Notas iniciais
Hey, people! Um novo capítulo para vocês! Mais explicações sobre a nova realidade! Até lá embaixo...

Assim que separaram, Hermione pode ver um pequeno sorriso nos lábios, super convidativos por sinal, de Tom. Ele logo tratou de desfazê-lo, tinha uma reputação a zelar. Hermione não se importou de desfazer seu sorriso. Estava intensamente feliz por estar ali com Tom, mesmo que para ela só tivesses se passado menos de uma hora. E com seus pais, embora eles não soubessem que ela era a filha perdida dele.

Tom pegou ela pelo braço e guiou-a até a ponta da mesa, onde ele estava sentado. Do lado esquerdo do “trono” dele, havia uma cadeira, um pouco mais simples que a dele, vazia. Hermione sorriu mais, se lembrando das reuniões deles na escola, onde ela sempre se sentava a esquerda dele.

–Sei que muitos de vocês estão confusos. – Voldemort começou assim que os dois estavam sentados – Contaria eu mesmo para todos vocês, mas sei que Hermione quer muito contar sua história.

Hermione respirou fundo e olhou para cada Comensal ali presente, ela estava temerosa. Discursar para uns alunos tolos era uma coisa, mas discursar para Comensal que pensam que ela é uma sangue ruim.

– Para começar eu não sou Hermione Jean Granger e muito menos uma sangue ruim. Eu sou Hermione Black Lestrange. – Bella arfou e Hermione olhou para ela – Eu sou sua filha.

–Mas... Mas como? Tínhamos certeza que estava na Rússia ou... Morta! — ela parou e olhou para um ponto fixo na parede – DUMBLEDORE! Aquele verme me fez acreditar que meu bebê estava na porcaria da Rússia ou, muito provavelmente, morta, quando na verdade ela estava ali do lado? Em Hogwarts? Esse tempo todo?

Bellatrix tinha um olhar de puro ódio, Hermione chegou a ter pena do velho, mas logo esqueceu isso.

Realmente, Dumbledore era um velho manipulador e inteligente Assim que ficou sabendo da filha dos Lestrange, se lembrou da estudante que caiu no futuro e esperou até o Lord cair para roubar ela do seu lar, deixar pistas falsas que levassem à Rússia, o maior país do mundo, quando a garota estava, na verdade, sendo criada por um casal de trouxas na Inglaterra! E ele nem se deu o trabalho de mudar a aparência dela. Um trabalho de profissional, Hermione tinha que admitir, palmas para ele.

– Sim. – Hermione respondeu envergonhada pelos olhares que recebia – Ah, e tem mais. Eu já conheço vocês, como pais, digo. – vendo o olhar confuso de todos prosseguiu: — Eu acabo de chegar do passado, mais ou manos cinco décadas no futuro. Fiz grande parte do meu sétimo ano junco com o Lord – ela tinha que demonstrar respeito na frente de outros -, Abraxas, Wal e Orion e meus avôs Cygnus, Druella e Canopus.

– Mas como isso é possível? – perguntou Rodolphus.

– Um vira tempo modificado pelo ministério. De onde eu vim, da história original, eu era a mesma pessoa que vocês achavam que eu era. Sangue ruim, Grifinória, Granger e amiguinha do Potter. Mas vocês sabiam que eu era filha de vocês, então no quinto ano, na Batalha do Ministério, meus pais me puxaram para uma sala vazia. – ela deu uma risada – Pensei que ia morrer ali, mas vocês me disseram a verdade: que eu sou filha de vocês, que Dumbledore me tirou de casa quando o Lord caiu e vocês foram presos e que todos que eu considerava meus amigos sabiam disso. Eu no principio não acreditei, é claro, vocês me prenderam na sala e foram matar meus, até então, amigos. Eu comecei a andar pela sala e descobri que a sala era usada para experimentos com viras tempo. Eu peguei um.

