Notas iniciais
Hello, amados. Esse capítulo demorou um pouco porque esse é o meu favorito até agora. E, embora só apareça três personagens, é muito importante para a fic. Também demorei postar porque estava lendo A Herdeira. Tem mais Selecionadas aqui? Cara, eu achei a Eadlyn meio metida e egocêntrica. E a América? Ela não pode morrer!

–Estão dispensados. Se lembrem dos 30 centímetros de pergaminho sobre Animagia que eu pedi para a próxima aula. A senhorita fica, senhorita Lestrange.

Hermione, que estava saindo pela porta de mãos dadas com Tom, suspirou e voltou, mas pode ouvir um "O que esse velho quer agora?" de Tom.

–Sim, professor Dumbledore? — Hermione perguntou quando ficou na frente da mesa do professor de Transfiguração.

– Sente-se, por favor — e quando viu que Hermione se sentou na cadeira em frente à mesa dele continuou — Estou intrigado com a senhorita, já está a mais de um mês aqui e não aqui nesse tempo e até agora não procurou eu ou o diretor Dippet para saber sobre o vira- tempo.

–Eu confio profundamente no senho e no diretor Dippet. Sei que qualquer novidade sobre o vira tempo defeituoso será dito a mim. — Ela deu o sorriso que Tom geralmente usava para bajular os professores — Se é só isso eu tenho que ir.

– Eu tenho mais para falar. Sei que agora o sétimo ano da Sonserina não tem aula. — Mione assentiu e ele continuou — Vejo que a senhorita iniciou um relacionamento amoroso com o senhor Riddle.

– Sim, todos já devem saber pelo visto. — ela soltou uma risada — Mas foi impossível não cair no charme de Tom.

–Sim, o senhor Riddle consegue ser muito persistente quando quer. — ele suspirou — Mas eu não creio que esse relacionamento seja muito inteligente. A senhorita, veja, é de décadas do futuro. Sabe que uma hora tem que voltar, não sabe senhorita Lestrange?

– Sim, eu sei. Tom e eu escolhemos não pensar nisso. E só isso, dire... professor?

– Vejo que serei diretor um dia. Mas, senhorita Lestrange, se me permite, posso fazer uma pergunta? Sobre o futuro?

–Sim, quantas desejar professor. — ela já sabia o que ele ia perguntar e já ia preparando a resposta.

– Como será a guerra no futuro? — Hermione poderia ganhar 20 pontos para a Sonserina, ele perguntou exatamente o que ela sabia que ele iria perguntar. (NA: Mas você não vai ganhar pontos, queridinha. 20 pontos para a Grifinória porque o Tom é lindo. )

– Não terá guerra, professor. — ela fez sua cara de inocente — O senhor derrotará Grindelward, professor. Prenderá ele em Numengard.

O professor olhou para ela com aqueles olhos azuis, ela sabia que ele sabia que ela sabia que ele não acreditou nela (What?), mas ela não demonstrou isso, e ele também não.

–Tem certeza que não há nenhum conflito no futuro? — ele perguntou e quando viu a cara confusa da garota continuou — Como algum Lorde que é favor da causa puro sangue?

Hermione fingiu uma risada. Ela teria que conversar com Tom mais tarde, até que ponto Dumbledore sabia?

–Lorde, diretor? Até onde eu saiba não existem Lordes no mundo bruxo. E várias famílias são preconceituosas. — ela tentava parecer despreocupada, mas no seu íntimo ela estava seriamente preocupada.

– Não, realmente não existem Lordes no mundo bruxo. Não oficialmente é claro. — ele olhou para ela e suspirou — Eu realmente acreditava que você era uma boa garota, senhorita Lestrange.

Mione olhou atentamente para ele, parecia estranho sem os longos cabelos e barba brancos. Hermione o admirava, é claro, ele era um grandíssimo bruxo. E como ela não sabia como estaria o futuro achou melhor estar de boas com Dumbledore.

– Eu sou uma boa pessoa, professor. -ela tentou parecer triste — É só que, veja, eu estou confusa. Não sei se voltarei a ver meus pais, amigos e familiares, não sei se voltarei para o meu tempo, meu lar. — ela permitiu que uma lágrima caísse — E... e... se eu disser algo demais e mudar tudo? E se por um deslize meus amigos não nascerem?

– Eu entendo a senhorita. — Dumbledore disse impassível — Coisas horríveis aconteceram com pessoas que mexeram com o tempo. Pode ir.

Ela sabia que Dumbledore não entendia, não realmente. E que ele não caiu completamente na mentira que ela contou. Ela teria que fazer Dumbledore acreditar nela, e rápido.

– Sim, senhor. — ela se levantou. — Eu só queria saber quanto tempo o vira tempo vai ficar bom.

– Talvez fique bom em meados de maio. — Hermione assentiu, mas quando estava na soleira da porta ela parou — Deseja mais alguma coisa, senhorita Lestrange?

– Só mais uma, temo estar tomando seu tempo. Walburga me convidou para passar o Natal na casa dela, na Mui Antiga e Nobre Casa Dos Black. Sei que falta muito tempo para o Natal, mas ela quer saber se há a mínima possibilidade de mim sair do colégio do Natal. — ela sabia que ele iria negar, e Wal nem tinha pensado no Natal ainda.

Dumbledore olhou para ela, que tinha uma cara de inocente, e pela primeira vez viu pena no olhar do professor. Ele sentia pena dela, bom.

