A Verdade Sobre Lin.

5 Capítulo 5 - A Volta de Sokka.


Fazia uma manha nublada. Toph estava sentada no sofá. Ela usava um hobbie e estava com os pés para cima, fazendo simplesmente nada em seu dia de folga. Lin, agora com treze anos, penteava seus cabelos.

- Lin, o correiro chegou. Vá buscar as cartas – disse Toph.

- Mãe, você não vê que eu estou ocupada?

- Lin. Agora. – ela disse, e arremessou uma pedra em direção a Lin, que sem nem mesmo olhar, desviou a pedra.

- Ugh, ta bom – disse Lin irritada. Ela se levantou e devolveu a pedra na direção de Toph, que sem nem mesmo abrir os olhos, a colocou de volta no lugar de onde ela havia saído.

Pouco tempo depois Lin voltou para dentro da casa. Ela trazia nas mãos um maço de contas.

- O que temos ai? – perguntou Toph.

- Conta... conta... conta... e, olhe! Aqui tem uma carta!

- De quem é? – disse Toph. Ela tinha uma expectativa na voz.

- Hummmm, não sei ao certo. Tem um selo da tribo da água, e está endereçada a você.

- Então leia-a para mim Lin.

“ Querida Toph.

Meu trabalho na tribo da água do norte finalmente acabou. Acho que eles não precisam mais de mim por aqui, Então estou voltando para Republic City, e acho que dessa vez é oficial. Você não precisa falar com Katara, ela e Aang receberam uma carta como a sua. Me desculpe por não ter mandado mais noticias, as coisas estavam um pouco complicadas... eu conto tudo quando eu chegar. Sinto muito a falta de todos vocês, especialmente de você... Chegarei um poucas semanas. Mal posso esperar para ver todos vocês.

Com amor, Sokka. “

- Humm, parece que o tão famoso tio Sokka está voltando para a cidade... e ao que parece, ele está muito ansioso para te ver mãe – disse Lin desafiando a mãe.

Toph tinha um fraco sorriso no rosto, e suas bochechas estavam coradas. Mas ela rapidamente se recuperou, e agora tinha no rosto uma expressão sarcástica.

- Você não tem um encontro com Pés Pequenos jr? – ela disse.

- Não é um encontro! – retrucou Lin. Agora eram as suas bochechas que estavam coradas.

- Você se esqueceu de que eu posso sentir quando você está mentindo Linnie?

Lin ficou mais vermelha ainda, então ela bateu os pés e correu para o seu quarto, dizendo.

- Tenho que me arrumar.

- Ora, parece que você gosta mesmo dele, vai até se arrumar! – disse Toph rindo.

Cerca de duas semanas depois, Sokka chegou a cidade. Todos estavam no porto o esperando. Aang e Katara com seus três filhos, agora com 19, 26 e 13. E Toph estava lá também. Lin e Tenzin estavam de mãos dadas.

- Olhem! – disse Bumi – Olhe o barco dele!

Todos olharam para o barco, e Toph ficou fitando o chão.

- Você não está vendo Tia Toph? – Bumi perguntou.

- Para ser honesta, não – ela disse apontando para seus olhos quase brancos.

- Oh, me desculpe. – ele disse, e Aang e Katara riram.

O barco de Sokka agora estava muito perto de acordo com o som, ele gritou lá de cima.

- Olá! Como eu senti a falta de vocês!

Aquela voz atingiu Toph em cheio fazia tanto tempo que ela não a ouvia, mas ela ainda lembrava de cada timbre.

- Sokka – gritou Toph – Ponha os seus pés no chão! Eu não consigo te ver!

- Oh, certo – disse Sokka, e ele desceu do barco.

Assim que ele colocou os pés em terra todos, menos Tenzin e Lin que não o conheciam ainda, correram até ele e o abraçaram, Quando eles finalmente se soltaram Sokka colocou as mãos nos ombros de Katara.

- Maninha – ele disse com lágrimas nos olhos, e então abraçou Katara. – Eu senti tanto sua falta! Eu nunca imaginei que eu sentiria falta de ordens e alguém reclamando das minhas meias sujas!

- E eu nunca pensei que eu sentiria falta das suas meias sujas – disse Katara, limpando uma lágrima que escorrera de seus olhos.

- Monge! – disse Sokka, estendendo os braços para Aang. Eles se abraçaram. Sem dizer nenhuma palavra.

Sokka se virou, e deu de cara com Kya.

- Katara, eu já não falei com você? – Sokka perguntou confuso, até notar que os olhos não eram aqueles azuis familiares que o haviam acompanhado a vida inteira, mas cinzentos, assim como os de Aang.

– Kya! – ele exclamou – Quando foi que você ficou tão grande, e tão parecida com sua mãe? – ele abraçou-a.

- Eu senti sua falta tio Sokka – ela disse.

Sokka se virou para onde Bumi estava.

- Não acredito! Bumi! – exclamou Sokka – Você batia no meu joelho quando eu parti.

Sokka se virou, e encontrou o rosto de quem ele tanto sentira falta. Os cabelos negros presos, as mechas da franja espalhadas por todo rosto, os olhos extremamente brancos.

- Toph – ele disse como um sussurro, seus olhos estavam cheios de lágrimas.

Quando Toph escutou Sokka dizer seu nome, ela quase desabou. Ela não tinha ideia do quanto sentira falta dele.

- Bem vindo de volta cabeça de carne – ela disse, e ele a abraçou forte. Toph correspondeu o abraço. Eles se seguravam com tanta firmeza, como se a qualquer segundo um deles pudesse ser levado para sempre. Que pudessem ficar separados por mais anos e anos. As lágrimas de Sokka escorriam por seu rosto e pingavam no vestido de Toph. Ela estava com o rosto enterrado no peito de Sokka, as lágrimas escorriam de seus olhos, e ela sentia aquele cheiro doce e fresco tão familiar e que ela sentira tanta falta.

Quando eles finalmente se soltaram, Sokka olhou um pouco mais longe, e avistou um menino de cerca de treze anos careca e vestido em roupas de dominador de ar. Ele estava de mãos dadas com uma garotinha que lembrava muito Toph com essa idade, tirando os olhos verdes e o tipo de penteado da garota.

- Então, você dever ser o tão famoso Tenzin – disse Sokka, colocando as mãos nos ombros de Tenzin.

- E você deve ser o tão famoso Tio Sokka – respondeu Tenzin sorrindo.

Sokka se virou para olhar a garota, que retribuía o olhar.

- Essa deve ser sua namorada... estou certo?

Antes que Tenzin pudesse responder Toph disse.

- Sim, ela é a namoradinha dele, e é minha filha, o nome dela é Lin – ela disse.

Sokka arregalou os olhos. Ele nunca imaginara que Toph havia arrumado outro alguém, e que tinha uma família. Na verdade, ele havia imaginado sim, em seus piores pesadelos.

- Então... – disse Sokka, um pouco decepcionado – Você se casou?

- Não. – respondeu ela com naturalidade. – Nunca. – ela completou.

Sokka soltou o ar, aliviado. Mas mesmo assim era muito difícil imaginar Toph com outro homem, que não fosse ele. Catorze anos sentindo a falta dela, ele nunca pensara que ela não estava fazendo o mesmo. Imaginar Toph se apaixonando por outro homem, era doloroso demais para ele.

Sokka passou os braços pelos ombros de Katara e Toph.

- Lar doce lar – ele suspirou.

Notas finais
espero que tenham gostado *-*