A Verdade por trás desse Meu Jeito
10 Adeus herói / Mar de espinhos
O choro automático
Do herói que já cumpriu sua missão
Na virada do dia, pesares
Sente a escassez em meio aos escombros
Reluta mesmo enfraquecido
Tanto faz como tanto fez
Seu legado não mudou
E avançou com a geração nos ombros
O rearranjo cria a onda, feroz
Dispara como tiro e penetra no peito veloz
O total reduz seu volume mudando levemente seu formato, mas não a origem
Cada dia menos positivo
Estava eletricamente negativo
Nesses dias loucos o céu se faz cada vez mais cinza
Nublado quando apartou-se dele
Pensando em como pensar pensamentos
Vivendo a vida, porém não mais tão vivo
Usurpam de seus bens e logo o chamam de cooperador
Sem reparar sua dor
Irrelevante seria não notar
Tal angústia que fizeram passar
O dia estava terrivelmente bonito na despedida
Negligenciei acreditar na perda
Há tempos que a vida não fora tão boa
Sinto raiva porque a vida tem continuado e nem pude sentir sua falta direito
Hoje é diferente; talvez eu sinta
Lembro das canções que fez
A poesia cresceu e acendeu você em mim
Como o "desabrochar" da última rosa existente
Molhei meus pés por ti; gélido
Fazendo a felicidade dos outros
Em troca de quê? Mérito!
Sentimentos me quebram
Antes imaculado
Contudo a sensação germinou
Me tratou como freguês
Aniquilou a sensatez
Minha alma refém onde tudo acabou
Nunca houve um "mar de espinhos"
Apenas alguém que desejava chegar ao outro lado
A solitude de hoje, conquistou pelo sofrimento de ontem
Em paralelo a memória, fatos
Procuram ele apressadamente
Egoísta, não quis ser ajudado
Salvou milhares e agora não quer salvar a si?
O braço cede; pensou ser o escombro mais pesado
Hibernou por anos
As emoções, não ele
Pois além do que fosse ele
Tinha um coração cheio de boas intenções.
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