A Verdade Sobre Lin.
3 Capítulo 3 - Mudança de vida.
Toph afogou suas magoas no trabalho. Ela compensou a falta que sentia de Sokka em horas e horas de trabalho continuo e muitas vezes plantões intermináveis. Mesmo com a sua barriga crescendo cada vez mais, ela não podia se dar ao luxo de ter tempo livre, nem mesmo para pensar. Caso contrario seus pensamentos se voltariam para Sokka e ela cairia em lágrimas mais uma vez.
Toph estava sentada em seu escritório. Um homem lia para ela alguns casos enquanto ela o ouvia com as mãos pousadas sobre sua barriga, que agora estava com seis meses, quando Katara entrou na sala. - Toph – ela disse suavemente – Posso falar com você por um segundo?- Claro – ela respondeu.O homem que lia os papeis saiu da sala sem fazer barulho, e Katara sentou-se na poltrona ao lado de Toph.- Toph, está tudo bem com você? - Sim, eu estou bem Katara. – Toph não sabia por que ainda mentia para Katara. Ela a conhecia bem demais, sabia que ela estava mentindo.- Bom, eu vim aqui dizer que você deve para de trabalhar. Só até o bebe nascer ou um pouco mais.- Porque? Eu estou ótima!- A questão não é você Toph, a questão é o bebe. Toph sentiu as lágrimas arderem em seus olhos. Ela odiava chorar, mas não conseguia aguentar mais. Estava ficando muito difícil se manter forte. Ela fechou os olhos e uma das lágrimas desceu por seu rosto. Seu lábio inferior começou a tremer, prevendo mais lágrimas. - Toph... – disse Katara maternalmente, colocando a mão em seu ombro. - Você não entende – disse Toph, agora as lágrimas corriam soltas por seu rosto, e sua voz estava chorosa. – É muito difícil pra mim. Quero dizer, ficar naquela casa sozinha, onde tudo me lembra ele! É horrível Katara! Eu escuto passos, eu sinto o cheiro dele em todo lugar! Por favor, não me faça ficar lá! Toph desabou como ela não fazia a seis meses. A ultima vez que ela havia chorado desse jeito, fora na noite em que Sokka partiu. Ela deitou a cabeça no colo de Katara e chorou sem parar, soluçando. Katara soltou seus cabelos e passou os dedos entre eles, para confortar Toph. Não havia nenhuma pessoa no mundo, com exceção talvez de Sokka, a quem Toph se mostraria tão frágil. Mas Katara era para ela mais do que uma amiga, era uma irmã, e talvez a mãe amorosa e compreensiva que ela nunca tivera.Alguns minutos se passaram até Toph se recompor. Ela levantou-se e esfregou o rosto. E prendeu o cabelo. - Me desculpe Katara. - Você não tem que se desculpar por estar apaixonada.- Apaixonada... – disse Toph, absorvendo a palavra. – É, acho que estou apaixonada. Ugh! Estar apaixonada é horrível! Katara riu. - Você pode passar o tempo que quiser morando no templo – convidou Katara. – Nós temos muitos quartos sobrando, e fique tranquila, não faltará coisa para você ocupar a cabeça. Eu tenho uma menina de seis, um garotinho de quatro e um recém-nascido. Você pode me ajudar a cuidar deles e treinar para a maternidade.- Obrigada Katara, mas eu pretendo continuar focando minha cabeça no trabalho. - Agora não é mais um conselho Toph, é uma proibição. Você está proibida de trabalhar até segunda ordem. E Aang ira buscar suas coisas hoje ao anoitecer. Deixe tudo o que você quer levar pronto. Toph suspirou e revirou seu olhos quase brancos. Ela sabia que não podia discutir com Katara. - Sim mamãe – ela disse em uma voz sarcástica, e então as duas se levantaram sorrindo, e foram para a casa de Toph.E como Katara havia prometido Toph não ficou parada no templo. Ela ajudou Aang a construir muitas partes faltantes, e quando Katara a proibiu de fazer exercícios físicos ela ocupou seu tempo cuidado de Kya e Bumi. Ela nunca pensou que de se divertiria tanto com crianças. Para ser honesta, como filha única de uma família rica, ela não tinha muita interação com crianças nem mesmo quando ela era uma. Mas cuidar daquelas pestinhas estava a fazendo feliz de novo.Em um fim de tarde, Bumi viera correndo até Toph, rindo e se escondendo da irmã atrás dela.