Mais tarde, estavam eles em um grande quarto de Hotel. Jhenny verificava suas armas

em cima da mesa da cozinha e Dean verificava as suas no sofá da sala, ambos trocavam

olhares nervosos a todo o momento. Lana pesquisava mais sobre o Silverchair e sua história no laptop e Sam falava com Bobby pelo telefone.

-Silverchair? – perguntou Bobby depois de Sam lhe explicar a história — E você acha mesmo que é um bar de vampiros?

-Pode ser. É uma boa dedução, não acha?

-Pelo jeito não foram vocês que deduziram isso, foram?

Sam respirou fundo e depois respondeu:

-É, não fomos nós.

-Lana e Jhenny ainda estão aí com vocês.

-É, estão. O que sabe sobre o Silverchair?

-É um clube bem antigo de strippers. Eu quando era mais novo costumava freqüentar.

Sam arqueou as sobrancelhas.

-Bobby. Sério? Você em um clube de... Stripper?

-O que é? Eu já fui jovem!

-E que tipo de pessoas freqüentavam lá?

-Eu ia com uns amigos caçadores e na época do colegial. Na época da escola eu não sabia sobre essas coisas sobrenaturais, já na época das caçadas eu podia diferenciar cada tipo de pessoa que rondava por lá. Nunca foram bons elementos, mas também nunca fizeram mal a alguém.

-Você quer dizer então que coisas sobrenaturais freqüentavam o Silverchair?

-Não eram muitos, na sua maioria vampiros e demônios querendo ir para um lugar onde estariam seguros de caçadores e que poderiam se divertir. A questão é que se eu fosse vocês tentaria falar com o dono da boate, de todas as vezes que eu fui até lá nunca consegui vê-lo, e ao que parece, nenhum freqüentador nunca, jamais, o viu.

-Ok, obrigado Bobby.

-E, Sam. Deveriam tentar contatar Castiel, ele deve saber de mais alguma coisa.

Sam agora murmurava:

-Não podemos. Estamos com as garotas, lembra?

-E elas não sabem sobre o Castiel!? Mas que tipo de relação vocês mantém?!

Sam respirou fundo e falou:

-Se descobrir mais alguma coisa, me ligue.

E então desligou.

-E então? – perguntou Dean

-Bobby disse que deveríamos tentar contatar com o dono da boate. Ele disse que ele nunca foi visto por nenhum freqüentador.

-E como é que ele sabe? – perguntou Jhenny

Sam lhe lançou um olhar em resposta.

-Espera. – disse Dean – O Bobby freqüentava o Silverchair? Mas que filho da mãe! Nem eu sabia que o Bobby poderia ser divertido.

Jhenny lhe lançou um olhar nervoso.

-Já estou fula da vida com você, não me dê mais motivos para isso.

Lana deu uma risada presa e voltou sua atenção ao laptop, a irmã loira se virou para ela.

-Alguma coisa na internet?

-Está falando que o Silverchair foi fundado por um Italiano chamado Damon Riordan, se é que isso faz algum sentido.

-Irônico. Se ele for o mesmo dono dos dias atuais a nossa dedução sobre ser um vampiro está correta.

-Tem mais. Pesquisei sobre a perdiz na pereira e descobri que na verdade no cabelo de Marianna não era uma pereira.

Jhenny franziu a testa.

-Como é?

-Aquela pereira não tinha pêras, eram folhas de verdade nem sequer eram feitas de bijuteria...

-Lana, por que estamos falando de bijuterias agora?

-Não, olha, aquilo no cabelo da Marianna era uma folha de filipêndula.

-Ah, legal, e o que é uma filipêndula?

-É a planta mais famosa das lendas pagãs. – respondeu Dean – Me surpreende que não saiba disso.

Jhenny revirou os olhos.

-Ótimo, só que eu não estava falando com você.

-Ok, já chega. – disse Sam – Podemos por favor uma vez trabalhar juntos?

-Fica meio difícil quando vocês não nos deixam fazer nada. – disse Jhenny

-Ou mantém contato com o lado inimigo. – disse Lana olhando para Sam

-Concordo com você, Sam. – disse Dean – Quero dizer, eu tenho culpa de me preocupar com vocês duas? Quero dizer... qual é?!

-Dean, estamos nessa há muito tempo, talvez tanto quanto vocês. Não precisam se preocupar conosco.

-Nem um pouco. – murmurou Lana voltando-se ao seu laptop

-E que papo é esse de manter contato com o lado inimigo? – perguntou Dean

-Por quê você não pergunta para o seu irmão?

Dean franziu a testa e se virou para Sam, o irmão mais novo respirou fundo, mas não falou nada.

-Sam? – insistiu Dean

Ele respirou mais uma vez e disse:

-Eu liguei para a Ruby.

Dean colocou a mão na testa, impaciente.

-Pra quê você foi ligar para ela?

-Eu queria saber se ela sabia de algo sobre o Silverchair.

O irmão mais velho resolveu deixar o assunto de lado depois de revirar os olhos, se virou para Lana e Jhenny.

