A Verdade Sobre Hermione
25 Capítulo 25
Notas iniciais
–Entendeu?
–Sim.
–Repita.
Hermione bufou, quando Tom quer, ele pode ser insuportavelmente perfeccionista.
–Tá bom. — ela suspirou, tentando se lembrar de tudo — Eu volto para o beco que eu fui parar, mando um patrono para Dumbledore dizendo onde eu estou e que não posso aparatar. Ele vai, provavelmente, me levar para Hogwarts, onde vai me fazer diversas perguntas. Eu digo que quando eu voltei fiquei tonta, bati a cabeça no chão e quando eu acordei as memórias da minha vida passada começaram a se misturar com as memórias da minha nova vida, essa vida. Simulo uma dor de cabeça e começo a chorar quando ele me perguntar de você e do nosso namoro. Digo que eu caí no seu charme como uma menininha apaixonada, que você só queria saber do futuro e que é incapaz de amar alguém. Devo dizer também que eu estou completamente envergonhada de ter algum tipo de relação com Lord Voldemort, o ser horrível que matou os pais do meu melhor amigo. — parou para tomar fôlego — Quando ele me perguntar da minha vida passada, digo que eu era da Grifinória, já que eu fui mandada para a adoção quando meus pais foram presos e o casal Granger me adotou, era amiga de Harry Potter e Ronald Weasley e melhor amiga de Ginevra Weasley. Digo também que o próprio diretor me disse quem era meus pais no quinto ano, quando eles fugiram. Mas eu nunca os considerei meus pais, porque eram Comensais da Morte e pelo o que fizeram com os Longbottom.
– Por que a senhorita se fingiu de Sonserina sendo uma Grifinória? — perguntou Tom, imitando a voz de Dumbledore.
Hermione tentou não rir.
–Porque eu queria ficar perto dos meus parentes. Mesmo sem os conhecer e não aceitando o preconceito deles, eu queria ficar perto da minha verdadeira família.
– Muito bem. — Tom elogiou-a — Agora, e quando ele perguntar se você sabia que Tom Riddle e Lord Voldemort são a mesma pessoa, você...
– Digo que nunca soube que os dois são a mesma pessoa, só fui saber quando voltei.
– Parabéns, ainda é aquela aluna irritante sabe tudo de Hogwarts.
– Como se você não fosse mais sabe tudo que eu.
Tom se levantou, e olhou para a família de Hermione, que estava surpresa com a intimidade do casal.
– Eu vou me retirar, Hermione se quiser pode conversar com seus pais, mas depois eu quero trocar umas palavras com você. Sirius, Regulus e Rabastan tenho um trabalho para vocês. Lucius e Narcisa é melhor escrever uma carta para Draco contando a grande novidade.
Todos levantaram e saíram pela grande porta, Tom saiu por uma porta lateral, escondida pelas sombras. Assim que o barulho das portas se fechando foi ouvido, os Lestrange se levantaram para a abraçar sua filha.
Hermione esquecera-se da sensação de conforto e segurança que tinha sempre que abraçava seus pais. Ficaram ali, em pé na sala de reuniões de Lord Voldemort, por uns cinco minutos. Insuficientes para suprit os anos longe da filha, ou os meses longe dos pais.
Voltaram a se sentar na mesa, Hermione entre seus pais. Bella acariciava os cabelos da filha e Rodolphus segurava sua mão.
– Minha filha... — ele murmurou — Mal a conheço e ela já está namorando...
Bella e Mione riram, o homem parecia desolado.
– Em minha defesa vô Canopus e vô Cygnus deixaram. Tom pediu para eles.
– Não se preocupe, querido. Quando o Lord querer se casar com ela, ele vai pedir sua bênção primeiro. — falou Bella, com um sorriso divertido.
– Ótimo! Agora mais uma preocupação quando o Lord me chamar em privado.
Bella e Mione voltaram a rir. Pareciam uma família feliz, uma família normal.
(NA: Eu, muito provavelmente, vou fazer um capítulo especial P.O.V. Rodolphus quando o Tom pedir a mão da Mione. Não esquecemos que Tom é um homem tradicional. )
–Mas eu ainda estou curiosa com essa viagem no tempo. Conheceu seus avós com a sua idade?
–Sim, mamãe.
– Eu amo ouvir você me chamar de mamãe. — disse Bellatrix com os olhos marejados.
