Notas iniciais
Hey, people! Demorei um pouco, mas antes tarde do que nunca, certo?

–Então vocês namoram?

–Sim. – ela respondeu rindo pela dificuldade que o primo estava tendo de aceitar o relacionamento da prima com Lord Voldemort.

–Vocês se beijam? Como um casal normal?

–Por Merlin, Draco! – ela exclamou rindo- Nós somos um casal normal! Mas, sim, nós nos beijamos.

Ele parou de andar pela enorme sala que a Sala Precisa tinha se transformado e olhou para ela com os olhos arregalados.

–Vocês já... Digo, você e o Lord... Sabe... – o garoto começou a fazer gestos sugestivos com a mão e Hermione arregalou os olhos e corou.

– Não. E isso não é coisa que se pergunte para uma dama, ainda mais se for sua prima! Vovó Druella ia ficar escandalizada com essa pergunta!

Draco revirou os olhos e sentou-se ao lado da prima no enorme sofá branco.

Tinha chegado do passado nas primeiras horas daquela madrugada e uma das primeiras coisas que fez em Hogwarts foi mandar um bilhete para Draco marcando um encontro na Sala Precisa, que se transformou em uma sala enorme em tons claros, cheia de sofás, tapetes e almofadas. Draco já tinha sido avisado do parentesco entre ele e Hermione, por meio de uma carta de Lucius. Ele tinha entendido bem todo o assunto da viagem no tempo e as consequências disso, a única coisa que não parecia ter entrado na cabeça loira do Malfoy era que Hermione estava namorando Lord Voldemort.

–Isso foi uma pergunta válida. – ele se defendeu – E eu nunca achei que ele tivesse uma namorada. Sabe, ele é tão sombrio e tudo mais.

–Óbvio que ele é sombrio, Draco, ele é o Lord das Trevas. – ela respondeu revirando os olhos – E ele ficou assim porque estava longe de minha espetacular pessoa.

–Você se acha muito, não? – Draco perguntou debochado – Deve ser isso que ser parente de Sirius Black faz com as pessoas.

–Como se você não se achasse. E onde Sirius e Regulus moram?

–Na Mui Antiga e Nobre Casa dos Black. — ele respondeu.

–Mas não era usada como sede da Ordem? — Hermione perguntou confusa — E se alguém entrar lá e ver Sirius e Regulus lá?

Draco sorriu, feliz por saber algo que a sabe tudo não sabia.

– Tem um feitiço na casa, lançada pelo Lord. Só entra quem tem a Marca Negra e todos pensam que agora a casa pertence à sua mãe.

–E se Snape entrar lá?

–Snape? Ele nunca conseguiria entar lá. Sem a Marca Negra, lembra-se?

O queixo de Hermionr caiu, então Snape não era um Comensal? Isso mudava muita coisa. Se Snape não era um Comensal da Morte, isso também significaria que ela podia não ser da Ordem da Fênix, e sem Snape passando informações da Ordem para os Comensais, mesmo que só as que Dumbledore autorizava, ela era mais que necessária lá dentro.

–Draco, -ela chamou o primo — eu sou da Ordem da Fênix?

–Não faço ideia. Por que?

–Bem, eu era da Ordem da Fênix. Passava todas as informações para o nosso lado. Snape era um Comensal, também, e passava informações para Tom. — ela ignorou a exclamação de surpresa do primo — Mas ele não era confiável, era mais homem de Dumbledore do que de Voldemort, e eu falei isso para Tom. Mas sem Snape lá dentro, eu serei mais que necessária.

Eles conversaram por mais algum tempo, depois se despediram e seguiram para suas Salas Comunais. Antes, Hermione pediu a Draco que contasse para somente aqueles que ele tinha certeza da lealdade a verdade sobre ela, mas que não desse muitos detalhes sobre o relacionamento dela com Tom. E avisasse à eles que o Lord não perdoaria quem não guardasse segredo.

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Ela leu e releu as cartas mais uma vez. Estavam debaixo de seu travesseiro quando acordou , provavelmente trazida por Monstro. A carta de seus pais dizia, basicamente, que estavam com saudades e muito ansiosos para vê-la novamente. Já a carta de Tom era uma série de instruções para ela seguir, sem nenhum afeto a não ser "Afetuosamente, do seu Lord". Hermione não ligou para aquilo, ela sabia da dificuldade de Tom para expresar sentimentos.

–Mione, onde você vai? — perguntou Gina.

Era o primeiro dia de aulas depois do recesso de Páscoa, mais especificamente antes do café, e Hermione ia para a sala do diretor antes de tomar café.

–Preciso falar com Dumbledore, Gina. Vemo-nos no café, sim?

Ela deixou Gina sozinha no corredor, ela estava desconfiada, Hermione sabia. Gina era uma garota inteligente e poderosa. Se não fosse namorada de quem era e traidora do sangue daria uma boa aliada para o Lado das Trevas. Deixou o pensamento para outra hora quando chegou ao seu destino.

