A Verdade por trás desse Meu Jeito

7 Mãe, seu filho é um criminoso


Busca incessante por dopamina

Antídoto diário que alivia o ser

Basta esperar a corrupção invadir

A desgraça antes mínima

Com êxito, volta a acontecer

A revolta fez a paz sumir


Outrora havia sensatez

Todavia o organismo alucinou

De repente veio a estupidez

Fez eu parar onde estou


Pela liberdade ilusória, pequei

Rotulado; será que agora mudará?

Agarram meus membros, ditaram lei

"Joguem aos lobos, só assim cessará!"


Sufocado pela repressão

Minha própria garganta impediu-me de explicar

Decisão errada na situação

Autorizei a destruição total do lar


Bani os princípios da lista inicial

Consolidados desde o Início, sim

A mudança do processo interferiu no final

Uma multidão inteira contra mim


Ativista ou Ditadora?

Liberou a fala, sem piedade

A porta entreaberta expunha

Justiça incerta, mas não por maldade


Questão de segundos

Houveram testemunhas vivas

Em menos de uma semana, se farão surdos

Para não inflamar as acusações proferidas


Mudança de semblante

Qual escolha há de ser feita?

Alien, robô ou mutante

Oito bilhões de pessoas e fui logo eu escolhido para a seita?


Fermentação láctea faz arder meu peito

As células morrem antes mesmo de produzir energia

Prendi o ar, talvez seja esse o efeito

Os neurônios, mais ágeis que o coração, trituram a hipocrisia

Engasgado, o pior defeito

Demasiada euforia


Tão longe da cesta, e sem público

Marcou três pontos, foi único!

Pergunto-me se guardava algum ódio

Ou só esperava o momento certo em que alguém caísse do pódio


Caso 308 da fila de espera

Não pensei que seria chamado

Sem um aviso prévio, a advertência viria severa

Solidificado como um cubo de gelo


Quarta feira e a semana já acabou

O ápice do hemisfério

Sem alicerces fiéis, nada sobrou

Retrocesso sendo o novo critério


O calor antes agradável, tornou-se inconveniente

Se frio em excesso, não condizente

Melhor seria amarrar as mãos

Ao julgar um ser pelo erro já cometido por uma nação


O passado é um dia morto

Por que continuar lembrando?

Fumo um cigarro na escada (outro)

O que seria a alegria de um "tirano"?


Os sentimentos falaram por si só

Compilado fizeram, relataram no canto

Confesso, do velho eu só restou o pó

O loiro ouvinte se fazia de santo

Disfarçando meu pranto


Hipérboles

Gente, esse sempre foi meu jeito

Nenhum de vós sois nobres

Puxei o freio no segundo perfeito


Milésimos de polegadas

Alguma pouca distância que ultrapassei

A limpeza não deu conta das pegadas

À cavalo, foragido mais uma vez


Deixam-me no limbo, por quê?

Tiraram as próprias conclusões

Heróis? Vocês? Muito clichê

Hesitaram em curar; trancaram todos os salões


Consciente, ansiava por agredir-me; despautério

"Nesse ambiente, a barbaridade findará"

Votem para que vá de vez para o inferno

Onde lá a trégua não existirá


Sem pressa, entro por último

O dia seguiu seu rumo natural

Entretanto, gerado um preconceito mútuo

Houve a falência do tesouro imaterial


Ao cair da noite, ela chegou

Escutou-me pacientemente

Todos os delitos, compreendeu

Puniu, orientou e repousou contente


Os que se afastaram podem pensar que nada mudou

Das autoridades conhecidas recebi a missão

O protetor, com ênfase me espancou

O mocinho que virou vilão

Aprendi a lição.


Daquela quarta em diante, prometi a mim mesmo que nunca mais chegaria perto daquelas pessoas; apenas as quais permaneceram na lista (A.C, M.G e V.D), inocentes.