- Nãaao – dizia ele, fingindo desespero, mas seu rosto estava estampado com um sorriso. – Tia Toph, papai sempre diz que você é a melhor dominadora de terra do mundo, me proteja! Toph sorriu.- Essa informação está correta Pés Pequenos? – gritou Toph para Aang que estava na cozinha.- Bom, é melhor eu ensina-los dês de pequenos. – disse Aang sorrindo. Então, sem motivo algum, os dois caíram na gargalhada. Eles não conseguiam olhar um para o outro sem recomeçar a rir. Estar com os amigos fazia muito bem para Toph.Alguns meses se passaram e a em uma madrugada de lua cheia a pequena Lin veio ao mundo. Com sua pele branca como a de sua mãe e os olhos verdes. A menina havia nascido forte e saudável. Toph a segurou nos braços pela primeira vez cheia de emoção. Esse fora o único momentos que Toph não havia pensado em Sokka dês de sua partida. Lin era a única coisa que ela conseguia se concentrar. Naquela noite, Aang havia se levantado para tomar água e Katara estava no sofá amamentando Tenzin quando eles viram uma luz vinda do corredor. Os dois foram até lá, e o que viram era impossível de descrever. Uma linda mulher vestida de branco, de pele morena e cabelos tão brancos quanto suas vestes sorria para eles. Ela irradiava luz. O espírito da lua deu uma risadinha baixa, como sinos, e então atravessou a parede do quarto onde Toph dormia.
Aang e Katara olharam pela janelinha do quarto, e eles puderam ver Yue tocando a testa do pequeno bebe adormecido entre os braços de Toph. E então tão rápido como apareceu, a princesa se foi. - Yue? – perguntou Aang confuso – Porque ela viria... Oh, a não ser que...Katara confirmou com a cabeça. - Sokka. – disse Aang. Katara ajeitou Tenzin em seu colo, enquanto Aang absorvia a ideia.Katara ajudou muito Toph a cuidar de Lin. Ela ensinou tudo o que ela tinha que fazer. Quando Lin completou dois anos, Toph decidiu que já havia passado tempo demais no templo, e que estava na hora de voltar pra casa. Ela havia reunido coragem o suficiente para isso. Aang se ofereceu para dar uma carona no Appa para Toph e Lin, chegando lá, ele perguntou.- Você vai ficar bem? Toph assentiu. - Obrigada Pés Pequenos. Qualquer coisa eu grito. - Estarei a sua disposição – ele disse, sarcástico, o que era muito estranho para Aang.Ela riu. – É bom mesmo. – E então Aang decolou com Appa.É aqui que vamos morar mamãe – perguntou Lin. - É sim meu amor. Toph abriu a porta, e entrou na casa. Ela cheirava poeira, mas nenhum vestígio do cheiro de Sokka que costumava estar muito presente. Toph abriu as janelas, e desfez as malas. Ela arrumou um quarto para Lin. A noite, depois de ter colocado Lin na cama, ela decidiu ir se deitar também. Ela colocou seu pijama e deitou-se na cama. Ela sentiu estar deitada em algo um pouco desconfortável, então ela puxou aquilo em que estava deitada em cima. Um casaco. O casaco de Sokka, que ele havia esquecido lá da ultima vez que haviam dormidos juntos. Ela puxou o casaco para perto de seu rosto. O casaco ainda tinha o cheiro dele. Seus olhos se encheram de lágrimas novamente. Ela sentira tanta falta daquele cheiro. Toph decidiu que tudo bem soltar suas lágrimas. Há mais de dois anos que nenhuma escapava de seus olhos. Não por esse motivo. Seus pensamentos foram interrompidos por passinhos leves se aproximando do quarto. Ela reconheceria aqueles passinhos em qualquer lugar. Toph sentou-se na cama. - Mamãe, eu tive um pesadelo, posso dormir... – Lin viu as lágrimas nos olhos de Toph. – Mãe, porque você está chorando? Toph limpou os olhos. - Venha aqui com a mamãe – convidou Toph, e Lin caminhou até ela. - Porque você estava chorando mamãe? – insistiu Lin.- Não importa mais. Agora deita aqui comigo. – ela disse, e a garotinha deitou-se ao lado da mãe.Toph abraçou sua filha, que logo caiu no sono. E antes de ela mesma cair no sono ela imaginou como bom seria se o outro lado da cama estivesse preenchido por Sokka.
Notas finais
tadinha da Toph! "/
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