A Verdade por trás desse Meu Jeito
11 Verão
Piso, sinto, danço
junto a ti na varanda
Nada melhor que contemplar
na rede que sem pressa, balança;
tal frescor que só traz as ondas do mar
Mas não quis dormir; saiu
Desceu e passeou por aquele preto e branco
Contente a cantarolar
Tanto encanto em um só canto
Envolto desta delícia tropical
e poder de verdade aproveitar
Os pés enfarinhados, quentes
Do arrepio na pele pelos raios dourados
O coco que me dá esta água:
Saboreou e nunca mais se esqueceu.
Emergi d'água só para provar dessa
Sigo sonhando quando chegam as férias
Esclarecido pelo fogo manso, vejo o horizonte
Espero até que toque a superfície
Risos sob o poente laranja que arde:
Em cores tingiu o céu mais forte que o bronze.
O calor da armadura, tão singela ternura
A noite pode me julgar
O dia completa-o então
Quem passa, vai ouvindo
naquela roda de amigos
o soar de seu violão
Sal e chama andam lado a lado,
equilibrados como razão e emoção
Nunca faltará som a nossos tímpanos
Vai se esgotando a experiência, não a memória
Linda metamórfica canção
Felicidade é a peça que se restaura
nesse quebra-cabeça que não para de crescer
Menos problemas no compreender
Mais soluções no desenvolver
Qualquer dia, qualquer hora
Tempo bom esse que não volta
E a saudade voa, porém retorna
Não saí do chão, só observei o céu por tempo demais
A mil foi... meu coração
Sem confusão, havia sinais
de que bastava apenas uma viagem,
que desvendou as miragens
Poria mais bagagem se soubesse que a carruagem não cai
Quem cai sou eu
Quase sempre, na verdade
Mas não tem problema
A areia é macia
De noite porém, fria
Pois, diferente da vida
Existe um porto seguro aonde afundo minhas dores
Queimam-se todas as antigas flores.
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