Notas iniciais
Faz muito, mas muito tempo mesmo que eu não apareço por aqui. Acho que quase ninguém se lembra de mim ou da minha estória antiga aqui postada que vive em um hiatus eterno -qq
Mas pois bem, para os novos recém-chegados, meu nome é Jéssica, mas podem me chamar de Allen. Eu costumo escrever Yaoi, mas hoje eu abandonei o lado colorido da força e resolvi escrever a minha longa jornada de ficção que está presa na minha mente a anos.
Enfim, espero que vocês gostem, e que possam acolher Derick com todo amor e carinho.
XOXO ♥

“Ele estava caindo, seu corpo exposto aos ventos do tempo do lugar onde se encontrava, ele não fazia idéia de onde estava e o porque da queda, ele só sabia que estava caindo. Quando a queda finalmente parou, seu corpo se chocou contra a água e tudo que ele sentiu por longos instantes fora o silêncio das águas invadindo seus ouvidos e suas narinas, quando o ar foi necessário o corpo em um ato instintivo se lançou para cima em busca de ar.
Quando estava finalmente com a cabeça para fora da água, ele pode contemplar o espaço a ser redor. As águas sinuosas do que parecia ser um imenso lago, logo mais a frente ele pode avistar várias quedas d’água, cachoeiras traiçoeiras que desaguavam no lago onde ele se encontrava. Porém o que mais lhe chamou a atenção não fora a queda sem explicação, o lago ou as quedas d’água, mas sim a imensa construção existente entre as pedras e a água.
Ele já havia visto aquele lugar uma vez, mas a sua memória fraca não permitia que ele se lembrasse quando exatamente, ele só sabia que aquela construção não fazia parte dos domínios ingleses, e muito menos se situava em Londres. Tudo que o garoto sabia era que aquela construção lhe era tão familiar quanto sua própria casa.
O garoto acordou do transe quando sentiu sua perna ser puxada por algo, se remexeu na água nadando para longe do local o mais rápido que podia, porém suas pernas continuavam a ser puxadas por algo no fundo do lago, ele se debatia contra água tentando se livrar do que quer fosse porém, nada parecia surtir efeito. Com um puxão violento, o corpo magro do garoto fora engolido novamente pelas águas, ele não conseguirá se livrar daquele vez, aos poucos a luz da superfície fora sumindo de foco e a escuridão tomou conta de seu ser.
“Derick!” Uma voz feminina chamava aflita, o garoto deitado na cama.
A respiração estava acelerada, os cabelos loiros e lisos colados na testa devido ao suor frio que escorria pelo seu corpo, o garoto se sentou na cama confuso. O que estava fazendo em seu quarto?
“Derick, estou chamando você faz mais de dez minutos e você não me responde...” A mulher continuava para de pé ao lado da cama do garoto, que permanecia em silêncio. “Teve aquele pesadelo outra vez?”
Pesadelo.Então nada fora real? A queda, as águas, o imenso palácio construído entre elas, nada daquilo era realmente real? Ele suspirou pesadamente, se limitando a assentir com a cabeça.
“Se recupere e desça para o café, depois conversamos sobre isso está bem?” A mulher depositou um beijo terno na testa do garoto e se retirou do quarto.
O menino voltou a se jogar na cama. Derick Watson, 15 anos, filho de Joseph e Sophia Watson , herdeiro de boa parte de toda a riqueza da alta sociedade britânica do século 18, mas nada, absolutamente nada daquilo parecia pertencer a si.
Não que ele não amasse sua mãe, não que ele não gostasse da vida que tinha na capital inglesa, ele não era ingrato, mas sim incompleto, havia algo naqueles sonhos que tinham sua pontada de realidade, mas ninguém parecia querer acreditar naquilo, por vezes o próprio garoto se recusou a acreditar que aquele pesadelo, com as quedas d’água, com o grande palácio e aquele lago, eram apenas fruto de sua imaginação.
Mas não era.Aquilo era real demais, as águas eram reais demais.
Derick queria descobrir o significado por trás daqueles sonhos, que sua mãe insistia em chamar de pesadelos, ele sabia, que de uma maneira ou outra aquele lugar estava ligado a si, ele podia sentir isso em todos os seus ossos, todas as partículas de seu corpo diziam que estava, e que aquele lugar era real.
E mesmo que ele não soubesse, sua intuição estava certa, aquele palácio realmente, estava ligado a si.”
Notas finais
Algo que não citei antes, Derick por inicio deveria ser uma garota, mas, eu decidi que ele seria um garoto, é menos sentimental eu diria, e não abre espaços para a minha mente doentia criar romances desnecessários.
ENFIM, espero a opinião de vocês.
XOXO ♥
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