Notas iniciais
Oi! Estou com essa ideia desde o natal passado mas só esse ano decidi faze-la! É uma fic Peth, pois acho que essa pode ser uma grande relação. Espero que gostem, boa leitura!

Puck andava furiosamente pelas ruas de New York vestindo seu casaco e gorro preto. Havia desistido de desviar das poças d’agua que surgiam em seu caminho, afinal estavam por toda parte. Lá pelo dia vinte e três, Puck convenceu sua mãe a deixa-lo passar o natal com Rachel usando argumentos como “Ela é uma boa judia” por que apesar de serem judeus, a família Puckerman comemorava o natal desde sempre, e esse ano seria ainda melhor pois finalmente Jake e sua mãe se uniriam a eles. Com certeza seria uma festa bonita, no fundo Puck lamentava por não estar lá mas havia outra parte da sua família que não poderia passar longe dele nesse natal. Não mais um natal.


Rachel, Kurt e Brody (que agora estava praticamente morando com Rachel – Impossível Puck não querer dar uns socos de brincadeira na cara daquele engomadinho só para ele ver quem é que manda mas, achou melhor não. Rachel sempre foi uma garota sensível) foram muito gentis ao deixarem ele passar o natal com eles. Embora Puck tivesse segundas, terceiras e quartas intenções com a Berry quando ligou a ela pedindo para deixa-lo ficar em seu apartamento entre os dias 23 e 26, alimentadas pelos comentários da morena como “Mas é claro Noah! Adorarei mostrar a cidade para você!” “Ah, por favor, você vai amar New York!” “Caso queira, pode ficar aqui para o ano novo também, Kurt e eu vamos a Time Square encontrar uns amigos meus!” mas que tiveram que de maneira quase dolorosa, serem deixadas de lado ao descobrir que havia outro bad boy gostosão na vida dela. Embora Puck quisesse lamentar, não lamentou. Dar uns malhos na Berry não era o seu principal objetivo em New York no dia de natal.

Finalmente entrou na estação de metrô que procurava. Muito mais do que segurança contra os ventos que cortavam sua pele de maneira dolorosa ou contra a neve que lentamente molhava sua roupa, era a esperança de estar a um trem da coisa mais perfeita que ele havia feito em seus quase vinte anos de existência: sua filha.

Ao tomar o trem, pensamentos sobre ela tomaram conta de sua mente: Ela já estava com mais de dois anos. Já devia estar falando, andando e se duvidar, com a criação da Shelby, já deveria estar dançando e provavelmente cantando alguma versão simples de alguma música da Broadway. Ele riu com esses pensamentos. Esses dias Puck abriu sua caixa de email e viu que Shelby havia lhe enviado algumas fotos da pequena em seu último aniversário: ela era linda. Olhos verdes, pele branquinha e cabelos loiros. Vestia um vestidinho rosa forte e um daqueles chapeuzinhos de aniversário em formato de cone roxo. Estava no colo da Shelby e havia várias crianças, também de chapéu em formato de cone em sua volta. Puck lamentou não estar com sua pequena em um momento tão importante como seu aniversário de dois anos. Por isso, ao chegar os primeiros ventos de dezembro, Puck decidiu que passaria nem que fosse só um pouco o dia de natal com a sua pequena. Usou o hanukkah como desculpa para pedir o endereço para Shelby: disse que a enviaria um cartão de Hanukkah, coisa que ele não faz desde os dez anos. No fim, mandou uma foto de sua família reunida (sua mãe, sua irmã, ele, Jake e sua mãe) e desenhou duas bonequinhas de pauzinhos, uma morena tamanho adulto e uma loira tamanho bebê e puxou uma setinha com os dizeres: “Sem vocês, a festa nunca será completa. Feliz Hanukkah. Noah” . Ela não respondeu nem um obrigada. Puck lamentou mas encarou isso como um sinal de seguir em frente com seu plano de fazer uma visita surpresa a sua filha e Shelby no dia de natal.

Finalmente o trem parou e ele desceu. Tirou um pequeno papel amassado do bolso com o endereço delas e com um pequeno esquema feito por Rachel de como chegar até lá. Conferiu se estava no lugar certo, respirou e seguiu em frente e saiu da estação e deu de cara com uma rua calma e com prédios simples e não muito altos. Respirou fundo e seguiu procurando o prédio 432.

E encontrou. Era simples, com tijolos a mostra e algumas luzes de natal em algumas janelas. Adentrou o prédio com um misto de medo e ansiedade e assim ficou até finalmente chegar ao apartamento 444 do quinto e último andar.