– Receio que não, senhorita Lestrange. O Ministério não está sabendo que temos uma aluna do futuro aqui e não sabemos o que os Black irão querer saber. — ele olhou para ela severamente — Sabe que não pode contar nada de muito importante do futuro para ninguém.

Hermione suspirou e olhou para o professor. Ele realmente acreditava que ela não iria contar nada para ninguém? Trouxa.

– Sei. Claro que sei, professor. Estou me segurando o máximo para não contar nada para ninguém. — ela soltou uma risada. — O senhor não faz ideia que estou me segurando desde que cheguei aqui para não dizer que vai descobrir mais usos para o sangue de dragão... OPS!

Ela riu e o professor também. Quando ela saiu viu que Tom estava no fim do corredor com uma cara maliciosa.

– Espiando a conversa dos outros, senhor Riddle? — ela perguntou debochada quando já estava longe o suficiente da porta de Dumbledore — Que feio, senhor monitor chefe!

– Parece que temos uma piadista aqui! Mas eu realmente quase acreditei que você estava chorando.

– Um elogio do tenebroso Lord das Trevas! — ela botou a mão no coração — Agora eu posso morrer em paz!

Ele riu e ela também. Já faziam duas semanas que eles estavam juntos, e ela não conseguia acreditar que estava namorando Voldemort. Se alguém tivesse dito isso à ela um ano atrás ela iria rir e internar essa pessoa. Mas agora ali, caminhando em direção às masmorras com Tom ao seu lado e um uniforme verde e prata ela pensou que talvez namorar Voldemort não fosse tão ruim.

– Sério que Walburga te chamou para passar o Natal com os Black? — Tim perguntou quando estavam descendo as escadas para as masmorras.

– Não. -quando Tom olhou para ela, continuou — Mas eu queria que Dumbledore sentisse pena de mim. Ele estava desconfiando então... — ela deu de ombros

– Então o coração grifinório de Dumbledore iria se encher de pena pela sonserina sozinha no passado sem amigos e família, namorando um cara do mal e que terá que ficar presa na escola no Natal sozinha com o já mencionado namorado do mal ao envés de ir com seus familiares do passado passar um bom Natal? Realmente muito bom. Até eu iria ficar com pena.

Hermione ficou um pouco corada com o elogio de Tom. Era raro ele elogiar alguém, mesmo ela. Mas com o passar de tempo ela estava parando de corar por tudo.

Eles entraram na Sala Comunal, que estava meio vazia. Eles iriam subir e trocar de roupas para encontrar seus amigos nos jardins.

– Que bom que vai ficar aqui no Natal. — ele disse ficando de frente para ela. — Assim poderemos fugir juntos e fazer uma coisa que já estava na minha cabeça tem algum tempo.

– E o que seria? — Hermione já estava curiosa. Ela sabia que Tom conhecia todas as passagens para sair do colégio, mas o que ele iria querer com ela?

– Eu pretendo fazer uma Horcrux. E você também vai fazer uma. É muito preciosa para mim, querida. — ele falou aquilo como se estivesse falando do tempo.

– Mas é preciso matar para fazer uma Horcrux. — de todas as coisas que ela achava que Tom iria fazer aquela era a única que não passou pela sua cabeça.

– Eu sei. Eu já fiz isso antes, lembra-se, querida? — Ele falou sem o mínimo remorso.

Tom deu um daqueles sorrisos que fazia qualquer mulher se apaixonar, mas algo no olhar do garoto tinha mudado. Era o olhar que ele tinha quando falava em reuniões. Era o olhar de Voldemort.

– Ora, querida, não fique assim. — ele tranquilizou- a com um beijo na bochecha — Como quer ser minha Lady se não tiver uma Horcrux? E eu não suporto pensar na ideia de perder você.

E então ele subiu deixando Hermione para trás. Ela travava uma luta interna.

Matar ia contra todos os princípios de Hermione Jean Granger. Ela abominava a simples ideia de matar. E nunca se envolveria com magia negra. Principalmente Horcruxes.

Mas ela não era Hermione Jean Granger. Ela era Hermione Black Lestrange. Filha de dois Comensais do Círculo Íntimo de Lord Voldemort. Ela tinha uma Marca Negra no braço.

Ela passou muito tempo sendo uma nascida trouxa, a Hermione Granger. Mas ela já estava dois meses no passado sendo quem ela realmente era. Hermione Lestrange. Uma sangue puro. E quem sabe a futura Lady das Trevas.

E naquele momento, praticamente sozinha na Sala Comunal da Sonserina, Hermione Jean Granger morreu. E nasceu Hermione Black Lestrange.

Matar alguém não deveria ser tão difícil, certo? É só "Avada Kedrava" e , BOM, morreu, certo? Não é como se ela fosse matar um bebê ou uma criança inocente, certo?

Decidindo que ia deixar aquilo para depois, Hermione foi para o seu dormitório, tirou o uniforme e botou uma roupa confortável. Ela iria se encontrar com seus amigos nos jardins. E Tom Riddle iria se orgulhar dela. Os pais dela irão se orgulhar dela.

E o mais importante: ela irá se orgulhar dela.

Notas finais
Agooooooooooora que a Hermione de verdade, a Hermione que eu quero na minha fic nasceu! Aeeeeehooooo! Sobre o grupo no Whats: Poucas pessoas me mandaram números. Vamos lá pessoal! Não sejam tímidos! Agora vamos fazer uma pesquisa: Qual objeto vocês me indicam para ser a Horcrux da Mione? Não vale objetos que sejam Horcrux do Tom. Beijos e até a próxima, sweethearts!