A Verdade por trás desse Meu Jeito
2 Alívio
Pulo para a próxima faixa, tentando me sintonizar com meu humor atual
"Sem assinatura"
Mas ao tentar voltar, não tenho como
O ritmo já me conduzia sem minha própria vontade
Forçado a ficar preso numa outra realidade que não condizia com a minha
Sigo ouvinte de meus próprios atos
Minutos viram horas
Horas viram dias
O tempo vagueia
Antes de excluir a última foto, meu coração parou como um semáforo no vermelho, obrigando-me a atravessar
Olho a minha frente, vejo o outro lado
Mesmo que distante, mas pelo menos melhor do que antes
Doce amargor de teus lábios
O frio na barriga vem à tona
As buzinas reverberam
As correntes arrastam no asfalto
Preto, branco, preto, branco
A cabeça dolorida não podia mais erguer-se
Branco, preto, branco...
Horizontalmente me perco em poucos segundos, ao lembrar de teu canto
O mar de espinhos, a pirâmide e agora o asfalto quente
Meus pés descalços suportaram tudo sem reclamar
A última pegada de sangue foi deixada no meio-fio
Grama abundante; portões
Adentro-me
A humildade prevalece de tal modo que a dor física nem representa mais nada
Humilhado
Os outros fantasmas são atropelados quando o verde aparece
Isso aconteceria se eu houvesse retrocedido?
Pobres almas
Talvez meu peso fosse deveras mais leve
As flores amortecem a queda enquanto a massa toca o tecido.
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