A Verdade Sobre Hermione
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Draco era realmente legal, Hermione pensou, enquanto conversava com ele. Estavam alguns minutos conversando e já descobriram muitas coisas em comum. Alguns alunos da Sonserina já sabiam quem eram seus pais, Draco falou, mas só aqueles que os pais eram Comensais. Ela se pegou pensando em quem mais sabia e se esse ano os Sonserinos seriam mais legais com ela, tinha quase certeza. Sua mãe era famosa por suas torturas.
–HERMIONE!
O grito de Ron encheu todo o vagão, Hermione se assustou e quase caiu do banco mas Draco a pegou a tempo.
– Obrigada, Malfoy. — Hermione respondeu com seu habitual tom de voz que usava para falar com Draco. Se virou para Ron e disse seca- Posso saber o porquê do grito, Ronald?
Ron que estava assistindo a interação dos dois, cada vez mais desconfiado de Mione resolveu perguntar o que estava acontecendo.
– Nada que seja realmente de sua conta, Weasley. Eu apenas estava conversando sobre as rondas com a Granger, esse ano nós dois faremos elas juntos. Mas ai você chegou gritando e quase derrubou sua amiguinha sangue-ruim. — Malfoy falou tão frio que Hermione quase acreditou nele. Não se ofendeu com o "Sangue-ruim" mas Ron, ao que parecia, sim.
– Chame ela disso de novo e eu te mando para o St. Mungus!
– Sangue-ruim. Sangue-ruim. Sangue de lama.- Malfoy falou com a maior calma do mundo. — Mas eu não acho que ela liga. Você liga, Granger?
– Eu sei que sou melhor que esses seus insultos, Malfoy. Independente do meu sangue.- Ela falou, embora ultimamente venha achando que os sangues-ruim fossem inferior a ela. Uma Black Lestrange.
– Mas... Mas Hermione! Ele é o Malfoy! O que tem pais Comensais, que sempre insulta a gente e que é Sonserino! — Ronald Weasley gritou indignado.
–Eu sei bem que ele é o Malfoy, e o que ele é. Mas só por isso eu deveria ter esse preconceito? Eu e Malfoy esse ano faremos rondas juntos, é natural que conversemos, e isso não tem nada haver com ele ser da Sonserina e ter os pais Comensais, ou não. Nós dois somos monitores, e você também. Devemos dar o exemplo, e não agir como bebês chorões. Agora, se sair daí eu agradeço. — Hermione respondeu e assim que Rony desbloqueou o caminho, Hermione saiu como um furacão.
Ela foi ao banheiro para botar o uniforme. Quando se olhou no espelho, achou a cor vermelha ridícula e feia.Ela deveria está usando verde e prata como seu pai, sua mãe e toda sua família antes dela. Se ela fosse criada como deveria, com sua família, ela estaria na Sonserina com seu primo. Tudo é culpa do Potter e do velho do Dumbledore, ela pensou. Também pensou em que lado escolheria na guerra. Seus pais são Comensais e toda sua família também (toda sua família que não traiu o precioso sangue), mas seus amigos são da Luz. Seus pais matam e torturam pessoas, seus amigos as protegem. Seus pais lutam pelo o que acreditam: na pureza do sangue e seus amigos mentiram e trairam ela. Por causa do lado "bonzinho" ela cresceu sem saber quem realmente era, seus pais foram presos e ela foi criada por um casal que não sabia o que ou quem ela era. Embora amando os Granger, eles eram trouxas e também mentiram para ela.
Saiu do banheiro e rumou para uma cabine vazia, e não achando nenhuma, entrou em uma que tinha uma garota sozinha. Pansy Parkinson.
–Eh... Oi. Posso me sentar? — Hemione perguntou receosa para a garota loira. — Todas as outras cabines estão cheias.
– Sim. Pode. — Pansy respondeu, e depois completou — Draco me disse. Que você sabe.
– É. Será que todo mundo sabe disso?
–Todo mundo não. Bem, não sei no Lado da Luz, mas no Lado das Trevas, só os Comensais do Círculo Íntimo — a garota loira respondeu, e depois vendo que Hermione não fazia idéia de quem estava no Círculo Íntimo, pontuou — Os Crabbe, Goyle, minha família, os Nott, Rockwood, Dolohov e, claro, os Malfoy e Lestrange.
– Nossa. Muita gente sabe... Será que esse ano os Sonserinos serão mais legais comigo? — Mione perguntou
–Oh sim! Todos sabemos da fama do Crucio da Bellatrix. Crabbe está convencido que você passou a maior parte das férias treinando com ela e seu pai e convenceu Goyle disso, mas Draco garantiu que você não se encontrou com seus pais... Ainda. — Pansy disse divertida e com uma ponta de curiosidade na voz.
– Bem, garanto que não aprendi o famoso Crucio de mamãe. Mas pretendo. — Hermione suspirou — Ainda não tive a chance de conversar com eles. De pais pra filha, sem uma guerra acontecendo no lado de fora da sala. Na verdade, eu ia escrever uma carta para ela agora, por isso estava procurando uma cabine vazia.