“ Depois me acharam, cuidaram de mim e eu só me perguntava quem deles sabia de mim. Todos, eu descobri mais tarde. Eu não acreditava totalmente no que vocês disseram, iria perguntar para o Sirius, mas você matou ele... – ela olhou para Bella que tinha um sorriso travesso nos lábios – Eu gostava dele... Eu entrei de férias, escrevi-lhes uma carta, vocês responderam e deram-me provas incontestáveis. Eu acreditei em vocês e toda a magoa e sentimento de traição que eu sentia por todos do “Lado da Luz” aos poucos foi se transformando em ódio e raiva.”

“ Voltei para Hogwarts, fiz amizade com Draco. Nós dois erámos monitores, sabe, e sempre nos encontrávamos na monitoria, se tornamos grandes amigos, melhores amigos, embora na frente dos outros éramos verdadeiros inimigos. Logo ele começou a trazer os amigos dele para a monitoria. Ficávamos a noite toda conversando e brincando na Sala Precisa, e ninguém nem desconfiava!”

Hermione não estava falando com ninguém em particular, ela olhava a parede a frente dela com um olhar perdido e sonhador, muito parecido com o de Luna.

“Os Sonserinos, amigos de Draco que sabiam de mim, começaram a me falar sobre os ideias do Lord, que eu já sabia, é claro, Draco já era um Comensal e mamãe e papai dizendo em cada carta que trocávamos escondidos o desejo que tinham que eu me tornasse uma Comensal... eu odiava eles, Harry, Ron, Gina, o resto dos Weasley... então eu comecei a mandar informações super secretas da Ordem para o Lord, e de novo, ninguém desconfiava de mim.”

– Então, no seu tempo ou na sua realidade, Draco já era Comensal? Com dezesseis? – perguntou Lucius interessado.

Lucius era exatamente como Hermione se lembrava: loiro, frio e arrogante. Mas depois de meses de convivência com Abraxas, passou a ver por trás daquela pose toda.

– Sim, e eu também. Mas eu me tornei meses depois dele. Estávamos quase completando as missões.. – ela sacudiu a cabeça, voltando ao assunto principal – Pois bem, no primeiro passeio para Hogsmeade eu falei para Potter e Weasley que queria ficar sozinha para comprar os presentes de Natal. Mas eu fui para uma caverna nos arredores do vilarejo se encontrar com meus pais e viemos para a Mansão Malfoy. Tive uma tarde maravilhosa com meus pai e tios, e ganhei a Marca Negra.”

–Nós já nos conhecíamos como tia e sobrinha? – perguntou Narcisa.

Hermione olhou para ela, loira, olhos claros e pele de porcelana. Igual a Druella, era até gentil e protetora como a mãe. Hermione deu um sorriso triste quando se lembrou da grande amiga e avó.

–Sim! Foi até a senhora que me deu esse lindo vestido. – depois olhou o olhar impaciente de Tom. – Voltando a história, os meses se passaram a mesma coisa: eu fingindo ser a amiguinha patética de Potter, encontrando os amigos Sonserinos nas monitorias e passando informações para o Lord... Mas quase no final do ano letivo, minha mãe foi presa de novo. Eu estava indo tomar o café da manhã quando eu vi o Profeta Diário. Condenada ao beijo do dementador. – ela limpou uma lágrima que caiu dos seus olhos – Eu fiquei o dia todo no meu quarto chorando, não apareci para as aulas nem para as refeições. Então eu fui remexer no meu malão, procurar algo que me lembrasse dela, aí eu vi o vira tempo. Arrumei as minhas coisas, já deveria ser quase final do jantar, deixei meus uniformes para trás e girei o vira tempo. Era para cair em 81, mas caí em 45 com o vira tempo quebrado.

Ela ia continuar a falar, mas Tom apertou a mão dela. Alguns Comensais ficaram surpresos com a intimidade do toque.

