A Verdade Sobre Lin.

2 Capítulo 2 - A Partida.


Fazia um pouco mais de um mês que Sokka e Toph haviam terminado. Ambos estavam muito abalados, mas eles haviam chegado a um acordo. O relacionamento deles havia sido descoberto pela mídia, e isso estava prejudicando o que eles mais prezavam. A carreira deles. A imagem importante, séria e autoritária de ambos estava sendo comprometida, então eles chegaram ao acordo de que até as coisas esfriarem e eles decidirem o que fazer, era melhor não se encontrarem sozinhos.

Mas mesmo assim eles davam suas escapadas.

Na calada da noite Sokka bateu na porta de Toph. Ele estava coberto por um manto preto.

- Entre cabeça de carne – disse Toph de dentro da casa.

Sokka entrou na casa. Toph pode sentir algum pano se arrastando no chão, então ela perguntou.

- O que é isso ? Por um acaso você está usando um vestido de noiva?

- Não! – respondeu ele indignado – É a minha capa!

- Capa? – perguntou Toph tentando segurar a risada. – O que você é agora? O Super Homem?

- Isso não faz sentido! Você nunca viu Super Homem!

- É, mas me contaram que ele usa uma capa e... Sokka, por acaso você também está com a cueca por cima da calça? – disse Toph rindo.

- Ah espíritos, como eu pude sentir falta de você? – ele disse chegando perto dela e dando um selinho nela.

Toph sorriu e o puxou pela gola da camisa para mais para perto.

- Cale a boca e me beija Sokka.

E como sempre, Sokka a obedeceu.

Toph acordou sozinha em sua cama, mas o outro lado também estava bagunçado. Toph deduziu que Sokka havia saído cedo, antes que alguém da imprensa pudesse o flagrar saindo da casa. Toph levantou-se e sem nem ao menos tirar o pijama, ela caminhou até a cozinha, onde pegou um pouco de comida na geladeira. Na primeira mordida Toph sentiu-se extremamente enjoada, então correu até o banheiro, onde vomitou o pouco que tinha comido.

- Oh céus, é melhor eu ligar para Katara — ela disse, então foi até o telefone e teclou o numero 1 da discagem rápida.

Depois de cerca de dez minutos, Katara bateu na porta.

- Entre – disse Toph.

Katara entrou, ela trazia consigo um kit medico.

- Então Toph, o que houve?

- Eu não sei Katara, eu estou me sentindo enjoada.

Depois de alguns exames básicos, Katara disse.

- Toph, não há nada de errado com você, muito pelo contrario. Na verdade, você está grávida.

- EU... ESTOU... O QUE?

- Você me ouviu Toph. Você vai ser mamãe.

- Ah meu deus – ela disse, e automaticamente suas mãos escorregaram para o ventre.

- Então Toph... o pai...

- É quem você está pensando Katara. Parabéns, você vai ser titia.

Toph passou semanas pensando em como contar a noticia para Sokka. Ela havia conversado com Katara e a Toph havia feito ela jurar que não contaria para ninguém, nem mesmo para Aang, antes dela resolver o que fazer com essa noticia. Por pedido de Toph, as visitas de Sokka diminuíram significantemente, ela não queria que ele notasse nenhum crescimento de barriga.

Então um dia, bem tarde da noite, Toph estava sentada em frente da lareira, sozinha com seus pensamentos enquanto bebericava uma xícara de chá, ela decidiu o que faria. Ela não podia esconder isso para sempre, uma hora sua barriga ficaria tão enorme como a de Katara havia ficado anos antes, e um bebe sairia. Isso com certeza ela não poderia esconder.

Toph finalmente havia aceitado a ideia de estar grávida, e estava adorando. Ela passava horas imaginando se seria um menino ou uma menina, e se ela poderia ensinar tudo o que sabia para sua criança. Ela até imaginou sua vida ao lado de Sokka, e como ele seria um bom pai.

Ela estava no templo do ar com Katara e Aang. Eles estavam conversando quando Sokka apareceu correndo. Ele tinha um enorme sorriso no rosto.

Toph se levantou pronta para chama-lo para uma conversa e contar a noticia, mas antes que ela pudesse falar qualquer coisa, Sokka começou a falar.

- Vocês não vão acreditar! Eu ganhei uma promoção para ir morar no Polo Norte! Não é mesmo maravilhoso? – ele sorria muito.

Katara ergueu as sobrancelhas e olhou para Toph de relance.

- É... maravilhoso – disse Toph em voz baixa, e então sem dizer mais nada, desceu as escadas do templo até o píer e voltou para sua casa.

Uma semana se passou, e Sokka partiria naquela tarde. De manha, Katara apareceu na casa de Toph.

Katara encontrou Toph deitada no sofá, com a expressão um pouco triste. Katara sentou-se ao lado dela.

- Você não vai mesmo contar para ele? – perguntou Katara.

- Você viu como ele estava feliz? – disse Toph – eu não posso estragar a felicidade dele Katara, você não entende. Eu posso criar essa criança sozinha, pelo menos até ele voltar, ai eu conto a verdade.

- Bom, eu tenho certeza que ele ficaria feliz em saber que vai ser pai, mas a decisão é sua Toph.

Quando chegou a hora da partida de Sokka, todos se reuniram no porto. Toph trajava um vestido longo e bem solto, para que Sokka não notasse sua barriga que estava começando a aparecer.

Sokka apareceu vestindo suas roupas de viajem, ele soltou as malas no chão assim que viu todos. Katara correu até seu irmão e o abraçou com força. Ela chorava, e algumas lágrimas escorriam dos olhos de Sokka.

- Não fique triste maninha. Aang vai cuidar de você, e logo eu voltarei.

- Eu sei – disse Katara limpando uma lágrima dos olhos. – É que eu nunca fiquei tanto tempo longe de você. Eu vou sentir sua falta.

- Eu também baixinha – ele afagou os cabelos de Katara com afeição, e então caminhou até Aang.

Eles se abraçaram e Sokka deu tapas nas costas de Aang.

- Cuide bem dela pro mim ok? – disse Sokka se referindo a Katara.

Aang assentiu e então completou – E você nada de arrumar encrencas.

- Isso eu não posso prometer – ele disse, então caminhou até Toph.

Está estava com a cabeça baixa, se concentrando para não chorar.

- Toph... – disse Sokka com doçura.

Quando Toph ouviu sua voz, ela não aguentou. E desmanchou em lágrimas.

Toph abraçou Sokka, e enterrou seu rosto no peito dele. Ela queria dizer tudo, mas as palavras entalaram em sua garganta. Então ela só chorou. Sokka nem desconfiava que o motivo das lágrimas eram bem maiores do que a saudades que ela sentiria dele. Mal sabia ele que a saudades era o menor dos problemas.

Dois de alguns minutos, Toph soltou-se de Sokka.

- Se cuide cabeça de carne – ela disse.

- Pode deixar, e se cuide chefe, eu voltarei qualquer dia.

Toph assentiu. Ela sentiu os passos de Sokka até ele entrar no barco, e então, como não havia mais nada para ela fazer ali, ela correu até sua casa, e se jogou na cama, chorando todas as lágrimas que ela estava guardando a tanto tempo.

Notas finais
espero que tenham gostado *-*