A porta era de madeira e estava toda enfeitada: tinha papais noeis pendurados por uma cordinha e alguns desenhos dos mesmos. “uau. Ela desenha muito bem” – pensou ele. Que ao avistar um desenho caído no chão quase embaixo da porta, abaixou-se e o pegou para si.

Apesar de todas as hesitações possíveis, Puck bateu na porta.

E uma mulher com cerca de trinta anos, feições definidas e muito bonita chamada Shelby atendeu:

–Pois não? – pequena pausa- Quem é você e o que deseja?

–É muito bom te ver de novo Shell.

–Noah? No-Noah? É você? Uau! Você está diferente! – risos- É bom ver você de novo também. Quer entrar?

–Adoraria. – Disse ele sorrindo e adentrando o apartamento. Não era muito diferente do que o que ela tinha em Ohio, era apenas maior e tinha um piano no meio da sala.

–Então Noah, como tem passado?

–Bem, muito bem aliás. Descobri que tenho um meio irmão.

–Sério? Estou feliz por você.

–Parece-me que a Beth tem um meio tio –risos – Ela está?

–Mas é claro Noah. Uma bebê de dois anos não pode ir muito longe – risos. Disse ela caminhando para um quarto e segurando nos braços uma pequenina criatura loira vestida em um casaco vermelho – Olha quem está aqui! Olha quem veio te ver Elizabeth!

–Elizabeth?

–Ela está aprendendo a falar e eu quero que ela aprenda a falar o nome todo. Você quer pega-la no colo?

–Se ela não estranhar.

–Ela é durona. E você é o pai dela. Ela sente isso.

–Sente?

–Sim, mostrei algumas fotos a ela esses dias e tinha uma sua lá. Ela ficou toda feliz.

–Bom saber que ela não me esqueceu. Shell, eu sei que não estamos mais juntos nem nada mas, eu quero que fique bem claro que eu não esqueci do dia em que prometi a você que estaria sempre contigo.

–Obrigada – disse ela esboçando um sorriso – Quer ir pro colo do papai? – risos – Acho que ela quer Noah. Espero que não tenha perdido o jeito com crianças.

–Com crianças não sei, mas com a minha filha nunca. – ele solta um riso tímido enquanto pega a menina no colo – Pequena Elizabeth, espero que não se importe, mas tenho um presente para você. – Disse ele entregando a ela uma pequena caixa e observando a menina sacudi-la.

–Acho melhor você abrir para ela.

–Então você quer que o papai abra seu presente de natal? Então acho que terei que sentar – disse ele caminhando em direção ao sofá – Olha, papai escolheu com muito carinho. Toma. – Disse ele entregando um boneca de pano de cabelos vermelhos e roupas azuis.

–Nossa, que linda! Elizabeth, por que não agradece o moço?

–Ogada! – disse a menininha balançando a boneca

–Então, como ela vai se chamar princesa?

–Tina!

–Tina? Belo nome.

–Noah, você conhece uma Tina não conhece?

–Sim, a asiática. Sabia que ele é a única do coral que eu não peguei? –risos – Shelby, será que você se importaria de tirar uma foto nossa? A que eu guardo na carteira já é antiga.

–Claro que não.


Então as horas se passaram. Noah e Beth continuaram brincando até a pequena adormecer nos braços dele, que como bom pai, a colocou carinhosamente no bercinho.

–Então Shell. É isso ai.

–Espero que tenha gostado de vê-la Noah.

–Ela é linda. Espero que possa visita-la mais vezes.

–Noah, eu mantenho a minha palavra de querer que você e a Quinn façam parte da vida dela.

–Então por que você disse a ela para agradecer ao moço, se referindo a mim?

–Noah, tem algo que eu preciso lhe dizer. – Disse ela levando-o em direção ao sofá.

–Diga.

–Eu tenho outra pessoa – Nesse momento os olhos dele se arregalaram expondo ao mundo o brilho máximo que aquele par de olhos verdes poderia ter – E, esse rapaz, Troy, está me ajudando na criação da Beth. E ela está começando a aprender a falar e, esta chamando-o de papai. – Nesse momento Puck sentiu todos os seus órgãos pararem e sentiu o pulmão ficar sem ar por um instante. Como assim a Beth estava chamando outro homem de papai? Ele era e sempre seria o único papai da vida dela! Era um absurdo! Obviamente a culpa não era da pequena Elizabeth e sim da Shelby mas, mas, por um momento tudo que Puck mais queria era sair daquele lugar – Noah, aonde você vai? Temos muito o que conversar!