– Mas é isso que vocês são. Meus pais. Embora todas as lembranças que eu tenho com vocês nunca aconteceram, teoricamente.
– Não se preocupe, iremos ter muitas mais lembranças felizes. — prometeu Rodolphus.
Depois de mais um abraço em família, Mione assumiu uma postura séria, era hora de pensar no trabalho.
– Eu sei que temos pouco tempo juntos, por hora. — ela começou — Mas isso é de extrema importância. Não sei se Tom quer que eu conte para vocês, mas é mais seguro assim.
– Se o Lord não aprova... — começou Bella. Tipicamente a Comensal fiel e completamente devota.
– Não se preocupe, mamãe, que do Lord cuido eu. Mas o anel que eu lhe dei, pai, que é um anel comum. Ele é uma Horcrux, tem o pedaço da minha alma. — a reação dos pais mostrou que eles sabiam o que era uma Horcrux.- Tom quis que eu a fizesse, temia por minha vida aqui no futuro. Então no Natal nós fugimos da escola, matamos, cada um, um bandido e fizemos.
– E você me deu parte de sua alma por que...
– Você é meu pai. — ela respondeu como se fosse óbvio — Tenho certeza que irá tomar conta do anel, e como quase ninguém sabe que eu sou sua filha, os que sabem pensam que eu não sei e se um dia chegarem a saber, não vão desconfiar que eu estou do lado de vocês. Mas se por algum tipo de sorte alguém souber disso, não vai saber que eu tive coragem de fazer tamanha artes das trevas, ou não vai saber que objeto eu usei, ou com quem está. Eu estou com um anel igual ao seu. Ninguém vai desconfiar de um anel de família.
(NA: Mentira. Anel dos Peverell, querida sabe tudo.)
– É mesmo uma insuportável sabe tudo, a nossa filha, Rodolphus. — disse Bella provocativa.
– Exatamente como nos disseram...
–Mas vocês me amam assim mesmo. — disse Hermione dando de ombros.
Os dois concordaram rindo. Hermione os abracou e os beijou, se despendindo deles. Quando estava com a mão na maçaneta da porta lateral por onde Tom sairá, sua mãe chamou-a:
– Sim?
– Por que deixou o anel com o Lord sendo que levá-lo consigo pela viagem o protegeria por essas cinco décadas? — ela perguntou, visivelmente confusa e interessada.
– Porque...bem... — Hermione corou intensamente — Eu queria... deixar parte de minha alma com ele... ele já tem meu coração, nada mais justo que ter parte de minha alma também, não é?
Bellatrix olhava-a com compreensão e até, talvez, orgulho. Já Rodolphus estava com a típica carranca de pai que não quer admitir que a filha cresceu (e está namorando o Lord das Trevas. Pessoalmente, acho que meu pai enfartaria. )
Bella fez um sinal com a cabeça, indicando que ela já podia ir.
.
Abriu a porta e se deparou com uma sala maior do que esperava. Era, como a grande sala de reuniões que acabava de sair, sombria e iluminada por velas. No centro da sala, Tom estava sentado em uma poltrona, era grande e parecia confortável, ele bebia algo que parecia vinho em uma taça de cristal.
Assim que a viu, fez um sinal com a taça para que ela se sentasse na poltrona na frente da dele. Ela entrou e se dirigiu à ele, tirando sua capa.
Chegou em frente a ele, jogou a capa na poltrona vazia e se sentou no colo dele. Era reconfortante estar de novo junto a ele, sem ninguém olhando ou comentando. Deitou sua cabeça no peito dele, ouvindo os batimentos suaves de seu coração.
Lord Voldemort, com um coração. Irônico.
– Senti sua falta. — ela murmurou.
–Não como eu, te garanto. — ele deu um beijo no topo da cabeça dela — Era horrível saber de você ouvir de você e ver você e saber que você não era você.
– Me viu? — ela perguntou confusa.
– Quando invadia a mente de Potter. Fazia isso só para ver-lhe.
À menção de Harry Potter, Hermione se lembrou de uma pergunta que queria fazer à ele desde que as novas memórias se instalaram em sua cabeça.
– Por que você não mudou o futuro? Digo, pelas minhas novas memórias, tudo está exatamente igual ao que eu conheço.
– Por que mudar o futuro poderia mudar você, eu e muitos outros, poderia acontecer coisas que não eram para ter acontecido. E você poderia não ser uma informante importante no lado deles.
