A Varinha de Sabugueiro
4 04 - Clube de Duelos
No dia seguinte, às 7 horas da manhã, por incrível que pareça, todos os alunos de Hogwarts já estavam no salão principal, muito mais animados do que o normal quando o diretor Slughorn adentrou o salão, e com um movimento leve e displicente da varinha, surgiram os mais diversos tipos de pães e acompanhamentos possíveis para um café da manhã realmente reforçado.
— Caros alunos, sentem-se e sirvam-se, vocês vão precisar. – disse o diretor, fazendo com que todos os alunos não pensassem duas vezes antes de irem em direção às suas cadeiras e servirem-se com os mais variados alimentos possíveis.
Na opinião de Alvo, aquele fora o café da manhã mais rápido de o todo o tempo que ele esteve em Hogwarts, entre cinco e dez minutos, todos os alunos presentes ao salão principal já haviam terminado e estavam se dirigindo ao pátio, onde fora armada a bancada de duelos, chegando lá, Alvo e Scorpio se sentaram bem na fileira de cadeiras que estava mais próxima da bancada, que era extremamente grande, muito maior do que nas edições anteriores, e mais retangular do que quadrada. Após todos os alunos escolherem seus devidos lugares, o diretor Slughorn, acompanhado do professor Flitwick e da professora McGonnagal, além de uma pessoa que ninguém ali pareceu conhecer, usava vestes pretas, calça e um tipo de casaco, menos por sua camisa por baixo do casaco, que era verde a parecia ter o símbolo de Hogwarts junto ao peito.
— Quem será aquele ao lado da professora McGonnagal? – perguntou Allice, se aproximando de Alvo e Scorpio, juntamente com Rosa, Hugo, Lawliet e Líllian. – Não sei, mas sei lá, ele me passa uma figura de tranqüilidade. – respondeu Scorpio a Allice. – Bom... – começou o diretor Slughorn. – Como vocês devem ter percebido, não estou sozinho aqui, ao meu lado esquerdo está o conhecido professor de feitiços de vocês, Fillius Flitwick , e ao meu lado direito está a também conhecida professora de vocês de transfiguração, Minerva McGonnagal. – continuou o diretor, quando fora interrompido pela professora McGonnagal. – Ora Horácio, vamos logo, todos aqui sabem quem eu e Fillius somos. – disse a professora McGonnagal. – Retomando o assunto, ao lado de Minerva está uma pessoa que provavelmente vocês não conhecem, acho melhor eu deixá-lo se apresentar da forma que ele achar melhor. – concluiu o diretor, olhando para o estranho. – Bom, já que o diretor me deu a liberdade, eu acho que tenho um jeito bem legal de me apresentar para vocês, abrindo o Clube de Duelos, primeiro eu quero um aluno do quinto ano em cima da bancada, hum, você! – disse o estranho, apontando a varinha que de repente, sem ninguém ver, ele já havia empunhado, para Lawliet. – Venha, venha, não tenha medo, se não vou me sentir ofendido. – concluiu o homem ao ver a reação de Lawliet, que após tal declaração, se levantou e subiu até a bancada pela escada lateral. – Vamos, me diga o seu nome e sobrenome e a casa a qual pertence. – disse o estranho, encorajando Lawliet, que disse em um tom alto e claro. – Lawliet Crawlford, Grifinória. – Bom, pessoal, todos vocês, até você Sr. Crawlford, vamos fazer um trato, se o Sr. Crawlford conseguir me desarmar em um duelo de varinhas, eu me apresento à vocês, mas se, eu desarmá-lo, ele só volta a duelar neste clube no final da semana, ou seja, na sexta de noite e aí algum aluno mais que queira se candidatar a tentar me desarmar, vem aqui sob as mesmas condições em que o Sr. Crawlford se encontra. Então, temos um acordo? – propôs o estranho aos alunos de Hogwarts, que ficaram olhando estupefatos para ele em cima da bancada. – Já que vocês não estão muito afim de falar, quem for a favor, lance uma fagulha verde da ponta de sua varinha, e quem for contra, uma fagulha vermelha, então novamente, temos um acordo? – tornou a propor o estranho, lançando uma fagulha verde em direção ao céu da ponta de sua varinha, na qual agora, quase todos os alunos, inclusive Lawliet, também fizeram, fazendo o céu ficar por um breve momento, tão verde quanto a bandeira sonserina.