–Você espera que eu fique aqui? Depois de você me dizer que está ensinando a MINHA filha a chamar outro homem de papai? Shelby eu entendo que nossa história tenha acabado mas a minha com a Beth não! Eu não vou me afastar dela, não da minha filha!

–Noah por favor seja sensato! Elizabeth precisa de um lar estável e sabemos que tudo que você não é estável. Não posso deixar que você se envolva com ela e um dia você simplesmente suma e a faça sofrer!

–O nome dela é Beth! B-E-T-H! E por que você acha que eu desapareceria? Eu a amo, Shelby! Ela é a melhor coisa que eu já fiz! Acordar todos os dias e saber que ela nunca será minha já é tortura suficiente! Agora, acordar e saber que você me manterá afastado dela é pior ainda!

–Não foi isso que eu disse Noah! Eu apenas quero que você não seja o pai dela.

–O que?

–Troy escolheu assumi-la. Assim que passar as festas, iremos arrumar a certidão de adoção dela. E ele não quer você por perto. Ele acha que ela não entenderia que um pai é de verdade o outro não.

–O falso é ele! Ele é minha menina! Minha filha!

–Noah, entenda: não estamos querendo que você se afaste dela, apenas que não seja o pai dela. Criaremos ela como se ela nunca tivesse sido adotada. Troy é loiro e tem olhos claros, não vai ser problema.

–Vai se ferrar, Shelby. – Disse Puck batendo a porta e saindo do apartamento.


Puck chegou ao apartamento Hummelberry desolado, era como se seu coração tivesse sido arrancado do peito e moído. Não estava dando para suportar. Pendurou o casaco, tirou o gorro e sentou-se no sofá. Estava tudo escuro e quieto. Provavelmente todos já estavam dormindo, já se passava da uma. Puck decidiu vir a pé, ao invés de pegar um trem, queria vir pensando. Jogou-se no sofá. Por um momento, a dor era tão forte que o fazia ter vontade de desistir daquilo. Conferiu o silencio, apoiou a cabeça entres a mãos e em direção ao joelho, começou a chorar.

Rachel acordou. Notou uma fraca luz que provavelmente era do abajur que ficava na sala. De duas uma, ou Kurt estava com insônia ou Noah havia chegado. Pensou em virar-se e voltar a dormir, afinal Kurt vive com insônia mas, se fosse Noah, talvez ele precisasse de ajuda afinal, chegou tarde em casa. Apoiou os pequenos pés no chão e seguiu em direção a sala com seu pijama xadrez quando se deparou com algo que nunca imaginou ver: Noah Puckerman chorando.

–Noah? Está tudo bem?

–Está sim Rach. – Disse ele enxugando as lágrimas.

–Noah, você estava chorando?! – Disse ela surpresa e sentando-se ao lado dele – Meu deus, o que houve na casa da Shelby? – Nesse momento, ele sentiu como se o seu peito fosse explodir e sua primeira reação foi abraçar Rachel e chorar no ombro dela – Noah, calma. Está tudo bem... Eu estou aqui. – disse ela retribuindo o abraço.

– Ela tem outro homem. Ele a quer. Ele quer a Beth. Ele quer ser o pai da Beth. Mas ele a chama de Elizabeth. Ela não me quer. Ela não quer que a Beth me queira. Ela ensinará a pequena a chama-lo de papai. Oh Rachel, eu não vou mais poder ser o papai da minha Beth! – Disse ele jogando-se contra o colo da pequena criatura que vestia um pijama xadrez laranja.


Horas já tinham se passado, a noite já tinha virado dia e graças às forças da natureza, aquele dia vinte e cinco já tinha acabado. Puck acordou sendo cutucado e percebeu que havia dormido no colo da Berry.

–Ei, Noah? Eu realmente preciso ir ao banheiro. –Disse ela se levantando as pressas em direção ao banheiro. Puck riu e decidiu que era a hora de fazer as malas para voltar para casa. Embora quisesse ir embora no primeiro avião, as insistentes palavras de Rachel o fizeram ficar, pelo menos até o almoço. Para distrair o amigo, Rachel decidiu leva-lo ao Central Park, então colocou seu melhor par de botas para caminhar e decidiu-se juntar a ele na caneca de café puro que tomava.

–Bom dia Noah!