Hermione não sabia porquê de estar contando isso para uma garota que passou 5 anos insultando ela, mas percebeu que ela era uma garota legal.
– Oh, pode escrever, eu não importo. Isso tem haver com você não estar na cabine do Potter com os traidores do sengue?
– Parkinson, você é realmente muito curiosa- Hermione disse aos risos — Mas, sim isso tem haver com o Potter e os traidores Weasley. Está na hora de eu escolher um lado na guerra por conta própria — a Lestrange disse determinada.
Pansy lançou-lhe um olhar desconfiado e curioso, e ignorando a recém feita amiga, começou a carta.
Querida mamãe,
Estou agora no trem para Hogwarts, ansiosa para atravesar as barreiras e me ver como realmente sou.
Escrevo essa carta porquê decidi meu lado na guerra. Depois de muitos acontecimentos mas férias e no trem, percebi que o Potter e os Weasley são um bando de hipócritas e que eu fui induzida por eles e pelo velho a ser do lado dos "bonzinhos". Quero ficar do lado de minha verdadeira família e mostrar para eles quem é a "sabe tudo sangue-ruim amiguinha do Potter" (nome criado por Draco)
Segui seu conselho sobre amizades, Draco é uma companhia muito boa. Conversamos no vagão dos manitores e estava amuito bem até o pobretão do Weasley chegar. Também fiz amizade com Pansy Parkinson, e nós achamos que os Sonserinos serão muito bons comigo esse ano. Culpa de seu talento com o Cruciatus.
Bem, só queria dizer isso. Pode comemorar, eu sei que você e papai queriam que eu fosse para o lado do Lord.
Beijos e abraços para você e papai. Espero poder ver vocês logo.
Hermione B. Lestrange
Hermione terminou a carta, dobrou e se lembrou de sua tia dizendo que era para chamar Monstro caso quisesse enviar uma carta.
–Monstro. — Mione chamou, atraindo a atenção de Pansy que estava lendo uma revista.
Pop! De repente, um elfo velho, feio e claramente maltratado apereceu fazendo uma profunda reverência.
– Senhorita Lestrange. Monstro pede desculpa pelo modo que Monstro a tratou. Monstro pensou que a senhorita fosse uma sangue-ruim. Monstro não sabia. — O elfo começou a falar desesperado.
– Não precisa se desculpar. Nem eu sabia na época. Tome essa carta e entregue para minha mãe. Ou meu pai, caso ela não estiver disponível. Somente aos dois e mais ninguém. -Monstro pegou a carta, admirado pela educação e bondade de sua nova dona.
Assim que Monstro sumiu, após uma longa reverência, Pansy olhou para Hermione que explicou que sua mãe mandou ela enviar as cartas pelo elfo para não ter riscos de alguém pegar.
Passaram o resto do dia conversando e assim que o trem parou na estação de Hogsmeade, Hermione foi procurar seus "amigos". Se sentou na carruagem com Harry, Ron e Gina, Neville e Luna. Ninguém mencionou o sumiço dela no trem e a coisa com Malfoy, mas sentia os olhares de Potter e dos Weasley sobre ela.
Ela estava profundamente entediada. A carruagem estava em silêncio completo. Luna e Neville olhavam os três sem intender nada. Mas quando a carruagem deles passou pelos portões de Hogwarts, Hermione sentiu um calor nas profundezas de seu ser expandindo para fora e uma luz ofuscante inundou a carruagem.
Quando a luz se dissipou, Hermione tinha cabelos até o meio das costas, negro como os da mãe mas com os cachos mais arrumados e seus olhos, antes castanhos, agora estavam de um verde escuro, quase preto. Ela estava um pouquinho maior e com mais curvas, seu rosto agora carregava as feições aristócratas dos Black.
Neville a olhava como se ela tivesse virado o Snape de biquíni vermelho e dourado. Harry, Ron e Gina a olhavam com receio, agora tinham certeza de que Hermione sabia quem era seus pais, mas não sabiam o que mais ela sabia.
– Você ficou muito mais bonita assim, Hermione, parece mais você mesma. -Luna falou, com seu jeito de sempre, tirando todos do transe. — Já chegamos, vamos? — disse saltando da carruagem.
E assim Rony, Gina, Harry, Hermione e Neville sairam da carruagem, Hermione se acostumando com sua aparência, Neville se perguntando o que aconteceu e os outros três perdidos em seus próprios pensamentos. Por onde Hermione passava, as pessoas olhavam para ela, curiosos para saber o que aconteceu com a garota, menos grande parte da Sonserina que já sabia a verdade.
Quando ela chegou na entrada do Salão Principal, a Prof. Minerva veio de encontro a ela com a expressão indescritível.
–Senhorita — ela chamou e Hermione notou que ela não disse seu sobrenome como sempre fazia — o diretor quer vê-la imediatamente!
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