– Ela fez o sétimo ano comigo e alguns dos primeiros Comensais. Deu-me informações importantes e nomes tantos de aliados como de inimigos. Uma aluna brilhante e gentil, logo todos começaram a respeitá-la, chamaram-na até de Princesa Da Sonserina. Iniciamos um relacionamento. O vira tempo ficou consertado meses depois e ela teve que ir embora. Passaram cinquenta anos para todos, incluindo eu, mas só se passaram no máximo uma hora para ela. – ele falou com sua voz fria que sempre usava para com os Comensais – Isso é tudo o que interessa para muitos de vocês, podem sair. E, creio que não preciso dizer isso, porém vou dizer mesmo assim: se algum de vocês contar o que acabaram de ouvir para alguém que não esteja nessa sala, eu vou mata-lo pessoalmente, assim como família e amigos e destruirei cada lugar que essa pessoa já passou.

Quase todos os Comensais levantaram-se, fizeram uma reverencia para Tom e uma pequena mesura para Hermione e saíram pela grande porta de madeira. Sete pessoas, sem contar Tom e Mione, ficaram sentados em seus lugares: Bellatrix e Rodolphus, Narcisa e Lucius, Rabastan e os dois homens mascarados.

–Já podem tirar as máscaras agora, meus caros.

–Sim, milord. – os dois disseram em uníssono.

Quando Hermione os viu sem máscara, pensou que estivesse vendo dois Orions na sua frente. Os dois eram quase iguais, as mesmas feições, embora que um as tivesse mais marcadas, os mesmos cabelos pretos, só que um os tinha mais compridos e os mesmos olhos azuis.

– Fico feliz em saber que você gosta de mim, priminha. –disse Sirius Black com o seu sorriso provocativo (NA: Tirem o olho dele, o Siriu e Reg da minha fic são MEUS. Assim como demais caras gostosos, lindos e inteligentes).

–Você morreu!

–Eu te garanto que não. – ele ia continuar a falar mais Bella se intrometeu.

– Isso foi um plano do Lord, filha, Snape e alguns da Ordem estavam começando a desconfiar das sumidas de Sirius. Posso te chamar de filha?

–Sim, mamãe. – Hermione respondeu com um sorriso e recebeu um sorriso maior ainda da mãe.

Regulus Black se apresentou para ela, visto que era o único ali que ela não conhecia, ele pareceu ser bem mais gentil e calmo que o irmão mais velho, que vivia fazendo piadas. Reg, como Hermione passou a chama-lo, era muito inteligente também e disse que só ficava de máscara para combinar com o irmão, seriam conhecidos como os Irmão Mascarados, dizia ele.

–Sempre dizem que os Black são loucos.- disse Narcisa provocativa.

– Mas você nasceu uma Black, querida prima. – Sirius rebateu divertido – Embora eu ache que meu querido irmãozinho é mais louco do que o considerado normal para os Black.

Todos na sala riram, a presença de Lord Voldemort esquecida por alguns momentos. Tom estava observando a interação de sua Lady com a família. Ela parou de rir e olhou para ele, como se lembrasse de algo muito importante.

–Tom?- ela perguntou indecisa, não sabia como chamá-lo na frente de outros- Lembra-se de mais ou menos duas horas atrás? Quando lhe dei aquele negócio?

– Sim. Mas isso foi há cinquenta anos. Quer ele agora?

Hermione assentiu com a cabeça e Tom passou o anel para ela. Hermione pegou sua varinha de dentro da capa e transformou o anel em sua forma original. Os outros estavam atentos no que ela fazia.

Hermione olhou para seu pai, que estava em sua frente e passou o anel para ele. Disse a ele para trocar de anel com ela, que nunca o tirasse e que o protegesse. Rodolphus mesmo confuso fez o que ela pediu e deu o seu anel Lestrange para ela. Depois disso, passaram a conversar sobre o que Hermione iria fazer dali em diante.

Notas finais
SIRIUSSSS BACKKKKKKKKKKKKKKKKKK! Agora vamos aos assuntos sérios: Eu vou para o Rio hoje a noite, minha avó de Pernambuco vai chegar e faz mais de um ano que eu não vejo ela. Resumindo, vou demorar um pouco para postar, mas nada demais. Comentem, critiquem, opinem e recomendem! Até a próxima!