— Antes de sairmos desferindo ataques um ao outro, vamos às regras, caso haja alguma objeção, ou algo que esteja fora dos padrões de acordo com as idéias de vocês, primeiramente, o objetivo de ambos os bruxos é desarmar o oponente, o meu alvo sempre a varinha do meu oponente, já o meu oponente, me tem como alvo, ou seja, eu não tentarei em hipótese alguma estuporar algum de vocês, mas estou dando liberdade total para vocês fazerem isso comigo, mas, mesmo que vocês me estuporarem e eu cair ainda segurando a varinha, não irá adiantar nada, pois eu só me apresento após ser desarmado e não estuporado, e mais uma coisa, não importam os meios usados para se atingir o fim desejado, desde que o mesmo não seja ilegal, todos entenderam? – perguntou o estranho, olhando atentamente os alunos de Hogwarts, que também pareciam estar prestando muita atenção no que o homem falara. – Sem perguntas, então podemos começar, diretor, professores, se me permitem. – disse o homem educadamente. – São seus. – respondeu o diretor, cordialmente.
— Então, Sr. Crawlford, por favor, saque sua varinha. – pediu o estranho, preparando a sua para defesa. – Então tá. – respondeu Lawliet, sacando sua varinha de dentro do bolso interno da capa preta com o símbolo da Grifinória bordado detalhadamente no lado esquerdo do peito e apontando-a ao estranho. – Comece. – pediu o estranho. – Estupore!— gritou Lawliet, fazendo irromper um feixe laranja da ponta de sua varinha e foi em direção ao estranho, que apenas moveu sua varinha displicentemente e faz desaparecer o raio laranja, e em seguida, fez um movimento circular com sua varinha, e sem dizer apenas uma palavra, jogou a varinha de Lawliet da mão dele, fazendo ela parar extremamente longe da bancada de duelos. – Bom Sr. Crawlford, não foi desta vez, e desculpe por ter arremessado a varinha tão longe, eu realmente queria que ela caísse mais próxima, minhas sinceras desculpas, Accio varinha. – falou o estranho, balançando a varinha e fazendo com que a de Lawliet voasse até sua mão, e por fim, entregando-a ao garoto. – Obrigado, foi bom duelar contra você. – disse Lawliet, fazendo uma reverência ao estranho e deixando a bancada, fazendo o estranho ficar levemente corado. – Bom, tenho algum desafiante ou vocês nem querem saber quem eu sou? – perguntou o estranho, fazendo com que se formasse uma fila quase instantaneamente à frente da bancada de duelos. – Bom, o mesmo esquema, o desafiante sobe, apresenta nome e casa, e então duelamos, que venha o primeiro da fila! – disse o estranho, animado com a cena, ao ver um aluno da Lufa-Lufa do sétimo ano subir à bancada, e novamente, com uma facilidade tão alta, o garoto fora desarmado pelo estranho, que desta vez não tivera sua varinha arremessada tão longe do aluno e nem fora da bancada.
Da mesma com Lawliet, fora com vários outros alunos, até mesmo com Hugo, Allice, Rosa e Alvo, que também foram desarmados sem nenhum esforço pelo professor, até que então, chegou a vez de Líllian, exímia duelista da família Potter.