– Então você deu a Harry Potter a cicatriz e sumiu para que a guerra continuasse quase igual ao que era? — levantou a cabeça e olhou nos olhos dele — Você os fez pensar que estavam ganhando a guerra para depois surgir mais forte e pegá-los despreparados e com uma espiã no meio deles. Parabéns!
–A única que entendeu o que eu pretendia fazer. — deu um sorriso para ela — Os Comensais ficaram confusos quando eu comuniquei que iria perder a Primeira Guerra Bruxa para poder ganhar a Segunda.
– Realmente impressionante. Merece um beijo por tamanha esperteza.
Hermione então se inclinou para ele e encostou seus lábios nos lábios frios deles. Ele, cinco décadas longe da garota, logo aprofundou o beijo, que se tornou desesperado, um reflexo da saudade que Tom sentia.
As mãos dela foram, como sempre, para os cabelos negros e arrumados do homem. Já as mãos dele foram para a cintura da garota, trazendo-a para perto de si.
Tom desceu o beijo até o pescoço da garota, que soltou um baixo gemido, sem se preocupar em alguém ouvir. Mas assim que o som escapou pela boca da garota, Tom parou o beijo no mesmo instante e Hermione fez um som de descontentamento.
– Não fique assim. — ele disse baixo, mordiscando a orelha dela — Tenho 99% de certeza que seu pai está atrás daquela porta, ouvindo tudo o que se passa aqui dentro.
Hermione soltou uma risada.
– Não sabia que Lord Voldemort tinha medo de pais ciumentos com suas filhas adolescentes. — ela disse debochada — Conta outra, Tom.
Tom olhou-a irritadiço.
– Eu respeito você, assim como respeito ele. E ele está mesmo nos ouvindo agora. — quando viu o olhar que Hermione lançou nele, suspirou e passou a mão pelo cabelo — E a sua " brincadeirinha" no meu aniversário. Você fica aí, gemendo com um simples beijo e quer que eu me segure.
Hermione não pode evitar de corar. Deu um tapinha de brincadeira no ombro do homem.
– Disse que iria se arrepender.
Tom bufou ao ouvir ela, falava como uma verdadeira sabe tudo. Oh, é mesmo, ela era uma sabe tudo.
– Sim, você estava certa. Desde aquele meu aniversário, até o presente momento eu me arrependo disso. — ele deu um sorriso maroto em resposta ao sorriso convencido que ela ostentava — Mas isso não significa que o jogo não possa virar, espere e verá, querida namorada.
Ouvir Tom chamando-a de "namorada" trouxe um verdadeiro sorriso ao rosto de Hermione, amava ouvi-lo chamando-a assim.
– Irei esperar, querido namorado.
Tom também amava quando ela o chamava de namorado, o jeito com que a palavra saia da boca dela, tão natural.
Tom passara mais de cinquenta anos longe dela, treze deles em forma de espectro, e vê-la ali, sentada no colo dele, chamando-o de namorado, feliz por estar no seu tempo e com seus pais, fazia cada mísero segundo sem ela valer a pena.
Podia ter passado décadas longe dela, mas agora passariam a eternidade juntos.
.
– Tem certeza que eu não posso ficar só mais um pouco? — perguntou Hermione.
– Não.
– Assim vou pensar que me quer longe de você... — ela disse fazendo biquinho.
– Não seja tola, eu sei que você não é assim. — ele deu um beijo nela — Sabes que quero ficar aqui com você, porém você precisa ir.
–Eu sei. — ela suspirou — Vou sentir saudades, escreverei quando puder. Diga aos meus pais que também escreverei a eles. — se virou e começou a andar em direção aos portões da Mansão Malfoy, quando parou e se virou para Tom, que observava-a na soleira da porta — E quando for dizer isso aos meus pais, chame eles em particular e diga que é um assunto sobre mim, sim?
Tom apenas assentiu e observou ela passar pelos portões da mansão, olha-lo mais uma vez e então sumiu.
Hermione parou no mesmo beco que tinha aparecido, estava vazio, eram três e pouca da manhã. Se esfregando um pouco nas paredes imundas do local e bagunçando um pouco os cabelos, ela mandou um patrono para Dumbledore pedindo ajuda, ela tinha voltado.
A lembrança feliz? Tom e ela no aniversário dele, sozinhos na Torre de Astronomia com a neve ao redor.
Fale com o autor