-Mais alguma coisa? – perguntou ele, as irmãs não disseram nada.

Todos ficaram calados por um longo tempo até que Sam interveio e explicou a Jhenny.

-As pessoas usam filipêndulas para sacrifícios humanos é como se fosse... Uma isca para os deuses. Os deuses eram atraídos para ela e apareciam para “lanchar” o ser humano mais próximo.

-E por que alguém iria querê-los em uma perdiz? – perguntou Jhenny

-Se você reparar, não é tão estranho quanto parece, Jhen. – disse Lana – Afinal, a maior parte das tradições de Natal é dar uma perdiz a pessoa amada.

-Natal é o aniversário de Jesus. – disse Dean de repente

-Não, o aniversário de Jesus deveria ser no outono. Na verdade o festival do solstício de inverno foi cooptado pela igreja e rebatizado de Natal. – respondeu Sam.

–Mas a árvore de Natal e a roupa vermelha do Papai Noel são resquícios de rituais pagãos. – continuou Lana.

-Meu Deus. – disse Dean – Vocês dois são uma enciclopédia ambulante. Como é que vocês sabem? Só falta vocês disserem agora que o coelho da páscoa é judeu.

-Na verdade... – começaram Sam e Lana e depois travaram se encarando.

-Então vocês dois acham que se trata de um deus pagão que se veste de papai-noel para poder entrar na casa das pessoas? – perguntou Jhenny.

-Acho. – disse Sam cuidando para que sua resposta fosse mais rápida do que a de Lana – Provavelmente Roldenakar, deus do solstício de inverno.

-E aqueles pobres namorados comprando perdizes?

-É como colocar um sinal de néon na porta dizendo “Venha nos matar”. – disse Lana

-Legal. – disse Dean

-E tem mais. Quando se faz sacrifícios para Roldenakar, adivinha o que ele dá em troca?

-Moças sensuais?

Jhenny pegou uma pequena faca e jogou na direção de Dean que desviou-a rapidamente.

-Você ficou maluca?! E se aquilo tivesse pegado em mim?

-Aí não teríamos muito o que fazer, não acha?

Dean fez uma péssima imitação da voz de Jhenny.

-O deus dá tempo bom. – respondeu Sam

Todos olharam para a janela aberta do hotel, o tempo estava aberto.

-Tipo sem neve de dezembro no centro de Michigan. – disse Dean

-É.

-Sabemos como matar a coisa?

-Precisamos primeiro descobrir quem está vendendo as perdizes.

-Acho que sei quem pode nos responder. – disse Jhenny

No dia seguinte, Jhenny e Lana estavam batendo na porta de Jeremy Vandoren. Ele ficou surpreso ao vê-las de novo.

-Agentes... O que estão fazendo aqui?

-Podemos entrar? – perguntou Jhenny

Minutos depois, as irmãs estavam interrogando Jeremy em sua sala.

-Sr. Vandoren pode nos responder a uma pergunta rápida? – perguntou Lana

-Sim, claro.

-O Sr. por um acaso teria comprado uma perdiz para Marianna, teria?

-Comprei, mas qual o problema? É um presente comum nessa época do ano.

Jhenny e Lana se entreolharam.

-Poderia nos dizer onde você teria comprado?

O que as irmãs não sabiam é que os Winchester já tinham quase todas as informações de que precisavam e estavam indo ao local onde Jeremy teria comprado a perdiz sem que Jhenny e Lana desconfiassem.

-Elas vão nos matar quando souberem. – disse Sam a Dean quando ambos entraram na loja de antigos natalinos.

-Elas nem vão desconfiar.

-Até parece.

Caminharam até o balcão e um gordinho do outro lado perguntou:

-Posso ajudá-los?

-Eu espero que sim. – disse Dean – Ahn... Nós fomos visitar a nossa família aqui na cidade e o meu irmão aqui não pára de falar na tal da perdiz que ele viu no cabelo da nossa prima. Eu não entendi muito bem... conta aí Sammy.

Sam lançou um olhar cruel a Dean e depois se voltou ao gordinho.

-Ela era linda. – disse Sam desconfortável

O gordinho ficou quieto olhando os dois com desconfiança e depois falou:

-Eu vendo muitas perdizes.

-Eu sei, eu sei. – disse Sam – Mas o senhor sabe... Aquela era uma perdiz de verdade, eu digo, tinha uma folha de pereira ali... se não me engano não era pereira era filipêndula.

-Nossa, você é bem refinado.

Dean deu uma risada e disse:

-É, ele é.

-Mas eu sei de qual estão falando. Acabaram.

-É, parece que a filipêndula é bem cara, para quê fazer perdizes com ela? – perguntou Dean

-Sei lá, não fui eu que fiz.

-E quem fez?

-Marta Geller... Mora na cidade. Ela disse que as perdizes eram tão raras que ela fazia de graça.

-Ela não cobrou?

-Não.

-E o senhor não deu de graça?

-Fala sério. É Natal, as pessoas querem comprar e eu quero vender.

-Este é o espírito de Natal! – disse Dean animado

Notas finais
Comentário + resposta = novo capítulo ^^