–Eu preciso falar com o diretor. É importante. — ela pediu para a gárgula que guardava a torre do diretor.

Quando a passagem abriu-se, Hermione entrou e bateu duas vezes na porta e ouviu o diretor mandando ela entrar.

–Senhorita Granger, não esperava vê-la tão cedo. Sente-se.

Ela sentou-se como Dumbledore pediu.

–Eu vim aqui porque tenho um provável lugar que Voldemort possa ter escondido um pedaço da alma. -ela se esforçou para botar ódio e ressentimento na voz ao falar de Tom — Mas também tenho uma pergunta.

–Sim. Sim. — ele deveria estar quase se mijando de excitação.

–Bem, tem uma caverna. Em uma ilha, não me lembro ao certo. Tom disse-me uma vez que foi em uma excursão do orfanato para o mar e que de algum modo, ele e duas crianças foram parar naquela ilha. Não sei o que aconteceu lá, Tom nunca contou-me, mas segundo ele, as duas crianças nunca disseram nada do que aconteceu ali para ninguém.

Ela terminou seu relato e olhou nos olhos azuis de Dumbledore, ele estava exitado. Deveria pensar que estava um passo à frente do inimigo, doce engano.

–Tem certeza disso, senhorita?

–Sim. Me lembro como se ele tivesse acabado de me contar. Nós estávamos no lago, nossos colegas ou no treino de quadribol ou na aula de Advinhação. Eu perguntei da infância dele e ele da minha... — ela deixou que uma lágrima caísse de seus olhos — E eu, a tola, acreditei que ele realmente se importava comigo. Com a minha infância. — ela soltou uma risada desprovida de humor — Pensei que um dia nos casaríamos, que teríamos nossos filhos.

Ela começou a piscar rapidamente os olhos, como se para fazer as lágrimas pararem de cair. O diretor olhava-a com pena, ele realmente acreditava que o inocente e jovem coração da garota estava quebrado em milhões de pedacinhos.

–Entendo seu sofrimento. — ele disse amavelmente — Vamos mudar de assunto! Disse que tinha uma pergunta para mim.

Ela fungou e passou a mão nos seus olhos para enxugar as lágrimas.

–Eu sou da Ordem da Fênix? — quando viu a confusa expressão de Dumbledore, continou: — É porque eu era da Ordem, na minha realidade, e sempre que eu tento me lembrar disso, não encontro nada!

–A senhorita é da Ordem. — ele confirmou — Só não estou passando informações para a senhorita e os senhores Potter e Weasley porque pensei que como ainda era recente o seu retorno do passado e a descoberta sobre Tom...

–Não queria me fazer lembrar. — ela interrompeu — Seus esforços foram em vão, diretor. Sempre que eu ando por esses corredores, lembro-me de quando eu andava por eles de mãos dadas com Tom. Sempre que eu vejo o Lago Negro, me lembro de nós dois nos dias de sol, relaxando nas margens dele. Sempre que eu respiro, sempre que meu coração bate, sempre que eu vejo algum Sonserino. Ou o céu. Os olhos dele pareciam o céu. Eu sempre me lembro dele, diretor, e me odeio por isso. Mas eu vou fazê-lo pagar por cada coisa ruim que ele já fez. Ele vai sofrer mil vezes mais que eu.

Ela tentou falar várias verdades, para ficar mais fácil de acreditar. Dumbledore acreditou, ela percebeu. Não tem nada mais perigoso do que uma mulher traída, certo?

–Me permite mais uma pergunta?

–Quantas desejar, diretor.

–Sempre foi muito inteligente senhorita, lia sobre tudo e queria saber de tudo. Nunca pensou em sua mente saber sobre a vida de Tom antes de se tornar quem é hoje?

Ela, então, respondeu a primeira coisa que veio a mente:

–Eu estava mais preocupada em destruir ele e cada um dos seguidores do que saber sobre a vida passada dele. Acreditava que o passado era passado e não era importante. Que tudo o que importava era o futuro e acabar com a guerra.

–Não pensa mais assim?

–Depois de passar o que eu passei, você acaba tendo certo apreço pelo passado.

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Notas finais
Draco e Dumbledore. Desculpa pela falta do Tom, mas ele não pode simplesmente entrar em Hogwarts. Ahhhhhhh, a Gina... Ela será uma vira-casaca (Hello, Theon Greyjoy)? Façam suas apostas! E para todos vocês que riram da minha avó roncando é com grande prazer que eu informo que ela continua roncando! Ela está roncando nesse exato momento. E a bitch largou da minha ex-melhor amiga e ela agora está atrás de mim. Mas eu nem dou ideia. Ela me vê lá ouvindo música com o fone escondido durante a aula pensa que eu estou ouvindo um rock pesado (because rock is life) quando na verdade estou ouvindo Chitãozinho e Chororó - Evidências, porque a) Sinto falta pra caramba da maldita fdp e b) É uma música boa para pensar na droga da vida. Principalmente se estiver tendo aula chata! É só, por enquanto! Comentem, favoritem, recomendem ou sei lá o quê.