–Bom dia Rachel... Uau! Você está linda. Brody é um cara de sorte –risos.

–Eu sei –risos.

–Rach, sobre a noite passada, bem... Obrigada por tudo. Tudo mesmo. Desde deixar eu passar o natal com vocês até o lance da noite passada. Você é incrível. – Eles trocaram um sorriso tímido e ele pegou em sua mão- Da última vez que eu disse isso a alguém, deu o que deu mas, acho que com você será diferente... Bem, Rachel Berry, saiba que eu estarei sempre aqui por você. Qualquer coisa que aconteça, é só me chamar –pequena pausa- Sempre estou pronto para chutar alguns traseiros. –risos.

–Noah! Isso foi lindo! Obrigada! – Disse ela abraçando-o – Eu te amo Noah.

–Eu também te amo Rachel. Nossa, que cabelo cheiroso! – risos

–AI, MEU, DEUS! Rachel Barba Berry, é só o gostosão do Brody dar as costas que você já o troca por esse pedaço de carne chamado Puck?!

–Fica na sua Porcelana.

–Não, não fico. Rachel é a minha amiga e eu não vou deixar que ela troque o Brody por um grandalhão insensível como você!

–Então de instável eu sou insensível? Vão para o inferno todos vocês! – Disse Puck se retirando da sala.

–KURT HUMMEL! Quem você pensa que é para destratar o meu Noah, digo, meu amigo Noah?

–Eu estou te salvando querida.

–Não é nada do que você está pensando! Ele foi ver Beth ontem.

–Uh.

–Sim, “uuuuh”! Sabe o que mais? Shelby está ensinando ela chamar outro homem de papai!

–Uh!

–Muito obrigada Rachel. Agora mais um sabe quanto miserável eu sou! – disse ele indo em direção a porta com sua bagagem.

–Nem um em um milhão de anos você vai embora daqui Noah Puckerman!

–Tente me impedir! – Disse ele abrindo a porta. Então Rachel saiu correndo de onde estava e pulou nas costas do amigo fazendo-o soltas a maçaneta e as bagagens.

–Kurt, kurt! Tranca a porta!

–Rachel, saia das minhas costas!

–Não! Só se você prometer ficar! Ou vai dizer que estou gorda?

–Um pouquinho.

–Aaaah Noah! – disse ela em um rugido levando o em direção a cama dela, jogando-o lá e enchendo-o de cosquinha.

–Tudo bem Rachel, eu fico! Mas, mas, para, por favor! – E ela parou.

–Só por que você disse que fica. Agora vamos.


Noah e Rachel estão passeando pelas movimentadas ruas de New York enquanto deliciam-se de um cappuccino quentinho, era fim de tarde e o sol estava se pondo.

–Puck, você já reparou que somos meio parentes?

–Como assim?

–Shelby é minha mãe e mãe da Beth. Você é pai da Beth e meu ex namorado e ex da minha mãe. Quando a Beth crescer vou poder falar “Ei, eu já peguei seu pai! E foi muuuuuuuuuuuuuito!”

–Sério que você diria isso?

–Claro, olha o tamanho do meu nariz? Não estou em condições de mentir!

–Obrigada.

–Que isso, você é realmente muito bom.

–Não Rachel, obrigada por me fazer ficar. Você é o máximo.

–Eu sei. Eu sou o máximo mesmo. –risos.

–É sim, sabe, você é uma ótima menina.

–Você também é um bom garoto Noah.

–Você acha?

–BEEEM! Resposta errada. O certo seria “Eu sei” – risos.

–Rachel, por que você está sendo tão boazinha comigo? – Disse ele parando-a de frente para ele – Mesmo depois que eu disse que não seriamos nem amigos? –risos.

–Você mudou e eu também. E eu gosto muito de quem você é agora. Sabe, acho que uma parte de mim nunca deixou de te amar.

–Sério? Eu também não.

–Então sempre nos amamos?

–Acho que sim.

–Então por que você não me diz? Tenho certeza que vou amar ouvir. –risos.

–Rachel Barba Berry, eu, Noah Puckerman, sempre te amei e sempre vou te amar ouviu bem? Não vou deixar nenhum engomadinho como o seu namoradinho atrapalhar isso.

–Minha vez: Eu, Rachel Barba Berry, sempre vou amar você, Noah Puckerman, não importa com quantas vadias você durma! – risos.


Notas finais
Gostaram? Que tal comentar? Enfim, feliz natal e um ótimo 2013!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!