— Líllian Luna Potter, Grifinória! – anunciou a garota, imponente e decidida a desarmar o estranho e por de uma vez por todas um fim nesta história de segredinho. – Oh, Potter novamente. – respondeu o estranho, admirado em enfrentar dois Potter no mesmo dia. – Mas não se empolgue muito, não sou ruim que nem o meu irmãozinho mais velho. – respondeu Líllian, provocando o irmão e fazendo o mesmo ficar vermelho de raiva na cadeira ao qual já estava sentado faz tempo. – Então vamos lá, Srta. Potter me mostre do que é capaz. – desafiou o estranho, que de repente foi obrigado a usar a varinha para desviar um feitiço não-verbal lançado por Líllian. — Muito bom Srta. Potter, vejo que já sabe usar feitiços não-verbais, muito bom, admito que estou impressionado! – disse o estranho, que começara a girar a varinha, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, Líllian gritou. – Rictusempra!— e um lampejo cinza irrompeu da varinha de Líllian, acertando o estômago do estranho, que começara a ter um acesso de risos incontroláveis, e aproveitando a chance, Líllian gritou outra vez. – Expelliarmus!— mas antes que o feitiço atingisse a varinha do estranho, o mesmo aparatou e o feitiço passou reto pelo local onde ele estava, e o estranho aparecera atrás de Líllian, e murmurou calmamente. – Expelliarmus.— e a varinha de Líllian fora arremessada até o local onde o estranho antes estava. – Mas, você aparatou, em Hogwarts. – respondeu Líllian, estupefata com a situação. – “Não importam os meios para atingir os fins desejados”, lembra Srta. Potter? – mas não é possível aparatar nos terrenos de Hogwarts. – disse Líllian, argumentando arduamente com o estranho. – Eu gostei de você Srta. Potter tenho quase certeza de que vamos nos dar bem, mas, leia as entrelinhas. – respondeu o estranho, cordialmente. – Ah, que seja! – exclamou Líllian, vencida tanto no duelo, quanto nas palavras. – Viu maninha, você foi derrotada até mais do que eu, duas vezes! – caçoou Alvo, com a chegada da irmã, que por sua vez preferiu ficar quieta ao invés de estuporá-lo até o outro lado do terreno da escola.
Já eram quase 9 horas da manhã quando chegou a vez de Scorpio duelar com o estranho.
— Scorpio Malfoy, Sonserina. – disse Scorpio, calmamente após subir a bancada. – Ora, ora, depois de dois Weasley e dois Potter, agora um Malfoy, hoje é o meu dia de duelar com famílias famosas. – respondeu o estranho, parecendo entusiasmado com a situação. – Nem tão famoso assim, os Malfoy são conhecidos por poucos, podemos começar? – perguntou Scorpio, sacando a varinha do bolso interno das vestes sonserinas. – Por que não? – respondeu o estranho, preparando sua varinha. – Estupefaça!— bradou Scorpio, lançando o feitiço em direção ao estranho, que teve que mover a varinha rapidamente para poder se defender, e aproveitou e já revidou o feitiço, rapidamente e seriamente, pois percebeu que Scorpio estava duelando pra valer. – Expelliarmus!— respondeu o estranho, brandindo a varinha em direção à Scorpio, que também, se defendeu do feitiço. – Protego!— Transfiguriarmus! — respondeu o estranho, mas para a surpresa dele, ao ver o feixe azul voando em direção à sua varinha, Scorpio desapareceu e reapareceu para trás do estranho, já gritando. – Estupore!— acertando o estranho pelas costas, que caiu alguns metros à frente, de barriga para cima. – Expelliarmus.— murmurou Scorpio, fazendo a varinha na mão estranho ser arrebatada de sua mão. – Acho que agora você nos deve algumas explicações. – disse Scorpio, recolhendo a varinha do estranho e entregando-a ao dono. – É verdade, obrigado Sr. Malfoy. – disse o homem, se levantando e apanhando a varinha que Scorpio lhe entregara. – Parece que eu não terei muitos problemas, um aluno do sétimo que já sabe aparatar e uma aluna do quinto ano que já usa feitiços não-verbais extremamente bem, bom, trato é trato. – disse o homem, guardando a varinha dentro do bolso interno do casaco e ajeitando as vestes, que com um movimento displicente de varinha, substituíra sua camiseta verde com o símbolo de Hogwarts por uma branca e lisa, e seu casaco preto, agora possuía no lado esquerdo do peito “Professor” e logo abaixo, o símbolo de Hogwarts, e em seguida, recolocou a varinha no bolso interno do novo casaco.
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